segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A igreja como agente transformador na história

 

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A igreja como agente transformador na história

 

Referência: Mateus 5.13-16

INTRODUÇÃO

1. A igreja e o mundo são essencialmente diferentes

A igreja é chamada do mundo, está no mundo, mas não é mundo, antes chama do mundo aqueles que devem pertencer à família de Deus;

A igreja só é relevante quando é totalmente diferente do mundo. A amizade da igreja com o mundo é uma desastre (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17; Rm 12.2).

Quando a igreja tenta imitar o mundo para atrair o mundo, ela perde sua capacidade transformadora.

2. A igreja exerce um papel restringidor na corrupção do mundo

A igreja é o sal da terra:

a) Coíbe a decomposição;

b) Preserva da corrupção;

c) Dá sabor;

d) Provoca sede;

Sem a presença da igreja o mundo tornar-se-ia um ambiente insuportável para se viver. A igreja é o grande freio moral do mundo.

3. A igreja exerce um papel positivo de transformação no mundo

A igreja é a luz do mundo

a) A luz é símbolo da verdade

b) A luz é símbolo da pureza

c) A luz é símbolo da vida

d) A luz dá direção – estrada

e) A luz aquece – no frio

f) A luz gera vida – fotossíntese.

I. QUANDO A IGREJA DEIXA DE SER UM AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA 

1. Quando ela confunde o evangelho com mero comportamentalismo legalista

O cristianismo não é o behaviorismo de Watson. Não é apenas mudança de esteriotipo. Não é verniz, fachada. Não é produzir crentes em série com clichês de massa. Não é usar o mesmo estilo de roupa, cabelo.

A nossa secretária Isabel: o pastor proíbe-a de pintar o cabelo, de ir à praia, de usar brinco.

Exemplo: o pastor que deu uma surra na filha por cortas as pontas do cabelo e a menino tirou sua vida.

2. Quando confunde evangelho com o platonismo cristão

Platão divorciou o espiritual do material. O mundo real era o mundo das idéias. O corpo era apenas a prisão da alma. Isso levou: 1) Ascetismo; 2) Licenciosidade;

Essa visão gerou o gnosticismo do primeiro século – que desvalorizava o corpo. Torna-se uma espiritualidade de fuga, de escapismo.

Essa visão produziu também o Pietismo do século XVII – O pietismo saiu de um extremo: ortodoxia sem piedade para o outro extremo: piedade sem ortodoxia. Deus está interessado na alma e não no corpo.

Essa visão gerou o movimento Quaker – Tremor. O que importa não é a verdade, mas a luz interior. A verdade subjetiva é mais importante que a verdade objetiva. Experiência é mais importante do que a Palavra.

3. Quando confunde o evangelho com um cristianismo de gueto

Muitas pessoas ao se tornarem crentes se isolam das outras pessoas, se trancam numa estufa, numa redoma de vidro, numa bolha espiritual se tornam sal no saleiro e depois sal insípido.

Elas não se apresentam, não se inserem, não influenciam, não salgam, não resplandecem. Tornam-se anti-sociais e conformistas.

Exemplo: os cristãos que na Idade Média se isolaram nos mosteiros e conventos.

4. Quando confunde o evangelho com o misticismo religioso

Nós somos uma cultura mística:

1) Pagelança indígena;

2) Idolatria do Catolicismo Romano;

3) O misticismo da kardecismo europeu;

4) A magia dos cultos afro-brasileiros procedentes da África.

O catolicismo durou séculos induziu o povo a crer no misticismo: relíquias, santos, rezas, penitências.

Hoje algumas igrejas neo-pentecostais, principalmente a IURD é campeã do misticismo. Trocam apenas o rótulo, mas o povo é mantido no mesmo misticismo tosco.

5. Quando confunde o evangelho com doutrina sem vida

Há muitas pessoas que são ortodoxas de cabeça e hereges de conduta. São ortodoxos na teoria e liberais na prática. Defendem doutrinas certas e vivem uma vida errada. São zelosos das tradições da igreja, mas vivem na prática do pecado.

Pregam o que não vivem. Exigem dos outros o que não praticam. Coam mosquito e engolem um camelo.

6. Quando confunde o evangelho com o liberalismo teológico

O liberalismo entrou na igreja com o racionalismo, iluminismo. Começou com a alta crítica de Dibelius, a demitologização de Bultman. O liberalismo matou igrejas na Europa, na América. Agora, as denominações históricas no Brasil já estão se capitulando ao liberalismo. O ensino liberal já tomou conta dos principais seminários das grandes denominações no Brasil.

Uma igreja liberal nunca experimentou um avivamento. Uma igreja liberal nunca cresceu. Uma igreja liberal nunca impactou a sociedade.

O Ecumenismo está hoje apadrinhando muitas igrejas históricas.

II. COMO A IGREJA PODE TORNAR-SE UM AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA 

1. Quando ela vive como luzeiro no mundo

A vida da igreja é sua primeira mensagem. E sua mensagem aos olhos. A igreja só tem uma mensagem, se ela tem vida. Sem testemunho não há proclamação.

A vida precede ao trabalho. O exemplo é mais importante do que a atividade.

2. Quando ela anuncia o Evangelho com senso de urgência 

a) A igreja precisa ter um alto conceito da Escritura (suficiência) – 2 Tm 3.14-16

b) A igreja precisa ter um alto conceito do evangelho – Rm 1.16

c) A igreja precisa saber que não há outro evangelho – Gl 1.8

d) A igreja precisa pregar o evangelho no poder do Espírito – 1 co 2.4; 1 Ts 1.5;

e) A igreja precisa pregar com lágrimas.

3. Quando usa todos os métodos legítimos para alcançar o maior número

1 Co 9.23 – Paulo não está ensinando duplicidade, mas flexibilidade.

Jesus abordou as pessoas de formas diferentes: Nicodemos, Paralítico de Betesda, Zaqueu, o leproso.

Jesus quebrou tabus para evangelizar: A mulher samaritana

a) Preconceito do cardápio – pão imundo, cidade dos bêbados;

b) Preconceito racial – mulher samaritana

c) Preconceito cultural – era uma mulher

d) Preconceito religioso – Ela adorava no monte Gerizim.

e) Preconceito moral – Ela tinha passado por 5 divórcios e agora vivia com um amante.

Jesus usou vários métodos para alcançar o maior número possível de pessoas

a) Evangelização pessoal – Há 35 entrevistas pessoais de Jesus nos evangelhos;

b) Evangelização de massa – Várias vezes, Jesus pregou para multidões. Há cruzadas hoje na África reunindo mais de um milhão de pessoas.

c) Evangelização pelo ensino – Sermão do monte.

d) Evangelização pelo serviço – Jesus curou, alimentou, consolou, serviu.

Paulo usou também vários métodos para alcançar o maior número de pessoas:

a) Evangelização pessoal – a guarda pretoriana – Fp 1.13

b) Evangelização nos lares – At 20.20 (Primeira IPB de Manaus)

c) Evangelização pela apologética – At 17

d) Evangelização pela literatura – Cartas.

4. Quando ela se torna o braço estendido de Deus na prática do bem

A igreja sempre foi pioneira nas grandes transformações da sociedade:

a) Libertação da mulher dos preconceitos.

b) Restauração da dignidade da criança e da mulher;

c) Libertação dos escravos;

d) Quebra do preconceito racial;

e) Criação de hospitais, escolas, academias, creches, instituições de socorro aos aflitos e excluídos.

f) Progresso científico;

g) A promoção do trabalho como uma liturgia para Deus e serviço ao próximo;

5. Quando a igreja se torna voz profética no mundo

A igreja não pode ser conformista, omissa, covarde

a) João Batista denunciou o adultério do rei Herodes,

b) Jesus chamou Herodes de raposa;

c) Os apóstolos ensinaram que a obediência ao poder civil tem limites.

d) Tiago denunciou a ganância dos ricos fraudando o salário dos trabalhadores;

e) Amós denunciou os juizes que vendem sentenças;

f) Isaias denunciou o pecado da ganância insaciável que leva a riqueza a se ajuntar nas mãos de poucos (Is 5).

g) Os profetas denunciaram o pecado no palácio, no templo, nas ruas.

h) Os reformadores denunciaram o pecado.

i) Os avivalistas também o fizeram

j) O avivamento se deu porque a igreja saiu na frente para defender o povo do despotismo japonês.

k) A igreja precisa se posicionar sobre os desmandos contra a lei moral de Deus: aborto, homossexualismo, corrupção, idolatria.

6. Quando a igreja se coloca na brecha clamando a Deus por um tempo de restauração

a) O avivamento na Inglaterra no século XVIII – Wesley, Whitefield salvou a Inglaterra do banho de sangue da revolução francesa.

b) O avivamento americano no século XIX

c) O avivamento galês no século XX.

CONCLUSÃO 

O que a Primeira IPB de Vitória pode fazer para transformar suas famílias, seu bairro, sua cidade, influenciar nosso Estados e país?

Que instrumento nós temos nas mãos para fazer isso? O que não estamos fazendo que precisamos fazer? O que estamos precisando corrigir? O que precisamos deixar de fazer?

Sonho em influenciar nossa região multiplicando nossa mensagem: culto pela internet (Batista Getsêmani), rádio, TV, DVD, literatura.

Sonho com os lares se transformando em agências de evangelização.

Sonho com os nossos jovens sendo influenciadores nas faculdades e escolas.

Sonho com os nossos empresários abrindo seus escritórios, fábricas, empresas para serem pólos de evangelização.

Sonho com a influência do exemplo dos membros em suas frentes de trabalho.

 

Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

 

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