quinta-feira, 5 de março de 2020

𝐀 𝐑𝐄𝐂𝐄𝐈𝐓𝐀 𝐃𝐄 𝐉𝐄𝐒𝐔𝐒 𝐏𝐀𝐑𝐀 𝐀 𝐕𝐄𝐑𝐃𝐀𝐃𝐄𝐈𝐑𝐀 𝐅𝐄𝐋𝐈𝐂𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄



A receita de Jesus 

para a verdadeira felicidade

Referência: Mateus 5.1-3
INTRODUÇÃO
1. Jesus, o maior pregador
Este texto abre o que nós chamamos do maior sermão da história, o sermão do monte. Jesus é o maior pregador de todos os tempos. Ele é a própria Palavra encarnada. Ele é a verdade. Suas palavras são oráculos; suas obras, milagres; sua vida, modelo; sua morte, um sacrifício. Enquanto nós não podemos conhecer todas as faces dos ouvintes, ele conhece o coração de todos os homens.
2. Jesus, o maior pregador prega sobre a verdadeira felicidade 
a) O cristianismo é a religião do prazer e da felicidade
O homem é um ser obsecado pelo prazer. O hedonismo, a filosofia que ensina que o prazer é o fim último do ser humano parece reger a humanidade. A grande questão é onde está esse prazer: nas coisas externas? No dinheiro? No sucesso? Na cultura? No sexo? Na diversão? Nas viagens psicodélicas?
Salomão buscou a felicidade na bebida, na riqueza, no sexo e na fama e viu que tudo era vaidade (Eclesiastes 2:1-10).
John Piper disse que o problema não é a busca do prazer, mas o contentamento com um prazer terreno, carnal, raso, passageiro. Deus nos criou para o prazer. A busca da felicidade é legítima. O verdadeiro prazer está em Deus. O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.
Agostinho disse: “Senhor, tu nos criaste para ti e a nossa alma não encontrará descanso até se repousar em ti”.
I. A VERDADEIRA FELICIDADE É UM GRANDE PARADOXO AOS OLHOS DO MUNDO 
1. A verdadeira felicidade é abraçar o que o mundo repudia e repudiar o que o mundo aplaude
Jesus diz que feliz é o pobre, o que chora, o manso, o puro, o perseguido.
Jesus diz que bem-aventurado é o pobre de espírito e não a pessoa autosuficiente, arrogante, soberba.
Jesus diz que bem-aventurado é o que chora e não aquele que é durão, insensível.
Jesus diz que bem-aventurado é o manso, o que abre mão dos seus direitos e não o valente, o brigão.
Jesus diz que bem-aventurado é o pacificador, aquele que não apenas evita contendas, mas busca apaziguar os ânimos exaltados.
Jesus diz que bem-aventurado é o puro de coração e não aqueles que se banqueteam com todos os prazeres do mundo.
Jesus diz que bem-aventurado é o perseguido por causa da justiça e não aquele que procura levar vantagem em tudo.
Jesus diz que quem ganha a sua vida, a perde; mas o que a perde, esse é o que a ganha.
Jesus diz que o humilde é que será exaltado.
2. A verdadeira felicidade não está nas coisas externas, mas nas coisas internas
Jesus não disse que bem-aventurados são os ricos. Essa felicidade não está centrada em coisas externas. As riquezas não satisfazem. Deus colocou a eternidade no coração do homem. Nem todo o ouro da terra poderia preencher o vazio da nossa alma.
A verdadeira felicidade está centrada não na posse das bênçãos, mas na fruição da intimidade com o abençoador. Para alcançar a felicidade, não basta posse, mas fruição. Um homem pode morar num palácio e não se deleitar nele. Ele pode ter o domínio de um reino e não ter paz na alma. “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 144:15). Deus é o descanso da alma (Sl 116:7).
A verdadeira felicidade é deleitar-se em Deus, é alegrar-se com o sorriso de Deus, é beber dos rios de seus prazeres (Sl 36:8).
A verdadeira felicidade consiste em desfrutar da plenitude de Deus: ele é sol, escudo, herança, fonte, rocha, alegria, esperança.
A verdadeira felicidade consiste em tomar posse da bem-aventurança agora e na eternidade.
3. A verdadeira felicidade não é uma promessa para o futuro, mas uma realidade para o presente
Jesus não disse: Bem-aventurados serão os pobres de espírito, mas bem-aventurados são. Os crentes não serão felizes quando chegarem ao céu, eles são felizes agora. Os crentes são felizes antes mesmo de serem coroados. Eles são felizes não apenas na glória, mas a caminho da glória.
II. A VERDADEIRA FELICIDADE ESTÁ FUNDAMENTADA NO SER E NÃO NO TER 
1. O que ser pobre de espírito não significa 
a) Não significa pobreza financeira – Francisco de Assis foi o patrono daqueles que pensaram que renunciar as riquezas financeiras para viver na pobreza ou num monastério dava crédito ao homem diante de Deus. Mas a pobreza em si não é um bem, como a riqueza em si não é um mal. Uma pessoa pode ser pobre financeiramente e não ser pobre de espírito. A pobreza financeira pode ser fruto da obra do diabo, da exploração, da ganância e da preguiça.
b) Não significa ter uma vida espiritual pobre – Jesus não está elogiando aqueles que são espiritualmente pobres, descuidados com a vida espiritual. Ser pobre em santidade, verdade, fé e amor é uma grande tragédia. Jesus condenou a igreja de Laodicéia: “Sei que tu és pobre, miserável, cego e nu” (Ap 3:17).
c) Não significa pobreza de auto-estima – Jesus não está falando que as pessoas que pensam menos de si mesmas são felizes. Auto-estima baixa não é um bem, mas um mal.
d) Não significa timidez ou fraqueza – Essas características não são virtudes, senão males que devem ser combatidos.
2. O que significa ser pobre de espírito 
a) Ser pobre de espírito é a base para as outras virtudes – A primeira bem-aventurança é o primeiro degrau da escada. Se Jesus começasse com a pureza de coração, não haveria esperança para nós. Primeiro precisamos estar vazios, para depois sermos cheios. Não podemos ser cheios de Deus, enquanto não formos esvaziados de nós mesmos. Esta virtude é a raiz, as outras são os frutos. Uma pessoa não pode chorar pelos seus pecados até saber que não tem méritos diante de Deus. Ele jamais sentirá fome e sede de justiça a não ser que saiba que carece totalmente da graça.
b) Ser pobre de espírito é reconhecer nossa total dependência de Deus – No grego há duas palavras para designar “pobreza”. Penês = é o homem que tem que trabalhar para ganhar a vida, é aquele que não tem nada que lhe sobre. É o homem que não é rico, mas que também não padece necessidades. Ele não possui o supérfluo, mas tem o básico. Ptokós = descreve a pobreza absoluta e total daquele que está afundado na miséria. É o mendigo, o extremamente necessitado. Aquele que não tem nada. Esta é a palavra que Jesus usou. Feliz é o homem que reconhece sua total carência e coloca a sua confiança em Deus. Feliz é o homem que reconhece que o dinheiro, o poder e a força não significam nada, mas Deus significa tudo. O poeta expressou bem o pobre de espírito:
Nada em minhas mãos eu trago,
Simplesmente à tua cruz me apego;
Nu, espero que me vistas
Desamparado, aguardo a tua graça;
Mau, à tua fonte corro,
Salva-me, Salvador, ou morro.
Ser pobre de espírito é agir como o publicano: “Senhor, compadece-te de mim, um pecado”. João Calvino disse: “Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito.” Moisés: “Senhor, quem sou eu, eu não sei falar”. Isaías clamou: “Ai de mim, estou perdido…”. Pedro gritou: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou pecador”. Paulo clamou: “Miserável homem que eu sou.”. Ser pobre de espírito é expor suas feridas ao óleo do divino Médico. Se uma pessoa não é pobre de espírito, ela não acha sabor no pão do céu, não sente sede da água da vida; ela vai pisar nas riquezas da graça, ela não vai jamais desejar a redenção nem ter prazer na santificação.
c) Ser pobre de espírito é a nossa verdadeira riqueza – A riqueza de Cristo só pode ser apropriada pelos pobres de espírito. Há aqueles que pensam que se pudessem encher suas contas bancárias com ouro seriam ricos. Mas aqueles que são pobres de espírito, esses é que de fato são ricos. Quão pobres são aqueles que pensam que são ricos: Jesus disse para a rica igreja de Laodicéia: Você é pobre e miserável. Mas Jesus disse para a pobre igreja de Esmirna: “Conheço a tua pobreza, mas és rica”.
3. Porque devemos ser pobres de espírito
Ser pobre de espírito é a jóia que o cristão deve usar. Primeiro o homem se torna pobre de espírito, depois Deus o enche com sua graça.
a) Enquanto você não for pobre de espírito, jamais Cristo será precioso para você – Enquanto não enxergarmos nossa própria miséria, jamais veremos a riqueza que temos em Cristo. Enquanto você não perceber que está perdido, jamais buscará refúgio em Cristo. Enquanto não enxergar a feiúra do seu pecado, jamais desejará o perdão e a graça de Cristo.
b) Enquanto você não for pobre de espírito, você não estará pronto para receber a graça de Deus – Aqueles que abrigam sentimentos de auto-suficiência e se sentem saciados, jamais terão sede de Deus. Aqueles que se sentem cheios de si mesmos, jamais poderão ser cheios de Deus. Aqueles que pensam que estão são, jamais buscarão o Médico. Aqueles que pensam que têm méritos, jamais desejarão ser cobertos pela justiça de Cristo.
c) Enquanto você não for pobre de espírito, você não pode ir para o céu – O Reino de Deus pertence aos pobres de espírito. A porta do céu é estreita e aqueles que se consideram grandes aos seus olhos não podem entrar lá.
4. Como podemos saber que somos pobres de espírito
a) Quando toda a base da nossa aceitação por Deus está nos méritos de Cristo – Uma pessoa pobre de espírito não tem nada a exigir, a merecer, a reclamar. Ela se vê desamparada até refugiar-se em Cristo. Ela não tem descanso para a alma até estar firmada na rocha que é Cristo. Ela não busca nenhuma outro tesouro ou experiência além de Cristo. Ela está plenamente satisfeita com Cristo.
b) Quando o nosso coração está desprovido de toda vaidade – Jó mesmo sendo um homem piedoso, que se desviava do mal, que suportou provas tremendas sem negociar sua fidelidade a Deus, disse: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:6). Quanto mais graça ele tem, mais humilde ele se torna, porque mais devedor.
c) Quando o nosso coração anseia e clama mais por Deus em oração – Um homem pobre está sempre pedindo como Moisés. Ele sempre quer mais de Deus. Ele sempre está batendo no portal da graça. Ele sempre está derramando suas lágrimas no altar.
5. Motivos para sermos pobres de espírito 
a) Ser pobre de espírito é nossa riqueza – Você pode possuir as riquezas do mundo e ser pobre. Mas você não pode ter essa pobreza de espírito sem ser rico. O pobre de espírito é aquele que se prepara para receber toda a riqueza de Cristo.
b) Ser pobre de espírito é nossa nobreza – Se você é pobre de espírito, Deus olha para você como uma pessoa de honra. Aquele que é pobre aos seus próprios olhos, é precioso aos olhos de Deus. Quanto mais você se humilha, mais Deus o exalta.
c) Ser pobre de espírito aquieta nossa alma – Então, pode dizer como o salmista: “Eu sou pobre e necessitado, mas Deus cuida de mim.”
III. A VERDADEIRA FELICIDADE É UMA RECOMPENSA PARA O PRESENTE E PARA O FUTURO 
1. A posse do Reino de Deus é algo presente e não apenas futuro
Jesus disse: “Bem aventurados os pobres de espírito, porque dos tais é o Reino dos céus”. Ele não disse, “porque dos tais será o Reino dos céus”.
A felicidade cristã não é para ser desfrutada apenas no céu, mas agora, a caminho do céu. O povo de Deus deve ser o povo mais feliz da terra. “Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo Senhor, escudo que te socorre, espada que te dá alteza” (Dt 33:29).
A pobreza de espírito está conectada com a posse de um Reino mais glorioso do que todos os tronos da terra. Pobreza é o oposto de riqueza e ainda quão ricos são aqueles que possuem o Reino. A pobreza de espírito é o pórtico do templo de todas as demais bênçãos.
A palavra Makários descreve uma alegria e uma felicidade permanente, que não sofre variações. É uma alegria que não pode ser destruída pelas circunstâncias da vida. Jesus disse: “A vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo 16:22). É a felicidade que existe na dor, na perda, na doença, no luto. É o gozo que brilha através das lágrimas e que nada, nem a vida nem a morte, pode tirar.
Entramos no Reino e o reino entrou em nós (Lc 17:21). Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Nascemos de cima, do alto, do Espírito. Estamos em Vitória, mas estamos em Cristo. Estamos em Vitória, mas estamos assentados nas regiões celestiais em Cristo. Estamos passando por lutas, mas já estamos abençoados com toda sorte de bênção em Cristo.
2. A nossa felicidade será completa quando tomarmos posse definitiva do Reino no futuro 
a) Os salvos não apenas vão entrar na posse do Reino, mas vão reinar com o Rei da glória – Estaremos não apenas no céu, mas também nos tronos. Teremos uma coroa, teremos vestes reais, receberemos um trono (Ap 3:21).
b) O reino dos céus excede ao esplendor dos maiores reinos do mundo – 1) Porque o fundador desse Reino é o próprio Deus. 2)Porque esse Reino será mais rico do que todos as riquezas de todos os reinos. Tudo que é do Pai é nosso. Somos os herdeiros de todas as coisas. 3) Porque o Reino dos céus excede aos demais em perfeição. As glórias de Salomão serão nada. As glórias dos palácios dos skaikes dos Emirados Árabes serão palhoças. 4) Porque o Reino dos céus excede em segurança – Nada contaminado vai entrar lá, nenhuma maldição. 5) Porque o Reino dos céus excede em estabilidade – Os reinos do mundo caíram e cairão, mas o Reino de Deus permanecerá para sempre. O crente mais pobre é mais rico do que os reis mais opulentos da terra.
CONCLUSÃO 
Temos nós andado de modo digno desse Reino? Temos vivido de modo compatível com aqueles que vão assentar em tronos? Temos resplandecido a glória de Deus em nós?
Seu coração está vazio de vaidade? Está sedento pelas coisas do céu? Você já abriu mão de tudo para se derramar aos pés de Cristo?
No tempo de Cristo quem entrou no Reino não foram os fariseus que se consideravam ricos em méritos, nem os zelotes que sonhavam com o estabelecimento do Reino com sangue e espada; mas os publicanos e as prostitutas, o refugo da sociedade humana que sabiam que eram tão pobres que nada tinham para oferecer, nem receber. Tudo o que podiam fazer era clamar pela misericórdia de Deus.

Autor: Reverendo Hernandes Dias Lopes.

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𝐍Ã𝐎 𝐓𝐄𝐍𝐇𝐀 𝐌𝐄𝐃𝐎



Não tenha medo

Referência: Mateus 1.18-25
INTRODUÇÃO 
1. A Mensagem do Nascimento de Cristo trouxe medo para Zacarias, Maria, José e os pastores:
a) Não temas Zacarias (Lc 1:13).
b) Não temas Maria (Lc 1:30)
c) Não temas José (Mt 1:18-20)
d) Não temas pastores (Lc 2:10).
2. O inesperado provoca medo em nosso coração
a) Tudo estava indo bem com José
Ele estava noivo com a jovem dos seus sonhos
Eles estavam fazendo planos para o futuro.
b) Então José descobre que Maria está grávida
c) Rapidamente o mundo de José entra em colapso. Ele começou a ter medo do futuro.
3. Vejamos algumas lições práticas deste texto:
I. NÃO DEVEMOS TER MEDO QUANDO AS COISAS PARECEM INEXPLICÁVEIS – V. 18
1. José ficou com medo porque concluiu que Maria tinha sido infiel
a) Nós geralmente chegamos a conclusões equivocadas sobre realmente o que está acontecendo com as pessoas à nossa volta. Ficamos com medo. Ficamos chocados e até mesmo decepcionados quando tiramos conclusões apressadas.
b) Foi por isso que Jesus nos alertou sobre o perigo de julgarmos os outros. “Não julgueis para que não sejais julgados. Por que com a medida com que julgardes, sereis também julgados” (Mt 7:1).
2. Enquanto José está se preocupando, cheio de medo, Deus estava trabalhando um plano maravilhoso para a sua vida
Às vezes ficamos deprimidos, porque deixamos de descansar na soberania de Deus. Ele está no controle de tudo. Achamos que o nosso caminho se fechou. Achamos que o nosso futuro acabou. Achamos que a vida perdeu o sentido; e nem, sabemos que Deus está trabalho algo novo, glorioso para nos abençoar e nos surpreender.
3. José estava com medo de Maria ter sido infiel ou imoral, mas nela estava se cumprindo a profecia bíblica de que uma virgem daria à luz ao Messias (Is 7:14)
Os temores de José só viam pela frente uma tragédia, mas Deus estava apontando o cumprimento de uma profecia messiânica. Ele via um futuro trágico, Deus um caminho cheio de luz. Ele temia porque não olhava para as circunstâncias na perspectiva de Deus.
4. José estava com medo, porque não compreendia todos os fatos
O que José pensou que era pecaminoso, era sagrado. Maria não era uma noiva infiel, mas uma serva fiel e obediente ao Deus vivo. Seu ventre hospedava não o fruto do pecado, mas a obra do Espírito Santo. Ele carregava no ventre não um filho ilegítimo, mas o Filho de Deus. Ele trazia no seu ventre não o fracasso de um sonho, mas o Salvador do mundo.
5. Nós devemos ter mais cautela ao sermos precipitados acerca do fracasso dos outros
Muitas vezes julgamos os outros de forma precipitada. Fazemos juízo temerário e sofremos por ele, sem conhecermos profundamente o que de fato está acontecendo. Só Deus conhece. Só Deus pode julgar. Devemos ser mais cautelosos ao julgarmos e condenarmos as pessoas apenas pelas aparências.
II. NÃO DEVEMOS TER MEDO ACERCA DA PREOCUPAÇÃO COM A OPINIÃO PÚBLICA – V. 19 
1. José nos ensina que devemos proteger as pessoas, em vez de expô-las ao opróbrio público
José tinha dois caminhos para lidar com Maria: 1) Divorciar-se dela publicamente, fazendo sua defesa – Para proteger-se teria que expô-la. Para salvar sua honra, teria que comprometer a honra de Maria. Mas a Bíblia diz que José era homem justo e não queria infamá-la. Quem ama cobre multidão de pecados. Quem não expõe o outro ao opróbrio. 2) Ele resolveu então, deixá-la secretamente – Dispôs a sofrer o dano. Ele não queria que Maria tivesse sua reputação destruída por um suposto pecado. Ele temeu o que outros poderiam fazer com Maria, ao tomarem conhecimento dos fatos que ele suspeitava.
2. José temeu, porém, porque permitiu que a opinião dos outros determinassem seu futuro
a) A nossa responsabilidade é fazer o que Deus determina que façamos – Quando tememos o que os outros vão pensar de nós, deixamos de fazer o que Deus nos manda fazer. Quando tememos o que os outros vão pensar ou falar nos afastamos das pessoas que mais amamos por causa das nossas suspeitas infundadas.
b) O temor da opinião pública pode nos manter distantes do melhor de Deus para a nossa vida – José estava a ponto de abandonar Maria e viver sozinho, renunciando seu amor e sua amada. Se ele o fizesse, teria se privado do melhor de Deus para a sua vida.
c) O medo da opinião dos outros pode nos levar a fazer coisas que inconientes (Pv 29:25) – Quem teme os homens arma ciladas, mas quem teme a Deus, descansa.
3. Aqueles que estão no centro da vontade de Deus não necessitam temer a cerca da reação das pessoas
Você não deve agradar a homens, mas sim a Deus.
A voz da multidão, a opinião da massa nem sempre expressa a verdade, muito menos a vontade de Deus.
III. NÃO DEVEMOS TER MEDO QUANDO SOMOS ASSOLADOS PELA ANGÚSTIA MENTAL – V. 20 
1. José ficou com medo porque sua mente não se desligou do problema, em vez de buscar o esclarecimento dos fatos
Ele deve ter pensado no problema continuamente. Logo depois da visita do anjo Gabriel Maria viajou para Judéia e lá ficou seis meses na casa da prima Isabel. O texto nos dá a entender que Maria guardou em silêncio o que aconteceu. José deve ter ficado em profunda angústia com a viagem misteriosa da sua noiva. Por que viajar agora? Por que tanto tempo? Por que o silêncio? Por que apareceu grávida? O que vão pensar as pessoas? Como ficará sua reputação? O que vão pensar de Maria? Sua mente é um turbilhão. Ele não consegue dormir. Está em crise.
Nossos problemas, às vezes, nos tiram o sono, o apetite. Não conseguimos desligar nossa mente. Não conseguimos descansar. Não conseguimos racionar direito. Ficamos aturdidos. Confusos.
2. José ficou com medo, ainda que sua ansiedade era realmente infundada
a) O que ele pensou que poderia trazer a morte, trouxe a libertação da morte – Maria não seria apedrejada, não sua reputação seria destruída, nem seu casamento com Maria acabado. A gravidez de Maria traria o sol da Justiça, a salvação de Deus. O Filho de Maria chamar-se-ia JESUS e IMANUEL. O salvador do pecado e o Deus conosco. Ele veio para trazer salvação. Ele veio para estar conosco.
JESUS: 1) A principal missão de Jesus é salvar
2) O grande mal do qual Jesus nos salva é o pecado
3) Esta salvação é para o povo de Jesus
> EMANUEL: 1) Ele veio para estar conosco: Eden, Santuário, Templo, Encarnação, ES, Templo celestial.
b) O que ele pensou que poderia ser a ruína do nome de Maria, imortalizou o nome dela – Maria tornou-se a mãe do Salvador. Ele teve o único, sublime privilégio de amamentar o criador do universo, de carregar nos braços aquele que sustenta os céus e a terra, de ensinar os primeiros passos àquele que é o caminho para Deus. José estava sofrendo por algo oposto à verdade dos fatos. Sua suposição era não só infundada, mas diametralmente equivocada.
c) O que ele pensou que poderia arruinar a reputação de Maria entre os homens, fez dela bendita entre as mulheres – Maria em vez de ter seu nome manchado, sua reputação maculada, seu caráter desonrado, tornou-se através dessa gravidez a bendita entre as mulheres.
3. Muitos de nossos temores são infundados; devemos substituir os nossos temores pela fé
O medo é o oposto da fé, onde ele chega a fé vai embora. Tememos porque desviamos os olhos de Deus, deixamos de olhar para vida na perspectiva de Deus, deixamos de confiar que Deus está no controle de tudo.
CONCLUSÃO 
1. Sobre que assunto da sua vida, Deus precisa lhe dizer: “Não tenha medo” hoje?
2. Deus é poderoso para encontrar você também em seus medos como ele encontrou José e transformar suas angústias em motivo de celebração.
3. Lance sobre o Senhor todas as suas ansiedades. Ele tem cuidado de você. A mensagem do Natal remove de nós o medo e enche o nosso peito de fé e a nossa boca de júbilo.

Autor: Reverendo Hernandes Dias Lopes

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segunda-feira, 2 de março de 2020

𝐑𝐄𝐃𝐄𝐒𝐂𝐔𝐁𝐑𝐀 𝐀 𝐈𝐌𝐏𝐎𝐑𝐓Â𝐍𝐂𝐈𝐀 𝐃𝐎𝐒 𝐕𝐎𝐓𝐎𝐒 𝐄𝐒𝐏𝐈𝐑𝐈𝐓𝐔𝐀𝐈𝐒



REDESCUBRA A IMPORTÂNCIA DOS VOTOS ESPIRITUAIS 
“Cumprirei os votos que fiz, ó Deus; a ti apresentarei minhas ofertas de gratidão.” (Salmo 56.12)
Introdução:
O voto espiritual é um apelo especial para colocar a nossas fé em ação. 
“Fazer votos para Deus, do jeito certo, no momento certo e pelas razões certas nos levará a uma nova dimensão espiritual.” (Fabiano Ribeiro)
Mas, o que a Bíblia ensina a respeito do voto? O voto é uma das formas pelas quais o indivíduo pode expressar com intensidade sua própria necessidade de Deus. Todo voto é um ato de adoração a Deus, o qual deve ser feito voluntariamente e cumprido rigorosamente. A Bíblia diz:
“Quando alguém fizer um voto ao Senhor ou um juramento que o obrigar a algum compromisso, não poderá quebrar a sua palavra, mas terá que cumprir tudo o que disse.” (Números 30.2)
“Se um de vocês fizer um voto ao Senhor, ao seu Deus, não demore a cumpri-lo, pois o Senhor, o seu Deus, certamente lhe pedirá contas, e você será culpado de pecado se não o cumprir. Mas, se você não fizer o voto, de nada será culpado.” (Deuteronômio 23.21-22)
“O que votares, paga. Melhor é que não votes, do que votares e não pagares. Não permita que a sua boca o faça pecar. E não diga ao mensageiro de Deus: ‘o meu voto foi um engano’. Por que irritar a Deus como o que você diz e deixá-lo destruir o que você realizou?” (Eclesiastes 5.5-7)
O voto espiritual sempre envolve um foco diante de Deus, para que ele não se torne um esforço vazio. Um voto sempre direciona nossa busca diante de Deus. O voto sempre precisa ser acompanhado de uma intencionalidade de oração. É o que observamos no exemplo de Jonas, em sua famosa oração dentro da barriga do grande peixe:
“Mas eu, com um cântico de gratidão, oferecerei sacrifício a ti. O que eu prometi cumprirei totalmente. A salvação vem do Senhor.” (Jonas 2.9)
A palavra “voto” está em textos ricos e na história de homens e mulheres que apontam para alguns princípios espirituais que precisam ser observados. Vamos aprender com alguns personagens da Bíblia três desses princípios.
1º Princípio – O Voto da CONQUISTA
“E deu o nome de Betel àquele lugar, embora a cidade anteriormente se chamasse Luz. Então Jacó fez um voto dizendo: se Deus estiver comigo, cuidar de mim nesta viagem que estou fazendo, prover-me de comida e roupa, e levar-me de volta em segurança à casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus. E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres, certamente te darei o dízimo.” (Gênesis 28.19-22)
Jacó demonstrou intensamente uma grande fome e sede por Deus, prometeu algo para Ele sem ter nada palpável em suas mãos. Deus o abençoou, ele prosperou e se tornou um patriarca do povo de Israel. Anos depois, Jacó voltaria ao mesmo local, agora com toda a sua família, servos e rebanhos. E quais foram as suas palavras:
“… Não sou digno de toda a bondade e lealdade com que trataste o teu servo. Quando atravessei o Jordão eu tinha apenas o meu cajado, mas agora possuo duas caravanas.” (Gênesis 32.10)
2º Princípio – O Voto da CONSAGRAÇÃO da DESCENDÊNCIA
“Certa vez quando terminou de comer e beber em Siló, estando o sacerdote Eli sentado numa cadeira junto à estrada do santuário do Senhor, Ana se levantou e, com a alma amargura, chorou muito e orou ao Senhor. E fez um voto dizendo: Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres da tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida, e o seu cabelo e a sua barba nunca serão cortados.” (1º Samuel 1.9-11)
O voto espiritual de Ana esteve ligado à sua descendência e à chegada de um importante homem de Deus em toda a história de Israel. Aprendemos com Ana o valor de um voto feito em favor de nossos filhos e como eles serão beneficiados por isso. Que lições valiosas aprendemos o voto da consagração da descendência feito por Ana:
 Não devemos gerar nada sem antes planejarmos alvos diante do Senhor;
 A oração deve fazer parte de todo o processo de gerar e criar filhos;
 A mulher, antes de ser uma geradora de vida física, é uma geradora espiritual, ou seja, uma intercessora;
 Os filhos completam a família;
 Toda fertilidade é um milagre divino;
 Nossa cobertura espiritual deve abençoar o nosso propósito de ter filhos;
 Devemos vencer toda oposição contra a unidade e a harmonia da família;
 Devemos cumprir o que prometemos ao Senhor;
 É preciso apoiar a vocação dos nossos filhos;
 Nossa vida deve ser inteiramente norteada pelas profecias da parte de Deus.
3º Princípio – O CORAÇÃO de quem faz o voto
“Vocês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados: não jure falsamente, mas cumpra os juramentos que você fez diante do Senhor. Mas eu [Jesus] lhes digo: não jurem de forma alguma; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. E não jure pela sua cabeça, pois você não pode tornar branco ou preto nem um fio de cabelo. Seja o seu ‘SIM’, ‘SIM’, e o seu ‘NÃO’, ‘NÃO’; o que passar disso vem do Maligno.” (Mateus 5.33-37)
Jesus nos diz sumariamente que precisamos ter um coração verdadeiro diante de Deus. Deus deseja encontrar integridade em nosso coração.
“Todo voto deve partir de uma pessoa que tem um coração verdadeiro ao fazê-lo.”
Conclusão:
Entenda uma coisa: os votos espirituais são movidos por uma intensa dependência de Deus em relação a desafios, circunstâncias adversas, impossibilidades ou, simplesmente, gratidão a Ele. Porém, que seus votos sejam um meio e não o fim. Não se permita ser vítima da “picada” da religiosidade, que está mais focada no esforço do que na transformação e no quebrantamento. Que Deus revolucione a sua história!
“A Ele [Deus] orará, e Ele o ouvirá, e você cumprirá os seus votos.” (Jó 22.27)


Mensagem pregada pelo Pr. Acyr Júnior.


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𝐂𝐔𝐑𝐒𝐎 𝐏𝐑𝐄𝐆𝐀𝐃𝐎𝐑 𝐄𝐅𝐈𝐂𝐀𝐙


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ROBERNANE FERREIRA

O Inestimável Valor de uma Aliança

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