segunda-feira, 7 de novembro de 2011



O papel dos profetas
no Antigo Testamento


Jeremias 1: 1-10




- Como era o profeta do Antigo Testamento?

- Como a Igreja primitiva via esses homens de Deus do passado
e como exerceu o dom de profecia?
- Por que os livros dos profetas são chamados de maiores
e ou menores?

- Qual a mensagem de cada um?


- E hoje, existe ainda profeta?

- Qual é o papel deles na Igreja? Se você não tem as respostas,
mas quer estudar este necessário e atualíssimo assunto, apanhe sua Bíblia e acompanhe-nos.

- Deus nunca desamparou seu povo. Sempre deu-lhe líderes, reis, sacerdotes, profetas e pastores, porém a influência marcante foi exercida pelos profetas; seu trabalho consistia no ensino e ação.


Vejamos.

I - O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO

a) O profeta - O que poderia parecer mero descuido da Lei para o homem comum, era visto como um horrendo desastre pelo profeta, tal sua sensibilidade diante do pecado, Jr 2: 12, 13, 19.

- O profeta não somente ouvia a voz de Deus como sentia seu coração, Jr 6: 11; 20: 9. Tal sentimento era consequência de um estreito relacionamento com Deus, Am 3: 7; assim, compreendia melhor do que ninguém os propósitos de Deus para o povo com quem tinha um pacto.

b) A mensagem dos profetas normalmente continha advertências aos que colocavam sua confiança em outras coisas e não em Deus, tais como na sabedoria humana, Jr 8: 8, 9; 9: 23, 24; na riqueza, Jr 8: 10; na autoconfiança, Os 10: 12,13; no poder opressor; em outros deuses.

Constantemente o profeta desafiava a falsa santidade do povo judeu e tentava desesperadamente encorajar sincera obediência à Lei.

c) A dedicação
- Os profetas eram homens totalmente dedicados a Deus.
- Detestavam o “meio" compromisso, a entrega parcial a Deus. A fidelidade ao Senhor deveria ser total. Isso implicava em esforçar-se para levar o povo a uma completa submissão a Deus.

- Os profetas não aceitavam uma sociedade injusta, mas lutavam pela manutenção dos princípios do pacto do Sinai e por eles davam a vida.
- Condenavam especialmente a opressão social, ou seja, não admitiam que os mais ricos explorassem os que nada tinham, Am 4: 1.

- Também pregavam contra a bajulação aos abastados, usada para conseguir qualquer favor, Am 6: 1. Por esses posicionamentos, vemos que o povo de Deus tinha e tem de ser comprometido com o seu Deus e não com o homem. A mensagem profética é muito atual.

II - O PROFETA NA IGREJA PRIMITIVA

- No Novo Testamento não há o ofício profético como havia no Antigo, mas há o dom de profecia, 1Co 12: 28, 29 e Ef 4: 11.

- Nessas passagens, o profeta é citado imediatamente após os apóstolos, e está associado aos mestres, como se vê na Igreja de Antioquia, At 13: 1.

- Eram também considerados alicerces (fundamentos) sobre os quais a Igreja foi edificada, Ef 2: 20.

- Os profetas do Novo Testamento tinham como função a proclamação e a predição; eram canais através dos quais Deus transmitia uma orientação especial à Igreja.

- Foi, por exemplo, o que fez Ágabo, At 11: 28; 21: 10 e 11; e Judas e Silas, At 15: 32.

- Esses homens, usados pelo Espírito Santo, tinham objetivos definidos em sua atuação, 1Co 14: 3; tornando-os responsáveis pela pregação da mensagem completa sobre o pecado e a salvação, alertando sobre a ira e a graça de Deus.

- Os profetas do NT não eram fonte de novas verdades doutrinárias a serem absorvidas pela Igreja e sim expositores da verdade já revelada por Jesus e pelos apóstolos.

- Eram dotados do dom sobrenatural de conhecer, e com a liberdade de revelar, os “segredos do coração humano”, 1Co 14: 24,25.

- Para que o emocional e o humano não se impusessem ao divino, trazendo prováveis confusões, Paulo declara que outros cristãos experientes têm liberdade de julgar o que for profetizado, 1Co 14: 29; ou seja, qualquer declaração profética está sujeita a exame e só pode ser aceita se for achada na mesma linha dos ensinos dos apóstolos, 2Co 11: 4.
III - O PROFETA NA IGREJA HOJE

- Não se pode perder a noção de que a responsabilidade da Igreja Local e a sua direção espiritual estão com o pastor, que é auxiliado pelos presbíteros, no que lhes cabe, e por todos aqueles que possuem talentos e dons. É isso que se interpreta com base no significado do próprio título “pastor” (bispo) como está em At 20: 28.

- Portanto, ao pastor cabe transmitir à Igreja as mensagens como diretrizes para o rebanho do Senhor.

- Segundo Ap 2: 1, 8 e 12, o pastor é o anjo protetor designado pelo Senhor para aquela localidade. Logo, o que possui o dom de profecia deve alinhar-se com o pastor e ajudar a promover a paz e o crescimento do rebanho, 1Co 14: 33, repreendendo as distorções sem se intimidar com os que agem como Jezabel, Ap 2: 20.

- Para concluir, precisamos deixar claro que os profetas canônicos existiram até João Batista, Mt 11: 13; mas no NT e, portanto, na Igreja, há o dom de profecia, que é concedido pelo Espírito Santo que habita no crente, 2Co 6: 16. Todo crente, e aí se inclui também o pastor, foi comissionado por Jesus, Mc 16: 15, para transmitir ou expor sua mensagem, segundo a Bíblia a apresenta, falando em nome de Deus.

A maioria dos homens ainda não conhece e nem vive essas verdades e o Senhor está esperando que seus pregadores se despertem e anunciem sua santa vontade.


Fonte: Revista de Estudos Bíblicos Aleluia






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sexta-feira, 4 de novembro de 2011



O Segredo Do Sucesso
Na Vida Espiritual.

TEXTO: Pv 1.7; 8.13; 9.10.




Introdução

- Por que visivelmente há irmãos e irmãs que são bem sucedidos na vida cristã e outros vivem aos trancos e barrancos?
- O que faz a diferença?
- Será que Deus abençoa mais a um do que ao outro?
- Ou será que a atitude de uns é diferente de outros?

Hoje de manha queremos demonstrar que a diferença jaz no grau de temor que uma pessoa demonstra para com Deus e que aí está a diferença.

I – Primeiro: O que significa temer ao Senhor? Fazendo a diferença entre temor e medo.

1.1. Medo, forte receio. A este Deus nos estimula a não deixar-se abater. São 365 vezes que Deus diz: Não temas.

1.2. Reverência, culto, adoração, santo tremor.
“O temor ao Senhor é aquela clara compreensão da onipresença de Deus bem como da sua onipotência o que faz com que haja mesmo na solidão, nos momentos em que estamos sozinhos, uma clara e consciente atitude de apartar-se do mal e apegar-se ao bem”.


- Temer ao Senhor é aborrecer o mal. Pv. 8. 13.

II – Por que temer ao Senhor? Certamente são inúmeras as razões pelas quais devemos temer a Deus.


Pensemos em algumas:

Primeiro, porque Ele é Deus. Ele mesmo declarou: “Ao Senhor teu Deus temerás”. Dt. 10. 20.

Segundo, porque Ele exige.
“Que é o que o Senhor teu Deus pede de ti, senão que temas ao Senhor teu Deus...” Dt. 10.12.
“Temor a Deus é um sentimento de profundo respeito, admiração e louvor que nos leva a uma dependência total da Sua Palavra e de Sua Vontade”.

Terceiro, por que Ele se agrada dos que o Temem. Sl 147.11.
“O SENHOR agrada-se dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia.”

Quarto, por que o Temor do Senhor aumenta os dias. Pv. 10. 27.
“O temor do SENHOR aumenta os dias, mas os anos dos ímpios serão abreviados.”

Quinto, porque o Temor ao Senhor é a fonte da felicidade.

Sl 128. 1, 2. “Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem.”

“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
” Sl 23.4.

No Salmo 128, é dito que o temor do Senhor traz: Felicidade no trabalho; prosperidade no lar; frutos espirituais e vida longa. Eis algumas razões bíblicas para temermos ao Senhor.

III – Que Resultados podemos esperar se tememos ao Senhor?

- Todas as boas práticas da vida cristã conduzem a altos lucros espirituais.
- Temer a Deus não é uma exceção.


- A vida de temor a Deus é um frutífero investimento cristão. Este investimento tem resultados certos.

Primeiro: Quem teme ao Senhor é contemplado com a Misericórdia Divina.
“E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem”. Lucas 1. 50.

Segundo: Quem teme ao Senhor é abençoado com Sabedoria.
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”.
Pv. 9. 10.

- A Sabedoria é uma dádiva espiritual e feliz é o homem que a encontra. Pv. 3. 13.

Terceiro: Quem teme ao Senhor tem sua salvação garantida.
Ml 4. 2 diz: “Mas para vós, que temeis o meu nome, nascerá o Sol da Justiça e salvação trará debaixo de suas asas”.
“A salvação está perto daqueles que o temem”.
Sl 85. 9.

Quarto: Quem teme ao Senhor tem garantias de sucesso na vida.
“Ainda que o pecador faça mal cem vezes, e os dias se prolonguem, eu sei, com certeza, que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temem diante dele”.
Ec. 8.12.

Quinto: Quem teme ao Senhor tem o benefício da proteção.
“No temor do Senhor há firme confiança e Ele será um refúgio para seus filhos”.

Sexto:
Quem teme ao Senhor tem promessa de livramento.
“Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, para livrar as suas almas da morte, e para os conservar vivos na fome”. Sl 33.18.
“Dá sustento aos que o temem”.
Sl 111.5.

Sétimo: Quem teme ao Senhor receberá seu galardão na eternidade.
“E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.”
Ap 11. 18.

Conclusão

- Temer a Deus é uma decisão pessoal.
- Temer a Deus é para os que conhecem a Deus.
- Não temer a Deus é a atitude mais tola que um cristão pode ter.
- Temer a Deus é dever de todo o homem disse Salomão.
- Temer a Deus é o segrede de uma vida cristã bem sucedida, estabilizada e frutífera.

“Bem aventurado o homem que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos, pois comerás do trabalho de suas mãos, feliz serás e te irá bem”.






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UM CHAMADO PARA
DESCONSTRUIR…

Texto: Marcos 8 : 34 – 38




Introdução:




- Jesus, chamou a multidão para perto de si, para estar com seus discípulos. A séria exortação que viria a seguir, é importante para todos. De fato, é uma questão de vida ou morte, ou seja, vida eterna ou morte eterna. Todos devem se tornar discípulos de Jesus.

- Vamos tratar nesta mensagem do preço desse discipulado:
Um Chamado para desconstruir princípios, valores, pensamentos, atitudes… , e em seguida permitir que o Espírito Santo nos reconstrua.

1) O CHAMADO É UM CONVITE PESSOAL.

Vs. 34a “ Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim”

- Este convite não é para ser um admirador de Cristo, mas um seguidor. Bem, se alguém quer vir após a mim, diz Jesus, deve dar adeus, de uma vez por todas, ao seu velho “eu”.

- Jesus começa com um chamado condicional: “Se alguém quer”. A soberania de Deus não violenta a vontade humana. É preciso existir uma predisposição para seguir Jesus.

- Muitos querem apenas o glamour do evangelho, mas não querem a cruz.
- Querem os milagres, mas não as tribulações.
- Querem prosperidade e saúde, mas não o arrependimento verdadeiro.
- Querem o paraíso na terra e não a bem-aventurança no céu.
Por isso devemos compreender este projeto de desconstrução dentro de nós como algo divino e magnífico, e se não admitirmos que precisamos de reconstrução em todo nosso ser, não atenderemos a este chamado.

2) O CHAMADO É UM CONVITE PARA UMA RENÚNCIA RADICAL.
Vs. 34b “a si mesmo se negue”

- Jesus nos chama não para a afirmação do “eu interior”, mas para a sua renúncia. Precisamos depor as armas, antes de seguir a Cristo.

- Precisamos abdicar do nosso orgulho, soberba, presunção e autoconfiança antes de seguirmos as pegadas de Jesus. Portanto, negar-se a si mesmo não equivale à aniquilação pessoal. Não se trata de anular-se, mas de servir. Negar-se a si mesmo é permitir que Jesus reine supremo onde o “ego” tinha previamente exercido o controle total.

- Neste processo de desconstrução algumas vezes ele é mal interpretado pelo ponto de vista de que a sociedade tem nos rotulado, por exemplo; alguns princípios são totalmente invertidos: ganhar é perder e perder é ganhar.

- Para ser grande na obra é necessário ser servo. Agora o processo de desconstrução chega no nosso dia cotidiano, através do Vs 35 podemos compreender como uma pessoa pode ganhar a vida e ao mesmo tempo perdê-la?

2.1 – Quando buscamos a felicidade sem Deus.

- Vivemos numa sociedade embriagada pelo hedonismo. As pessoas estão viciadas pelo prazer. Elas fumam, bebem, compram, vendem, experimentam drogas na ânsia de encontrar felicidade. Contudo, depois de um tempo a realidade bate a porta, um grande vazio é o motivo de tudo isso, e ainda não sabemos o que é ser e ter felicidade sem Cristo.

2.2 – Quando buscamos salvação fora de Jesus.

- Há muitos caminhos que conduzem os homens para a religião, mas um só caminho conduz o homem a Deus.

- O homem pode ter fortes experiências na busca do sagrado, no desejo de encontrar com Deus, porém, sem Jesus ele fica mais distante do Eterno.

3) O CHAMADO É UM CONVITE PARA MORRER.
Vs. 34b “ tome a sua cruz e siga-me”

- Tomar a cruz é abraçar a morte, é seguir para o calvário, é escolher a vereda do sacrifício.

- A cruz não é apenas um emblema ou um símbolo cristão, mas um caminho de morte. Lucas nos revela no seu evangelho que tomamos a cruz dia a dia.

- Quando alcançamos este processo de desconstrução, temos que compreender uma coisa; ele é contínuo.

- É considerar – se morto para o pecado é andar com um atestado de óbito no bolso.

- No tempo de Jesus o condenado carregava a sua cruz obrigado e tomando muitas chibatadas. Porém, quando o Santo Espírito está nos desconstruindo, a dor, a vergonha e a perseguição passarão a ser instrumentos divinos na lapidação de nosso caráter. É por isso que podemos compreender as palavras de Paulo, somos entregues à morte diariamente.

- Somos levados como ovelhas para o matadouro. Essa cruz não significa uma doença, um inimigo, uma fraqueza. Pelo contrário, essa cruz fala da nossa disposição de morrer para nós mesmos, para os prazeres e deleites.

- A cruz também significa cumprir missão, pois a missão de Jesus se cumpriu no calvário.

- Você já parou para pensar sobre a sua “missão”? A morte faz parte da missão.


- Aqui encontramos um grande problema neste processo de desconstrução, não queremos morrer, e sim desejar a morte dos outros. Porém, é necessário que esta morte aconteça todas as manhãs, todas as tardes e todas as noites.

CONCLUSÃO:

- Seguir a Cristo é desconstruir o caminho construído pela nossa vontade.

- Esse desafio nos é exigido todos os dias, em nossas escolhas, decisões, propósitos, sonhos e realizações.

- Seguir a Cristo é imitá-lo. É amar o que Ele ama e aborrecer o que Ele aborrece.

APLICAÇÃO:

- No processo de desconstruir, qual é a sua maior dificuldade?

- Em circunstâncias normais, todos nós tememos a morte. Mas…pensando no contexto desta mensagem, você teria medo de morrer, enfrentaria alguma dificuldade para fazê-lo?

- Tomar a cruz significa estar envolvido com uma “Missão no Reino”, compartilhe como você esta cumprindo esta missão.



AUTOR: Reverendo Ivan Moreira da Silva
Primeira Igreja Presbiteriana de Cachoeiro de Itapemirim





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quinta-feira, 3 de novembro de 2011



Da morte Ele
traz vida‏

Texto Base:
Lucas 7.11-17




- Refletir sobre o tema “DA MORTE ELE TRAZ VIDA”, me faz lembrar, obrigatoriamente, de um dos grandes poetas brasileiros: João Cabral de Melo Neto. Este pernambucano do Recife, primo de Manoel Bandeira, e Gilberto Freyre escreveu a obra poetizada – Morte e Vida Severina, que apresenta a fuga de um sertanejo da miséria, da fome e da morte.

- Um estudioso do texto de João Cabral faz a seguinte análise:”Ao inverter a ordem natural do sintagma “vida e morte”, o poeta registra com precisão a qualidade da vida que seu poema visa a descrever: uma vida a que a morte preside. E ambas, morte e vida, têm por determinante o adjetivo “severina”. É importante acrescentar que, além de descrever uma vida presidida pela morte, o título também demonstra o percurso feito por Severino durante a peça. Sai da morte para alcançar a vida.

- A Parte Inicial deste Poema diz:
— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.

- Este sertanejo, por onde anda, encontra a morte. Ladeando o rio Capeberibe, ele se depara com a morte até chegar ao Recife. Lá novamente se vê diante da miséria e da mesma morte. Fugiu do sertão por ser lugar de miséria e morte e chegou à cidade diante da mesma sorte. Por onde anda ele a encontra. Apenas quando se depara com o nascimento de uma criança, diante de um presépio, ele vê a vida que nasce da morte, repleta de esperança!

- As últimas 6 cenas apresentam O Presépio ou O Encontro com a Vida, em que é descrito o nascimento do filho de José, mestre carpina, em clara alusão ao nascimento de Jesus. A peça se encerra, portanto, com uma apologia da vida, mesmo que seja severina.

“…E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.”

- Nem eu e você temos o nome de Severino, mas à semelhança dele, peregrinamos em um mundo onde a busca pela vida nos faz a cada dia deparar com o cenário da morte. O mundo que vivemos é um mundo de morte. Tudo morre neste mundo, e não há como fugirmos dela. Para onde seguimos com ela nos deparamos. Mas, sem morte não há possibilidade de vida.

- Jesus traduziu esta realidade na metáfora do grão de trigo: Sem morte não há vida! João 12.24 – “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra não morrer, fica ele só, mas, se morrer, produz muito fruto”.

Narração:
O texto que lemos há pouco nos apresenta um quadro de morte. Jesus em suas caminhadas se depara mais uma vez com esta triste realidade humana. Diante da morte de Lázaro, a Palavra diz que Jesus chorou. A morte ceifava mais uma vida. Agora, era retratada na dor de uma mulher que havia perdido o marido e também o filho. A morte de ambos implicava em uma outra morte para esta mulher: a morte social, a morte financeira, a morte dos sonhos, a morte da esperança. Mulheres desamparadas estavam condenadas à mendicância. Foi assim com Noemi que no livro de Rute chega a dizer – “a mim me amarga o Senhor ter descarregado contra mim a sua mão” e mais “ Não me chameis Noemi, chamai-me Mara – porque grande amargura me tem dado o todo poderoso”.


Diante deste quadro de morte, Jesus traz vida. Da morte Ele dá vida!

Ao fitarmos este texto podemos aprender 3 lições muito singelas:

1. DIANTE DA CERTEZA DA MORTE, DESTACA-SE A INSEGURANÇA DA VIDA

- O poeta português, Fernando Pessoa certa vez escreveu o verso: “Navegar é preciso, viver não é preciso”.

- Por não entender direito ao que se referia o poeta, e por pensar em discordar da frase, nunca me enamorei muito da obra de Fernando Pessoa. Conheci vários aportes do poeta como a frase: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”. Mas outro dia, vendo um debate sobre o tema, caiu a ficha de tão boas e sábias palavras. Em seus dias, navegar implicava em ter um porto de partida e um porto de chegada. Entre os dois portos uma carta de viagem tracejada pela orientação da bússola. Hoje em dia seria do GPS. Isso de maneira precisa e certa. E a vida ? A vida não tem esta precisão. A vida é imprecisa dizia ele. Não se escolhe onde nascer, e por mais que se escolha onde morrer, o tracejar da caminhada nos reserva surpresas e situações que fazem com que a vida de cada um de nós seja imprecisa, incerta, indefinida – como disse Fernando Pessoa!

- Ao olharmos o texto bíblico desta manhã é isso que nos salta aos olhos inicialmente. A vida é incerta! Uma mulher perdeu seu marido e agora seu filho. Será que algum dia ela havia previsto isto ? Será que isso fazia parte dos seus planos de existência ? Claro que não. Isso são as incertezas da vida. Na vida, a única certeza que temos é presença da morte. E Jesus se depara com ela no texto!

2. EM FACE A DOR DA MORTE, A VIDA SÓ TEM SENTIDO SE PATROCINADA PELO AMOR

- John Gay declarou: “Aquele que nunca amou, nunca viveu”

- Vinicius de Moraes traduziu isto em canção dizendo:

“Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu”…

- Mas nada se compara ao que o Apóstolo Paulo declarou sobre a vida e o amor, em 1 Coríntios 13 quando afirmou:

“Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.
Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.
Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada”.

- Muitas vezes, as incertezas da vida nos apresentam tristezas e angústias. Mas mesmo diante delas, podemos perceber o real sentido de tudo pelo mover do amor.
A vida só tem sentido se há amor! O amor enche a vida de graça, desfazendo a desgraça da morte. O amor reverte quadros de decepção. O amor enche de sonhos o coração. Como diz o autor sacro: O amor lança fora o medo!

- Se a existência veio de Deus, viver em amor é encontrar o sentido da existência – pois a essência de Deus é o amor! João dizia:
“Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor”.

- Quais as características deste amor de Jesus diante da morte:

- Incondicional – ninguém havia feito nada para merecer aquele gesto.

- Desinteressado – não havia obrigação pelo gesto

- Espontâneo – nada patrocinado por qualquer tipo de obrigação ou imposição.

3. OS SONHOS SÃO RESTAURADOS PELA VIDA QUE VENCE À MORTE

- A morte mata também os sonhos. Os discípulos no caminho de Emaús revelam isso: “Nós esperávamos que fosse ele quem redimiria Israel”…

- A morte quer amputa os sonhos pode ser vista sob vários prismas.
Por exemplo – pela ótica da competição. No mundo Darwiniano que vivemos, o mundo da seleção das espécies, só há lugar ao sol para o melhor. Os demais estão mortos no ostracismo, na sombra e no esquecimento. Não importa como é que você vai chegar à vitória, se por trapaça, se fraudando… o mundo só valoriza o vitorioso. Por isso, a ditadura do sucesso, produz plasticamente a figura de heróis bem-sucedidos – apodrecidos em seus valores.

- Na competição não há espaço para gestos de amor e compreensão. Louros para quem ganha, morte para quem perde. Mas foi exatamente neste cenário de competição que vemos um notável exemplo de vida que vence, vence a imposição da seleção, vence a própria morte.

ILUSTRAÇÃO: Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, também chamada de Paraolimpíadas, nove participantes, todos com deficiência mental ou física alinharam-se para a largada da corrida dos cem metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com a vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos, exceto um garoto, que tropeçou no piso, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo olharam para trás. Viram o garoto no chão, pararam e voltaram. Todos eles! Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e disse: “pronto, agora vai sarar”. E todos os noves competidores andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e não tinha um único par de olhos secos naquela ocasião. E os aplausos duraram longos e merecidos minutos.

MORAL DA ILUSTRAÇÃO: As pessoas que estavam ali, naquele dia, entenderam que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho, é ajudar o próximo a vencer também, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso.

- Nós só temos vida, porque Jesus se sensibilizou com a nossa condição. Paulo explicita isso de maneira espiritual dizendo: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados. Pela graça sois salvos e isso não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2).

- Somente em Cristo Jesus podemos cantar com Paulo: “Onde está ò morte a tua vitória, onde está ò morte o teu aguilhão” Pois nele, em Cristo Jesus: “Somos mais que vencedores”


- Aos romanos Paulo declarou: “Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou.Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro;nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.”

Conclusão:

- Fernando Pessoa tinha razão: A vida é incerta

- Paulo foi cirúrgico ao declarar: A vida sem amor é nada
Mas é preciso lembrar que:

- Os sonhos que impulsionam a vida, só são possíveis no poder de Deus.

- A ausência da presença e do poder de Deus na vida, estabelece o império da morte!

- Ele da morte nos traz a vida… celebremos nesta semana de morte e ressurreição a vitória sobre este último inimigo.


AUTOR: Por Carlos Orlandi Junior /






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quarta-feira, 2 de novembro de 2011



Dia de Finados





1. No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados.

Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?

- O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.

2. Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?

- O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.

3. Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?

- Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.

4. A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica.

- Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?

- Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

5. Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?

- Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.

6. Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?

- No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31.

Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus:

- que há consciência após a morte;
- existe sofrimento e existe bem estar;
- não existe comunicação de mortos com os vivos;
- a situação dos mortos não permite mudança.

- Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

7. Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos.



Pode indicar algumas formas de crer? Sim.

- os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.

- os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.

- os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.

- As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir.

- Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos.



- No caso dos ímpios não ressuscitam mais.



- Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra.



- Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.

- os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.

8. Como se dará a ressurreição de todos os mortos?

- Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final.

- A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.



Autor: Pr Natanael Rinaldi












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terça-feira, 1 de novembro de 2011



A MELHOR ESCOLHA:
VIVER PELA FÉ

Texto –
Habacuque 1:1-6 – 2:1-4




Introdução

- Não podemos escolher as coisas que nos acontecem, mas podemos escolher como reagir a elas.

- Os acontecimentos ao nosso redor pertencem a direção soberana de Deus sejam eles agradáveis ou não. No entanto o modo como vamos enfrentá-los é uma escolha de cada um de nós.

- O Profeta Habacuque viveu um tempo de tremendas dificuldades. Conforme os versos 01-06 eram tempos de violência, injustiça, apostasia, etc. No entanto a despeito das adversidades que cercavam sua vida, Habacuque fez a melhor das escolhas: Ele escolheu viver pela fé.

Aprendemos com Habacuque o que significa viver pela fé. Vejamos:

I - VIVER PELA FÉ É ACEITAR A SINGULARIDADE DOS CAMINHOS DE DEUS

- Os caminhos de Deus às vezes são misteriosos.


- A primeira coisa que aprendemos quando estudamos as ações de Deus é que pode ser que ele estava estranhamente silencioso e inativo em circunstancias provocativas.

- Durante um tempo Deus permaneceu em silencio em relação às orações do profeta e Habacuque externa sua perplexidade diante da situação

- “Até quando Senhor clamarei , eu e tu não me escutarás? gritar-te-ei: violência! e não salvarás!”

- Ele já havia intercedido pelo povo mas a ação de Deus como resposta não se manifestava, pelo contrario a violência prevalecia e o caos estava estabelecido.

- Habacuque está surpreso diante do silencio de Deus e ainda mais por Ele permitir que o sofrimento continuasse.

- Talvez a semelhança de muitos Habacuque dizia: Por que Deus esta permitindo isso?

II - VIVER PELA FÉ É CONFIAR NAS PROVIDENCIAS INESPERADAS DE DEUS.

- A segunda coisa que aprendemos é que Deus às vezes dá respostas inesperadas às nossas orações. Isto mais que qualquer coisa foi o que deixou o profeta perplexo.

- Por um longo tempo Deus parecia não responder então quando responde o que diz é mais misterioso do que seu silencio. Na mente de Habacuque estava perfeitamente claro que Deus tinha de castigar a nação e depois enviar um grande reavivamento. Mas quando Deus diz: Estou respondendo sua oração suscitando o exercito caldeu para marchar contra suas cidades e destruí-los. (VS.06). O profeta não conseguia acreditar no que ouvia, mas foi o que realmente aconteceu.

- Veja as providencias inesperadas de Deus: Abrir o mar, caminhar sobre ele, destruir nações tocando trombetas, derrubar gigantes com pequenas pedras através de um garoto, enviar um peixe para engolir um profeta.

- Pensamos que Deus pode manifestar-se somente de uma forma, mas Deus responde as nossas orações permitindo que as coisas piorem antes que possam melhorar.

III - VIVER PELA FÉ É ACIMA DE TUDO RELACIONAR-SE COM DEUS.

- O conteúdo das orações de Habacuque mostram um homem que prioritariamente buscava a Deus pelo que Ele é e não pelo que Deus poderia fazer por Ele. Ele buscava o Deus da benção antes de buscar as bênçãos de Deus. Suas orações destacam o caráter de Deus como um Deus: eterno, santo, (vs 13) todo poderoso ( vs 6,9,10).

- A experiência mais radical e final da fé vitoriosa tem que ser Deus mesmo, deleite no seu próprio Ser no seu caráter.

- “Ouvi-o e o meu intimo se comoveu” 3:16.

- ”Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação ” 3:18

IV - VIVER PELA FÉ É POSICIONAR-SE CONFORME A VONTADE DE DEUS

- O profeta não ficou inerte diante da crise, mas teve atitude correta.

- No capitulo 2 vemos como o Profeta se posicionou:

1 - Por-me-ei na minha torre de vigia: isto significa constante oração.


2 - Colocar-me-ei sobre a fortaleza: isto significa colocar sua confiança apenas em Cristo


3 - Vigiarei: isto significa estar em constante atenção a orientação de Deus.

APLICAÇÃO



- Compartilhe com sua célula como tem sido a experiência de viver pela fé?

- De que maneira esta mensagem falou ao seu coração?







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OS VERDADEIROS HERÓIS
Hebreus 12: 1-3




Introdução:

- Quem é o seu herói?

- Todos nós precisamos de homens e mulheres que nos inspirem e sejam referencia de vida.

O texto que lemos nos ensina quem são os verdadeiros heróis segundo a Palavra de Deus, vejamos:

I - OUSAM CONFIAR EM DEUS



“Pela fé ...”

- Nas mais diversas circunstâncias os verdadeiros heróis da fé (cap.11) venceram o medo e ousaram confiar em Deus.

- Quando minoria, a exemplo de Noé; em situação confortável e estável a exemplo de Abraão;

- quando cercado de altíssimos privilégios e vantagens como Moisés no Egito ou quando encurralado no deserto perseguido pelos inimigos e diante de uma “mar de incertezas”;

- quando provados, zombados, presos, apedrejados, serrados pelo meio; ou quando diante de impossibilidades como Josué.

- Reconheceram a insuficiência de seus recursos para salvarem suas vidas e se entregaram corajosa e inteiramente a Deus numa relação de confiança.

- Reconheceram sua necessidade de um Salvador e “pela fé” corajosamente renderam suas vidas a Jesus como único e suficiente Salvador.

II - DESEMBARAÇAM SUAS VIDAS DO PECADO
“desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia”.


- O pecado é o terrível inimigo intimo que o herói precisa vencer todos os dias.

- O herói Davi nos ensina isso no Salmo 51 “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões”.
“Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”.

- O pecado tem o poder de nos separar da comunhão com Deus, mas o verdadeiro herói reconhece sua situação de pecado, vence seu orgulho, e confessa seus pecados a Deus.

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançara misericórdia“. Pv.28:13

III - PERSEVERAM NA CARREIRA DA FÉ


“...corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta“.

- Quando corajosamente nos rendemos a Jesus em confiança começamos a carreira da fé. Nem sempre será fácil caminhar pela fé.

- Os desafios, as provações, as tentações, circunstancias adversas estarão sempre em nosso caminho. Mas os verdadeiros heróis nunca desistem. Perseveram no propósito maior de glorificar a Deus através de suas vidas.

- Em Marcos 5 temos o exemplo de um verdadeiro herói. Jairo mesmo depois de receber de seus amigos a noticia a morte de sua filha não desistiu de confiar. Jesus na sua misericórdia olha para Jairo e diz: “Não temas, crê somente”. Jairo continua caminhando com Jesus e no final recebe a recompensa de sua perseverança. Jesus ressuscita sua filha. Oh gloria!!!.

- Infelizmente muitos estão perdendo a benção porque não perseveram na realização de seus alvos. Começar é fácil o difícil é permanecer.

IV - OLHAM FIRMEMENTE PARA JESUS.


”...olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus“

- Os olhos são a “janela da alma”.


- Disse Jesus “se os teus olhos forem bons todo o seu corpo será bom”.

- Aonde colocamos os nossos olhos faz toda a diferença. Ao tirar os olhos de Jesus e reparar nas ondas o nosso herói Pedro afundou.

- Infelizmente muitos heróis estão feridos porque tiraram os olhos de Jesus.

- Por que olhar firmemente para Jesus? Porque Ele é o autor e consumador de nossa fé.

- Porque ele em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz por nossa causa.

- Jesus nos iniciou na carreira da fé, Ele nos manterá na carreira da fé, Ele nos recompensará no final da carreira da fé.

- O verdadeiro herói considera atentamente a Jesus e por isso não “desmaia e nem se fatiga na caminhada”. Aleluia!!!

APLICAÇÃO.

- Compartilhe com sua célula quem é seu herói?


- Que semelhanças tem seu herói com os “heróis da fé” em Hebreus 11?


- O que esta mensagem falou ao seu coração?


FONTE: http://www.pipci.org.br/pastor-honorio/os-verdadeiros-herois









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