segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

PERDIDO DENTRO DA IGREJA



Referência: Lucas 15.25-32
INTRODUÇÃO
1. Jesus contou três parábolas sobre a alegria do encontro
a) A ovelha perdida que foi encontrada – O pastor chama a todos para se alegrarem.
b) A moeda perdida que foi encontrada – A mulher chama seus vizinhos para se alegrarem.
c) O filho perdido que voltou para casa – O pai oferece uma festa e se alegra. Nessas três parábolas a única pessoa que não está alegria e feliz é o irmão mais velho do pródigo.
2. No meio dessa festa do encontro, do resgate, da salvação há uma voz que destoa
O filho mais velho está triste, porque o Pai recebeu o filho pródigo com alegria.
O filho mais velho está irado, porque o Pai é misericordioso.
O filho mais velho está do lado de fora, enquanto o filho pródigo está dentro da Casa do Pai.
3. O perigo de se estar na Casa do Pai, dentro da Igreja e ainda estar perdido
Esse filho representou os escribas e fariseus que se consideravam santos e desprezavam os outros.
Esse filho representa aqueles que estão dentro da igreja, obedecendo a leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, pelos corredores escuros do mundo e ainda assim, estão perdidos.
Ilustração: O jovem rico – criado na sinagoga, cumpria os mandamentos, mas estava perdido.
I. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS DESOBEDECE OS DOIS PRINCIPAIS MANDAMENTOS
Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.
Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.
Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.
II. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ CONFIADO NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA
Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.
Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.
III. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO É LIVRE
Ele não vive como livre, mas como escravo. Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.
Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.
Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.
Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.
IV. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ COM O CORAÇÃO CHEIO DE AMARGURA
1. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – v. 29,30
Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.
Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.
2. Sente-se injustiçado pelo pai
Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.
Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.
3. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v. 30
Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.
A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.
Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.
4. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21
A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.
A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.
5. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão
Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai.
Ele se recusa a entrar, fica fora da celebração. Mergulha-se num caudal de amargura.
Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (v. 30,31).
V. VIVE DENTRO DA IGREJA, NA PRESENÇA DO PAI, MAS ANDA COMO SOLITÁRIO – V. 31
Ele anda sem alegria, sem amor, sem prazer. Vive na Casa do Pai, mas sente-se escravo. Está na Casa do Pai, mas não tem comunhão com ele.
Quantos estão na igreja, mas nunca sentem o amor de Deus, a alegria da salvação, o prazer de pertencer a Jesus, a doçura do Espírito Santo. Vivem como órfãos: sozinhos, curtindo uma grande solidão e insatisfação dentro da Casa do Pai.
VI. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO SE SENTE DONO DO QUE É DO PAI – V. 31
1) Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;
2) Deus tem uma vida abundante – Jo 10.10;
3) Deus tem rios de água viva – Jo 7.38;
4) Deus tem as riquezas insondáveis do evangelho – Ef 3.14
5) Deus tem a suprema grandeza do seu poder – Ef 1.19
6) Deus tem a paz que excede todo o entendimento – Fp 4.7
7) Deus tem alegria indizível e cheia de glória – 1 Pe 1.8
8) Deus tem vida de delícias para a sua alma.
Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.
Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode fazer a face do Rei.
Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.
Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.
CONCLUSÃO
O mesmo Pai que saiu ao encontro do filho pródigo para abraça-lo, sai para conciliar este filho (v. 31).
O remédio para esse filho era o mesmo para o outro: confessar o seu pecado.
Mas ele ficou do lado de fora. Agora perdido dentro da Casa do Pai.
Não fique do lado de fora. Venha e desfrute da festa que Deus preparou!!!
Autor: Reverendo Hernandes Lopes

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O TOQUE DE CURA



Referência: Lucas 8.43-48
INTRODUÇÃO
1. Jesus foi expulso de Gadara, mas foi calorosamente recebido por uma multidão do outro lado do mar, em Cafarnaum.
2. A multidão o comprimia, mas duas pessoas se destacam nesse relato entrelaçado: Jairo e a mulher hemorrágica. Esses dois personagens ensinam-nos alguns contrastes:
a) Jairo era um líder da Sinagoga; ela uma mulher anônima.
b) Jairo era um líder religioso; ela era excluída da comunidade religiosa.
c) Jairo era rico; ela perdera todos os seus bens em vão buscando saúde.
d) Jairo teve a alegria de conviver 12 anos com sua filhinha que agora está à morte; ela sofre a doze uma doença que a impede de ser mãe.
e) Jairo faz um pedido público a Jesus; ela aproxima-se de Jesus com um toque silencioso e anônimo.
f) Jesus atende a ambos, mas a atende primeiro.
I. O TOQUE DA CURA COMEÇA COM A CONSCIÊNCIA DE UMA GRANDE NECESSIDADE – V. 43
1. Um sofrimento prolongado – v. 43
Doze anos de tentativa, de busca, de esperança frustrada. Doze anos de enfraquecimento constante. Doze anos de sombras, de lágrimas, de sofrimento sem trégua. Talvez você esteja sofrendo há muitos anos. Talvez sua doença também se arrasta por décadas e décadas.
2. Um sofrimento que gera desesperança – v. 43
Ela gastou tudo que tinha com vários médicos. Ela era uma mulher batalhadora. Ela não era omissa nem passiva. Ela não ficou amuada num canto reclamando da vida. Ela correu atrás da solução. Ela bateu em várias portas. Ela busca várias saídas para o seu problema. Mas ela não apenas perdia o seu dinheiro, perdia também aceleradamente a sua saúde. Ficava cada vez pior.
A sua doença era crônica e grave. A medicina não tinha resposta para o seu sofrimento. Os médicos não puderam ajudá-la. Não só gastou tudo. Não só não ficou curada. Mas seu caso tornou-se ainda mais grave.
3. Um sofrimento que destruía os sonhos da vida – v. 43
Ela perdia sangue diariamente. Ela estava dominada pela anemia e fraqueza. O sangue é o símbolo da vida. É como se ela morresse aos poucos a cada dia. É como se a vida fosse se esvaindo e ela morresse dia a dia, pouco a pouco.
Não apenas ela estava perdendo a vida, como não podia gerar vida. Seu ventre em vez de ser um canteiro da vida, tinha se tornado o deserto da morte.
4. Um sofrimento que produzia terríveis segregações – v. 43
a) Segregação conjugal – Segundo a lei judaica, a mulher com hemorragia não podia relacionar-se com o marido. Ela estava impedida de ter contato com o seu marido por doze anos. Se era uma mulher casada, seu casamento já devia estar abalado. Se era solteira, estava impedida de sonhar com o casamento.
b) Segregação social – Uma mulher com hemorragia não podia relacionar-se com as pessoas. Ela devia viver confinada dentro da sua casa. Ela devia viver na caverna da solidão, do isolamento e do ostracismo social. Ela vivia possuída de vergonha. Ela chegou anonimamente para tocar em Jesus, com medo de ser rejeitada, pois se Jesus a tocasse, tornar-se-ia impuro. Segregação religiosa – Uma mulher com fluxo de sangue não podia entrar no templo para adorar. Ela era considerada impura, portanto, impedida de participar das festas e dos cultos. Os rabinos decretavam que mulheres com fluxo de sangue contaminavam tudo que tocavam, inclusive utensílios domésticos. Se os maridos teimassem em relacionar-se com elas nesse período, a maldição viria sobre os filhos e até o cadáver de uma mulher impura pelo fluxo devia passar por um processo de purificação antes de ser sepultada. Era um problema tão sério que ela gastou tudo com os médicos buscando a cura (Lc 8:43).
II. O TOQUE DA CURA ACONTECE QUANDO VOLTAMO-NOS DA NOSSA DESILUSÃO E BUSCAMOS A JESUS – V. 44
1. Os nossos problemas não apenas nos afligem, eles nos arrastam para os pés de Jesus – v. 44
Essa mulher depois de procurar vários médicos, sem encontrar solução para o seu problema, buscou a Jesus. As vezes, somos levados a Cristo por causa de um sofrimento, de uma enfermidade, de um casamento rompido, de uma dor que nos aflige. Essa mulher rompeu todas as barreiras e foi tocar nas vestes de Jesus.
2. Quando os nossos problemas parecem insolúveis, ainda podemos ter esperança – v. 44
A mulher ouviu sobre a fama de Jesus (Mc 5.27). Quando tudo parece estar perdido, ainda há uma saída, com Cristo. Ela ouviu sobre a fama de Jesus. Ela ouviu que ele dava vista aos cegos e purificava os leprosos. Ela ouviu que Jesus libertava os cativos e levantava os coxos. Ela ouviu que Jesus ressuscitava os mortos e devolvia o sentido da vida para os pecadores que se arrependiam. Então, ela foi a Jesus e foi curada!
3. Quando nós tocamos as vestes de Jesus, podemos ter a certeza da cura – v. 44
No meio de uma multidão que comprimia a Jesus, a mulher tocou em suas vestes e ele perguntou: “Quem me tocou?” O que houve de tão especial no toque da mulher?
a) Foi um toque intencional – A mulher não tocou em Jesus acidentalmente. Ele pretendia tocá-lo.
b) Foi um toque com um propósito definido – Ela pretendia ser curada do seu mal que a atormentava há tantos anos.
c) Foi um toque movido pela fé – A mulher acreditava que Jesus tinha o poder para curá-la.
d) Foi um toque eficaz – Quando a mulher tocou em Jesus, ela ficou imediatamente livre do seu mal. A mulher foi curada: (1) FISICAMENTE – O fluxo de sangue estancou; (2) EMOCIONALMENTE – Jesus não a desprezou, mas a chamou de filha; (3) ESPIRITUALMENTE – Jesus lhe disse: “A tua fé te salvou”.
III. O TOQUE DA CURA ACONTECE QUANDO O CONTATO PESSOAL COM CRISTO É O NOSSO MAIOR OBJETIVO DE VIDA – V. 44-47
1. Muitos comprimem a Cristo, mas poucos o tocam pela fé- v. 44-46
Jesus frequentemente estava no meio da multidão. Ele sempre atraiu as multidões. Mas a maioria das pessoas que buscava a Jesus não tinha um contato pessoal com Cristo. Muitos são chamados, mas poucos os escolhidos. Mas sempre que no meio da multidão, alguém o toca, isso mexe com o seu coração.
Aqui uma multidão o aperta, mas só essa mulher o toca. A multidão vem e a multidão vai, mas só essa mulher o toca e só ela recebe a cura. Aos domingos, a multidão vem à igreja. Aqui e ali alguém é encontrado chorando por seus pecados, regozijando-se em Cristo pela salvação e então Jesus pergunta: Quem me tocou?
Muitas pessoas vêm à igreja porque estão acostumadas a vir. Acham errado deixar de vir. Mas estar em contato real com Jesus não é o que esperam acontecer no culto. Elas continuam indo e vindo até Jesus voltar, mas só despertarão tarde demais, quando já estiverem diante do Tribunal de Deus para darem contas de sua vida.
Alguns vêm para orar, mas não tocam em Jesus pela fé. Outros assentam-se ao redor da Mesa do Senhor, mas não têm comunhão com Cristo. São batizadas, mas não com o batismo do Espírito. Elas comem o pão e bebem o vinho, mas não se alimentam do Senhor. Elas cantam, elas oram, elas ajoelham, elas ouvem, mas isso é tudo; elas não tocam o Senhor.
Oh! talvez esse é o maior número na igreja: é como a multidão que comprime Jesus, mas não o toca pela fé. Vêm a igreja, mas não encontram com Jesus. Oh! não abra mão de tocar hoje em Jesus. Não se contente apenas em orar, não desista de estar verdadeiramente em contato com Jesus. Não se contente apenas em ouvir um sermão, toque hoje nas vestes de Jesus. A mulher não estava apenas no meio da multidão que apertava a Jesus, ela tocou em Jesus pela fé e foi curada!
a) Ela tocou em Jesus sob grandes dificuldades – Havia um grande multidão. Ela estava no meio da multidão apesar de estar doente, fraca, impura, rejeitada.
b) Ela tocou em Jesus secretamente – Vá a Jesus. Mesmo que sua esposa, seu marido, seus filhos não saibam, ele pode libertar você do seu mal.
c) Ela tocou em Jesus sob um senso de indignidade – Ela era considerada imunda, impura. Ela estava com vergonha e com medo.
d) Ela tocou em Jesus humildemente – Ela o tocou por trás. Ela o tocou silenciosamente. Ela prostrou-se trêmula aos seus pés. Quando nos humilhamos, Deus nos exalta. Ela não tocou Pedro, João ou Tiago. Ela tocou em Jesus e foi curada do seu mal.
2. Aqueles que tocam a Jesus pela fé são totalmente curados – v. 44
A mulher foi imediatamente curada. Em Cristo há cura para todas as nossas enfermidades espirituais. Ela foi curada física, emocional, conjugal, cerimonial e espiritualmente.
A mulher foi completamente curada. Embora seu caso fosse crônico e grave, ela foi totalmente curada. Há cura completa para o maior pecador. Ainda que uma pessoa esteja afundada no pecado, há cura. Ainda que uma pessoa esteja possessa de demônios, há cura. Ainda que sua mente esteja cheia de dúvidas, elas poderão ser dissipadas quando você tocar em Jesus. Ainda que você tenha caído depois da cura, há restauração para você se você tocar em Jesus. A fonte ainda está aberta.
3. Aqueles que tocam em Jesus são conhecidos por ele – v. 46
Jesus disse: “Alguém me tocou”. Você pode ser uma pessoa estranha para a multidão, mas não para Jesus. Seu nome pode ser apenas “alguém” e Jesus saberá quem é você. Se você o tocar haverá duas pessoas que saberão: você e Jesus. Se você tocar em Jesus nesta noite, talvez isto não vai ser conhecido por outros. Talvez seus vizinhos possam não ouvir isto, mas isto será registrado nas cortes do céu. Todos os sinos da Nova Jerusalém irão tocar e todos os anjos irão se regozijar (Lc 15:10) tão logo eles souberem que você nasceu de novo.
Alguém! Talvez muitos aqui não saberão o seu nome, mas ele estará registrado no Livro da Vida. O sangue de Cristo estará sobre você. O Espírito de Deus estará em você. A Bíblia diz que Deus conhece os que são seus (2 Tm 2:19). Se você tocar em Jesus, o poder da cura tocará em você e você será conhecido no céu.
4. Aqueles que tocam em Jesus, devem fazer isto conhecido aos outros – v. 47
Agora, desde que Jesus sabe acerca da sua salvação, ele deseja que você conte isso para outras pessoas. Onde está esse alguém que tocou em Jesus? Alguém, onde está você? Você tocou em Cristo e você foi salvo. Torne isso conhecido dos outros! Não se esgueire no meio da multidão secretamente. Não cale a sua voz. Não se acovarde depois de ter sido curado. Proclame aos outros o que Cristo fez por você!
Talvez você já conhece ao Senhor há anos e ainda não tenha feito uma confissão a respeito do que Jesus fez em sua vida. Rompa o silêncio. Testemunhe! Talvez você diga: Mas eu não sei o que falar? Fale o que a mulher falou: Toda a verdade! As pessoas não querem mais que isso. Vá e fale o que Deus fez por você. Vá e conte como foi que Cristo curou você e perdoou os seus pecados. Vá e conte ao mundo como Cristo salvou a sua vida e lhe deu paz!
Ilustração: Minha viagem a Toronto e o testemunho a uma mulher espírita, que se converteu.
CONCLUSÃO
Vai-te em paz! (v. 48) – A bênção com que Jesus despediu-se da mulher é uma promessa para nós agora. Entramos aqui com medos, angústias e uma hemorragia existencial. Mas, agora podemos voltar para casa, para a vida com a bênção da cura, da salvação, da restauração. Podemos voltar para casa em paz!

Autor: Reverendo Hernandes Dias Lopes.

PRECISAMOS DE REAVIVAMENTO QUE RESTAURE A IGREJA



INTRODUÇÃO: Texto Bíblico principal: Salmo 85:1-13

1. A razão pela qual, muitas vezes, a igreja deixa de desfrutar os benefícios das bênçãos de Deus como paz, alegria, esperança, segurança e certeza quanto ao futuro é porque se acomodou em sua vida de indiferença e na falta de compromisso sério com Deus, o qual se ira e se indigna por causa do pecado.
2. A razão pela qual a igreja passa por situações indesejadas é devido a um generalizado desinteresse pelo genuíno estudo da palavra de Deus, o desenvolvimento de uma religião ritualística ou de entretenimento, e, a caminhada nos perigosos pântanos do pecado.
3. A razão pela qual Deus permite a aflição na vida dos membros de Sua igreja é para que eles se arrependam e peçam misericórdia, depois de sofrer por seus pecados; e, mantenham sua comunhão restaurada por Deus. Precisamos de reavivamentos que restauram a igreja!

I. O PRESENTE ÁRIDO E INFRUTÍFERO NÃO DEVE ANULAR A LEMBRANÇA DOS REAVIVAMENTOS DO PASSADO – Salmo 85:1-3
1. No passado o avivamento acarretara benefícios materiais ao povo de Deus: Deus abençoou a terra fazendo o povo regressar do cativeiro.
2. No passado o avivamento trouxera benefícios morais ao povo de Deus: Deus havia perdoado a iniquidade e todos os pecados do Seu povo.
3. No passado o avivamento resultara em benefícios espirituais: Através do perdão o povo de Deus havia experimentado a restauração da comunhão no relacionamento com Deus.
Aplicação teológica: A igreja de Deus pode esperar terríveis aflições quando se afasta de Deus, porém, quando se arrepende e se volta para Ele com humildade e sinceridade, Deus regozija-se com ela novamente.

II. O PRESENTE CARACTERIZADO PELA INDIFERENÇA NÃO DEVE LEVAR O POVO DE DEUS À INDIFERENÇA NA BUSCA DO REAVIVAMENTO – Salmo 85:5-7

1. O povo de Deus precisa reconhecer que causou a ira de Deus ao pecar contra Ele: Quando o povo de Deus se afasta de Deus precisa clamar por salvação novamente, pois o pecado causa ira e indignação ao coração de Deus.
2. O povo de Deus deve reconhecer que Deus tem o direito de irar-se contra a apostasia: Indiferença e rebeldia em relação à Bíblia conduz a apostasia, afastamento de Deus. As perguntas dos versos 5 e 6 são retóricas, visto que Deus se prontificou a retribuir à confissão de pecados desviando Sua ira e renovando Suas bênçãos (Levíticos 26:40-45). O reavivamento trará fome pelas promessas de Deus em Sua Palavra.
3. O povo de Deus deve reconhecer a necessidade da comunhão com Deus através da oração: Quando o povo reconhece sua injustiça não ora pela manifestação da justiça de Deus, mas suplica pela manifestação do amor, da graça, do perdão e da salvação de Deus.
Aplicação teológica: A igreja de Deus deve se dirigir a Deus com um pedido claro (verso 4) que condiz com sua mais pura intensão, tendo a certeza de ser atendida pela bondade e misericórdia divina (verso 7). E, se cada membro permitir que Deus o cure de suas apostasias, Ele prontamente lhes mostrará Sua graça e amor.

III. O PRESENTE ATUAL DA IGREJA DE DEUS NÃO DEVE IMPEDIR NINGUÉM DE ESPERAR POR REAVIVAMENTO NO FUTURO – Salmo 85:8-13

1.  A esperança é uma característica dos fieis que aguardam o reavivamento espiritual: O final do salmo é um chamado à vigilância. De maneira profética o salmista faz uma pausa para ouvir as palavras de Deus em resposta à súplica na oração.
2. A certeza é uma característica dos humildes que buscam o reavivamento espiritual: O salmista expressa certeza de que Deus atenderá generosamente ao pedido de salvação e restauração do povo. Sabemos que a salvação é certa para aqueles que a buscam porque em Cristo o amor e a verdade se encontraram, a retidão e a paz se beijaram.

3. A paz e a justiça caracterizam aqueles que foram agraciados com o reavivamento: Ao abandonar a loucura e insensatez da vida pecaminosa que conduz à morte, o arrependido é coberto com a graça e a justiça de Cristo, que conduz à restauração física, moral e espiritual visível na retidão de cada um de seus passos.
Aplicação teológica: Pela Sua graça, Deus oferece perdão, restauração e salvação ao pecador e implanta a esperança, a certeza e a justiça no coração que resultará em paz, alegria, entusiasmo, justiça, retidão – ou seja, resultará em reavivamento e reforma!

CONCLUSÃO:

1. No reavivamento espiritual, Deus revigora a saúde espiritual dos cristãos e dá nova vida àqueles que morreram em seus delitos e pecados.
2. No reavivamento há um reconhecimento da desobediência e um despertamento da preguiça espiritual.
3. No reavivamento espiritual a igreja é conduzida pelo Espírito Santo a afastar-se do pecado, então surge o desejo de santificar a vida e um anseio pela manifestação de Deus.

APELO:
1. Se você é cristão, reconheça que você é membro da igreja de Deus e não mais pertence ao mundo.
2. Se você já aceitou Jesus, deixe Deus colocar tua vida em harmonia com Sua santa vontade a fim de que experimentes um reavivamento espiritual.
3. Se você ainda não é cristão, aceite a Jesus e abandone a insensata confiança e si mesmo e experimente uma vida totalmente nova.

Pr. Heber Toth Armí

SERÁS FELIZ AO RENDER GRAÇAS AO DEUS ALTÍSSIMO

I

INTRODUÇÃO: Texto Bíblico: Salmo 92:1-4

1. As ações do Criador na esfera humana propiciam reações nobres e elevadas em nosso coração pecador.


2. As obras de Deus em prol dos pecadores devem tocar as cordas de nosso coração e produzir músicas de adoração.


3. As intervenções do Senhor na vida de Seus servos devem ser reconhecidas e resultar em motivos para unirmos para exaltar, glorificar e louvar o Seu poderoso nome.


a) Muitas vezes o que julgamos bom para nós nos leva à experiências ruins, degradantes e até deprimentes; somente Deus sabe o que é realmente bom para nós.


b) Muitas vezes precisamos refletir nas palavras do salmista que experimentou o prazer que é realmente; e então, inspirado pelo Espírito Santo, revelou a nós:


I. CONFORME O SALMO, O QUE É BOM? – Salmo 92:1


1. Render graças ao Senhor é bom: Isso não quer dizer simplesmente falar/cantar de Deus ou render graças pelo que Ele fez. Não! Vai bem além disso, significa dar graças diretamente a Deus.


2. Cantar louvores diretamente a Deus é bom: 


a) Quando cantamos o hino 48 do Hinário Adventista não estamos dando graças a Deus...


Chegai-vos, ó crentes, vinde jubilosos
Sigamos a estrela do céu de Belém!
Eis que é nascido Cristo, rei da Glória!


Ó, vinde adoremos!
Ó, vinde adoremos!
Ó, vinde adoremos o Rei Salvador!


Estamos convidando pessoas para fazer render graças a Deus. A terceira estrofe encerra...


Com altos louvores, glória a Deus rendemos,
Por Cristo que ao mundo desceu lá do além!
Oh! Para sempre temos Deus conosco!


b) Quando cantamos o hino 15 do Hinário Adventista também não rendemos graças a Deus, pois é cantado às criaturas para convidá-las a adorar ao Criador...


Vós, criaturas do Senhor
Oh, elevai a Deus louvor!
Oh, louvai-O! Aleluia!


[...].


Oh Terra e Céu, a Deus honrai;
Preito de amor e graças dai!
Oh, louvai-O! Aleluia!


[...].


Vós, homens sábios e de bem,
Dai ao Senhor louvor também!
Oh, louvai-O! Aleluia!


Dai glória ao Filho, glória ao Pai,
E ao Santo Espírito louvai!
Oh, louvai-O Oh, louvai-O!
Aleluia! Aleluia! Aleluia!


c) Quando cantamos o hino 20 do Hinário Adventista aí sim estamos rendendo graças a Deus...


A Ti, toda glória e louvores rendemos,
Senhor do Universo e Deus, Criador!
Reunidos, rogamos as Tuas santas bênçãos,
E graças ofertamos por Teu grande amor.


[...].


Louvores rendemos por Tua bondade.
Teu Filho querido nos deste, na cruz;
Sua morte nos trouxe perdão e eternidade,
E abriu-nos os portais para o reino de luz.


II. O QUÊ CANTAR E QUANDO FAZÊ-LO? – Salmo 92:2


1. De manhã: “Anunciar Teu amor ao romper de cada dia” (Bíblia A Mensagem). A primeira atitude de quem reconhece Deus como provedor de bênçãos é agradecer-Lhe ao acordar pela manhã.


2. À noite: “Cantar Tua fiel presença durante toda a noite” (Bíblia A Mensagem). A última atitude de quem reconhece a fidelidade de Deus antes de fechar os olhos para dormir é cantar-lhe sobre Sua presença incessante.


III. COMO CANTAR, DE ACORDO COM O SALMISTA? – Salmo 92:3


1. Com instrumentos de dez cordas. “Com todo o naipe de cordas” (Bíblia A Mensagem).
2. Com saltério.
3. Com a solenidade da harpa.


a) Os instrumentos musicais intensificam nossa ação de render graças ao Senhor.
b) Os instrumentos musicais impulsionam nossas palavras de louvor ao Senhor.
c) Os instrumentos musicais fortalecem nossa voz em nossos atos de dar graças ao Deus Altíssimo!


IV. POR QUE CANTAR COM ALEGRIA E ENTUSIAMO? – Salmo 92:4


1. Porque o Senhor nos alegra com Seus feitos. “Tu me deixaste tão feliz, ó Eterno!” (Bíblia A Mensagem). A disposição com que o louvor precisa ser feito na adoração deve resultar da bondade do Senhor sobre Seus adoradores; consequentemente, o fervor tomará conta do adorador.


2. Porque há satisfação em reconhecer as obras de Deus. “Vi Teus feitos e gritei de alegria” (Bíblia A Mensagem). A intensidade com que o adorador verdadeiro louva ao Senhor se deve ao fato que “as canções mais belas do mundo não bastam para louvar ao Senhor por Suas obras de criação, providência e redenção. O simples fato de pensar nessas coisas faz o coração cantar de alegria... servem de combustível às chamas do louvor” (William MacDonald).


CONCLUSÃO:


1. Render graças diretamente ao Deus verdadeiro, reconhecendo as inúmeras bênçãos que emanam de Seu trono para nós através de Suas intervenções, proclamar Seu infindo amor e eterna fidelidade, são atitudes que ao praticarmos nos encherão de intensa alegria. Por isso, “é bom render graças ao Senhor”.


2. Render graças com sinceridade e sem acanhamento ao Senhor significa reconhecer em primeiro lugar o Seu amor mantedor ao acordar pela manhã e confiarmos em Sua fidelidade em todas as nossas atividades até à noite; por fim, descansar em Suas sublimes e confortadores atributos. Por isso, “é bom cantar louvores ao teu nome, Ó Altíssimo”.


3. Render graças ao Senhor implica em quebrar o poder da melancolia, permitir que o coração se encha de alegria e perceber que é a conexão com Deus de manhã até a noite, de domingo à sábado, de janeiro à dezembro, que nos torna seres humanos verdadeiramente felizes, realizados e satisfeitos.


APELO:


1. Reflita nas bênçãos em tua vida diariamente.
2. Reflita no que Deus fez e faz por você diariamente.
3. Reflita diariamente em tua adoração a Deus:


a) Possui sinceridade?
b) Possui plenitude de alegria?
c) Possui a força e a dedicação que Deus merece?


Pr. Heber Toth Armí

ROBERNANE FERREIRA

O Inestimável Valor de uma Aliança

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