quarta-feira, 14 de abril de 2010


Quando Deus

não responde as orações



- O texto de Lucas 18.9-14 conta a parábola do fariseu e do publicano. Os dois foram ao mesmo templo, em uma mesma hora e com o mesmo propósito: orar. O resultado, porém, foi diferente.

- Deus ouviu a oração do publicano, mas não respondeu a oração do fariseu. Por quê?

1. Porque sua oração foi apenas um discurso retórico para exaltar suas próprias virtudes – vv. 11,12

- Orar não é proferir fórmulas bonitas, bem formuladas, ainda que regadas de lágrimas.

- Orar não é se exaltar e proclamar suas próprias virtudes.

- O fariseu não orou, ele fez um discurso eloqüente para se autopromover. Ele não orou, ele tocou trombetas.

Ele não orou, ele aplaudiu a si mesmo.

Ele não orou, ele fez cócegas no seu próprio ego.

Ele não orou, ele fez um solo do hino “Quão grande és tu” diante do espelho.

- Não existe nada mais abominável aos olhos de Deus do que o orgulho. Deus resiste aos soberbos.

- Lúcifer foi expulso do céu por causa do seu orgulho.

- A soberba precede à ruína.

- É impossível orar sem as vestes da humildade. Soberba e oração não podem habitar no mesmo coração ao mesmo tempo.

2. Porque sua oração não se dirigia precisamente a Deus – v.11

- Sua oração era voltada para si mesmo. Era dirigida ao plenário que estava ali concentrado.

- Deus era apenas uma moldura para realçar os seus feitos notáveis e a perfeição de suas ações.

- Deus era apenas um trampolim para ele alcançar a notoriedade pública e a admiração do povo.

- Ele agradece a Deus não as suas dádivas, mas suas virtudes próprias.

- A oração do fariseu estava empapuçada de orgulho, recheada de vaidade, entupida de soberba.

- O fariseu estava tão cheio de si mesmo que ele não conseguia ver a Deus nem amar o próximo.

- A oração do fariseu não foi dirigida ao céu, mas às profundezas da sua própria vaidade.

- Ele não falou com o Deus supremo que está no trono do universo, mas dirigiu-se ao seu próprio eu, encastelado na torre da soberba mais tresloucada.

3. Porque sua oração estava fora do princípio de Deus

a. Pela sua posição – v. 11.

- Ele orou de pé, em lugar elevado, à vista de todos. Não é a posição física, mas é sua altivez diante de Deus e do próximo.

- Ele se colocou de pé para melhor sobressair a sua pessoa e os seus decantados méritos.

Ele orou perto do altar, o lugar do sacerdote.

Ele buscava as luzes do palco.

Ele queria que os holofotes estivessem com o seu feixe de luz concentrado nele.

b. Pelas palavras – vv. 11,12.

- Engenhosamente, ele escolhe palavras que melhor enfoquem as suas virtudes e tornem mais abominável e desprezível a pessoa dos outros.

- Avulta o pronome eu em igualdade ao nome de Deus e superior aos demais homens.

- Ele se considera o melhor de todos os crentes e vê as demais pessoas como ladrões, injustos e adúlteros.

c. Pelas intenções – vv. 9,10.

- O fariseu procura o templo no momento em que há muita gente.

Ele quer platéia. Quer destaque e evidência.

Ele entrou no templo para orar e não orou.

Ele se dirige a Deus como alguém auto-suficiente.

Ele entrou no santuário sem amor no coração pelo próximo, por isso, sem amor a Deus.

d. Pelos sentimentos – v. 11.

- Sua oração é uma peça de acusação leviana contra todos os homens e mais particularmente contra o humilde publicano.

- Olha para o próximo com desdém e desfere contra ele perversas acusações e caluniosas referências.

- O fariseu nada pediu. Ele tinha tudo e era tudo. Ele pensava ser quem não era. Ele era um megalomaníaco, uma pessoa adoecida pelo sentimento de auto-exaltação.

4. Porque sua oração não se baseava na misericórdia de Deus, mas na confiança própria – v. 14

- A base da sua oração não era a graça de Deus. Ele estava confiado não em Deus, mas em si mesmo.

- Ele ora não para se quebrantar, mas para exaltar-se.

- Podemos concluir que nenhum orgulhoso que menospreze seu semelhante pode prevalecer na oração.

“O fariseu entrou no templo cheio de nada e saiu vazio de tudo”.

- O texto bíblico conclui dizendo que o publicano e não o fariseu desceu para a sua casa justificado diante de Deus, porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar, será exaltado (Lc 18:14).

- Não há espaço para soberba diante de Deus, pois o Senhor declara guerra contra os soberbos.

- Ninguém pode orar verdadeiramente a não ser que tenha o coração quebrantado.

- Nenhuma oração prospera diante de Deus a não ser que o coração esteja vazio de vaidade e cheio de amor.

- Onde tem inveja, mágoa ou desprezo pelo próximo pode ter abundante religiosidade, mas não comunhão com Deus; pode ter pomposa encenação, mas não oração que chega aos céus.


Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes


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O túmulo vazio de Cristo,

o berço da igreja



- A ressurreição de Cristo é o seu grito de triunfo sobre a morte. É a prova cabal de que sua morte foi eficaz, de que seu sacrifício vicário foi perfeito e de que a porta da esperança está aberta para nós.

- Não adoramos o Cristo preso na cruz nem o Cristo vencido pela morte. Jesus ressuscitou. Ele está à destra de Deus, de onde voltará com grande poder e glória.

Vamos abordar essa magna doutrina da ressurreição sob três perspectivas:

1. A ressurreição de Cristo é um fato inegável (1 Co 15.1-8)

- Cristo morreu, foi sepultado e ressuscitou segundo as Escrituras. Sua morte e ressurreição não foram um acidente, mas uma agenda.

- Ele não morreu como um mártir, o Pai o entregou e ele voluntariamente se deu. Sua morte foi pública e sua ressurreição confirmada por várias testemunhas.

- Nossa fé não está fundamentada num mito. O alicerce da nossa esperança não está numa lenda.

- Os céticos tentam desesperadamente negar essa verdade incontroversa. Alguns dizem que Jesus não chegou a morrer, mas apenas teve um desmaio na cruz.

- Outros dizem que os discípulos roubaram o corpo de Cristo. Ainda outros dizem que as mulheres foram ao túmulo errado e divulgaram a notícia de que sua sepultura estava aberta.

- As trevas do engano, entretanto, não podem prevalecer contra a luz da verdade. Jesus está vivo. A realidade de sua ressurreição mudou a vida daqueles discípulos pusilânimes.

- Dominados pela convicção da vitória de Cristo sobre a morte, eles tornaram-se homens ousados e enfrentaram com galhardia os açoites, as prisões e o martírio.

2. A ressurreição de Cristo é um fato indispensável (1Co 15.12-20a)

O apóstolo coloca o machado da verdade na raiz do falso pensamento grego acerca da ressurreição. Pelo fato de eles considerarem a matéria má e o corpo como cárcere da alma, não aceitavam a ressurreição do corpo.

- Paulo argumenta que se não há ressurreição do corpo, então Cristo não ressuscitou, e se Cristo não ressuscitou é vã nossa pregação e a nossa fé. Se Cristo não ressuscitou somos falsas testemunhas de Deus.

- Se Cristo não ressuscitou ainda permanecemos nos nossos pecados. Se Cristo não ressuscitou os que dormiram em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Mas, de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos.

- A ressurreição de Cristo é a pedra de esquina que mantém o edifício do cristianismo de pé.

- O túmulo vazio de Cristo é o berço da igreja. Porque Cristo ressuscitou, a morte não tem a última palavra. Porque Cristo ressuscitou o túmulo gelado não é nosso destino.

- Caminhamos não para um ocaso lúgubre, mas para uma manhã radiosa de imortalidade e gozo eterno.

3. A ressurreição de Cristo é um fato incomparável (1Co 15.20b-28)

- Cristo levantou-se da morte como primícias dos que dormem. Ele abriu o caminho e após ele seguiremos. Como morremos em Adão, seremos vivificados em Cristo.

- Quando ele vier em sua majestade e glória, os mortos ouvirão dos túmulos a sua voz e sairão, uns para a ressurreição da vida e outros para a ressurreição do juízo.

- Ao vencer a morte, ele tirou o aguilhão da morte e matou a morte com sua morte, triunfando sobre ela na ressurreição. Sua ressurreição é a garantia da nossa ressurreição.

- À semelhança dele teremos, também, um corpo de glória. Nosso corpo será imortal, incorruptível, poderoso, glorioso, espiritual e celestial. Vamos brilhar como as estrelas no firmamento e como o sol no seu fulgor.

- Caminhamos, portanto, não para um horizonte pardacento, mas para um céu de glória, onde estaremos com Cristo eternamente e com ele reinaremos para sempre!


Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes


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