domingo, 23 de maio de 2010


TRES TIPOS

DE SEDE

ESPIRITUAL


Introdução:

- Embora não seja perceptível em todos os momentos, em um sentido existe uma sede em todas as pessoas.

- Deus não nos criou para estarmos contentes com nossa condição natural. Ou de uma forma ou de outra, em um grau ou outro, todos querem mais do que têm no presente momento. A diferença entre as pessoas é o tipo de anseio que possuem no fundo de suas almas.

Em se tratando de sede espiritual, podemos dizer que há pelo menos três tipos.

1. Sede da Alma Vazia.

- A pessoa não convertida possui uma alma vazia. Destituída de Deus, busca contínua e freneticamente algo para preencher seu vazio.

- Os objetivos desta corrida desvairada podem incluir dinheiro, sexo, poder, casas, propriedades, esportes, hobbies, entretenimento, misticismo, realização, reconhecimento e estudo; em qualquer desses, porém, está essencialmente “fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef. 2:3).

- Como Agostinho afirmou: “Tu nos criaste para ti mesmo e nossos corações vivem inquietos enquanto não acharem repouso em ti”.

- Sempre buscando, nunca satisfeita, a alma vazia vai de um objetivo a outro, sempre incapaz de achar algo que consiga preencher o vácuo do tamanho de Deus que existe no seu coração.

- A ironia da alma vazia é que, embora seja perpetuamente insatisfeita em tantas áreas de sua vida, ela se satisfaz com tanta facilidade em relação à busca de Deus.

- Sua atitude para com assuntos espirituais é como o homem que disse à sua alma: Lucas 12:19 “Tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, como e bebe, e regala-te”.

- Sejam quais forem os desejos da alma vazia nesta vida, estes nada têm em comum com o que o pastor e teólogo do século dezoito, Jonathan Edwards, chamava de “desejo santo, exercitado por meio de anseios, fome e desde de Deus e de santidade”, que caracteriza o verdadeiro cristão.

2. Sede da Alma Árida.

- A diferença entre a ama vazia e a alma árida é que a primeira nunca experimentou os “Rios de água viva” (Jo. 7:38), enquanto que a segunda já os conhece e sabe do que está sentindo falta.

- Isto não significa que a alma árida tenha perdido a habitação interior do Espírito Santo; de fato, como Jesus disse, “a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo. 4:14, ênfase acrescentada).

- Como é, então, que a alma do verdadeiro crente em Cristo se tora árida, quando Jesus prometeu que “aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede, para sempre” (Jo. 4:14).

- A alma do cristão pode se tornar árida em uma de três maneiras.

1) A mais comum é quando se bebe demais das fontes dessecantes do mundo e se esquece dos ribeiros de Deus” (Sl. 65:9).

- Talvez o salmista tivesse bebido demais das águas espiritualmente salgadas e insalubres do mundo, pois escreve duas vezes no mesmo capítulo sobre ansiar por Deus com todo o coração e, ao mesmo tempo, sobre sua firme resolução de não se afastar da Palavra do Senhor (ver Sl. 119:10).

- Excessiva atenção a um determinado pecado ou pecados e falta de atenção à comunhão com Deus (duas coisas que freqüentemente ocorrem em conjunto) inevitavelmente definharão a vida espiritual do cristão.

2) Uma segunda causa de aridez na vida de um filho de Deus é o que os puritanos chamavam das deserções de Deus.

- Por razões nem sempre claras para nós, o Senhor às vezes retira a nossa consciência de sua proximidade.

- O melhor e mais conciso conselho que posso oferecer a cristãos que lutam com este tipo de aridez espiritual vem de Willian Gurnall: “O cristão precisa aprender a confiar num Deus que pode se afastar”.

- Quando o sol se esconde atrás de uma nuvem, não está menos próximo do que quando seus raios podiam antes ser sentidos.

3. Em terceiro lugar, prolongada fadiga física ou mental pode causar aridez espiritual.

- Tanto a causa como a cura geralmente é bastante óbvia. As pessoas realmente são bastante óbvias.

- A pessoa pode não perceber crescimento espiritual quando passa por fadiga ou esgotamento, entretanto é possível que tenha aprendido muitas lições na batalha que causou a fadiga, as quais serão vistas como significativos marcos espirituais na sua vida quando o sol voltar a brilhar.

- Indiferente da causa, aridez na vida do cristão o faz sentir como o salmista que suspirava por Deus “como a corça pela correntes das águas” (Sl. 42:1).

- Quando você estiver nesta condição, nada mais além da água viva do próprio Deus o satisfará.

- Outras coisas podem tê-lo distraído, mas agora a única coisa que importa é voltar a ter a consciência da presença do Pai.

3. Sede da Alma Saciada.

- Pode parecer uma contradição, mas em contraste com a alma árida, a alma saciada tem sede de Deus precisamente por ter sido saciada por ele.

- “oh! Provai e vede que o Senhor é bom” (Sl. 34:8). Ao provar que o Senhor realmente é bom, o sabor foi tão singularmente satisfatório que gerou um anseio por muito mais.

- O apostolo Paulo demonstrou isto na sua famosa exclamação: “para o conhecer” (com a idéia: “oh, que eu pudesse conhecer!”- Fp. 3:10).

- Nas linhas anteriores, ele havia se exultado no relacionamento e conhecimento de Jesus que já tinha, dizendo que considerava tudo como refugo e perda diante da sublimidade desta experiência (vv.7,8).

- No entanto, logo em seguida clama: “para o conhecer”. A alma de Paulo estava saciada com Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, ainda sedenta por ele.

- Conhecer bem a Cristo satisfaz tanto a sede espiritual porque nenhuma pessoa, possessão ou experiência pode produzir nada semelhante ao prazer espiritual que temos nele.

- Comunhão com Cristo é algo incomparável porque não há desapontamento algum com o que se descobre nele.

- Além disso, a gratificação espiritualmente que se recebe através de conhecê-lo inicialmente nunca acaba. E por cima de tudo isso, o Senhor em quem se encontra toda essa satisfação é um universo infinito de vida e realização, no qual se imergir para explorar e desfrutar sem limites.

- Portanto, não há nenhuma falta de satisfação em conhecer a Cristo; contudo, Deus não nos fez de tal forma que uma só experiência pudesse saciar todo futuro desejo por ele.

- Jonatham Edwards descreveu a relação entre o bem espiritual desfrutado na comunhão com Cristo e a sede por mais que isto produz da seguinte forma: “O bem espiritual é realmente capaz de nos satisfazer, quem dele provar sentirá mais sede por ele... e quanto mais experimentar, quanto mais conhecer de fato esta excelente, inigualável, e excelsa doçura e a satisfação que traz, com mais intensa fome e sede a buscará”.

- Que Deus faça com que esta oração de A.W. Tozer seja uma expressão verdadeira das nossas próprias aspirações: “Ó Deus, tenho provado da tua vontade, isto tanto me tem saciado como aumentado minha sede. Tenho dolorosa consciência da minha necessidade por graça ainda maior. Envergonho-me da minha falta de desejo. Ó Deus, Deus Triúno, quero desejar a ti; anseio estar cheio de anseios: tenho sede de ficar com mias sede ainda.
“Bem Aventurados todos os que nele esperam” ( ou “os que por ele anseiam”, no original), declarou o profeta Isaias (S. 30:18). “Bem-aventurados os que têm fome e desejo de justiça”, reiterou Jesus (Mt. 5:6).

Fonte: http://www.comunidadevitoria.com.br/cev/modules/noticias/article.php?storyid=65

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Prosperando

na Terra

da Aflição


Quebra-gelo: Você já passou por aflições? Como é?

Textos: Gênesis 41:52 e João 16:33

Introdução:

- A Bíblia ensina que enquanto vivermos nessa terra passaremos por aflições, porém a Bíblia também mostra que é possível prosperar na terra de nossas aflições, essa foi a experiência de José.

- José foi um rapaz que até os trinta anos de idade passou muitas aflições, não vamos entrar aqui em detalhes, mas José até os trinta anos sofreu muito mesmo conhecendo a Deus. Dos trinta anos em diante que a vida de José começa a melhorar e José prospera muito.

- Nós também podemos vencer em meio às aflições, essa pode ser a nossa experiência. É só aprendermos com José.
1) Permaneça firme com Deus.
- José em meio a todas as aflições que viveu sempre permaneceu firme, fiel a Deus.

- Ele foi muito tentado, mas resistiu. Não cedeu, não pecou contra Deus (Gênesis 39:7-9).

- Quando cedemos à tentação pecamos contra Deus, não faça isso, independente do que você enfrentar permaneça firme com Deus.
2) Lembre-se: Deus estará com você.
- A Bíblia ensina que nada, nem ninguém podem nos separar do amor de Deus (Romanos 8:38-39).

- A única coisa que nos separa de Deus são os nossos pecados (Isaías 59:1-2).

- Se permanecermos firmes com Deus, mesmo em meio a aflições Ele estará conosco.
- Quando Deus está conosco tudo é diferente. A presença Dele torna tudo mais fácil de ser enfrentado

(exemplo: Moisés e a travessia do deserto com o povo – Êxodo 33:15).

3) A bênção de Deus te torna próspero(a).
- Prosperidade não é uma questão de quanta riqueza eu possuo, ou quantos bens eu tenho, prosperidade é muito maior que isso.

- Tem muitas pessoas que são ricas, mas tem uma vida miserável; não tem paz na família, vivem preocupadas em perder o que tem, não tem amigos verdadeiros, só os que são resultado do dinheiro; são miseráveis ricos, isso não é ser próspero.

- José foi próspero como escravo e como prisioneiro antes de ser o segundo homem mais importante do Egito (Gênesis 39:2-3 e 20-23).

- É a presença de Deus e a bênção Dele que fazem de alguém uma pessoa próspera.

Conclusão:

- Enquanto viver neste mundo você terá aflições, isso é inevitável, mas também pode ser uma pessoa próspera. Para isso é preciso permanecer firme com Deus.

- Você quer isso?

- Quer permanecer firme com Deus?

- Quer que Ele esteja com você? Levante a mão, vamos orar.
Fonte: http://www.imm.com.br/celulas01.php?cod=1

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OS GEMIDOS
DO MUNDO


- O mundo está doente, o pecado o enfermou. Ele está sofrendo dores, está gemendo e sua esperança não encontra sequer um alívio até que Jesus volte.

- O pecado entrou no mundo e atingiu não apenas o homem, mas, também, a natureza.

Em vez de cuidar da natureza, o homem passou a depredá-la.

Em vez de ser mordomo da criação, o homem tornou-se seu algoz.

- A doença que assola o mundo é aguda e crônica. Ela aflige sempre, sem pausa nem trégua.

- O mundo está sucumbindo e se contorcendo, gemendo e gritando, fazendo soar sua voz de lamento. As catástrofes naturais não são caprichos da natureza; são sinais de alerta.

- O apóstolo Paulo é enfático em nos informar que "toda criação geme e suporta angústias até agora" (Rm 8.22). Essa grandiosa sinfonia de gemidos não é vista como o estertor da morte da criação, mas como as dores de parto que levam à sua restauração.

Duas verdades devem ser aqui apontadas:
1. O cativeiro da criação
- É importante observar as palavras que Paulo usa para descrever esse cativeiro da criação: sofrimento (Rm 8.18), vaidade (Rm 8.20), corrupção (Rm 8.32) e angústias (Rm 8.22).

Notemos três fatos:
- A criação foi submetida à vaidade (Rm 8.20). Ela está confusa, contraditória, doente. Há uma desarmonia brutal na natureza. A expressão "cativeiro da corrupção" traz a idéia de um ciclo contínuo de nascimento, crescimento, morte e decomposição.

- Os sinais da morte estão presentes na natureza. O que está presente não é a evolução do universo, mas sua decadência. Vale ressaltar que essa sujeição da criação é involuntária.

- A criação não é o agente da sua queda. Ela é vítima e não ré. Ela não se submeteu; foi submetida.

- A criação vive prisioneira no cativeiro da corrupção (Rm 8.21).

- A criação não pode redimir-se nem libertar a si mesma. A terra e os animais estão gemendo nesse cativeiro como prisioneiros num calabouço.

- A criação geme e suporta angústias até agora (Rm 8.22). Não apenas parte da criação, mas toda ela geme e suporta angústias até agora. A natureza está com suas entranhas enfermas. Ela está com cólicas intestinais.

- Nossos rios estão se transformando em esgotos a céu aberto.

- Nosso ar está sendo poluído por toneladas de dióxido de carbono a cada minuto.

- Nossos campos estão se transformando em desertos e nossas fontes estão morrendo. Os animais do campo, os peixes do mar e as aves do céu estão gemendo.

2. A expectativa da criação

Destacamos três pontos importantes:
- A redenção da criação está conectada com a glorificação dos filhos de Deus (Rm 8.19,21).

- A criação foi amaldiçoada por causa do pecado do homem e será redimida do cativeiro da corrupção na glorificação dos salvos. Sua redenção do cativeiro não se dará antes nem à parte da glorificação dos salvos.

- Então, haverá liberdade em vez de escravidão, glória incorruptível em vez de decomposição. Se nós vamos participar da glória de Cristo, a criação participará da nossa glória.

- A criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus (Rm 8.19,21).

- A criação vive como que na ponta dos pés, esticando o pescoço, olhando para esse futuro que virá trazendo em suas asas a restauração de todas as coisas. A expectativa da criação é uma esperança viva e certa.

- Os gemidos da criação não são de desespero, mas de esperança (Rm 8.22).

- A criação não se contorce com os gemidos da morte, mas ela geme como uma mulher que está para dar à luz. Seus gemidos não são de desespero, mas de gloriosa expectativa.

- Ela não geme por causa de um passado inglório, mas por causa de um futuro glorioso.

- Os gemidos da criação não são dores que carecem de sentido e de propósito, mas são dores inevitáveis no vislumbre de uma ordem nova.

- A escravidão da decadência dará lugar à liberdade da glória (Rm 8.21). Às dores de parto seguirão as alegrias do nascimento (Rm 8.22).

- O universo não será destruído, mas sim libertado, transformado e inundado da glória de Deus. Amém!

AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes

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