domingo, 20 de janeiro de 2013

O QUE ACONTECE 
QUANDO O POVO DE DEUS 
NÃO O CONSULTA? 


 Texto: Josué 9 

 - Este texto narra o encontro dos heveus gibeonitas com os israelitas. 

-  O povo de Josué foi envolvido por uma ardilosa artimanha dos gibeonitas e, face a ingenuidade, fizeram aliança com aquele povo cananeu. 

-  Sobre Gibeão, a cidade destes que enganaram os israelitas, há uma referência em Js 10:2, descrevendo-a como uma das grandes cidades de Canaã. 

 - Nos versos 4 e 5, a Bíblia narra que os gibeonitas usaram de astúcia: se fingiram de embaixadores, tomaram sacos velhos sobre seus jumentos, odres de vinho velhos, rotos e recosidos, trajaram roupas velhas e portaram pão seco e bolorento. 

- Todos os cuidados visaram convencer os israelitas de que eram embaixadores de uma terra longínqua.  

- A finalidade era garantir a sobrevivência do seu povo frente aos devastadores israelitas que, com a força do Senhor, eram imbatíveis. 

I. Cuidemo-nos dos bajuladores! 

 - Foi com louvores e bajulações que os gibeonitas conseguiram ludibriar a Josué e seu povo. No verso 9, temos: “teus servos vieram duma terra mui distante, por causa do nome do Senhor teu Deus, porquanto ouvimos a sua fama, e tudo o que fez no Egito...”. 

 - Bem que a Palavra de Deus nos alerta: “O homem é provado pelos louvores que recebe” (Pv 27:21). 

 - A estratégia dos gibeonitas é fartamente utilizada pelo inimigo do povo de Deus. A soberba precede a ruína; o próprio Satanás experimentou isto! 

 - O testemunho que o apóstolo Paulo nos deu em II Coríntios 12:9, podemos dizer, é uma vacina contra a ação dos bajuladores e da nociva soberba. O apóstolo se disse vacinado pelo “espinho na carne” para não incorrer no erro de sentir-se forte sem Deus. 

II. O erro de não pedir conselho ao Senhor. 

 - A Palavra de Deus relata que Josué fez um pacto de paz com os mensageiros gibeonitas, pensando que eram embaixadores de uma terra distante (v. 15). 

-  Somente três dias depois, conta a Bíblia, “ouviram que eram vizinhos e que moravam no meio deles” (v. 16). 

-  Josué e todos os israelitas foram enganados e não havia como voltar atrás! Igualmente, hoje, há crentes caindo em ciladas e atraindo para si prejuízos que muitas vezes são irremediáveis. 

 - O verso 14 resume o erro de Josué: “então os homens de Israel tomaram da provisão deles, e não pediram conselho ao Senhor”. 

 - Longe de nós agirmos com tanta presunção! Lembre-se do alerta que o Senhor Jesus nos deu em Lucas 16:8: “...os filhos deste mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz”. 

III. Prevenir é sempre melhor do que remediar! 

 - O adágio popular contém sabedoria: prevenir é sempre melhor do que remediar. 

-  Há situações para as quais não há remédio. 
-  Há prejuízos que não podem jamais ser cobertos. 

- O relato de Josué 9 acrescente no verso 27 que os judeus continuaram pelas gerações que se sucederam convivendo com as conseqüências daquela aliança. 

 - Você se lembra da história do rei Uzias, de Judá? O resumo de seu reinado está no capítulo 26 de 2 Crônicas. No verso 5, encontramos que “enquanto buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar”. Este é o segredo para a prosperidade: buscar ao Senhor. 

- No verso 16, encontramos a informação de que Uzias não soube lidar com a prosperidade: “mas, quando ele se havia tornado poderoso, o seu coração se exaltou de modo que se corrompeu, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus.”. 

 - O final da história de Uzias bem retrata o montante de prejuízos que a rebeldia contra Deus pode acarretar para a vida de um crente: “Assim, ficou leproso o rei Uzias até o dia da sua morte...”. 

 - Louvado seja o nosso Deus que nos oferece alertas como este na Sua Palavra. Deixe que o Espírito Santo utilize esta mensagem para “vacinar” sua vida contra esta “síndrome”. 



Autor: Paulo Rogério Petrizi


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