quinta-feira, 20 de outubro de 2011


Satanás e seus demônios

- Houve Batalha no Céu - E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. Ap. 12:9

- Estudar as crenças (ou doutrinas) essenciais do Cristianismo implica em também estudar sobre Satanás e o mal.


Embora muitos pensem que ele não exista – o que produz um ambiente ‘perfeito’ para a sua estratégia de atuação – a existência de Satanás é ensinada em sete livros do A.T. e por todos os autores do N.T. O próprio Cristo ensinou a sua existência (Mt.13:39, Lc.10:18,11:18).


1. Satanás


- Satanás é o chefe dos anjos decaídos, uma criatura sobre-humana (Ez.28:12-15), porém, não divino; é um ser espiritual (Ef.6:11-12) que pertence à ordem angelical dos querubins (Ez.28:14); era a mais exaltada das criaturas angelicais (Ez.28:12), cuja personalidade possui intelecto (2 Co.11:3) e sente emoções (Ap.12:17), tem vontade (2 Tm.2:26), e é tratado como ser moralmente responsável (Mt.25:41).

- Seu nome significa “adversário” – o que faz oposição a Deus e a seu povo (I Cr.21:1; Jó 1:2; Zc.3:1-2).

- O N.T. também lhe dá o nome de “Diabo” (Acusador, Difamador), além de apresentar títulos como: Maligno (I Jo.5:19), Tentador (I Ts.3:5), Príncipe deste mundo (Jo. 12:31), Deus deste século (2 Co.4:4), Príncipe da Potestade do Ar (Ef.2:2), e Acusador dos nossos irmãos (Ap.12:10).

- Na Bíblia, há registros dele através de algumas representações, tais como: Serpente (Ap.12:9), Dragão (Ap.12:3), e Anjo de Luz (2Co.11:14).

- O seu retrato é de malícia, fúria e crueldade dirigidas contra Deus, contra a verdade de Deus e contra aqueles a quem Deus ama.

- Além de sua esperteza enganadora apresentando o mal como bem e realçada por Paulo no último texto lido, sua ferocidade destrutiva aparece na descrição dele como um leão que ruge e devora (I Pe.5:8).

- Como ele foi adversário declarado de Cristo (Mt.4:1-11; 16:23; Lc.4:13; 22:3) do mesmo modo, agora ele se opõe aos cristãos, explorando as fraquezas, orientando mal as forças e minando a fé, a esperança e o amor (Lc.22:32; 2 Co.2:11;11:3-15; Ef.6:16).

- A malícia e a astúcia de Satanás devem ser levadas em conta seriamente, porém o cristão não precisa ficar tomado de terror servil por causa dele, porquanto ele é um inimigo derrotado.


- Satanás é mais forte do que os seres humanos, mas Cristo triunfou sobre ele (Mt.12:29) e os cristãos também o farão, resistindo às suas investidas com as armas que Cristo nos proporciona (Ef.6:10-18; Tg.4:7; I Pe.5:9-10), “porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (I Jo4:4).


- Reconhecer a realidade de Satanás, levar a sério a sua oposição, ficar atento à sua estratégia, levar em conta a guerra contínua com ele não é cair num conceito dualista de dois deuses, um bom e outro mau, guerreando um contra o outro.

- Satanás é uma criatura sobre-humana, mas não é divino; ele tem muito conhecimento e poder, mas não é onisciente, nem onipotente, e nem onipresente; ele é um rebelde derrotado e não tem mais poder do que aquele que Deus lhe permite exercer, e está destinado ao lago de fogo (Ap.20:10).


2. Os Demônios


- Muito se pensa a respeito dos demônios. Num ponto de vista pagão grego, são almas dos homens maus já mortos. Há quem diga que sua origem é de espíritos desencarnados de uma raça pré-adâmica (que a Bíblia nunca mencionou).

- Ao contrário, a Bíblia nos ensina que os demônios são anjos maus, que um dia foram como os bons, mas pecaram e perderam o privilégio de servir a Deus. Assim como os anjos, os demônios são seres criados, dotados de discernimento moral e elevada inteligência, e desprovidos de corpos físicos.


- A seu respeito, Wayne Grudem apresenta a seguinte definição: “demônios são anjos maus que pecaram contra Deus e hoje continuamente praticam o mal no mundo”.


- Em algum momento entre Gn.1:31, que relata que Deus, ao criar o mundo “viu tudo o que fizera, e eis que era muito bom”, e o texto de Gn.3:1-5 (em que vemos Satanás, na forma de serpente, tentando a Eva para pecar) houve uma rebelião no mundo angelical(não se há certeza se aconteceu antes, ou depois, da criação do homem), na qual vários anjos se voltaram contra Deus e se tornaram maus.

- O Novo Testamento é claro ao mencionar tais fatos e suas consequências em dois textos: 2 Pe.2:4 e Jd.6. Em ambos, encontramos que anjos se rebelaram contra Deus e se tornaram hostis adversários da Sua palavra.

- Seu pecado, aparentemente, foi o orgulho – a recusa de aceitar o lugar que lhes foi reservado, pois “não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio” (Jd.6).


- Satanás, líder de tal rebelião, é chamado de “príncipe dos demônios” (Mt.12:24) e tem uma hierarquia bem organizada de anjos (Ef.6:11-12); é razoável supor que esses sejam demônios.

- Alguns demônios já estão presos (2 Pe. 2:4; Jd. 6) – mas não ainda no inferno – e alguns estão à solta, cumprindo ordens de Satanás.

- Suas Características: Além de serem seres espirituais (Mt.17:18 com Mc.9:25; Ef.6:12), eles possuem intelecto, pois conhecem a Jesus (Mc.1:24); seu próprio destino final (Mt.8:29); o plano de salvação (Tg.2:19), e têm seu próprio sistema doutrinário bem desenvolvido (1Tm.4:1-3).

- No que diz respeito a sua moralidade, são chamados de espíritos imundos, e sua doutrina leva a uma conduta imoral (1Tim.4:1-2).

- Em geral, os demônios tentam subverter o propósito de Deus (Dn.10:10-14; Ap.16:13-16); tentam estender a autoridade de Satanás, cumprindo a sua vontade (Ef.6:11-12) e podem ser usados por Deus na realização dos Seus próprios propósitos (1 Sm.16:14; 2Co.12:7).


- Em particular, demônios podem causar doenças (Mt.9:33, Lc.13:11,16) possuir homens (Mt.4:24), animais (Mc.5:13), se opõem ao crescimento dos filhos de Deus (Ef.6:12), e disseminam doutrinas falsas (1Tm.4:1).

POSSESSÃO DEMONÍACA

– É a habitação de um demônio numa pessoa, exercendo controle e influência diretos sobre ela, com certo prejuízo para as funções mentais e/ou físicas.

- A possessão demoníaca deve ser distinguida da influência demoníaca ou atividade demoníaca contra uma pessoa. Nestas duas últimas formas de atuação, o demônio atua de fora para dentro; na possessão, ele opera dentro da própria pessoa.

- Por esta definição, um crente não pode ser possuído por um demônio já que é habitado pelo Espírito Santo. O crente pode, contudo, ser alvo de opressão demoníaca a tal ponto de dar a impressão de estar possuído.


Efeitos da Possessão Demoníaca


1. Ocasionalmente, doença física (Mt.9:32-33). Porém, a doença e a possessão são distinguidas uma da outra nas Escrituras (At.5:16).


2. Distúrbios mentais são ocasionalmente causados por possessão demoníaca (Mt.17:15), mas não sempre (Dn.4).


Extensão da Possessão Demoníaca


1. Quanto a pessoas:
Somente descrentes em Cristo podem ser possessos. Ao tempo de Cristo, a maioria das ocorrências de possessão demoníaca deu-se entre gentios.


2. Quanto ao tempo:
Geralmente há um surto de atividade demoníaca quando a luz e a verdade se manifestam mais fortemente.


O Destino dos demônios
– todos os demônios serão lançados juntamente com Satanás para dentro do lago de fogo (inferno) depois do retorno de Cristo à terra, no fim da história (Mt.25:41).


——————————————–

Fonte: http://doutrinasessenciais.wordpress.com


===========
=======
===
========
=======
=
=========
==========
=
=========
============

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


A suficiência
das Escrituras

- A Reforma do século dezesseis foi um divisor de águas na vida da igreja e também na história da humanidade.

- A Reforma não foi uma inovação, mas uma restauração.


- Não foi a abertura de um novo caminho, mas uma volta às veredas antigas.


- Não foi a introdução de um novo evangelho, mas uma volta ao antigo evangelho.


- A Reforma foi uma volta à doutrina dos apóstolos, um retorno ao Cristianismo puro e simples.

- As verdades enfatizadas na Reforma podem ser sintetizadas em cinco “solas”: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solu Christu e Soli Deo Gloria.

- Vamos destacar agora o Sola Scriptura.


- Todas as igrejas cristãs creem nas Escrituras e aproximam-se dela como Palavra de Deus. Porém, nem todas têm o mesmo conceito das Escrituras.


- A Bíblia não apenas contém a Palavra de Deus, a Bíblia é a Palavra de Deus.


- A Bíblia não é uma dentre as regras de fé e prática, mas nossa única regra de fé e prática.


Destacaremos, aqui, três pontos importantes para a nossa reflexão.


Em primeiro lugar, as Escrituras são inerrantes.

- Jesus Cristo foi enfático em dizer que as Escrituras não podem falhar. Ele disse, também, que a Palavra de Deus é a verdade.

- Não há erros nas Escrituras.


- Não há contradição nos seus registros. Seus relatos não são mitológicos.


- A Palavra de Deus é fiel e verdadeira e digna de inteira aceitação. Nem uma das palavras de Deus pode cair por terra. Nenhuma de suas promessas pode fracassar.

- Pode passar o céu e a terra, mas a Palavra de Deus não vai passar. Ela permanece para sempre. Suas profecias se cumpriram, estão se cumprindo e cumprir-se-ão à risca.

- Deus conhece a história antes de ela acontecer. O próprio Deus que inspirou as Escrituras é quem dirige os destinos da história.

Em segundo lugar, as Escrituras são suficientes.

- Nada pode ser acrescentado às Escrituras. Ainda que um anjo venha do céu e pregue outro evangelho, além do que está registrado nas Escrituras, deve ser decisivamente rejeitado.

- Há dois desvios perigosos com respeito às Escrituras atualmente.


- O primeiro deles é o liberalismo teológico.


- Os teólogos liberais não creem na infalibilidade nem na suficiência das Escrituras. Aproximam-se dela não com fé, mas com suspeitas; não com humildade, mas com insolência; não com submissão, mas com rebeldia.
- Atribuem às Escrituras muitos erros.

- Afirmam que ela está cheia de falhas e que seus relatos históricos estão repletos de contradição.

- Afirmam que seus milagres não passam de mitos. Esses paladinos do engano e arautos da incredulidade retiram das Escrituras o que está nas Escrituras, atraindo sobre si mesmos a merecida punição de seu erro.

- O segundo desvio é o sincretismo religioso.

- Há muitos crentes que olham para as Escrituras como um livro mágico, usando-a apenas como uma espécie de amuleto religioso.

- Não a estudam com profundidade nem a aceitam como a única regra de fé e prática.
- Estão sempre buscando novas revelações e correndo atrás de novos sonhos e visões para nortear-lhes os passos.

- Se os liberais removem das Escrituras seu conteúdo, os adeptos do sincretismo acrescentam às Escrituras suas novas visões e revelações.
- Desta maneira, ambas as posições são um sinal de rebeldia contra Deus e uma evidência de insolente apostasia. Não precisamos de novas revelações. - Tudo que precisamos saber para a nossa salvação, santificação e serviço está contido nas Escrituras.

- Devemos conhecê-la, obedecê-la e proclamá-la com fidelidade e senso de urgência.


Em terceiro lugar, as Escrituras são eficientes.


- As Escrituras não são apenas inerrantes e suficientes, elas são também eficientes. Elas realizam todo o propósito de Deus.

- Elas não voltam para Deus vazia.
- Elas são mais preciosas do que o ouro e mais doces do que mel.
- Elas são não apenas inspiradas, mas também úteis para toda a correção, repreensão e ensino.

- É por meio delas que Deus chama seus eleitos.
- É por meio delas que Deus santifica seu povo.
- É por meio delas que Deus consola seus filhos.
- É por meio delas que Deus fortalece a sua igreja e a equipada para cumprir sua missão.


AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes


+++++++++++++++
++++++
++++++++
++++++++++
+++
+++++++
++++++++++++
+
+++++++++++
++++++++
++++
++++++++++++++

CARACTERÍSTICAS
DE UMA OVELHA


Texto Base: Jo 10:26-29

Características importantes que vão distinguir se somos ovelhas ou bodes:

1 - A ovelha não tem habilidade de luta:

-
Ela é o único animal terreno que não possui defesa alguma, não se defende, é totalmente vulnerável, ela fica na base da cadeia alimentar.
- Como também não tem senso de direção precisa ser guiada, isso mostra que, como ovelhas que somos, devemos depender totalmente de Jesus.

2 - A ovelha produz a lã o tempo todo:

-
A ovelhinha quanto mais e tosquiada mais produz, ela não precisa de alguém lhe dizendo que produza, ela simplesmente faz, “frutifica” sempre.


- Assim também a ovelha de Cristo entende o principio de ganhar vida; falar de Jesus; viver Jesus; tomar iniciativa; não esperar as coisas acontecerem, mas faz acontecer; sabe que seus dons e talentos não são para se, mas serve a Deus e seus irmãos.


3 - Elas não comem qualquer coisa:


- Você sabe como são chamados os bodes do sertão?
- Lixeiros do sertão, comem lixo, tudo que vem pela frente, latas, plásticos, papeis… Mas ovelha não comem qualquer coisa, não fica atrás de todo tipo de alimento, só comem capim fresco.

- Deus tem sempre algo novo para você, Ele é a fonte como diz Isaias: “…ouvi-ME atentamente, comei o que é bom” Is 55.2b.

- O que estamos comendo? Você e o que você come!

4 - Elas ouvem a voz de seu pastor:

-
Certo homem estava no interior da África perto de um grande lago, e ali chegou um pastor com 200 ovelhas e logo chegou outro com mais 200 ovelhas depois chegou outro com mais ovelhas, enquanto os pastores conversavam as ovelhas bebiam água, então o homem se perguntou e agora como eles vão saber quais são suas ovelhas, então os pastores foram saindo e cada uma seguiu o seu pastor.


- Muitas vezes escutamos a voz de Deus e não o seguimos, Ele fala a nossos ouvidos faz isto, ou faz aquilo, vai lá, vem cá, e ignoramos…

- Ele usa o pastor da igreja, ele usa o irmão, a irmã e nós não à atendemos. A ovelha ouve a voz de Deus e a segue, lembre-se não e só ouvir É OUVIR E SEGUIR.

5 - Ela é o único animal que não faz barulho para morrer:

- Não reclama para ser sacrificada, não reclama das circunstâncias, não se irrita, não tenta fugir, fica calada. Jesus foi o maior exemplo para nós (leia Is 53:7)!


- Lembre-se a murmuração e um pecado que Deus abomina muitos pereceram no deserto por causa dela. A palavra nos diz para morrermos pra nossa carne, quem e ovelha já esta crucificada com Cristo.

6 - Ela é um animal muito resistente que suporta grandes variações térmicas e temperaturas extremas:


- Isso mostra que em meio as provações ela suporta.

- A palavra diz que Deus não nos permite situações que não possamos suportar.

- Ela também resiste às pressões. Talvez você esta debaixo de tentações horríveis, mas se você e uma ovelha você vai resisti se cair e porque não e ovelha. Não e pecado ser tentado, errado e ceder à tentação.

Se realmente somos ovelhas de Jesus devemos observar estas características.



Abraço a todos.

AUTORA: Pr. Claucione Simoura – Ministério Fonte de Vida Santa Teresa.


===================

===================



terça-feira, 18 de outubro de 2011



O encontro de Jesus
e Nicodemus


Texto Base: João 3:1-16, João 3:1-16




- A vida é feita de desafios.

- Já na concepção há o desafio do espermatozóide atingir o óvulo e fecundá-lo. Daí por diante, os desafios se multiplicam: o desenvolvimento fetal, o parto, a educação, o crescimento, trabalho, casamento, etc…

- Muitos desses desafios somente serão coroados de êxito, se forem percebidos como desafios que transcendem a realidade física, material e terreal.

- Exemplo disso pode ser visto na conquista da terra prometida: Quando 12 espias subiram para olhar a terra e seus moradores.

- No retorno não havia alegria, não havia perspectiva festiva de consolidação da caminhada: “Nós nos víamos como gafanhotos…”

- A conquista da terra que desde o início foi um projeto de fé, perdeu sua significância quando decidiram caminhar pelo que seus olhos terreais contemplavam,… O mesmo aconteceu em um outro momento, quando o exército sírio organizou-se com a finalidade de prender Elizeu (2 Reis 6).

- A cidade estava cercada, sitiada por forte aparato militar contrário. O jovem que servia ao profeta volta assustado e dizendo: “Como escaparemos ? O que faremos ?

- O profeta no entanto, pede a Deus que lhe abra os olhos para ver que há desafios que são vencidos com os olhos da fé: “Mais são os que estão conosco do que os que estão com ele…”

- Há coisas que somente os olhos espirituais conseguem perceber. Há vitórias que só mesmo os olhos da fé podem nos trazer!

- Nicodemos era um varão judeu, religioso, apresentado como um dos maiorais dos judeus. Este personagem aparece 3 vezes no Evangelho de João.

- Em João 3, 7 e 19. Em cada uma dessas suas aparições, fica notório um avanço em seu compromisso com Cristo.

- No primeiro texto ele confronta a Jesus sobre o novo nascimento.
- No segundo texto ele defende Jesus diante do Sinédrio e no terceiro texto ele participa com José de Arimatéia do levantamento de especiarias para o túmulo de Jesus.

- Todavia, o texto que nos interessa é o o capítulo 3. Jesus há pouco iniciara seus ministério realizando sinais.

- O primeiro sinal do Evangelho de João é narrado no capítulo 2 quando ele transforma água em vinho. Isso se deu na Galiléia. Logo após, Jesus desce com seus discípulos para Jerusalém por conta da proximidade das festividades da Páscoa (João 2.13). Em Jerusalém ele realiza outras curas e sinais que são descritos de maneira generalizada (João 2.23). Certamente isso gerou diversos comentários sobre a origem de tal poder e autoridade. Neste ínterim, Nicodemus vai á casa onde Jesus estava, por ocasião da noite, para uma entrevista com o mestre.

Há algumas lições interessantes no texto:

1. O HOMEM NATURAL NÃO COMPREENDE A VERDADE ESPIRITUAL

- O apóstolo Paulo ao escrever aos Coríntios dizia isso: “Ora, um homem natural não aceita as cousas do espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14).

- O homem natural é aquele que não nasceu de novo, não experimentou a regeneração da parte de Deus em sua vida. É a pessoa que ainda que tenha boa intenção para com as coisas da fé, não é salva e não consegue absorver, entender e discernir as coisas do Espírito. Ao homem sem a salvação, Paulo dá o nome de homem natural.

- Nicodemus vem a Jesus nesta condição. Não importa a graduação social que alguém tenha, sem nascer de novo, é um homem natural que desconhece os mistérios do Espírito de Deus.

- O homem natural se apercebe apenas das coisas externas. Foi assim que Nicodemus portou-se diante de Jesus: “Ninguém pode fazer estes sinais, se Deus não estiver com ele” (v.2).

- O que chamava a atenção de Nicodemus eram os sinais exteriores. As coisas externas que apenas os olhos materiais e terreais contemplam. Samuel fora advertido por Deus sobre esta preocupação quando da unção de um novo rei na casa de Jessé, pai de Davi. Ao contemplar o mais velho dos filhos achou que estava diante do ungido de Deus. “O Senhor não vê como vê o homem… o homem vê a aparência”.

- Rev. Ronaldo Lidório em seu livro: Liderança e Integridade diz que somos seres construtores de máscaras. Como seres construtores de máscaras, as elaboramos para aparentar o que não somos e esconder o que de fato realizamos.

Nesta tarefa, 3 tipos de máscaras são construídas:

- máscaras para enganar os de longe
- máscaras para enganar os de perto
- máscaras para enganar a si mesmo…

- Nicodemus era um intelectual de seus dias, mas incapaz de compreender as verdades espirituais pois um homem natural é incapaz desta realidade. Tentar convencer racionalmente um descrente sobre as verdades da fé, é algo ineficaz. Ainda que ele se dê por vencido, todavia para nada isso lhe adiantará. É preciso nascer de novo.

2. O HOMEM RELIGIOSO NÃO ENTENDE A DINÂMICA DO REINO DEUS

- O texto de João 3 afirma que Nicodemus era um homem religioso.

- Em João 7 ele lida com os maiorais de sua fé. Certamente, ele era um sujeito conhecedor das principais diretrizes da religião judaica, apreciador das normais que davam sustentação àquela fé. Mas ser religioso não tem nada com o Reino de Deus. O reino de Deus não é uma extensão nova da religião.

- Jesus disse que “não se põe vinho novo em odres velhos”. Há uma quantidade enorme de pessoas hoje em dia, tão religiosas quanto Nicodemus e ao mesmo tempo tão distantes do Reino de Deus.

- Era algo absurdo para Nicodemus o nascer de novo! Como seria isso ? Seria necessário voltar para o ventre materno ? Como um homem velho nasce de novo ?

- Jesus declara em João 3.10 – “Como sendo tu mestre em Israel e não compreendes estas cousas ?”
Ser religioso não significa que haja compreensão das verdades do Reino de Deus.

3. O HOMEM TERREAL NÃO PODE IMAGINAR A REALIDADE CELESTIAL

- As palavras de Jesus a Nicodemus, ao final desta explanação são confrontadoras: “Se, tratando das cousas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais ?” (v.12).

- Como um homem preocupado com as questões terrenas pode absorver e vivenciar as realidades celestiais ?

- Como alguém cujo coração se volta para o que comer, o que vestir, o que beber entenderá os mistérios do reino ? Quanto a isso foi que Jesus declarou: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e as demais coisas lhes serão acrescentadas”.

- Paulo declarou aos Coríntios: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2.9).

- Já ao Romanos Paulo declara: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempopresente não podem ser comparardos com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8.18).

- Curiosamente, a musica de John Lenon – IMAGINE se comparada com os textos de Apocalipse 21 e 22 é quase que um plágio das Escrituras. Lenon dizia que era preciso imaginar! Imaginar um mundo sem céu (Imagine there’s no heaven)… pois o céu é a própria realidade em que se vive; imaginar um tempo sem uma expectativa futura (Imagine all the people Living for today)… não há mais o que se esperar, pois o que se esperava aconteceu.

- Imaginar um mundo sem fronteiras (Imagine there’s no countries)… pois haverá apenas um reino o de Deus; imaginar um mundo sem religião (And no religion too), pois Deus estará com todos os seus e será tudo neles…

- O que Lenon imaginava, era o que a Palavra diz sobre a realidade futura que espera o povo do Senhor…. mas isso o homem natural, religioso e terreal não consegue apreender!!!! Para ele tudo era pura imaginação. Para os que nascem de novo, é a realidade descrita como salvação!

- Quantos como Nicodemus, Lenon e outros mais, sonham com uma realidade que é possível a partir do novo nascimento ?

- E Jesus encerra informando que o novo nascimento está associada a compreensão do amor de Deus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna

AUTOR: Por Carlos Orlandi Junior










+++++++++++++++++

+++++++++++++++++

+++++++++++++++++



Como havemos
de viver juntos





“O que fazer para o casamento valer a pena (e não para durar a vida inteira)”


- Vivemos tempos de triunfo público e fracasso íntimo.

- A grande pergunta que todos os que já são casados deveriam fazer é essa “Como havemos de viver juntos?”.

* O verbo haver no lugar do verbo dever foi proposital, pois saber viver é uma questão de bom senso e não de dever.

- Nem sempre um casamento que dura tem valido a pena, mas com certeza aquele que vale a pena dura. Boa parte dos casais cristãos estão juntos por conveniência, medo, mas não por virtude (amor).

- Casar dentro da vontade de Deus não é garantia de sucesso. Se você pensa ao contrário, pergunte para Adão e para Oséias quando chegar ao céu (se é que você vai para lá).

- Se submeter à vontade de Deus para casar é apenas metade do processo, é preciso se submeter a ela para continuar casado.

Então, o que se deve saber, fazer e querer para que o casamento valha a pena?

I. abandonem todas as regras se quiserem que a relação de vocês dê certo – o casamento não é um problema, é pior que isso, é um mistério.


- Regras não tem o poder de transformar uma relação. Não somos behavoristas.


- Joguem fora os manuais, não somos máquinas que precisam de ajustes, mas seres humanos que precisam de graça!


- Vivam por valores e princípios e não simplesmente por regras!!!

II. desapeguem-se um do outro se quiserem viver sempre juntos – duas metades não formam um inteiro.

- É preciso três para se tornar um. Que não seja a necessidade, mas a liberdade que os mantenham juntos.

- Pratiquem a filosofia do “Eu te amo, mas sou feliz sem você”. Vocês precisam estar satisfeitos em Deus para poderem satisfazer um ao outro.

- A porta do amor está sempre aberta para ir e para voltar. É aqui que o sentimento de ciúme ganha um novo sentido e passa a ser parecido com o ciúme que Deus sente de nós.

- Você sentirá ciúmes do outro, não por medo de perdê-lo, mas por receio que ele se perca. O outro não determina sua segurança, é você que cuida para dar base a ele. Não seja a falta o motor da sua existência, mas a plenitude de Deus.

- Viver em função do outro não é amor, é idolatria! Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo.

III. ame seu parceiro apesar das qualidades dele – preste atenção que eu não errei não.

- Eu não disse para você amar seu cônjuge apesar dos defeitos que ele tem, mas apesar das qualidades.

- Afinal, sempre amamos algo e não alguém. Amamos o corpo (eros), mas daí vem uma doença, a velhice etc, e nosso amor perece junto.

- Outras vezes amamos seu discernimento, sua coragem, seu bom humor, sua sinceridade, seu romantismo (phileo), mas e se ele perder tudo isso? O que sobra? O amor de Deus (agapao) ama alguém e não algo, ele vai além do corpo e da alma, ele toca o espírito, onde está o ‘EU’ oculto.

- Há um amigo meu que casou há algum tempo com uma mulher mais velha, e hoje essa diferença de idade está pesando, e para piorar ela está doente e ele me disse que deixou de ser um marido para se tornar um enfermeiro. Mas na verdade ele nunca foi um marido, pois é nessa hora que ele deveria revelar-se como tal.

- Se amarmos somente a aparência ou as qualidades, estamos nos colocando em vulnerabilidade, pois sempre haverá quem seja mais belo ou mais virtuoso. Não é uma questão de compaixão, é uma questão de amor. Não ame seu parceiro porque ele é bom ou belo, mas para torná-lo bom e belo.

- O verdadeiro amor diz “preciso de ti, porque te amo”, o amor fraco diz “eu te amo, porque preciso de ti”.

- Não ames pela beleza, pois um dia ela acabará. Não ames por admiração, pois um dia desiludir-te-ás. Ama apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.

IV. aprendam a morrer se quiserem saber viver – a lição de como viver não está nas escolas ou nas academias.

- E por mais irônico que seja, somente quem aprendeu a morrer, ou seja, orienta sua vida sob essa perspectiva do fim, pode começar a viver. Vivam cada dia, não como se fosse a primeira vez, mas como se fosse a última.

- Nosso maior medo não é mais o de morrer, mas o de morrer sem nunca ter vivido. Mas só viveremos intensamente quando tomarmos consciência da brevidade e transitoriedade da nossa existência.

V. é preciso mais do que tirar a roupa para fazer sexo no casamento, é preciso tirar as máscaras – entregar o corpo sem entregar a alma no casamento é prostituição legalizada.

- Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil. Mais do que dividir a cama, é preciso dividir o coração.

- Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal. Ser verdadeiro não é o mesmo que ser sincero.

- Muitos maridos se masturbam em cima de suas esposas, mas não fazem sexo com ela. Dividem a mesma cama, mas não o coração.

- O prazer do sexo é um efeito colateral, não alvo na relação. Quando o sexo é feito sem reverência e sem honra, ele se torna lascívia.

VI. pratiquem a aceitação inconformada – não é o perfeito que precisa de amor, mas o imperfeito.

- Amar é aceitar o outro como é, mas não deixá-lo como está. O amor é por natureza transformador.

VII. casamentos acabam não pelo mal que fazemos um ao outro, mas também pelo excesso de bem – cuidado com a necessidade de se sentirem necessários.

- Não trate seu parceiro como um animal de estimação. A finalidade do doar no casamento, não é tornar o outro dependente de nós, pelo contrário, sua finalidade é tornar-nos supérfluos.

- Precisamos doar com a finalidade de alcançar a recompensa de que o outro não precise mais de nós.

Conclusão

Lembre-se que Deus pediu para você amar sua esposa, não para compreendê-la.




AUTOR: Por Anderson Zem









==============


==============




segunda-feira, 17 de outubro de 2011



A INTIMIDADE
ESPIRITUAL
DO CASAL





INTRODUÇÃO

- Quando nos casamos tornamo-nos uma só carne (Gn 2.,24). A partir de então o nosso cônjuge se torna a pessoa mais importante de nossa vida. Passamos a ter intimidade física, emocional, e especialmente espiritual. Se não houver esta unidade espiritual todo o casamento fica sem sustentação. Talvez seja este o princípio dos Salmos 127:1, que diz:Pv. 27.1.

- O alicerce da intimidade emocional é a base segura onde o casal constrói o seu lar. Somente este alicerce poderá suportar as tempestades que sobrevêm sobre o casal (Mt. 7.24-27).

I - O que significa intimidade no casamento?

- Significa que os dois devem primeiramente ter uma experiência salvadora com Jesus. Fora deste contexto não há comunhão espiritual. Neste sentido a nossa orientação aos nossos filhos é que não se casem com uma pessoa que não conhece a Jesus como Senhor e Salvador pois o casamento estará sem a Pedra Angular que sustenta a família, o próprio Senhor Jesus. Os que já se casaram nesta situação devem trabalhar para conduzir o seu cônjuge a Cristo considerando esta a tarefa mais importante de sua vida.

- Significa que o casal deve buscar juntos a comunhão com Deus. Se somente um se diz bem espiritualmente, em detrimento do outro, não há intimidade espiritual. Para os casados a comunhão com Deus é uma experiência em conjunto, conquanto tal situação não desobriga a cada um a manter a sua própria experiência espiritual.
Neste exercício de buscar juntos a comunhão com Deus há uma promessa bíblica que deve se aplicar ao casal, a de receberem respostas às suas orações:
Mt 18.19-20.

- Significa que o casal deve estar envolvido no serviço do Senhor usando seus dons e talentos, ainda que seja em áreas diferentes. Lembrando apenas que quando o casal trabalho junto em um mesmo ministério o impacto que causam e a unidade que alcançam em seu relacionamento, é melhor.

- Significa que o casal deve desenvolver uma espécie de “pastoreio mútuo”. Cada um deve cuidar da espiritualidade de seu cônjuge. Devemos cuidar para que o nosso cônjuge esteja praticando os exercícios espirituais, dois quais os mais importantes são: Leitura da Bíblia, oração e comunhão com os irmãos. Neste propósito o casal devem conversar sobre as coisas de Deus, orar juntos, etc.

- Escrevam a seguir mais um ponto do que significa intimidade espiritual:_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
II- Exemplos de intimidade espiritual no casamento.

- Primeiramente analisemos a vida de um casal que parece não ter desenvolvido intimidade espiritual em seu casamento: Isaque e Rebeca.

- Aqui temos um casamento que começou bem visto que Rebeca foi trazida a Isaque com um presente de Deus ( Gn 24.67). No entanto não havia intimidade espiritual entre o casal. Eles não só viviam em tendas diferentes como viviam em mundos diferentes.

- Esta falta de unidade do casal se manifestou especialmente na preferência que tinham cada qual por um filho.Também fica clara a falta de intimidade espiritual no fato de Rebeca instrumentalizar o seu filho para enganar o próprio pai. As conseqüências para esta família foram terríveis. Sobreveio-lhe a ruptura dos filhos, a solidão, a falta de confiança no Senhor.

- Será que o nosso casamento está muito distante deste modelo?

- Vejamos se no nosso casamento não está permeado pelo individualismo, pelo egoísmo, por interesses pessoais, por sonhos próprios.

- Será que os nossos filhos vêm em nós uma só carne, um só propósito, um só coração? Eles percebem que em nossa família existe intimidade espiritual?

- Vejamos agora um casal que desenvolveu uma verdadeira intimidade espiritual: Áquila e Priscila.

Observando a historia deste casal em Atos 18.1-3, 26; 1 Co 16.19 vejamos como a intimidade espiritual era realidade neste casal.

1 - Este casal enfrentou juntos as adversidades:

- A expulsão de Roma - Este casal sabia o que era sofrer reveses na vida – acolheram missionários – 18:1-3; 18:26; Rm 16:3.

- A provável esterilidade de Priscila – “adotaram” uma igreja – I Co 16:19.

- Este casal manteve comunhão com Deus e intimidade espiritual entre eles nos piores momentos de sua vida. Nada a reclamar.

- Se quisermos motivos que justifiquem nossa posição individualista sempre acharemos. Podemos falar das dificuldades físicas, familiares, sociais, financeiras, etc. Assim o tempo passa e não somos uma bênção juntos. Áquila e Priscila sabiam lidar juntos com a vida.

- Eles decidiram ser instrumentos nas mãos de Deus mesmo que as circunstâncias os jogassem para outro lado. É na adversidade que a intimidade espiritual do casal mais se revela.

2 - Este casal aproveitou juntos as oportunidades.

- Eles aprenderam com Paulo para ensinar a Apolo – Atos 18:4 ;18:26.

- Há sempre oportunidades nas dificuldades. Deus sempre abrirá as portas para sermos úteis a Ele.

- Quais são as oportunidade que Deus coloca hoje diante de vocês como casal?
- O que vocês podem fazer na igreja, na sua casa, no seu trabalho, na sua vizinhança?

- Se olharmos o mundo com os olhos de Deus sempre veremos portas que se abrem para servirmos ao Senhor, e para o servirmos juntos, como casal.

3 - Este casal lidava juntos com as pessoas.

- Se há uma decisão que necessita da unidade espiritual do casal é quando se trata de receber ou hospedar pessoas em casa.

- Áquila e Priscila, em comum entenderam que deveriam receber Apolo para orienta-lo melhor. Juntos souberam julgar a doutrina de Apolo, não o envergonharam publicamente, mas o levaram para casa para prepará-lo melhor para o seu ministério. Julgaram a mensagem, não o mensageiro(At 18:24,25, 26).

- Chamaram-no à parte (18:26): “tomaram-no consigo”. Foram uma bênção na vida deste pregador. Possivelmente Apolo se tornou mais conhecido e mais eloqüente do que eles. Mas eles não se importaram.
- Eles viram neste jovem pregador o potencial para fazer a obra do Senhor avançar e isto era o que interessava.
- Eles também serviram a Paulo com muito amor (Rm 16.4) e não se importaram em ficar em segundo plano.

- Será que este casal poderiam fazer este investimento espiritual na vida de Paulo, Apolo e da igreja que se reunia na sua casa, se não tivessem intimidade espiritual?

- O primeiro casal Isaque e Rebeca colheu conseqüências, o segundo, Áquilia e Priscila, colheu resultados.

CONCLUSÃO

- Que cada casal neste retiro tome a decisão de desenvolver entre si a intimidade espiritual.

- Que juntos busquem conhecer mais a Deus e o propósito dele para a sua família.

- Que em oração em conjunto se consagrem e aos seus filhos ao Senhor.
Com certeza, se fizermos assim, nossos filhos se sentirão mais seguros, mais confiantes em sua fé; nossa igreja será mais abençoada e nossas orações serão respondidas.

- Deixemos que este texto de Mateus 18.19-20 permeie a nossa comunhão, como casal e como família.

Que Deus abençoe a cada casal.



AUTOR: Pr. Luiz César Nunes de Araújo





######################
#####################
###################


A DOR DA TRAIÇÃO





INTRODUÇÃO

- Todos nós apreciamos a fidelidade.

- A própria Bíblia fala deste tema com apreço: Sacerdotes fiéis (1 Sm 2:35); rei fiel (2 Sm 22:14); testemunha fiel (Jr 42:5); servo fiel (Mt. 24:45); despenseiro fiel (1 Co 4:2); ministro fiel (Ef 6:21); mulheres fiéis (1 Tm 3:11); homens fiéis (2 Tm 3:11).

- Por fim o próprio Deus se apresenta como o modelo de fidelidade (1 Ts 5:24; Sl 93:5; Ap 19:11).

- No entanto, com a exceção do próprio Deus, todos podemos ser vítimas da infidelidade, ou mesmo os propulsores dela. O que é vítima da infidelidade se sente traído e então se estabelece no seu coração a dor e outros sentimentos decorrentes dela.

- No relacionamento conjugal a quebra da fidelidade é tida como “pecado capital”. A Bíblia reforça a gravidade deste erro permitindo até mesmo a morte de quem fosse pego em adultério, quebrando a fidelidade com o cônjuge (Lv 20:10).

- O Senhor Deus diz “odiar” o repúdio e a maneira com que se abandona a mulher da mocidade (Ml 2:10-16).

- Jesus “permitiu”, não “ordenou”, o divórcio tão somente quando este princípio de fidelidade fosse quebrado. No entanto Ele ressalta que não é este o projeto original do Criador (Mt 19:8-9).

Todo este esforço bíblico é no sentido de preservar a saúde do casamento e poupar os seus filhos da dor.

I - O PROBLEMA DA DOR

- Em caso de divórcio, como conseqüência da traição, parece não existir inocentes. Tanto o traidor como o traído podem ter responsabilidade quanto ao desfecho trágico. Às vezes a infidelidade é explicada por falta de comunicação entre o casal; atitudes egoístas; comportamentos inadequados e coisas assim.

- Tais atos não justificam a traição e o divórcio, mas nos ensinam que é preciso nutrir o casamento com as melhores virtudes, sem se esquecer é claro, do investimento espiritual, tão necessário para a união matrimonial.

- No entanto, com maior ou menor responsabilidade o cônjuge traído, vitima da infidelidade, é tomado pela dor.

Porque se sofre tanto quando a fidelidade conjugal é rompida? Vejamos.

1 – Porque afeta nossa AUTO-ESTIMA

Pessoas traídas se sentem rejeitadas, impotentes, diminuídas diante da opção que o cônjuge fez por outra pessoa. O amor próprio, a auto-estima tendem a diminuir em momentos assim.

2 – Porque quebra as promessas mais sublimes

Parece difícil se aceitar que as promessas feitas no altar pudessem ser quebradas pelo cônjuge. Sendo os dois uma só carne (Ef 5:31), a dor é intensa e pessoal.

3 – Porque revela nossa “humanidade caída”

A velha natureza tende a se aviltar em tempos de dor. Em circunstâncias tão contrárias uma pessoa pode passar do ódio à autocomiseração e vice-versa em uma velocidade tremenda.

II - A CURA DA DOR

- A dor é um sinal de que algo não está bem em nós. No caso da infidelidade a dor da traição tem desencadeado em divórcios e até em homicídios e suicídios e tantas outras atitudes inconvenientes. As lesões causadas pela traição não são simples e requerem tratamento profundo.

- No entanto, nosso texto nos ensina a “não nos separarmos” (1 Co 7. 10-13), a trabalharmos não somente os efeitos da dor, mas a causa, e buscarmos através de exercícios emocionais e principalmente espirituais, a cura.

E o que cura a dor da traição?

1 – Confessar a dor ou reconhecer que está doendo.

- É preciso aceitar os “sentimentos” que nos vêm em tempos de dor. O próprio Senhor Jesus reconheceu sua dor em momentos de aflição (Jó 11:35; Mt 26:38).

- Jó não foi apático diante de sua dor (Jó 3:26), pelo contrário, ele reconheceu seu sofrimento. O ferido deve orar colocando diante de Deus o que o entristece (Fl 4:6-8).

2 – Não recusar ajuda dos outros.

- O ferido precisa de médico, de ajuda, de cuidados especiais. Os que se isolam dificilmente saram.

- Não se deve fazer como Jacó, que recusou o consolo de seus filhos quando imaginava que José estivesse morto (Gn 37:35).

- A dor de quem se recusa a pedir ajuda tende a se tornar crônica. Os que sentem a dor da traição devem procurar um ou mais crentes maduros, sábios, discretos e atenciosos.

- Existem fardos que carregamos sozinhos (Gl 6:4), mas outros podem ser compartilhados (Gl 6:2). Possivelmente a ajuda aqui precisa ser “sistemática” e não apenas esporádicos.

- O aconselhamento de uma pessoa assim pode durar meses, o que exigirá um acompanhamento prolongado e persistente.

3 – Fugir da amargura.

- Em tempos de dor a tendência natural é desenvolver o ressentimento contra o cônjuge. No entanto tal sentimento somente prejudicará tanto o que sofre como os que convivam com ele.

- A amargura não é estática, ela brota e contamina a muitos (Hb 12:15). O sofrimento do amargurado é mais intenso e não há final feliz para os que nutrem tal sentimento. Nem mesmo o tempo será capaz de remover as chagas de quem se deixou amargurar. A confissão deve ser rápida e intensa para que a ira ceda lugar ao perdão (Ef 4:27).

4 – Ir em direção ao cônjuge e perdoar

- Deus disse a Oséias que este deveria amar novamente a sua mulher, mesmo esta tendo se tornado adúltera (Os 3:1).

- Paulo orienta que o marido e a mulher não se separem (1 Co 7:10-12). É claro que na maioria das vezes o perdão está baseado no arrependimento e confissão da parte infiel (Mt 18:15-20). Parece que o perdão incondicional não tem o mesmo resultado daquele que é fruto da confrontação e confissão sincera.

- E o que significa perdão no contexto de relacionamento conjugal? Com certeza não é esquecer, mas não permitir que a dor volte nas vezes em que se lembrar.

- Perdoar é permitir que o irmão ofensor viva em nós de novo, que se torne relevante, que faça parte de nossa vida.

- Perdoar é não ser indiferente, mas voltar a dar a atenção ao que nos machucou. É bom lembrar que deste exercício espiritual depende a saúde de nossa alma e o perdão de nossos próprios pecados (Mt 6:14-15).

III – O PROPÓSITO DA DOR

- Com certeza um cristão maduro entenderá que a dor e o sofrimento podem trazer benefícios ao casal.

- Após a noite de choro vem à alegria pela manhã (Sl 30:5). Sempre haverá um propósito de Deus em todas as coisas (Rm 8:28).

- Assim como o sofrimento tem feito os crentes crescerem em sua caminhada cristã, a dor da traição, pode se reverter nos sentimentos mais nobres e no serviço mais consagrado.

- Deus pode ter o propósito de adequar o nosso casamento aos padrões da Bíblia.

- Muitos casais após a cura da dor da traição construíram seus lares com muito mais zelo e dedicação.

- Os princípios espirituais que possivelmente não eram observados antes da crise, agora são como que os alicerces do casamento (Mt 7:24-27).

- Deus pode ter o propósito de nos fazer sensíveis à dor dos outros. Quem sentiu a dor da traição tem a seu favor a experiência para ajudar os que precisam de ajuda nesta área.

- Paulo ensina os consolados a serem consoladores (2 Co 1:1-11). Em meio a esta geração campeã em número de divórcios é preciso que os que resistiram à tentação da separação e venceram, ensinem e instruam os que passam pela mesma luta.

CONCLUSÃO

- A dor da traição pode destruir para sempre uma pessoa, caso esta permita. No entanto Deus providenciou os mecanismos para a cura: a confissão e o perdão. Podemos optar pelo caminho de Deus.

- Alguém disse que a nossa vida é dirigida por dez por cento de como agimos e noventa por cento pela forma como reagimos. Em momentos de dor muitos cresceram emocionalmente e espiritualmente.

Que experimentemos, em tempos de dor e adversidade, ou crescimento que faça diferença para nós e para os que convivem conosco.


AUTOR: Pr. Luiz César de Araújo - 1 Co 7:10-13





====================
====================
======================
======================

ROBERNANE FERREIRA

O Inestimável Valor de uma Aliança

  O Inestimável Valor de uma Aliança Introdução No decorrer da história, as alianças têm desempenhado um papel crucial na formação de so...