quarta-feira, 5 de outubro de 2011



A Arca da Aliança

Ap. 11.19




Introdução:

- Na lição intitulada prosperidade, vimos como a arca da aliança ficou na casa de Obede-Edon, como Deus abençoou e prosperou a Obede Edom e a tudo quanto ele tinha por amor à arca.

- Hoje veremos mais algumas lições sobre a arca do conserto, e como essas lições têm muito Haver com cada um de nós.

I. A Arca foi construída por determinação de Deus. Ex. 37.1-5 (Ler)

 Como vimos no texto lido, todas as medidas da arca, foram dadas por Deus, e tudo na arca era revestido de ouro e isto mostra como Deus é zeloso e é assim que ele quer que sejamos - dedicados e zelosos em sua causa.

 O tamanho da arca em nossa medida era: 1,11m de comprimento e 66 centímetros de altura e de largura

II. Nomes da arca.

1. A arca da Aliança. Js. 3.6 (aliança do amor de Deus para com os homens).

2. A Arca do Senhor de toda terra. Js. 3.13 (o Senhor que opera milagres e maravilhas abriu o rio Jordão para Israel passar).

3. A Arca do testemunho. Ex. 25.22 (Deus falaria da arca, para guiar o povo em seus caminhos, de acordo com os 10 mandamentos).

4. A Arca do Deus de Israel. 1 Sm. 5.7 ( O Deus de Israel é o Senhor dos Céus e da terra e Dagon não é nada diante dele).

5. A Arca da Tua fortaleza. 2 Cr. 6.41 (o Deus que traz salvação, vitória e alegria ao seu povo)

6. A Arca sagrada. 2 Cr. 35.3 (a arca era algo sagrado no templo de Salomão, e o povo se alegrava com a presença de Deus ali).

III. O que havia dentro da arca. Hb. 9.4

1. Um vaso de ouro contendo porção do maná.

 Por muito tempo Deus sustentou o povo de Israel, com maná vindo do céu. Hoje, Cristo é o verdadeiro pão que veio do céu. Jo. 6.50-51.

2. A vara de Arão que floresceu, mostra que Arão foi escolhido por Deus para ser sumo sacerdote.

 Fala da obediência, prosperidade e vida abundante. Mt. 6.33 e Jo. 10.10

3. As Tábuas do testemunho, ou seja, os 10 mandamentos.

 Cristo é aquele que veio, cumpriu a lei e nos deu um novo mandamento. Jo. 13.34

IV. Significado da arca para nós hoje

1. Para Israel era a presença gloriosa de Deus. Ex. 25.22

 Para nós hoje Cristo é a presença de Deus. Jo. 14.8,9 e 14:20; Jo. 1.14

2. A arca estava no meio do povo, Jesus está dentro de nós. Ap. 3.20
 A santíssima trindade mora dentro de nós. Jo 14.23

3. Na guerra a arca era levada na frente do povo e a vitória era certa.

 Se somos fiéis ao senhor Jesus, somos abençoados e vitoriosos. Jo. 11.40.
Conclusão

• Não se sabe onde está a arca hoje, e talvez esteja no Céu. Ap. 11.19

• Podemos usar algo parecido com a arca hoje, com o mesmo sentido do Antigo testamento?
R. Não... Tudo na arca apontava para Cristo e ele é a presença de Deus entre nós e em nossas vidas.

• Podemos sim falar da arca, fazer estudos sobre a mesma e até mesmo fazer uma desenho e usar em uma campanha como lembrança e símbolo da presença de Deus.



AUTOR: Pr. Elpídio Lourenço
celulael@terra.com.br










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terça-feira, 4 de outubro de 2011



As loucuras
de uma nação
rendida ao pecado




INTRODUÇÃO

- O capítulo 6 de Amós trata da luxúria e da impiedade dos israelitas e do castigo que lhes sobreviria, “passando daqueles que tinham religião sem Deus àqueles que tinham riquezas sem Deus”.

- A religião de Israel tinha se desviado nos dois pontos centrais: teologia e ética. Eles haviam mudado a doutrina e corrompido a ética. Tornaram-se apóstatas, bandeando para o sincretismo e, conseqüentemente, perdendo os valores morais absolutos. Em vez de buscar agradar a Deus, o povo buscava agradar a si mesmo. Em vez de amar a justiça, o povo entregou-se à violência. Agora, Deus anuncia seu justo juízo à nação.

- Em Amós 5.27 o exílio é anunciado. Agora, Amós amplia essa idéia (6.7,14). O Dia do Senhor que eles irrefletidamente esperavam (5.18-20) seria o dia mau para a nação de Israel (6.3).

À guisa de introdução, destacamos três pontos importantes:

1. O pecado é o opróbrio das nações

- Um povo rendido ao pecado nunca é realmente forte. O pecado traz consigo o DNA da morte.

- Uma nação que se corrompe internamente torna-se fraca externamente.

- Uma nação antes de cair diante dos inimigos,
cai primeiro diante de si mesma pela degradação espiritual e corrupção de seus valores morais.

2. O pecado na vida do povo de Deus é ainda mais escandaloso

- Quando o povo que deveria ser luz para as nações mergulha-se em densas trevas e deliberadamente se afasta de Deus e se insurge contra sua santa Palavra, seu pecado torna-se mais grave, mais hipócrita e mais danoso que o pecado dos pagãos.

- Mais grave, porque peca contra um maior conhecimento.

- Mais hipócrita, porque ele exige santidade dos outros, enquanto vive na prática da iniqüidade.

- E mais danoso, porque quando o povo de Deus cai provoca um maior escândalo.

3. O pecado jamais fica sem julgamento

- O juízo começa pela Casa de Deus (1Pe 4.17).

- A salvação é um chamado para a santidade e não para a complacência no pecado. Deus nos salva do pecado e não no pecado.

- Quanto maior o privilégio, maior a responsabilidade.
- Quanto mais luz nós temos, mais se exigirá de nós.

- Crabtree diz que os pecados de Israel, citados por Amós, são característicos da civilização contemporânea: a opressão dos pobres pelos ricos, o suborno da justiça, o engano dos inocentes, a impureza moral e a hipocrisia religiosa.

I. UMA LIDERANÇA ACOMODADA NO PECADO (6.1-3a)

1.Eles estavam confiantes em seus privilégios espirituais (6.1)

- Amós denuncia os que viviam à vontade em Sião, estribados numa falsa segurança, pensando que por serem o povo da aliança nenhum mal lhes alcançaria. Transferiram sua confiança em Deus para o templo; de uma pessoa para um rito. Confiaram na religião e não num relacionamento certo com Deus.

- Charles Feinberg diz que os israelitas estavam descansando numa falsa segurança gerada por um ritual vazio e um culto sem sinceridade que, na sua cegueira, criam satisfazer a Deus.

- Eles viviam de uma maneira imprudente e descuidada.
- Eles usaram seus privilégios espirituais para justificarem seus pecados em vez de resplendecerem como luzeiros no mundo.

- James Wolfendale diz que se nós negligenciarmos ou desprezarmos nossa eminente posição, agravaremos nossa culpa a aumentaremos a grandeza da nossa queda.

2.Eles estavam confiantes em sua inexpugnável posição geográfica (6.1)

- A cidade de Jerusalém e a cidade de Samaria foram edificadas sobre montes.

- Samaria estava fincada no alto de uma montanha, cercada de muros e adornada de muitos castelos.
- Samaria era uma cidade rica, opulenta, e inexpugnável aos olhos humanos.

- Russell Norman Champlin afirma que a cidade era tão exaltada aos olhos dos israelitas que, em seu orgulho estúpido, eles a chamavam de “a maior cidade da terra”.

- A confiança deles estava em sua posição geográfica e em seu poderio econômico e militar. A natureza havia dotado a cidade de Samaria com fortificações de tal caráter que, com efeito, o rei da Assíria não pôde tomá-la antes de três anos de cerco (2Rs 17.5,6). Porém, a segurança do povo de Deus não está no lugar em que vive nem na glória da sua eminente posição. Não devemos colocar nossa confiança nos homens eminentes nem nos altos montes, mas em Deus (Sl 121.1).

3.Eles estavam confiantes em seu status social (6.1)

- Os governantes e a classe aristocrática de Samaria eram compostas de homens notáveis, nobres, ricos, encastelados em seus palácios, vivendo no luxo extremo, banqueteando-se gostosamente ao som de suas liras. Viviam rodeados de riquezas mal adquiridas, refestelando-se em suas festas cheias de bebedeira, desfrutando as benesses de sua elevada posição social. Viviam imperturbavelmente, gostosamente, sem nenhum constrangimento ou temor.

- Warren Wiersbe diz que os homens ilustres do governo de Israel eram da opinião de que a nação estava segura e protegida, e o povo acreditava neles, assim como hoje em dia as pessoas acreditam nos “especialistas” políticos e nas pesquisas de opinião.

- A falsa confiança que se baseia no conselho de especialistas, em estatísticas e em recursos materiais e que ignora a dimensão espiritual da vida certamente conduz a derrota vergonhosa.

4.Eles estavam confiantes de seus pretensos predicados morais (6.2)

- Amós os convida a ir a Calné, cidade edificada à margem oriental do rio Tigre e Hamate, a principal cidade da Síria e observar. Esses povos viviam sem a luz da verdade revelada.

- Eles não tinham profetas nem sacerdotes que pudesse ensiná-los a lei de Deus.
- Eles viviam mergulhados em densas trevas espirituais.

- Por que Amós destaca essas cidades?
- Sabemos que eram cidades de corrupção espiritual que foram subjugadas pelos inimigos.

- Calné perdeu cedo a independência e foi anexada ao império assírio. Hamate foi subjugada por Jeroboão II (2Rs 14.25) e depois pela Assíria (2Rs 18.34).

- Se elas não poderiam rechaçar o inimigo, então como vocês esperam fazê-lo?
- Se elas sofreram o juízo de Deus por seus caminhos pagãos, como podem Judá e Israel, que são culpadas, escapar a semelhante castigo do Senhor? Em tudo o que havia ao seu redor, o povo de Deus podia ver sinais de advertência no destino das demais nações ímpias (Na 3.8).5

- Assim, os líderes de Israel se julgavam melhores que seus vizinhos. Eles tinham um alto conceito de si mesmos. Eles aplaudiam a si mesmos e cantavam: “Quão grande és tu”, diante do espelho.

- Warren Wiersbe diz que a presunção é um pecado traiçoeiro, pois se baseia em mentiras, é motivada pelo orgulho e leva a confiar em alguma outra coisa além de Deus (Sf 1.12).

- Assim como o povo da igreja de Laodicéia, o presunçoso considera-se “rico e abastado” (Ap 3.17) e pensa que não precisa de nada.

5.Eles estavam confiantes de suas conquistas políticas (6.2)

- As nações vizinhas não tinham nenhuma vantagem política em relação a Israel. Eles estavam vivendo o seu tempo áureo. Sob a liderança de Jeroboão II, Israel havia alcançado seu apogeu político e econômico. Os limites de seu território tinham chegado ao mesmo nível das gloriosas conquistas de Davi e Salomão. Os israelitas estavam orgulhosos disto e assaz confiantes. Mas a vanglória dos propagandistas era oca, diz Motyer.

- Crabtree diz que o argumento de Amós é que Israel está desprezando a sua posição de honra entre as nações pelo repúdio da responsabilidade perante o Senhor de quem tinha recebido as suas bênçãos.

6.Eles estavam confiantes em seu auto-engano (6.3)

- Eles estavam tão ocupados em ver suas glórias que não podiam perceber a chegada de uma grande tempestade.

- J. A. Motyer diz que eles estavam deliberadamente cegos para a calamidade vindoura (o dia mau) e permissivos à degeneração do estado num reino de terror.

- Nos dez anos posteriores à morte de Jeroboão II (746 a.C.) houve dez reis, três deles tomando o poder através de golpes políticos. Houve verdadeiras atrocidades políticas naquele tempo (2Rs 15.16).

- Eles, porém, não podiam crer numa mensagem alarmista exatamente no tempo em que desfrutavam de maior prosperidade econômica e expansão política. Todos os ventos pareciam soprar a favor. Não tinham nenhuma evidência de problema surgindo no horizonte. Pensavam que o dia mau jamais poderia alcançá-los.

- “É impossível isso acontecer aqui” era o lema dos líderes presunçosos. “Se há um dia de juízo a caminho, então certamente ainda vai demorar a vir” (9.10). Eles afastavam de si os julgamentos de Deus a fim de exercerem a violência sobre suas criaturas. O povo não queria acreditar que estava pecando contra Deus, nem que o dia da retribuição estava chegando.

- James Wolfendale diz que Israel não apenas tentou afastar o dia da retribuição divina, mas multiplicou as causas que o produziram. A violência interna traria a violência externa. Quando nós empurramos Deus para a lateral da vida estamos convidando a destruição.10

II. UMA SOCIEDADE CORROMPIDA PELA DEGRADAÇÃO MORAL (6.3b-7)

- O pecado é o opróbrio das nações. O que derruba um povo, uma nação e um reino não são as forças externas, mas a corrupção interna.

- Os bárbaros só tomaram o Império Romano porque este já estava podre por dentro. Nos versículos 4 a 6 Amós descreve o namoro deles com os prazeres da vida. Quais eram os pecados de Israel?

1.A violência desumana (6.3b)

- Os nobres israelitas não acreditavam no dia mau, mas apressavam sua chegada pela prática cruel da violência contra os pobres. Eles praticavam a violência comprando juízes corruptos, subornando tribunais injustos, oprimindo economicamente os pobres e sufocando a voz dos fracos. Os tribunais eram instrumentos de violência e não de justiça. Longe de darem provas de arrependimento diante das insistentes advertências divinas, eles se apressavam ainda mais para cometer seus graves pecados aos olhos de Deus.

2.O luxo excessivo (6.4a)

- Os ricos gostavam de ostentar a suntuosidade do seu modo de viver como prova de sua superioridade, confirmada pelas bênçãos e favores recebidos do Senhor.

- Amós descreveu seu modo de vida hedonista, sem espaço para as disciplinas da vida espiritual. Viviam em função do prazer e não para a glória de Deus. Os ricos dormiam em camas de marfim, enquanto o povo dormia em esteiras e passava fome.

- George Robinson diz que prevaleceu em Israel o amor ao luxo como antes da queda de Roma e o princípio da Revolução Francesa. A religião perdeu toda sua vitalidade, e se menosprezava completamente a moral.12

- O problema é que essa riqueza ostensiva não tinha sido adquirida com trabalho honesto, mas pela exploração criminosa dos pobres. Os ricos entesouravam em seus castelos bens mal adquiridos. Eles acumulavam riquezas às custas dos pobres. Viver nababescamente, extraindo o pão da boca do pobre é insulto a Deus.

3.A preguiça extravagante (6.4b)

- Os ricos não precisavam mais trabalhar, eles queriam apenas usufruir o dinheiro que haviam tomado injustamente dos pobres.

- Eles se espreguiçavam em seus leitos em vez de labutar para o desenvolvimento da nação.
- Eles despendiam suas riquezas em mesas fartas, regadas a muito vinho, usando caros perfumes, ao som de muita música, sempre buscando satisfazer seus desejos egoístas.

- Não havia no coração deles nenhum patriotismo nem mesmo qualquer sentimento de filantropia. Eles não estavam dispostos a trabalhar nem a produzir; apenas usufruir. O trabalho dignifica o homem seja qual for sua posição social, porém a preguiça desfibra sua honra.

4.A glutonaria imprevidente (6.4c)

- Eles comiam os cordeiros do rebanho e os bezerros do cevadouro. A dieta deles era riquíssima.

- Eles tinham boa variedade de carnes. Eles comiam vitelo enquanto o povo amargava uma pobreza extrema a ponto de passarem fome.
- Eles faziam do ventre o seu deus (Fp 3.19). A glutonaria, obra da carne (Gl 5.21), era o centro de suas atenções (4.1; 6.4). Banquetear-se às custas da miséria do pobre ou de forma indiferente à necessidade do pobre é colocar os pés na estrada que leva à perdição eterna (Lc 16.19-31).

5.A diversão frívola (6.5)

- Esses nobres, encastelados em suas grandes e belas casas, dormindo em camas de marfim, viviam para o deleite carnal, em diversões frívolas. Eles entoavam músicas e fabricavam instrumentos não para adorar a Deus como Davi, mas para se divertirem. Davi honrava a Deus com a sua música, porém eles desonravam tanto a Deus quanto ao homem.

- C. F. Keil explica o sentido do versículo da seguinte maneira: “Como Davi inventou instrumentos de cordas para honrar o Deus do céu, assim estes príncipes inventaram o método de cantar, com a música instrumental, para o deus deles, a barriga”.

- Música degradante é sinal seguro de incipiente declínio nacional, diz Charles Feinberg.

- Jalmar Bowden diz que a expressão “cantais à toa” literalmente significa gargantear ou cantar inutilmente. Assim, as melhores coisas da vida podem ser deturpadas, servindo para prejudicar em vez de melhorar o indivíduo. Em todos os tempos os maus pervertem o canto.

- Lord Cathan chegou a dizer: “Dê os compositores das músicas e baladas da nação e não me importarei com quem faz as leis”.16

- O profeta Amós denuncia o fútil estilo de vida desses ricos que se esbaldavam em festas elegantes, comendo carneiro e vitela, bebendo vinho em abundância, ouvindo música e usando perfumes caros. Esses luxos não eram coisas inocentes ou inofensivas; ao contrário, eles desviavam a atenção das pessoas dos problemas reais de sua nação.

6.A embriaguez profana (6.6)

- Os israelitas faziam uso livre e imoderado do vinho, diz Champlin. Eles não apenas tomavam vinho em taças, mas o tomavam em bacias usadas nos rituais religiosos.

- A palavra hebraica traduzida aqui por taças é a mesma usada para bacias. Isso significa que eles bebiam em excesso e ainda profanavam o nome de Deus, ridicularizando, assim os rituais religiosos.

- As taças regulares eram insuficientes para seus insaciáveis apetites, por isso bebiam vinho em tigelas, ou bacias usadas para fins sacrificiais, nas quais recolhia-se o sangue para depois aspergi-lo (Nm 7.13).

- Bebida e dinheiro ocupam ainda o topo da lista dos pecados que corrompem a nação. Baco e Mamom têm seus templos em cada cidade e oferendas em cada rua, diz James Wolfendale.

- Esses israelitas gastavam suas riquezas em prazeres e dissoluções, bebendo vinho para silenciar a consciência, banir a reflexão e, endurecer o coração.21

- O culto deles não era para Deus, mas para eles mesmos. Eles faziam seus rituais porque disto gostavam.
- O culto deles era antropocêntrico. Eles misturavam religião com diversão, pois tudo girava em torno deles mesmos.

- Quando as nações dedicam-se exclusivamente a buscar o prazer é um sinal de que o fim está próximo.

- Belsazar e seus líderes estavam no meio de um banquete suntuoso, quando a cidade da Babilônia foi tomada pelos medos e persas.

- Os cidadãos de Roma regalavam-se com o “pão e circo” gratuitos, enquanto o império se deteriorava moral e politicamente até que, por fim, caiu nas mãos dos inimigos.

- Um dos sinais do fim dos tempos é o fato de muitos se tornarem “mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2Tm 3.4).

- O Senhor Jesus foi categórico em sua advertência: “Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço” (Lc 21.34).

7.A indiferença criminosa (6.6b)

- Ao invés de estarem cobertos de pano de saco e de cinzas por causa da aflição do povo, eles se ungiam com os óleos mais finos, símbolo da alegria.

- Eles não se afligiam com a ruína de José, ou seja, com a ruína de seus irmãos que viviam na penúria. Conquanto que seus desejos desenfreados fossem satisfeitos, os outros podiam gemer.

- Eles agiram como os irmãos de José que comiam e bebiam sem nenhum constrangimento, enquanto José clamava a eles com amargura de alma no fundo de uma fossa.

- O rei Davi tinha a capacidade de se indignar pelo fato dos pecadores abandonarem a lei de Deus (Sl 119.53). Ele também tinha a capacidade de chorar ao ver a indisposição dos homens para obedecerem à lei de Deus (Sl 119.136).

- Muitos estão rindo quando deveriam estar chorando (Tg 4.8-10) e outros estão tolerando o pecado quando deveriam estar se opondo a ele (1Co 5.2).

8.O juízo inevitável (6.7)

- O povo de Israel vangloriava-se de sua inquestionável supremacia. Três vezes aparece a palavra “primeiro” ou “principal”: principal das nações (6.1), o mais excelente (primeiro) óleo (6.6), primeiro no cativeiro (6.7). Eles eram orgulhosos o tempo todo, e o orgulho seria sua ruína.23

- O pecado atrai o juízo como o imã ao metal. Embora, nem sempre o juízo é imediato, mas é inevitável. O cálice da ira de Deus encheu-se. Israel havia sido pesado na balança e achado em falta. Deus havia colocado o prumo no seu povo e constatado sua tortuosidade. Era hora do acerto de constas.

- Os líderes do povo, aqueles que mais se entregaram ao pecado, agora, serão os primeiros a sofreram o juízo. Os primeiros em preeminência e pecado serão os primeiros contemplados com castigo e cativeiro. Eles semearam ventos e agora vão colher tempestade. Eles foram os primeiros na prática de excessos morais, agora serão os primeiros a serem castigados.

- A pândega dos espreguiçadores, ou seja, os ruídos e gritos discordantes dos beberrões ou a galhofa dos que banqueteiam, passarão. Toda a alegria cessará. Toda os instrumentos se emudecerão. Todas as taças de vinho secarão. O prazer vai cessar; é hora de curtir a dor do cativeiro!

III. UM POVO SOB O JULGAMENTO DE DEUS (6.8-11)

1.O juramento de Deus (6.8a)

- Não tendo nada nem ninguém maior do que ele mesmo para jurar, Deus jura por si mesmo que repudia o comportamento do seu povo.

- Em Amós 4.2 o Senhor jurou pela sua santidade. O sentido das duas declarações é essencialmente o mesmo. A própria natureza de Deus, em todos os seus característicos e atributos está contra todas as formas de injustiça.

- Adonai-Iavé (O Senhor soberano) expediu seu decreto de condenação, prestando juramento por si mesmo, tornando absolutamente certo e inexorável seu decreto. Ele é capaz de cumprir seu decreto em todos os seus detalhes.

- O que é que tanto irrita e antagoniza o Senhor? O orgulho humano! E quando o orgulho é atacado, os seus castelos e a cidade que constituem a sua personificação, também caem, diz Motyer.

- Deus não tem prazer no mal. Ele não aprova nem faz vistas grossas ao pecado. O sistema corrompido do mundo, com todo o seu glamour entrará em colapso total (Ap 17 e 18).

2.O ódio de Deus (6.8b)

- Deus abomina o que os homens exaltam. Ele rejeita o que os homens amam. Amós destaca duas coisas importantes aqui:

- Em primeiro lugar, Deus abomina a soberba. Deus resiste ao soberbo. Ele faz guerra contra aqueles que se exaltam. Ele derruba os poderosos do seu trono como desbancou o querubim da guarda e o precipitou no inferno.

- Em segundo lugar, Deus odeia os lugares de violência. Deus odeia os castelos, símbolo da prepotência, da riqueza mal adquirida, da injustiça social, da opressão do pobre. Deus odeia toda ostentação criminosa.

3.O abandono de Deus (6.8c)

- O maior e mais perigoso inimigo não é o diabo, nem o mundo, nem mesmo a carne, mas Deus.

- Quando ele está conosco ninguém pode nos resistir (Rm 8.31), porém, se ele nos abandonar estaremos entregues à mais completa devastação.
- Quando Deus abandonou Samaria, ela caiu nas mãos da Assíria e foi devastada.
- Quando Deus entregou Jerusalém, Nabucodonosor tomou os vasos do templo e levou cativo o povo para a Babilônia.

4.A mortandade enviada por Deus (8.9,10)

- Deus fala de um massacre, de uma chacina, de um holocausto. A mortandade será completa e total (8.10). Serão tantos mortos que não haverá tempo nem mesmo para o sepultamento. Os mortos serão cremados. Este é um quadro vívido do povo de Samaria destruído pela fome ou peste durante o sítio de três anos da cidade.

5.A destruição ordenada por Deus (8.11)

- Os palácios e grandes casas, motivo de orgulho e segurança dos israelitas tornar-se-ão montões de escombros e cinzas. Nem mesmo as casas pequenas escaparão. A devastação será geral, atingindo a casa grande e também a pequena. A mão que derribará essas casas é a dos soldados assírios, mas o agente que ordena esse colapso é o Senhor. A Assíria será apenas a vara da ira de Deus para castigar o seu povo.

IV. UMA NAÇÃO SEM DISCERNIMENTO ACERCA DA SUA PERIGOSA CONDIÇÃO (6.12-14)

1.Uma impossibilidade absoluta (6.12a)

- Amós usa duas figuras acerca de coisas absolutamente impossíveis: um cavalo correr na rocha ou uma junta bois lavrar a rocha (no hebraico a melhor tradução seria o mar). Isso é totalmente impossível. Impossível é também o pecado ficar sem julgamento. Impossível é também violar a lei moral de Deus e ficar sem punição.

- Charles Feinberg diz que há tanta possibilidade de que um cavalo corra na rocha ou uma junta de bois lavre o mar quanto a de que seus atos maus resultem em bênçãos.

- Como eles podem esperar o favor do Senhor ao mesmo tempo em que cometem atos desagradáveis a Deus? Isso é tão absurdo como tentar correr os cavalos sobre rochas.28

- A. R. Crabtree diz que os escritores do Velho Testamento não fazem distinção entre as leis físicas e as leis morais do mundo.

- A corrupção da justiça é tão perigosa, e traz desastres tão grandes, como o esforço de fazer cavalos correr no precipício, ou o de fazer lavrar o mar com bois, como se fosse a superfície da terra.

- Jalmar Bowden diz: “Seria tão razoável pensar em cavalos correndo pelo Pão de Açúcar ou em lavrar a Baía da Guanabara com bois, como tornar julgamento em injustiça ou justiça em veneno”.30

2.Uma inversão criminosa (6.12b)

- Israel violou a lei moral de Deus e mesmo assim pensou que podia escapar das conseqüências. Eles fizeram duas criminosas inversões:

- Em primeiro lugar, transformaram o juízo em veneno. O juízo deve ser fruto de vida, mas porque eles corromperam os tribunais e subornaram os juízes, as sentenças eram veneno e não fruto de vida.

- Em segundo lugar, transformaram o fruto da justiça em coisa amarga. Alosna era uma planta muito amarga e também venenosa. Os ricos oprimiam de tal forma os pobres que a vida se tornava para eles um absinto, um fel de amargura, uma coisa insuportável.

3.Uma soberba inconseqüente (6.13)

- Os israelitas estavam orgulhosos de suas conquistas militares. Eles estavam cheios de soberba e pensavam que seus poderes econômicos e militares os tornariam invencíveis. Mas, a soberba é a ante-sala do fracasso.

- A soberba precede a ruína. A. R. Crabtree diz que aparentemente Amós escolheu estas duas aldeias, entre os muitos lugares conquistados, para fazer um trocadilho dos nomes, “coisa de nada”, e “poder imaginário”. Os chefes se ufanavam de nada e se gabavam do seu poder imaginário, mas não eram capazes de oferecer qualquer resistência contra o seu destino, já determinado pelas eternas leis da justiça.31

4.Um desterro inevitável (6.14)

- Samaria não caiu nas mãos da Assíria; foi Deus quem entregou Samaria nas mãos de Assíria. A cidade foi cercada três anos. Dentro dos muros reinou a fome e o pavor. A opressão do inimigo foi dolorosa e total, de norte ao sul do país. Hamate fica na região Norte de Israel e o ribeiro de Arabá na região Sul. Assim, “de Hamate até o ribeiro de Arabá” significa que a Assíria destruiria a terra toda, de Norte a Sul. Quando Amós proferiu essas palavras, a Assíria era nação relativamente fraca. Jeroboão II conseguiu mantê-la afastada, bem como o Egito e a Síria. Porém, a Assíria se fortaleceu e tornou-se um império mundial, um inimigo expansionista, truculento e ameaçador.

CONCLUSÃO

- Podemos sintetizar o capítulo 6 em quatro princípios importantes:
- Em primeiro lugar, privilégios implicam em responsabilidades (6.1-3). O povo vivia em cidades importantes e seguras como Jerusalém e Samaria. Israel tinha grande reputação comparada com outros povos menos afortunados. Mas, esses privilégios engendraram neles convencimento e soberba em vez de humildade e testemunho.

- Em segundo lugar, altruísmo deve sempre ter a primazia sobre a autocomplacência (6.4-7). Em vez de buscarem a glória de Deus e o bem do próximo, buscaram apenas o prazer. A questão se resume no interesse pelo corpo: cama e alimento (6.4), bebida e perfume (6.6) e descobrir novas maneiras de encher o tempo (6.5). Embriagados pelo prazer nem se davam conta que a nação estava marchando celeremente para a ruína (6.6b). Enquanto a nação estava à beira da tragédia, a liderança estava na cama, na mesa bem servida ou compondo algumas canções para sua própria diversão. Enquanto o povo chorava, a liderança se divertia.32

- Em terceiro lugar, a soberba sempre desemboca em tragédia (6.8-10). Amós é contundente ao afirmar que Deus se opõe aos soberbos e ninguém pode lutar contra ele e prevalecer. Deus resiste aos soberbos, enquanto dá graças aos humildes (Tg 4.6). Sempre que alguém, em qualquer tempo ou em qualquer lugar semear a soberba, colherá a tragédia.

- Em quarto lugar, a violação dos princípios morais jamais ficará sem justa retribuição (6.11-14). Assim como não se pode quebrar as leis da natureza sem sofrer as conseqüências, também não se pode violar as leis morais sem sofrer a justa retribuição. A segurança de Israel não estava no seu poder econômico nem mesmo em suas conquistas políticas, mas em andar retamente com Deus. Um povo sem Deus será sempre vulnerável, pois o pecado é o opróbrio das nações, mas a nação cujo Deus é o Senhor, essa é feliz.

- J. A. Motyer com lucidez conclui este capítulo, assim:

Quando o povo viu Samaria em ruínas em 722 a.C., quando as mães foram despojadas de seus filhos, e os maridos das esposas, quando aumentou o número de órfãos, dos mendigos, dos desabrigados, eles perguntaram: Por que? Os assírios o fizeram, diziam alguns, estavam certos (6.14). Deus o fez, diziam outros, e também tinham razão (6.8,11). Nossos líderes o fizeram, era a opinião de outros ainda, e eles também estavam certos (6.1-7). A soberba o fez, disse Amós (6.8), e esta foi a avaliação mais realista do inimigo do povo.

AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes





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A CHAVE DO REINO

Texto: Isaias 22.22; Apocalipse 3.7-8; 1Corintios 16.9.







Introdução:

- Inúmeras vezes encontramos o termo chave na Bíblia Sagrada e sempre estará referindo a autoridade, poder e governo.

- Ninguém poderá governar se não for autorizado para isto, e receber o poder para tal.

- O poder das chaves é a autoridade exclusiva de Jesus Cristo, o Messias davídico (Mt 16.18-19).

1 – Autoridade: refere-se a legalidade ou autorização para exercer uma função.

- Deus deu a Eliaquim a autoridade para ser como pai para os moradores de Jerusalém e para Judá.

- Deus deu autoridade para Adão sobre toda criação e sobre a terra. (Gn 1.28).

- Toda autoridade vem de Deus (Rm 13.1).

- Um policial é respeitado porque foi autorizado por um governo constituído a exercer a sua função.

- Jesus somente iniciou o exercício de seu ministério após ser autorizado pelo Pai, através de João Batista (Mt 3.13-17).

- A autoridade poderá ser perdida através da quebra de princípios: Adão foi banido do Jardim por ter desobedecido a Deus e entregue o governo nas mãos de satanás.

- Um policial ou político poderá perder o seu cargo ou mandato se transgredir a constituição.

2 – Poder: ele vem através de uma autorização ou legalidade vinda da fonte que é Deus.


- A palavra poder vem do grego dunamis (dinamite, explosão).

- Jesus deu poder para os discípulos pisar em serpentes e escorpiões (Lc 10.17).

- É o exercício da autoridade em nome de alguém. Deus deu a Eliaquim poder sobre uma nação.

- Mc 16.15-18 traz a autorização para utilizar o nome de Jesus e poder para pregar, expulsar demônios, pegar em serpentes, falar em línguas estranhas, curar os enfermos.

- Recebemos poder para vencer a satanás através do Sangue do Cordeiro e de uma vida de testemunho e coragem (Ap 12.11).

- Este poder vem através da unção do Espírito Santo (At 1.8)

3 – Governo: Liderar, comandar submeter, dar direção

- O poder para governar somente vem através de autorização (autoridade).

- O governo só poderá ser exercido se for legítimo.

- Deus deu a Adão a autorização o poder para governar a terra e os seres viventes e através da desobediência entregou nas mãos de satanás

- A chave da autoridade, poder e governo estão nas mãos de Jesus e no seu nome podemos exercer (Ap 3.7-8).

- Deus deu a Eliaquim autoridade e poder para governar a Jerusalém e Judá (Is 22.20-24).

- Foi entregue nas mãos do sacerdote a vara e cajado. E a vara, que é símbolo de autoridade, poderá ser tomada por satanás se princípios forem quebrados (Sl 23.4).

Conclusão:

A chave está nas mãos de Yeshua e ela é entregue a todos os que desejarem e obedecerem a sua Palavra e terem coragem para o exercício do chamado a uma liderança.


Fonte: http://sermaos.blogspot.com/2011/09/chave-do-reino.html





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segunda-feira, 3 de outubro de 2011



A corrida cristã




I - O QUE NOS IMPEDE DE CORRER?


Introdução:

- Como um atleta que se prepara adequadamente para obter um bom desempenho numa corrida, devemos nos livrar de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, para podermos correr com perseverança a corrida que Deus determinou para nós (Hb 12.1).

1. A falta de um treinamento rigoroso.

- Para obter uma coroa de flores, os atletas antigos enfrentavam um treinamento rigoroso. Mas a nossa coroa é eterna, o que justifica termos alvos espirituais e não viver a vida cristã sem metas como quem fica esmurrando o ar (1 Co 9.24-27).

- Nenhum gênio descartou a persistência. Thomas Edison apareceu com a lâmpada incandescente depois de mil e duzentas experiências.

- Não experimentaremos santidade sem suor. Devemos nos exercitar na piedade. Nosso exercício deve ser na piedade, porque o exercício físico tem pouco proveito, mas o exercício espiritual é válido para tudo nesta vida e produzirá vantagens para nós na eternidade (1 Tm 4.7-8).

- A palavra “exercício” vem de gumnos, que significa “despido”. Desse termo vem a palavra ginásio.

- Os atletas competiam sem roupa para não terem embaraços. Se queremos correr bem a corrida cristã, precisamos suar e nos despir de todo impedimento e nos exercitarmos rigorosamente nas disciplinas cristãs.

2. A distração com as coisas desta vida.

- Muitos começam bem a vida cristã, mas com o tempo são impedidos de avançar porque deixam de obedecer à verdade da Palavra de Deus (Gl 5.7). “Quem se entrega aos prazeres passará necessidade”.

- Muitos são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida (Pv 21.17; Lc 8.14).

- O grande deus de nossa sociedade é o “entretenimento”. As pessoas vivem em função dos prazeres deste mundo. Mas, se alguém amar este mundo, não pode amar a Deus, e se torna inimigo de Deus (1 Jo 2.15; Tg 4.4).

- Ao lado da pista de nossa corrida estão duas distrações que muitas vezes nos atrapalham de desenvolvermos melhor a nossa corrida, a televisão e a internet. Se não nos disciplinarmos devidamente, desanimamos na vida cristã.

3. A cumplicidade com o que é mal.

- Devemos odiar o mal e amar o bem (Am 5.15). Mas será que é isso que tem acontecido com aqueles que dizem amar a Jesus? Certamente que não.

- Estamos usufruindo daquilo que é mal e por isso não conseguimos correr devidamente a boa corrida cristã.

- Devemos nos afastar de toda forma de mal (1 Ts 5.22). Mas ao invés disso, estamos argumentando em favor de coisas contrárias à Palavra de Deus em nome da pós-modernidade. Deus não muda, o seu fundamento permanece seladamente inabalável com a inscrição de que, todo aquele que confessa ser de Jesus, deve afastar-se do mal (2 Tm 2.19).

- Sejamos determinados em não nos deixarmos corromper por este mundo, pois Deus nos deu suas grandiosas e preciosas promessas, para que por meio delas sejamos unidos com ele e fujamos da corrupção que há no mundo (Tg 1.27; 1 Pe 1.4). Rompamos com tudo o que é mal, se queremos correr bem para Deus.

4. O mau uso do tempo.

- Tempo é vida, pois vivemos no tempo. Ele é precioso, e se for perdido, jamais poderá ser recuperado.

- Vamos ter cuidado com a maneira como vivemos; sejamos sábios e não insensatos, aproveitando ao máximo cada oportunidade para compreender a vontade do Senhor, porque os dias que vivemos são maus (Ef 5.15-17).

- Costumamos contar e comemorar os nossos anos, mas precisamos orar para que Deus nos ensine a contar os nossos dias, para que assim, alcancemos sabedoria (Sl 90.12).

- Ninguém concordaria em perder uma hora de sua vida por dia, pois depois de algum tempo, já teria perdido muitos dias e morreriam bem mais cedo. Mas é o que fazemos constantemente, estamos perdendo o tempo com a ociosidade e futilidades e não conseguimos correr para bem.

5. A falta de prazer em Deus.

- É lamentável que estejamos nos deliciando com os prazeres transitórios desta vida, quando deveríamos estar nos deleitando em Deus e gozando de sua boa vontade em satisfazer desejos e propósitos santos em sua presença (Sl 37.4).

- Devemos pedir e buscar viver na presença de Deus todos os dias de nossa vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação (Sl 27.4).

- Qual de nós pode dizer de fato que prefere um dia na casa de Deus do que mil em outro lugar qualquer? (Sl 84.10).

- Se não amarmos a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento e de todas as nossas forças (Mc 12.30), não poderemos jamais fazer uma corrida pra valer. Vamos nos voltar para Deus e ele certamente se voltará para nós (Tg 4.8).

- Portanto, livremo-nos de toda impureza moral e da maldade que prevalece, e aceitemos humildemente esta Palavra de Deus, pois ela é poderosa para nos salvar.

- Comecemos a nos exercitar nas disciplinas cristãs, rompendo com os prazeres deste mundo, rejeitando tudo o que é mal, aproveitando melhor o nosso tempo e vivendo acima de tudo para a glória de Deus (Tg 1.21; 1 Co 10.31).

II – A LUTA PELA CORRIDA

- Nossa natureza pecaminosa faz de tudo para nos impedir de fazer a corrida de Deus. Ela impõe pesos de dificuldades várias para que desanimemos e desistamos de continuar na pista cristã. Urge que sejamos determinados em lutar contra tudo que queira nos impedir de avançarmos.

1. Lute ao extremo para fazer uma boa corrida.

- Devemos sempre lembrar que a nossa luta não é contra as pessoas, mas contra o pecado, o nosso pecado. Ele é o grande inimigo que precisamos vencer. Cabe lutar ao extremo para conseguir fazer uma boa corrida.

- Muitos têm derramado o próprio sangue para não abrirem mão do propósito de agradar ao Senhor (Hb 12.4).

- Precisamos nos amputar de fazer qualquer coisa que nos atrapalhe, deixar de ir a qualquer local que nos distraia, e deixar de olhar para aquilo que nos distrai de manter os olhos fixos no Autor e consumador de nossa fé – Jesus (Mc 9.43-48; Hb 12.2).

2. Purifique-se para ser um vaso de honra.

- Numa grande casa existem vasos de valor como ouro e prata, mas também existem os vasos mais simples como os de madeira e barro. Alguns desses vasos têm fins honrosos, e outros são usados para fins desonrosos.

- Se alguém se purificar do pecado, como palavras inúteis, heresias, desejos carnais e brigas, por exemplo, será usado por Deus como um vaso de honra, santificado e útil para o Senhor e estará preparado para toda boa obra (2 Tm 2.14-26).

- Se os vasos pensassem e pudessem fazer escolhas, certamente que nenhum gostaria de ser vaso de lixo, mas vasos de honra, bem lustrados e destacados na sala de visitas de uma grande mansão.

- Vamos nos empenhar por uma vida pura, pois assim procedendo, seremos instrumentos poderosos nas mãos de Deus.

3. Lute contra o egoísmo.

- Vivemos dias terríveis causados pelo próprio homem. Muitos males marcam nosso tempo, e um deles é o egoísmo.

- Preferimos bem mais a nossa vontade que vontade de Deus (2 Tm 3.1, 2, 4). Se alguém quer seguir a Jesus e correr bem a corrida cristã, deve negar-se a si mesmo, carregar cada dia a sua cruz e segui-lo (Lc 9.23).

- Quantos podem dizer de fato: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2.20).

- Jesus morreu e ressuscitou para que não vivamos mais para nós mesmos, mas para ele (2 Co 5.15). Nosso grande inimigo na corrida somos nós mesmos. Vamos lutar contra o egoísmo e fazer a vontade de Deus.

4. Aprenda a odiar o mal.

- No ponto anterior comentei que a cumplicidade com o mal nos impede na corrida cristã. Aqui, quero dar mais ênfase a isso dizendo que não apenas devemos evitar a complacência diante do mal, mas devemos odiar tudo o que é mal.

- Quanto mais tememos a Deus, mais odiamos o mal, que se manifesta no orgulho, na arrogância, no mau comportamento e no falar perverso (Pv 8.13), além de uma infinidade de outros modos.

- Hoje em dia o relativismo tem dominado todos os setores de nossa sociedade. Raramente alguém toma posição contra o erro, pois o erro agora depende da cosmovisão de cada um. Não podemos aderir a isso.

- Devemos chamar de mal o que Deus chama de mal e chamar de bem o que Deus chama bem. Há um preço por isso, mas essa é a nossa corrida.

5. Filtre tudo para Deus.

- Uma demonstração de maturidade cristã é saber discernir o que agrada a Deus. Ao invés de participar das obras infrutíferas das trevas, devemos é expor sua sujeira (Ef 5.10-11).

- Somente quem tem o Espírito de Deus é que sabe o que agrada a Deus, pois elas são discernidas espiritualmente. Mesmo que ninguém nos entenda ou concorde com nossas posições, devemos escolher a vontade do Senhor. Isso nos é possível com certeza, pois temos a mente de Cristo (1 Co 2.14-16).


Fonte: http://mensagensbiblicas.blogs.sapo.pt/





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O Papel do Homem
no Casamento

COMO O MARIDO
DESEMPENHA
O SEU PAPEL




- Sabemos biblicamente que o homem é o cabeça da mulher( I Co 11:3). Esta função não pode ser exercida de qualquer maneira, mas sob a graça e o amor de Jesus Cristo.

- Alguns maridos são autoritários, egoístas, duros e soberbos. Querem dominar a mulher. O que Deus diz?

“Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem macula, nem ruga, nem cousa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja” Ef 5.25-29

(Ver também I Pd 3.7).

I - O MARIDO DEVE AMAR SUA ESPOSA

- A palavra AMOR que aparece em Efésios 5, é AQUELA que “dá a vida a Deus por alguém”. É um amor puro, sacrificial, perfeito e permanente. Por isso Paulo usa Cristo como exemplo.

- Cristo não é apenas o modelo, mas também é a fonte do amor. Somente através do seu amor em nós, é possível amar como ele amou e entregar a vida a Deus por nossas esposas.

- O homem que trata a sua esposa com amor, faz um bem a si mesmo e fortalece a unidade do casamento. Aquele que trata mal a sua esposa, DESTRÓI a si mesmo.

- O verdadeiro amor não é apenas um sentimento, mas uma conduta.

Por isto queremos assinalar cinco expressões práticas do amor do marido para com a esposa:

1 – AMABILIDADE

- Esta é a primeira expressão prática do amor. A amabilidade, doçura, afabilidade, benignidade.. ”não as trateis com amargura” (Cl 3:19) ”…tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade” (1 Pd 3:7).

- Devemos ser amáveis com todos, principalmente com as mulheres, respeitando sua feminilidade. Mas muito mais com nossa própria esposa. Há homens que são amáveis com outras mulheres e descuidados e duros com sua própria esposa.

- A mulher é como um vaso frágil: mais sensível e delicada. Seus sentimentos estão mais a flor-da-pele. Isto não é debilidade, mas uma característica dada por Deus para desempenhar sua nobre função de mãe, a fim de criar os filhos com ternura e sensibilidade. Por isso Deus quer que o marido a trate com ternura, respeito, suavidade, paciência, carinho, doçura, delicadeza, bondade e amor. Por ser mais sensível emocionalmente, a mulher está mais sujeita a ficar ressentida pelo maltrato do marido.

- Ser amável não quer dizer ser frouxo. Muitas vezes o homem deve ser firme. Mas com uma firmeza amável e compreensiva.

- Quando o marido percebe que tratou mal a sua esposa, deve consertar imediatamente, confessando com humildade e arrependimento.

2 – ABNEGAÇÃO

- É o sacrifício que alguém faz em favor do outro. “… a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).

- É o negar a si mesmo, abrir mão da tranqüilidade, da comodidade e do prazer, em favor da pessoa amada. Isto é amar. Foi isto que Cristo fez pela igreja.

- O contrário disto é o egoísmo. O marido egoísta busca sua própria comodidade. Usa a autoridade para seu próprio bem e sempre espera ser servido. Sua atitude é de “senhor”, não de “servo”. Nunca renuncia a comodidade para ajudar a mulher. Este marido está longe da vontade de Deus.

- Deus quer que o marido seja abnegado, pareça com Jesus e aja como ele. Deve sacrificar-se a si mesmo pela esposa. Buscar a felicidade e bem-estar dela, tanto no físico como no emocional e no espiritual.

- O marido deve dizer como Jesus: “eu não vim para ser servido, mas para servir”.

3 – COMPREENSÃO

- O marido deve conhecer profundamente a sua mulher para compreendê-la, amá-la e ajudá-la. Esta é uma das maiores necessidades da mulher.

- Para isso é necessário escutar com atenção o que ela diz. Saber escutar é uma das qualidades mais valiosas que se pode ter. Quando o marido entender o que a mulher pensa e sente, poderá conduzi-la e protegê-la com sabedoria.

- Muitas mulheres são tristes e angustiadas por não conseguir compreensão e apoio de seus maridos. Uma mulher que se sente apreciada e atendida pelo marido, dificilmente será rebelde e antagônica.

- É necessário que o marido converse com a esposa. Procure entender como ela se sente e quais são as suas cargas, para poder animá-la e confortá-la. O marido precisa abraçá-la e beijá-la com freqüência, quando está preocupada e nervosa. Um abraço e uma palavra amável e terna, mostram a mulher que ela tem ao seu lado alguém que a compreende e a ama. Um gesto de carinho renova as forças e libera a mente de pensamentos negativos.

- Alguns homens tem dificuldade de serem afetuosos porque não tem este costume, ou porque nunca receberam carinho na infância. É tempo de romper com toda a timidez e vergonha. Devem ver a importância disto no relacionamento com a mulher. Pode-se conseguir muito mais com um beijo do que com criticas ou autoritarismo.

4 - PROTEÇÃO E COBERTURA (Ef 5.29)

- Quando o homem não dá uma cobertura real e prática, a mulher se vê desprotegida. Ela precisa sentir-se segura e confiante em seu marido. O desamparo e as preocupações sobrecarregam e oprimem a mulher.

- O homem deve assumir seu papel, atender os assuntos do governo familiar, resolver todos os problemas que lhe competem, e não passá-los para sua esposa. A mulher se desgasta quando tem que resolver assuntos que vão além de suas possibilidades e não correspondem ao caráter feminino.

- A mulher deve poder dizer. “meu marido é o meu pastor, nada me faltara”, como a igreja diz de Cristo: “O Senhor é meu Pastor…” (Salmo 23)

5 – ROMANCE E AFETO CONJUGAL (Ct 7.10-13)

- O amor sentimental também deve estar presente no casamento. Tudo que dissemos anteriormente estabelece bases sólidas para que este amor se desenvolva e cresça. O romance não é apenas para a lua de mel, mas para toda a vida.

- Os discípulos do Senhor devem ser os maridos mais “apaixonados” por suas esposas. O amor dos mundanos se perverteu em egoísmo. Entretanto, o amor sentimental de um marido cristão nasce do verdadeiro amor de Deus que vive nele. Por isso, os discípulos de Jesus deveriam ser os melhores maridos; os melhores amantes de sua esposas.

- Cultive em seu coração este amor. Enamore de sua esposa, valorizando, apreciando e elogiando-a. Seja expressivo com ela.

- Demonstre seus sentimentos, mandando-lhe flores.

- Procure aprender a maravilhosa arte do amor e afeto conjugal. Assim fará sua esposa feliz e a você mesmo também! E Deus participa desta alegria.

II – O HOMEM DEVE REPRESENTAR JESUS NO LAR

1 – ESTABELECER A PRESENÇA DE JESUS NA FAMÍLIA (1 Cor 11:3)

- Assim como é a Imagem de Deus, o homem deve ser a imagem de Jesus no Lar. Deve andar no Espírito, manifestar alegria constante, dar graças à Deus por tudo, deixar fluir o amor, a graça e a Paz do Senhor. LEMBRANDO QUE DEUS ESTÁ PERTO DE UM CORAÇÃO QUEBRANTADO.

2 – ESTABELECER O GOVERNO DE CRISTO

- O homem não é o cabeça do lar, mas sim Cristo – o homem é o cabeça da mulher. Portanto deve estabelecer a autoridade de Cristo e não a sua.

- Se um homem não está sujeito a Cristo, como vai governar sobre sua mulher e filhos?

- Quando o Senhor delega autoridade ao homem, não lhe dá carta branca para fazer o que quer, mas estabelece critérios específicos e concretos. Todo governo que está debaixo de Cristo deve agir com firmeza, mas com amabilidade e flexibilidade. Sem fazer concessões indevidas, mas com disposição para dialogar e escutar.

- É importante que saiba discernir a vontade de Deus e que cuide para que ela se cumpra no seu lar. Em Isaías 32:17, lemos que a justiça antecede a Paz, ou seja, não há Paz sem Justiça e em outro texto de provérbios descobrimos que a VERDADE manifesta a Justiça (Prov. 12:17 “Quem fala a verdade manifesta a justiça;…”.

Concluímos então:

Quem busca a Paz para o seu governo deve ser VERDADEIRO, humilhando-se e assumindo erros e responsabilidades, para que a Justiça de Deus em Jesus, seja feita em nosso Lar através da Confissão, do Perdão e da Purificação. (PAZ SEJA NA TUA CASA).

3 – MINISTRAR A GRAÇA SALVADORA DE CRISTO

- O homem deve exercer o sacerdócio em sua família. Não basta abençoá-la com orações superficiais. Deve se interessar por cada um membro. Dar tempo a cada um, conhecer suas necessidades, lutas e aflições. Dar a cada um dos filhos uma atenção particular.

- Constantemente ajudar a esposa a ver a dimensão eterna e grandiosa de sua função como esposa e mãe.

- Cuidar para que ela não se desanime com suas tarefas, que às vezes, parecem triviais e insignificantes. NÃO EXISTE NADA MAIS ROTINEIRO E CANSATIVO QUE O TRABALHO DE DONA DE CASA. QUE DEUS NOS REVELE ESTAS VERDADES.

4 – DOUTRINAR E EDIFICAR SUA FAMÍLIA

- É importante usar as circunstâncias ocasionais da vida para ensinar, mas isto não é suficiente.

- O homem é responsável por ensinar toda a verdade de Deus, de forma ordenada e metódica a sua esposa e filhos. São seus primeiros discípulos.

- Deve determinar horários concretos para sentar com eles e compartilhar a palavra.

- Deve haver lugar para a participação de todos e tudo deve ser intercalado com
oração.

- O homem deve considerar a esposa como Ajudadora para isto. Não deve anulá-la, mas tampouco deve passar para ela toda a responsabilidade. Devem trabalhar juntos.

ATITUDES ERRADAS DO HOMEM

• Não assumir seu papel como cabeça.

- Quando é assim, a esposa fica sobrecarregada pelo peso de tantas obrigações familiares.

- Há homens que pensam que sua função se limita a trabalhar fora de casa e trazer o salário no final do mês. A sua esposa deve cuidar do resto(consertos, finanças, saúde, disciplina dos filhos, vida espiritual, etc.). Isto traz um grande desajuste na família e deve ser corrigido.

• Anular a mulher.

- Alguns querem fazer tudo sozinhos. Não conversam com suas esposas nem buscam a opinião delas. Não delegam responsabilidade, absorvem tudo. Pensam que são completos. A mulher fica frustrada e amargurada.

- O homem deve dar lugar para que a mulher desempenhe sua função com critério próprio, criatividade, gosto e o seu famoso toque feminino.

FONTE: http://arautodecristo777.wordpress.com/2011/05/05/estudo-biblico-o-papel-do-homem-no-casamento/





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domingo, 2 de outubro de 2011



BECO SEM SAÍDA

Texto: Ex. 14.1-14




Introdução


- Apagão ocorrido em 10.11.2009. Muitas pessoas ficaram sem ter como voltar para suas casas!

Transição

- Muitas vezes em nossas vidas, nos encontramos numa situação da qual não parece haver escape, ou seja, nos encontramos em um verdadeiro ‘Beco sem saída’.

- O texto nos mostra algumas verdades a serem aprendidas quando nos encontramos em um ‘Beco sem saída’.

I.) ‘Beco sem saída’ é o lugar que às vezes Deus nos leva – v. 1-4a

- Notar que foi o próprio Deus que mandou que Israel retrocedesse! Deus sempre está no controle de todas as coisas!

- Israel não foi parar naquela situação (Mar Vermelho à frente e exército de Faraó atrás) por sua própria vontade, foi Deus quem os colocou naquela situação!

- Ao nos levar a um ‘Beco sem saída’ Deus tem seus próprios propósitos.

- Aqui, Ele trabalhou tanto na vida do povo de Israel (mostrando a necessidade de dependência e de confiança em Deus, o poder de Deus para livrar, etc) como também trabalhou mais uma vez com o povo Egípcio (mostrando a eles que Ele era o único Senhor, mostrando-lhes o seu poder e o seu juízo).

- Da mesma forma, quando estamos em um ‘Beco sem saída’, Deus trabalha tanto conosco, quanto com os que estão à nossa volta.

II.) ‘Beco sem saída’ é o lugar em que Deus nos prova – v. 4b-9

- No caminho da obediência (v. 4b). Às vezes, Deus nos pede algo que vai nos colocar no centro da provação! Será que mesmo assim estamos dispostos a obedecer?

- Permitindo que nos sobrevenham circunstâncias difíceis – v. 5-9

III.) ‘Beco sem saída’ é o lugar em que às vezes falhamos com o Senhor – v. 10-12

- Por nossa falta de fé (v. 10).

- É fácil falar de oração, santificação, mansidão, fé, etc. O difícil é praticar estas virtudes nos momentos de dificuldades.

- Embora conheçamos vários textos que falam sobre fé, muitas vezes, quando estamos no meio da tempestade, percebemos como precisamos crescer em fé!

- Por nossas reclamações e murmurações (v. 11,12). Ver 1 Co 10.10; Fp 2.14.

IV.) ‘Beco sem saída’ é o lugar em que Deus nos ajuda – v. 13-14

- No momento certo – v. 13

- Nos orientando, nos encorajando. Ver Sl 46.10; 2 Cr 32.8

Conclusão

- Você está em uma situação que se assemelha a um verdadeiro ‘Beco sem saída’?

- O nosso Deus é um Deus que pode abrir caminhos onde não há caminhos e portas onde não há portas. Ele pode criar uma saída para nós, ainda que esta não exista (ver Ex. 14.29-31).

Obs.: O esboço (esqueleto) desta mensagem encontra-se no livro “Como Preparar Mensagens Bíblicas” de James Braga.

FONTE: http://cristianismototal.wordpress.com/2011/06/23/beco-sem-saida/





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sábado, 1 de outubro de 2011



O maior fracasso
na história da
humanidade

Referência:
MATEUS 26.14-25,47-50; 27.1-5




- Ao longo da história, uma plêiade de homens ilustres, engrossaram as fileiras dos fracassados, renderam-se ao pecado, entregaram-se à volúpia e aos vícios desregrados.

- Macularam seus nomes com a maldade, conspurcaram suas vidas, enlamearam-se, emporcalharam-se.

- Deixaram de ser heróis, guardiões da virtude para serem protagonistas das desgraças.

- Sujaram seus nomes de tal forma que são sempre lembrados com desprezo.

Exemplo: Nero, Hitler, Mussoline, Idi Amim Chaucesco.

Todavia, o maior fracasso da história foi Judas e isto por várias razões:

I. JUDAS PERDEU A MAIOR OPORTUNIDADE

As oportunidades passam pela nossa vida e às vezes jamais voltam. É loucura desperdiçá-las. Judas teve grandes oportunidades.

1. Judas foi chamado para ser apóstolo de Jesus – Lc 6.12-16

= Depois de uma noite de oração, depois de estar subalterno à vontade do Pai, Jesus chama os homens que haveriam de dar continuidade à sua obra. Homens escolhidos com atenção, com oração.

- Que privilégio! Que bênção! Era do grupo íntimo de Jesus. Grupo que andou com Jesus. Que caminhou com Jesus.

- Em vez de ser coluna da igreja, em vez de ser bênção para o mundo foi traidor. Brincou com Deus. Desperdiçou a esplêndida oportunidade. Foi mais que religioso, foi amigo de Jesus e o traiu.

2. Judas tinha excelentes qualidades =

2.1. Era inteligente, estudado, líder, com grande capacidade em assuntos financeiros
Foi escolhido como tesoureiro do grupo dos apóstolos. Era homem de confiança. Ninguém podia imaginar qualquer deslize dele. Mantinha as aparências.

2.2. Tinha um bom nome = O nome JUDAS era um nome predileto naquela época. Significa LOUVOR. Maria, mãe de Jesus, tinha outro filho com este nome. A partir da traição de Judas, ninguém mais usa o nome de Judas. O louvor cessou. Aquele que devia ser louvor foi maldição. Aquele cuja vida devia ser um tributo de glória, foi um opróbrio.

2.3. Era muito respeitado pelos outros apóstolos = Judas gozava de grande prestígio entre os doze apóstolos. Quando Jesus na última ceia disse que um deles haveria de traí-lo, ninguém suspeitou de Judas. Ninguém acusou Judas. Ninguém perguntou: “É Judas, o traidor?” Somente Jesus sabia o que havia no coração de Judas: “Porventura sou eu?” João 13.28 – Mesmo depois que ele saiu da mesa, os outros não perceberam que ele era o traidor.

3. Judas viveu com Jesus = Judas viveu e conviveu com Jesus.

- Tinha intimidade com aquele que é a luz do mundo, com aquele que é o caminho, a verdade e a vida. Com aquele que é a porta da salvação. Com o bom pastor. Conviveu com aquele que é o salvador do mundo.

- Judas andou com Cristo três anos. Ouviu suas palavras de salvação, de arrependimento, de perdão, de vida eterna. Ouviu os maiores sermões da história.

- Escutou a própria voz de Deus. Presenciou os milagres: viu cegos, coxos, paralíticos, leprosos serem curados.

- Viu mortos ressuscitando.
- Viu os céus descerem à terra e mesmo assim continuou apenas mantendo as aparências.
- Viu multidões aceitando a Jesus, acostumou-se com o sagrado, e mesmo assim não aceitou a Cristo como o salvador da sua alma.

4. Judas pregou o Evangelho a outros, mas não foi salvo = Ele era um apóstolo engajado.

- Era ativista. Trabalha. Às vezes ele não tinha tempo para comer. Percorria toda a Galiléia e Judéia a pé. Evangelismo de cidade em cidade. Ele pregava um Cristo real, mas um Cristo que ainda não havia aceitado.

- Hoje também há muitos membros da igreja que não são crentes. Que nunca nasceram de novo. Que pregam, evangelizam, mas que nunca nasceram de novo.

Jo 6.64 = à multidão de discípulos Cristo disse: “Contudo há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia desde o princípio quais eram os que não criam e quem o havia de trair.

Mt 7.21-23 = “Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus…muitos naquele dia hão de dizer: Temos profetizado…expelimos demônio…fizemos muitos milagres…NUNCA VOS CONHECI.”

- Meu amado, Deus tem lhe dado muitas oportunidades. Você tem ouvido de Jesus, tem escutado um sermão, lido um folheto.

- Hoje Deus está falando com você. Quem não aproveitar as oportunidades de Deus é semelhante a Judas Iscariotes.

II. JUDAS FOI O MAIOR FRACASSO DA HISTÓRIA, PORQUE COMETEU O MAIOR ERRO: TRAIU A JESUS!

1. Judas traiu o seu bom nome = Seu nome era motivo de júbilo.

- Era louvor. Tornou-se vergonhoso, vil, hediondo. Traiu sua própria história. Seu próprio rumo, sua própria vida, seu próprio nome. Hoje ninguém mais usa o nome de Judas, mas sim Pedro, Thiago, João.

2. Judas traiu o seu talento = Ele podia ser bênção.

- Podia ser um ganhador de almas. Podia ser um forte estandarte da igreja. Mas era avarento.

- Era materialista.
- Era egoísta.
- Era ladrão.
- Era pseudo-filantropo (Jo 12.4-6).
- Era um aproveitador. Um mercadejante. Um explorador
.

- Usava a religião para se enriquecer. Seu deus era o dinheiro. Não se preocupava com a glória de Deus nem com os necessitados, mas em aumentar suas riquezas.

3. Judas traiu o Senhor = Jesus o amou.

- Jesus o chamou. Judas mais do que ninguém conhecia a Jesus. Sabia que Ele era o Filho de Deus. Sabia que Ele era o único Salvador. Mas não abriu espaço na sua vida para Jesus. Jamais se entregou a Ele. Nunca o amou de fato.

- Sua religião era de costume. Era vazia. Era falsa.

- Ele não amava a Jesus.
- Ele deu lugar ao diabo.
- Ela escancarou sua vida ao inimigo.

- Jesus entra em Jerusalém. Avisa seus discípulos que vai à cruz. Então Judas procura as autoridades nas caladas da noite, na surdina e propõe um negócio. Está disposto a vender a Jesus, a trair Jesus. Negócio fechado! Volta novamente para o grupo como se tudo tivesse normal. É frio. É calculista.

- Jesus vai para o cenáculo. Lá os ensina. Jo 13 = Lavapés. Cristo lava os pés dos apóstolos. Lava os pés de Judas também. Sabe da trama. Não diz nada para Judas. Quer ganhar seu coração, mas o coração de Judas está insensível, fechado. Na hora da ceia Jesus diz: “Um de vós me trairá.” Todos perguntam: “Porventura sou eu Mestre?” Judas cinicamente, pergunta: “Acaso sou eu Mestre?” Tu o disseste, respondeu Jesus (Mt 26.25).

- Jesus ainda lhe dá um pedaço de pão – um gesto de amizade. Judas então se levanta. Sai. Busca os carrascos. Não suporta a presença da luz. Não agüenta ficar perto de Jesus. Jesus o incomoda. Os sacerdotes já o aguardavam. Tudo estava pronto. Judas então diz: “Aquele a quem eu beijar, é esse, prendei-o” Vai à frente dos algozes. Capitaneia, lidera a corja dos malfeitores. Atravessa o Cedrom. Entra no Getsêmani. Lá estava Jesus em agonia de alma.

- Nossos pecados estavam sobre ele. Judas o vê. Vai ao seu encontro e diz: “SALVE MESTRE” e enquanto beija a Jesus com o beijo da traição, Jesus lhe faz o último apelo: “AMIGO, PORQUE VIESTE?” Mas já é tarde demais.

- O coração de Judas está fechado. Os soldados pegam Jesus. Ele é preso. Humilhado. Cuspido. Esbofeteado. Condenado. Judas vê Jesus naquela mesma noite sendo julgado. Sua mente fica atribulada. No seu coração não há paz. É um homem em crise. Há desespero. Está em pânico. A culpa lhe corrói a alma. Chega à beira da loucura. Cometeu o maior crime da história…traiu Jesus.

III. NA VIDA DE JUDAS ACONTECEU O MAIOR FRACASSO PORQUE ELE RECUSOU A MAIOR OFERTA: O PERDÃO DO SENHOR JESUS

1. Depois de ter traído, Judas poderia ter se arrependido
– Mt 27.3 = Na manhã seguinte à prisão de Jesus, Judas está cheio de remorso.

- Passou a noite em claro. Estava desesperado. Sua alma está afogada num mar revolto. A culpa o esmagava. Os horrores do inferno bafejavam a sua vida. O diabo lhe dizia: “Agora Judas é tarde. Agora não tem mais jeito para você. Você é um traidor mesmo.

- Você está perdido e arruinado. Não tem mais saída para você. Não tem solução para a sua vida. Seu caso é um caso perdido.

- A Bíblia diz que “a tristeza segundo o mundo dá para a morte.” Judas não voltou atras. Ele sentiu apenas remorso, mas não buscou o perdão em Jesus. Ele não se quebrantou.

2. Judas confessou o seu erro com uma consciência pesada, mas não confessou a quem deveria ter confessado – Mt 27.3-5 = Agora com a vida em tormento, cheio de remorso, já sente que o dinheiro não o satisfaz.

- Sabe que fez uma loucura: trocar Jesus por dinheiro. Ele corre para o templo. Devolve as trinta moedas de prata e confessa: “PEQUEI TRAINDO SANGUE INOCENTE.” As autoridades religiosas ainda mais o atormentavam “Que nos importa. Isso é contigo.” Mas Judas não vai a Jesus, ao Jesus que disse: “o que vem a mim de modo nenhum o lançarei fora.”

3. Judas procurou o suicídio, ao invés de procurar arrependido o perdão de Jesus – Mt 27.5 = O suicídio é uma armadilha do diabo. É uma trama satânica. É um golpe fatal de Satanás.

- Ele diz para os desesperados, para os que vivem atormentados: “OLHA, SEU CASO ESTÁ ENCERRADO. CHEGOU O PONTO FINAL, O FIM DA LINHA, O FINAL DO TÚNEL. NÃO DÁ MAIS PARA CONSERTAR. TUDO ESTÁ PERDIDO. AGORA, VAMOS, VÊ SE VOCÊ TEM A CORAGEM DE PELO MENOS DAR CABO DE SUA VIDA.”

- Esta é uma trama diabólica porque não existe problema que Jesus não possa resolver. Não existe pecado que Ele não possa perdoar. Jesus é a solução para todas as nossas angústias.

- Ele pode nos tirar do poço, da lama.
- Ele poder perdoar todos os nossos pecados.
- Ele pode quebrar todas os laços do diabo na nossa vida.
- Ele pode desbaratar todas as desgraças que o diabo decretou sobre nós. Cristo é a solução, mas Judas deu ouvidos ao diabo.

4. Perdendo tantas oportunidades, Judas foi para o seu próprio destino, o inferno
– Jo 17.12; At 1.25 = Judas brincou com Deus.

- Desperdiçou as oportunidades.
- Conviveu com o Salvador. Ouviu sua voz. Viu seus prodígios. Foi apóstolo de Jesus.
- Trabalhou e falou do nome de Jesus. Mas não se converteu.

- Trocou Jesus pelo dinheiro.
- Trocou Jesus pelo mundo.
- Trocou Jesus pelos seus interesses mesquinhos.

- Abandonou aquele que disse: “POIS VOU PREPARAR-VOS LUGAR” para ir para o seu próprio lugar, O INFERNO. Tão perto da salvação e perecer. Judas ouviu os apelos de Jesus, as advertências de Jesus, mas não abriu o seu coração e foi para o inferno.

CONCLUSÃO

Judas foi o maior fracasso da história porque:

1) Perdeu a maior oportunidade = a da convivência com Jesus sem se converter.

2) Cometeu o maior erro = trair o seu melhor amigo.

3) Recusou a maior oferta = a de ser perdoado por Cristo.

- Esta história trágica se repete na vida daquele que hoje rejeita a Jesus como seu Salvador ou não obedece a Cristo.

- Como está sua vida?

- Tem você traído a Jesus com sua vida, com seu testemunho, com suas atitudes e palavras?

Venha agora a Jesus! Não demore.
Venha já. Só nele há vida em abundância. O diabo começou a afastar Judas devagar. Depois roubou o seu coração. Deixe agora seus pecados.

Rompa com os laços do diabo. E venha agora a Jesus! Amém!!!

AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes.





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