terça-feira, 7 de agosto de 2012

A família na época 
pós-moderna 

- A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. 

- A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. 

- A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. 

- A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. 

- Que atitude tomar? 
- Que escolhas fazer para não perder sua identidade? 

Quero sugerir algumas decisões: 

 Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas. 

- No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. 

- Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. 

- A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. 

- Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo. 

 Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. 

- O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. 

- Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. 

- Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. 

- Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos. 

- O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge.

- Pais estruturados criam filhos saudáveis. 

 Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. 

- Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos. 

- Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença. 

- Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. 

- Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. 

- Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança. 

- Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor. 

 Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas. 

- Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. 

- Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. 

- Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes. 

- Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice. 

- Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais. 

- É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga. 

 Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes. 

- Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante. 

- Não poucas vezes, sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes. 

- Nosso relacionamento com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes. 

- Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice. 

- A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. 

Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!


AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes



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