quarta-feira, 1 de abril de 2020

𝐀𝐒 𝐈𝐌𝐏𝐋𝐈𝐂𝐀ÇÕ𝐄𝐒 𝐏𝐑Á𝐓𝐈𝐂𝐀𝐒 𝐃𝐄 𝐒𝐄𝐑 𝐔𝐌 𝐂𝐑𝐈𝐒𝐓Ã𝐎


Referência: 1 João 1:5-2:1-2
INTRODUÇÃO
Lloyd John Ogilvie narra sua experiência de estar no cais do porto de Los Ângeles. Os guindastes gigantescos levantavam os caixotes de mercadoria do navio e abaixavam-nos no cais. Nas caixas estava escrito em letras grandes: “Se este lado estiver para cima, a caixa está de cabeça para baixo.” Se este lado estiver para cima, esta vida está de cabeça para baixo. Como você pode saber que a sua vida está com o lado certo para cima? Como você pode saber que está realizando o propósito para o qual Deus o criou?
Deus criou você para a intimidade com Deus. Deus criou você para ser sincero com ele. Deus criou você para ter comunhão com os outros irmãos. Deus criou você para que você imite a Jesus.
Esses propósitos podem ser adulterados pelo pecado.
Diante das heresias do Gnosticismo que se infiltravam na igreja, o apóstolo João precisa definir com clareza quem é Deus e quais são as implicações práticas de ser um cristão.
1. Deus é luz e não há nele treva nenhuma
O caráter de uma pessoa é determinado pelo caráter do Deus a quem ela adora. Por isso João começa descrevendo a natureza de Deus.
a) É da natureza de Deus revelar-se, como a propriedade da luz é brilhar.
b) Deus é luz também no sentido de possuir perfeição moral absoluta: A pureza e a santidade de Deus.
c) Deus é luz no sentido de que nada pode ficar oculto aos seus olhos.
d) Deus é luz no sentido de ser justo (Ef 5:8-14; Rm 13:11-14; 1 Ts 5:4-8).
e) Deus como luz guia no caminho reto. O efeito da luz não é apenas fazer ver aos homens, mas capacitá-los a andar. Conduta reta, não apenas visão clara é o benefício que a luz proporciona.
2. As heresias que invadiram a igreja e suas implicações práticas
A simetria dos sete versículos é evidente: Primeiro, ele introduz o ensino falso com as palavras, se dissermos. Segundo, ele o contradiz com um equívoco, mentimos, ou expressão parecida. Finalmente, faz uma afirmação positiva e verdadeira correspondente ao erro que refutou, se porém nós…, embora no último dos três versos o término seja diferente(1:7; 1:9; 2:1).
2.1. A primeira heresia é a afirmação de que temos comunhão com Deus, embora ao mesmo tempo “andamos” nas trevas – 1:6-7
Andar na luz é andar com sinceridade, ou seja, não esconder nada.
RESULTADOS: 1) Mantemos comunhão uns com os outros; 2) O sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado – Deus faz mais que perdoar, ele apaga a mancha do pecado.
2.2. A segunda heresia é a afirmação de que não temos pecado – 1:8-9
A primeira heresia era de que o pecado não nos afasta da comunhão com Deus.
A segunda heresia é pior, porque ela nega a própria existência do pecado.
A atitude correta não é negar o pecado, mas admiti-lo e confessá-lo.
O RESULTADO: Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar.
2.3. A terceira heresia é a negação de que o crente seja susceptível ao pecado – 1:10-2:1
Dizer que não cometemos pecado não apenas é uma deliberada mentira (v.6), ou ser iludido (v. 8), mas realmente é acusar a Deus de mentir (v.10).
O propósito de João é impedir o pecado e não desculpá-lo (2:1).
João faz isso 1) Negativamente – “para que não pequeis” e 2) Positivamente – “Se, todavia, alguém pecar…”
A provisão de Deus é: 1) Jesus como nosso Advogado; 2) Jesus como nossa Propiciação.
A provisão do Pai para o crente que peca está em Seu Filho, que possui tríplice qualificação: 1) Seu caráter justo; 2) Sua morte propiciatória; 3) Sua advocacia celestial (Vida – Morte – Ascensão).
Quais são as implicações de ser um cristão? Existe um contraste nesse texto entre O FALAR E O FAZER. Esse texto nos ensina a como lidar com a questão do pecado:
I. NÓS PODEMOS TENTAR ENCOBRIR OS NOSSOS PECADOS – V. 5-6,8,10
1. Como um crente pode tentar encobrir os seus pecados? Falando Mentira!
a) Falando mentira para os outros – 1:6 – Nós desejamos que os nossos irmãos pensem que nós somos espirituais; então, mentimos sobre as nossas vidas e tentamos em dar uma boa impressão para impressioná-los. Nós desejamos que eles pensem que estamos andando na luz, embora, na realidade, estejamos andando nas trevas.
b) Mentindo para nós mesmos – 1:8 – O problema agora não é enganar os outros, mas enganar-nos a nós mesmos. É possível para um crente viver em pecado e convencer-se a si mesmo que está tudo bem com ele. Exemplo: Davi – escondeu o seu pecado.
c) Tentar mentir para Deus – 1:10 – O pecado pode nos fazer mentir para os outros, mentir para nós mesmos e mentir para Deus, além de tentar fazer Deus mentiroso. Como? Nós contradizemos sua Palavra. Nós aplicamos a sua Palavra para os outros, mas não para nós mesmos. Nós nos assentamos na igreja e ouvimos a Palavra, mas nós somos tocados por ela.
d) Um crente pode mentir sobre sua comunhão (1:6), sobre sua natureza (1:8) e sobre suas ações (1:10).
2. O que um crente que tenta encobrir os seus pecados perde?
a) Ele perde a Palavra de Deus – Ele deixa de praticar a Palavra (1:6), logo, a verdade deixa de estar nele (1:8) e finalmente, ele torna a verdade em mentira (1:10).
b) Ele perde a comunhão com Deus e com o seu povo – 1:6-7 – Como resultado, a oração se torna um rito vazio para ele. O culto uma rotina enfadonha. Ele se torna um crítico dos outros crentes e logo abandona a igreja (2 Co 6:14).
c) Ele perde o seu caráter – 2:4 – O processo começa em falar uma mentira e termina com a pessoa se tornando um mentiroso. Davi tentou encobrir o seu pecado às custas da sua comunhão com Deus, da sua saúde, da sua família, da sua alegria e mesmo do seu reino. Se nós queremos desfrutar da verdadeira vida, nós jamais poderemos encobrir os nossos pecados.
II. NÓS PODEMOS CONFESSAR OS NOSSOS PECADOS – V. 7,9; 2:1-2
1. João nos dá dois interessantes títulos a Jesus: Advogado e Propiciação
a) Jesus é a propiciação pelos nossos pecados
A propiciação significa satisfazer a lei santa de Deus, pois Deus é luz, ele é santo. Ele não pode fechar os seus olhos para o pecado, embora ele seja amor e deseja nos salvar.
Como Deus pode ser justo e santo e ainda salvar pecadores? A resposta é através do sacrifício de Jesus Cristo. Na cruz, Deus em sua santidade, julgou o pecado. Deus em seu amor ofereceu Jesus Cristo ao mundo como Salvador. Deus foi justo e por isso puniu o pecado. Deus demonstrou amor oferecendo livre perdão através do que Cristo fez no calvário.
b) Jesus Cristo é o nosso Advogado junto ao Pai
Jesus é chamado para estar do nosso lado. Quando uma pessoa é chamada a comparecer diante da corte ou tribunal, ele leva um advogado com ele para se colocar ao seu lado e defender a sua causa.
Jesus nos representa diante do trono de Deus. Como nosso Sumo Sacerdote, ele se simpatiza com as nossas fraquezas e tentações e nos dá sua graça (Hb 4:15-16) e como nosso Advogado ele nos ajuda quando pecamos. Exemplo: Josué – Zacarias 3:1-3.
Os méritos do sascrifício de Cristo fazem possível o perdão para os crentes. Porque Cristo morreu pelo seu povo, ele satisfez a justiça de Deus. Porque ele vive para o seu povo junto à direita de Deus, ele pode aplicar as virtudes do seu sacrifício às nossas necessidades diárias.
2. Esconder o pecado não, confessar sim!
a) O que é confessar os pecados?
É concordar com Deus que pecamos “homologeo” é = homologar.
Não é confissão genérica, mas chamar o pecado de pecado: inveja, ódio, mágoa, impureza. Confessar é ser honesto com você e com Deus. É mais do que admitir o pecado, é julgá-lo.
b) Confessar a quem?
O pecado é confessado a Deus. Somente ele tem poder para perdoar pecados.
c) Deus é fiel e justo para perdoar os pecados
FIEL = porque Deus cumpre a sua aliança e sua promessa de perdoar os nossos pecados e deles não mais se lembrar.
JUSTO = Porque Cristo morreu pelos seus pecados e pagou a penalidade que eles merecem.
d) Deus perdoa e purifica
Deus não coloca mais os nossos pecados em nossa conta. Esse é o lado judicial.
Deus limpa, purifica. Esse é o lado pessoal. Deus nos dá um coração puro (Sl 51:10).
III. NÓS DEVEMOS VENCER OS NOSSOS PECADOS – 2:1-2
1. O propósito de Deus é que sejamos vencedores sobre o pecado – v. 1
a) Poderemos vencer o pecado na medida em que andamos na luz- 1:7
Andar na luz é ser sincero. É ser honesto com Deus, com os outros e com nós mesmos. Sempre que cometermos algum pecado, imediatamente devemos confessá-lo.
Andar na luz significa obedecer a Palavra de Deus – 2:3-4
Andar na luz significa amar a Deus – Um escravo obedece porque ele tem que obedecer. Um empregado obedece porque ele deve obedecer. Mas um cristão, obedece porque ele quer obedecer. “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14:15).
2. Cristo não apenas é Propiciação e Advogado, mas também nosso Modelo – v. 6.
Cristo morreu por nós, ele vive para nós e ele é o nosso modelo!

Autor: Reverendo Hernandes Dias Lopes.

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𝐑𝐄𝐒𝐓𝐀𝐔𝐑𝐀ÇÃ𝐎


Referência: Zacarias 3.1-7
INTRODUÇÃO
1. O cativeiro babilônico havia terminado, mas a restauração do povo ainda não havia acontecido. O povo voltou para Jerusalém, mas não para Deus. Eles estavam fazendo a obra de Deus, mas não da maneira que agradava a Deus.
2. Os mais de 4 mil sacerdotes que haviam voltado com Zorobabel (Ed 2:36-39) encontravam-se em estado deplorável. Na época de Neemias os sacerdotes deixaram o sacerdócio e foram para o campo. A Casa de Deus estava desamparada: havia casamentos mistos, divórcios. Na época de Malaquias a situação era ainda pior. O profeta Malaquias diz que os sacerdotes desprezavam o nome de Deus. Diziam que a mesa do Senhor era imunda. Traziam animais cegos, aleijados e dilacerados para oferecerem como sacrifícios. Eles deixaram de ensinar a lei e fizeram a muitos tropeçar.
3. Deus então tornou esses sacerdotes indignos diante do povo e amaldiçoou suas bênçãos. A despeito desse quadro, há uma promessa de restauração.
4. A cena é de um tribunal onde aparece: 1) O ofensor: Josué. Ele é culpado e está diante do juiz para ser julgado. 2) O Acusador: Satanás se opõe a Josué conhecendo seus pecados. 3) O advogado: O próprio Anjo do Senhor, o próprio Senhor usa argumentos irresistíveis em sua defesa: o escolheu e o remiu. 4) A decisão: justificação e santificação.
5. Zacarias registrou essa mesma crise. Porém, quando tudo parecia perdido, quando a cidade de Jerusalém estava debaixo de opróbrio, Deus disse: “Jerusalém será habitada como as aldeias sem muros…Eu lhe serei um muro de fogo em redor, e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória” (2:4,5). Deus estava disposto a avivar aquela cidade e o seu povo. Ele disse: “Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho, e habitarei no meio de ti” (2:10).
6. Vejamos a restauração do sacerdócio:
I. A NECESSIDADE DA RESTAURAÇÃO
1. O pecado do sacerdote – v. 3
“Ora, Josué, trajado de vestes sujas” (v. 3).
Josué estava no altar, mas com vestes sujas. AS vestes sujas externas refletem a vida interna. Ele estava fazendo a obra do Senhor, mas de forma indigna. Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que nós fazemos. A vida vem antes do ministério. A vida do líder é a vida da sua liderança.
Isaías estava no templo, na Casa de Deus. Até então, ele havia pronunciado uma série de ais: 1) Ai dos que ajuntam casa a casa; 2) Ai dos seguem a bebedice; 3) Ai dos que vivem na iniquidade; 4) Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem mal; 5) Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos; 6) Ai dos que são heróis para beber vinho; 7) Mas agora, diz: Ai de mim porque sou homem de lábios impuros.
Josué estava no templo, no altar, orando pelo povo, mas suas vestes estavam sujas. Havia pecado na sua vida, sujeira nas suas mãos, impureza na sua mente, cobiça nos seus olhos, injustiça nos seus atos.
Hoje somos uma raça de sacerdotes: o que Deus está vendo em nossa vida? O que fazer? Renunciar o sacerdócio? Abandonar a Deus? Deixar a igreja? Abjurar a fé? Não, mil vezes não!
A Bíblia diz: “Em todo o tempo sejam alvas as tuas vestes e não falte óleo sobre a tua cabeça” (Ec 9:8).
2. Falta de autoridade espiritual – v. 5
Turbante sujo significa falta de autoridade. O pecado lança opróprio, tira a autoridade, tira a unção. Josué estava sendo desqualificado pelo seu pecado. O pecado estava contaminando sua cabeça. Seu turbante, símbolo da autoridade estava sujo.
O pecado rouba do crente a autoridade espiritual. Perdemos a alegria da salvação. Perdemos a unção do Espírito. Perdemos o poder para fazer a obra. Perdemos o sorriso de Deus!
3. A oposição de Satanás – v. 1
Satanás está tentando a pessoa de maior destaque: o sumo sacerdote. Satanás está tentando no contexto mais sagrado: no templo. Satanás está tentando no lugar mais estratégico: do lado direito. Satanás esta tentando na hora mais importante: quando o sacerdote estava orando pelo povo.
Satanás nos espiona vinte e quatro horas por dia. Ele procura uma brecha. Ele procura uma fenda em nossa vida para colocar uma cunha e nos acusar e se opôr a nós. Satanás acusa o pecado do líder e do povo a quem o sumo sacerdote representa.
Esse adversário descobre os pontos fracos do caráter e os ataca; os defeitos secretos dos santos, e os proclama; o menor indício de deslealdade e o exibe. Ele joga lama nas pessoas. Ele as acusa e as condena.
Quando oramos, ele nos ataca. Quando nos achegamos à mesa d Senhor, vê a frieza do nosso coração e palte palmas. Ele nos acusa até quando estamos vivendo uma vida santa: “Porventura, Jó debalde serve a Deus?”.
Satanás não pode atingir Jesus, então, ele tenta nos atingir.
II. A POSSIBILIDADE DA RESTAURAÇÃO
1. A restauração é baseada na presença de Deus – v. 1
“Josué estava diante do Anjo do Senhor”.
Esse Anjo do Senhor era o próprio Senhor. Sempre que estamos diante de Deus há chance de restauração. Ele é rico em misericórdia. Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Ele se compadece de nós como um Pai se compadece dos seus filhos.
Cura-me e serei curado. Há perdão, há restauração. Deus tem prazer na misericórdia. Ele é rico em perdoar. Ele mesmo é quem cura a nossa infideldade.
2. A restauração é baseada na repreensão de Satanás – v. 2
Satanás não tem poder sobre nós, quando buscamos o refúgio de Cristo. Ele é o nosso Advogado. Deus mesmo é quem repreende Satanás. O Senhor é o nosso escudo. Ele é quem sai em nossa defesa. Deus mesmo é quem nos dá a vitória.
Satanás é acusador, mas Jesus é o seu advogado. Satanás veio para lhe destruir, mas Jesus veio para lhe dar vida abundante. Satanás veio para acusar, mas Jesus veio para lhe defender.
Como sacerdote araônico, Cristo morreu; mas como sacerdote da ordem de Melquisedeque, ele vive para sempre, intercedendo em nosso favor. Quando o inimigo lança os torpedos contra nós, Cristo os apanha na rede da sua intercessão e tira-lhes o poder de nos ferir.
Paulo pergunta: Rm 8:33,34: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo quem morreu, ressuscitou, o qual está à direta de Deus e também intercede por nós.
3. A restauração é baseada na graça eletiva de Deus – v. 2
Antes de ter nos escolhido ele sabia quem éramos, nossos pecados, nossas fraquezas, nossos fracassos, nossos deslizes. Ele não nos escolheu porque éramos especiais. Somos espeiciais porque ele nos escolheu.
Leia Dt 7:7,8: “Não vos teve o Senhor afeição nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava…vos resgatou da casa da servidão”.
Ele nos amou quando éramos indignos. Ele nos amou quando éramos pecadores.
Deus não escolheu você, porque você era perfeito, mas para ser perfeito.
Deus não escolheu você, porque você era santo, mas para ser santo.
Deus não escolheu você, porque você era obediente, mas para a obediência.
Deus não escolheu você, porque você creu, para para você crer.
Deus não escolheu você, porque você praticava boas obras, mas para praticá-las. Deus não escolheu você porque você era digno, ele escolheu por amor de si mesmo.
4. A restauração está baseada no resgate – v. 2
O Senhor foi longe demais para voltar atrás. Deus arrancou Josué da fornalha do pecado. O povo tinha sofrido o chicote da disciplina, o cativeiro, o desespero. Mas, Deus jamais permite que seu povo seja destruído. Ele estava encarvoado, esturricado, chamuscado como um tição tirado do fogo, mas Deus o resgatou e não vai destruí-lo.
Você tem valor para Deus. Você custou um alto preço para Deus. Ele pagou por você tudo. Ele comprou você com o sangue de Jesus.
Todo aquele por quem Cristo verteu o seu sangue, jamais vai perecer. Diz o apóstolo Paulo: “Aos que Deus predestinou, também chamou, aos que chamou, também os justificou, aos que justificou, também os glorificou. Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8:30,31).
III. O PROCESSO DA RESTAURAÇÃO
1. A purificação – v. 4
“Tirai-lhe as vestes sujas”.
Não podemos continuar na presença Deus, fazendo a obra de Deus, com vestes sujas, com vida impura.
Josué não podia purificar a si mesmo. As vestes sujas lhe foram tiradas. Deus é quem nos limpa e nos purifica. Só o sangue de Jesus pode nos lavar. Só Deus pode restaurar a nossa alma, purificar a nossa consciência, o nosso coração, a nossa vida.
“E te vestirei de finos trajes”.
O mesmo Deus que nos purifica é o que nos justifica. Nossa justiça é como trapo de imundícia. A justiça de Cristo em nós é que nos capacita a estarmos no altar. É o ouro cobrindo a madeira de acácia. É a glória de Deus tragando nossa fraqueza. São os méritos de Cristo imputados a nós. É roupa branca, de linho finíssimo nos cobrindo.
2. A restauração da autoridade espiritual – v. 5
“Ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça”.
Deus não apenas apaga as nossas transgressões, mas nos devolve a alegria da salvação e a autoridade espiritual. O filho pródigo pensou apenas em ser tratado como um escravo, mas o Pai lhe devolveu a posição de filho. Pedro foi restaurado, depois de negar o seu Senhor, e tornou-se um poderoso pregador do evangelho. O diabo quer manter você de cabeça baixa, envergonhado. Mas Deus restaura plenamente sua vida!
3. O perdão dos pecados – v. 4
“Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade”.
O pecado nos amarra. O pecado nos deixa desanimados. O pecado nos cansa. O pecado nos desmotiva. O pecado nos faz amargos, críticos, trôpegos, vazios.
O pecado é que impede a igreja de crescer. O pecado é que nos adoece espiritualmente. Deus, contudo, intervém e perdoa. Deus cancela a dívida. Deus apaga as transgressões como névoa. Joga os nossos pecados no profundo dos mares. Ele cobre o nosso pecado com o sangue do seu Filho e dele não mais se lembra.
Davi caiu, reconheceu o seu pecado, pediu perdão e Deus o perdoou.
Pedro negou a Jesus, chorou e Jesus o perdoou.
A mulher pecadora: Vai e não peques mais.
IV. IMPLICAÇÕES DA RESTAURAÇÃO
1. Condições para a restauração
a) Andar nos caminhos de Deus (v. 7) – Deus requer obediência! Não podemos ter o coração dividido. Não podemos servir a Deus e ao mundo ao mesmo tempo. Não podemos pôr a mão no arado e olhar para trás. Precisamos levar Deus a sério. Precisamos ser totalmente do Senhor.
b) Observar os preceitos de Deus (v. 7) – para observar é preciso conhecer, para conhecer é preciso estudar. Precisamos andar de acordo com o ensino da Palavra. A Bíblia deve reger nossa conduta.
2. Resultados da restauração
a) Julgaremos a Casa de Deus (v. 7) – Deus nos dará autoridade para exercermos o nosso ministério. Seremos, então, instrumentos nas mãos de Deus.
b) Acesso à presença de Deus (v. 7) – Teremos intimidade com Deus, vida plena de oração, deleitar-nos-emos em Deus. Depois teremos êxito em nosso trabalho diante dos homens. Só prevalece em público diante dos homens aqueles que prevalecem em secreto diante de Deus. A batalha é ganha na vida intima com Deus. Jesus, muitas vezes, deixou a multidão para buscar o Pai em oração. Intimidade com o Pai era mais importante do que sucesso no ministério. Vida com Deus é mais importante do que trabalho para Deus.
CONCLUSÃO
Este texto termina apontando para o futuro, para a vinda de Jesus, o servo, a rocha, aquele que faria a expiação dos nossos pecados e nos lavaria com o seu sangue: 1) O tempo da sua vinda foi divinamente fixado; 2) O caráter do seu trabalho foi divinamente apontado; 3) Os resultados do seu ministério foi divinamente estabelecido.
A nossa restauração vem de Cristo, do que ele fez por nós. Fomos justificados uma vez por todas.
Somos lavados continuamente, sempre que nos chegamos a ele para confessarmos os nossos pecados.
Somos restaurados com base na eleição e na redenção!

Autor: Reverendo Hernandes Dias Lopes.


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𝐀 𝐄𝐅𝐈𝐂Á𝐂𝐈𝐀 𝐃𝐀 𝐎𝐑𝐀ÇÃ𝐎


Referência: Tiago 5.13-20
INTRODUÇÃO
1. Sete vezes neste parágrafo Tiago menciona oração. Um cristão maduro é aquele que tem uma vida plena de oração diante das lutas da vida. Em vez de ficar amargurado, desanimado, reclamando, ele coloca a sua causa diante de Deus e Deus responde ao seu clamor.
2. Tiago é uma carta prática e por isso ele começa e termina esta carta com oração. Desperdiçamos tempo e energia quando tentamos viver a vida sem oração.
3. Neste parágrafo Tiago encoraja-nos a orar, descrevendo quatro situações em que Deus responde as nossas orações.
I. DEVEMOS ORAR PELOS QUE PASSAM POR PROBLEMAS – V. 13
1. Nos problemas não murmure, ore!
O sofrimento aqui é provado por circunstâncias adversas: saúde, finanças, família, relacionamentos, decepções. Em vez de murmurar contra Deus ou falar mal dos irmãos (5:9), devemos apresentar essa causa a Deus em oração, pedindo sabedoria para usar essa situação para a glória de Deus (1:5).
2. Deus pode transformar problemas em triunfo pela oração
A oração remove o sofrimento quando essa é a vontade de Deus. Mas também a oração nos dá poder para enfrentar os problemas e usá-los para cumprir os propósitos de Deus.
Paulo orou para Deus mudar as circunstâncias da sua vida, mas Deus lhe deu poder para suportar as circunstâncias (2 Co 12:7-10).
Jesus clamou ao Pai no Getsêmani para passar dele o cálice, mas o Pai lhe deu forças para suportar a cruz e morrer pelos nossos pecados.
3. Nem todas as pessoas passam por problemas ao mesmo tempo
Ao mesmo tempo há pessoas sofrendo e há pessoas alegres (5:13). Deus equilibra a nossa vida dando-nos horas de sofrimento e horas de regozijo. O cristão maduro, entretanto, canta mesmo no sofrimento (Jó 35:10).
Paulo e Silas cantaram na prisão (At 16:25). Josafá cantou no fragor da batalha (2 Cr 20:21).
II. DEVEMOS ORAR PELOS DOENTES – V. 14-16
1. O que o enfermo faz?
a) A pessoa está doente por causa do pecado (5:15b-16) – Nem toda doença é resultadso de pecado pessoal, mas o caso mencionado por Tiago é de uma doença hamartiagênica.
b) O doente reconhece a autoridade espiritual dos presbíteros da igreja (5:14) – O crente impossibilitado de ir à igreja, chama os presbíteros da igreja à sua casa. O doente, reconhece assim, que os presbíteros e não um homem ou mulher que tem o dom de curar é que devem orar por ele.
c) O doente confessa seus pecados (5:16) – A confissão é feita aos santos e não a um sacerdote. Devemos confessar o nosso pecado a Deus (1 Jo 1:9) e também àqueles que foram afetados por ele. Jamais devemos confessar um pecado além do círculo que afetado por aquele pecado. Pecado privado, deve ter confissão privada. Pecado público requer confissão pública. É uma postura errada lavar roupa suja em público.
2. O que os presbíteros fazem?
a) Eles oram pelo enfermo com imposição de mãos a oração da fé (5:14-15) – Os presbíteros são bispos e pastores do rebanho. Eles velam pelas almas daqueles que lhes foram confiados. Eles oram com imposição de mãos, num gesto de autoridade espiritual. A oração da fé é a oração feita na plena convicção da vontade de Deus (1 Jo 5:14-15).
b) Eles ungem o enfermo com óleo em nome do Senhor (5:14) – Não é a unção que cura o enfermo, mas a oração da fé. Quem levanta o enfermo não é o óleo, é o Senhor. O óleo é apenas um símbolo da ação de Deus.
Unção com Óleo
1. Desvios quanto ao ensino bíblico da unção com óleo
a) Extrema Unção – A igreja Romana desde o século XII e XIII criou o dogma da extrema unção com base em Tiago 5:14. Esse dogma foi mudado e reafirmado pelo Concílio Vaticano II, quando se tira a expressão “extrema unção” e muda para “unção de enfermos”. A extrema unção é para a alma e não para o corpo. É preparação para a morte e não cura para a vida. Enquanto o propósito de Tiago é claro: unção para cura e não preparação para a morte.
b) Posição Neopentecostal – A crença que toda doença procede do diabo e consequentemente é da vontade de Deus curar a todos em todas as circunstâncias.
c) A Prática da Unção Generalizada – Pastores que ungem todas as pessoas que estão dentro da igreja, bem como objetos.
d) A Prática da Unção Realizada por todas as Pessoas – São os presbíteros que ungem e não outros membros da igreja.
2. A Prática da Unção com Óleo na Bíblia
a) O óleo como cosmético – Mt 6:17
b) O óleo como remédio – Lc 10:25-37; Is 1:6
c) O óleo como símbolo espiritual – Mc 6:13; Tg 5:14
3. A unção com óleo em Tiago é remédio ou um símbolo espiritual da cura divina?
a) A posição de que o óleo é remédio – Jay Adams é o maior defensor desta tese. Seu principal argumento é a palavra usada por Tiago aleipho = friccionar + lipo (gordura) em vez de Chrio. Thomas Goodwin defendia tese parecida e usava os seguintes argumentos: 1) Os presbíteros são os administradores da unção e não tinham necessariamente o dom de cura; 2) A generalidade da unção – A todos os crentes, enquanto os milagres nunca foram generalizados; 3) Os receptores da unção – eram membros da igreja, enquanto os milagres se estendiam a todas as pessoas; 4) Os limites do dom – O dom de cura não estava limitado ao uso do óleo; 5) Os resultados da unção – se toda unção significasse cura eficaz, então, os cristãos teriam encontrado uma forma de escapar da morte.
b) A posição de que o óleo é um símbolo espiritual – Calvino entendia que a unção com o óleo não era remédio, mas tinha o mesmo significado do dom extraordinário de cura em Mc 6:13. Mas cria que esse dom era restrito ao tempo dos apóstolos.
Tanto aleipho quanto Chrio significam ungir. Então, por que Tiago usou aleipho e não Chrio? Porque Chrio jamais é usado para o ato físico de unção. Chrio é sempre usado no sentido metafórico (Lc 4:18; At 10:38).
Josefo usava aleipho e chrio como palavras sinônimas.
LXX traduz aleipho e chrio como sinônimos e respectivos.
O óleo em Tiago 5:14 não é medicinal porque não é o óleo que cura, nem o óleo mais a oração que curam, mas a oração da fé.
São os presbíteros, autoridades espirituais e não sanitárias que devem aplicar o óleo em nome do Senhor. Se a unção fosse medicinal, poderia ser feita por qualquer outra pessoa sem a necessidade de convocar os presbíteros.
As palavras “em nome do Senhor” colocam os limites da cura. O poder está no nome de Jesus. A cura vem pelo poder do nome de Jesus e não pelo efeito terapêutico do óleo. Isso faz da unção com óleo um exercício espiritual e não uma prática medicnal.
O óleo era usado apenas para algumas doenças, enquanto para outras era totalmente ineficaz.
O caso mencionado por Tiago era de uma doença hamartiagênica e nesse caso o óleo não teria qualquer valor terapêutico.
Mc 6:13 usa também aleipho e é impossível interpretar esse texto como remédio. Os apóstolos estavam curando os enfermos pelo imediato poder de Deus e não através do remédio.
Richard Trench diz que aleipho é usado para todo tipo de unção (física e espiritual) enquanto Chrio é usado apenas para unção espiritual. Daí Tiago usar aleipho.
Aleipho não era apenas medicinal. Era usado também como cosmético (Mc 6:17) e até em mumificação (Mc 16:1).
Calvino e Lutero discordavam da interpretação medicinal do óleo em Tiago 5:14. Moody pediu para ser ungido quando estava doente. Martyn Lloyd-Jones defende a tese do símbolo espiritual.
3. O que Deus faz?
a) Deus cura o enfermo através da oração da fé –
b) Deus levanta o enfermo –
c) Deus perdoa o enfermo –
III. DEVEMOS ORAR PELA NAÇÃO – V. 17-18
1. Quando a nação se desvia de Deus os profetas de Deus devem orar e pregar
Israel se afastou de Deus, e Elias apareceu no cenário para confrontar o Rei, o povo, e os profetas de Baal.
Elias não só falou aos homens, ele falou com Deus, clamando chuva para Isarel.
2. Os crentes, embora não perfeitos, podem ter vitória na oração
Elias era homem sujeito às mesmas fraquezas (teve medo, fugiu, sentiu depressão, pediu para morrer), mas era justo e a oração pode muito em sua eficácia.
O poder da oração é o maior poder no mundo hoje. A história mostra o progresso da humanidade: poder do braço, poder do cavalo, poder da dinamite, poder da bomba atômica. Mas o maior poder é o poder da oração.
3. Elias orou fundamentado na promessa de Deus
Em 1 Rs 18:1 Deus disse que enviaria a chuva e em 1 Rs 18:41-46, Elias ora pela chuva. Não podemos separar a Palavra de Deus da oração. Em sua Palavra Deus nos dá as promessas pelas quais devemos orar.
4. Elias orou com persistência
Muitas vezes nós fracassamos na oração porque desistimos muito cedo, no limiar da bênção.
5. Elias orou com intensidade
A palavra com “instância” (5:17) significa que Elias orou em oração. Ele pôs o seu coração na oração.
Devemos orar pela nação hoje, para que Deus traga convicção de pecado e um reavivamento para a igreja.
IV. DEVEMOS ORAR PELOS DESVIADOS – V. 19-20
1. Devemos orar pelos membros que se desviam da verdade, da Palavra de Deus
Quando um crente se desvia devemos falar de Deus para ele (Gl 6:1) e dele para Deus (Tg 5:19). Salomão diz que “um só pecador destrói muitas coisas boas” (Ec 9:18).
Há sempre o perigo de uma pessoa se desviar de verdade – “Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos” (Hb 2:1).
O resultado desse desvio é pecado e possivelmente a morte (5:20). O pecado na vida de um crente é pior do que na vida de um não crente.
2. Devemos ajudar os membros que se desviam da verdade
Essa pessoa precisa ser “convertida” ou seja, voltar para o caminho da verdade (Lc 22:32).
Precisamos nos esforçar para salvar os perdidos. Mas também precisamos nos esforçar para restaurar os salvos que se desviam.
Judas 23 usa a expressão “salvar do fogo”.
CONCLUSÃO
Tiago neste parágrafo deu sua última instrução: oração pelos que sofrem, pelos enfermos e cuidado e restauração aos que se desviam.
Neste parágrafo Tiago falou sobre 4 coisas básicas:
a) O indivíduo em oração – O princípio básico – v. 13
b) Os presbíteros em oração – Uma oração respondida – v. 14-15
c) Os amigos em oração – Um espírito de reconciliação – v. 16a: procura por espírito de penitência, espírito de reconciliação e espírito de oração.
d) O profeta em oração – um agente humano, um resultado sobrenatural – v. 17-18.
e) A busca da comunhão – pastoral cuidado e restauração – v. 19-20.

Autor: Reverendo Hernandes Dias Lopes.

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