domingo, 4 de outubro de 2009


GUARDANDO O CORAÇÃO
PARA RECEBER A CURA

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Tessalonicenses 5:23)



Introdução:

Na maioria das vezes que a Palavra fala de coração não se refere a um órgão, mas a mente, emoções e vontade.

As decisões que tomamos são demonstradas no cotidiano através de nossos atos.

“Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Desvia de ti a malignidade da boca, e alonga de ti a perversidade dos lábios. Dirijam-se os teus olhos para a frente, e olhem as tuas pálpebras diretamente diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e serão seguros todos os teus caminhos. Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.” (Provérbios 4:23-27)

Guardar o coração com diligência significa se empenhar, aplicar-se com zelo e cuidado para não deixar que nada de mal entre no coração. Pois do coração procedem as fontes de vida.

“Porque não há árvore boa que dê mau fruto nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois dos espinheiros não se colhem figos, nem dos abrolhos se vindimam uvas. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.” (Lucas 6:43-45)

Esse texto é mais um dentre tantos que a Bíblia nos mostra ressaltando a importância do coração estar bem guardado. Agora como guardar o coração?

No livro de Jeremias 17:10 diz: "Eu, o Senhor, esquadrinho a mente, eu provo o coração; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações."

O Senhor conhece e sonda o nosso coração, nossa mente, nossos sentimentos, nossas ações. Deus sabe tudo ao nosso respeito e muitas vezes ainda que alguém não perceba quais são as nossas debilidades ou deficiências no caráter, Deus sabe.

O coração do homem é corrupto e enganoso, portanto, pode esconder os elementos contidos no caráter.

O que você tem no seu coração?

Como anda o seu coração?

Quais são os sentimentos que você tem guardado no seu coração?

A cada dia o Senhor sonda e revela se quisermos o que está contido em nossos corações. E se vê que há em nós algum caminho mal, Ele propõe trocar o nosso coração de pedra por um coração de carne. Isso fala de termos nossos desejos, nossas vontades e nossas ações totalmente transformados pelo Seu imenso amor.

Todos os que almejam curam, além de se permitirem ser visitados pelo Espírito Santo de Deus, precisam guardar o coração. Porém, o que precisamos entender é que guardar ou não o coração é um direito nosso, fala de livre arbítrio, decisão. Agora quem decide por guardar o coração tem ações e palavras boas.

Muitos dos problemas que enfrentamos hoje é porque nos deixamos levar pelo coração, pelas emoções, vontades.

O nosso coração determina a forma como vivemos e por isso devemos guardá-lo como o nosso bem mais precioso.

1. Guardar o que é dito
Guardar as palavras; Afastar da boca as conversas enganosas; Cuidar para não falar precipitadamente (Cl 3:8).

Quem almeja verdadeiramente guardar o coração deve primeiramente guardar a sua boca.

“O que guarda a sua boca preserva a sua vida; mas o que muito abre os seus lábios traz sobre si a ruína.” (Pv 13:3).

Controlar a língua além de guardar o coração adquire sabedoria.

Em Tiago 3:2 diz: “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo capaz de dominar todo o seu corpo.”

Vemos que quem controla a língua, controla também todas as áreas de sua vida.

Tudo o que precisamos fazer é falar bem da família, do líder, do irmão, ao invés de ficar caluniando e falando o que não convém.

O homem e a mulher de Deus quando abrem a boca falam em linha com a Palavra. Guardar a boca é guardar o coração.

Observe como existem pessoas que quando conversamos com elas somos contaminados no coração por tanta maledicência que sai da sua boca, é como veneno (Ef 4:29).

2. Guardar o que é visto
Guardar os olhos (Pv 4:25,26)

Olhar sempre para frente e não para coisas que não tem valor;

Olhar para o propósito de Deus;

Olhar para a sua vida e não para a de outras pessoas;

Não se distrair Não se fixar nas dificuldades, mas se manter firme no Senhor;

Olhar para dentro de si refletindo a cerca do que precisa ser mudado.

A Bíblia nos alerta a mantermos os nossos olhos no Senhor, desviando de tudo o que não é bom colocar os olhos em coisas inúteis.

“Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.” (Sl 119:37)

“Pondera a vereda de teus pés, e serão seguros todos os teus caminhos.” (Pv 4:26)

“Há gente cujos olhos são altivos, e cujas pálpebras são levantadas para cima.” (Pv 30:13)

3. Guardar o que é feito
Devemos tomar muito cuidado com as nossas atitudes, pois elas revelam a nossa alma.

Ter passos seguros; Ser firme; Andar em caminho reto;

Não andar pelo caminho mal;

Não ser precipitado;

Não agir na ira ou com raiva.

A Bíblia diz que a Palavra do Senhor é lâmpada que ilumina os nossos passos e luz que clareia nossos caminhos (Sl 119:105).

Conclusão:

Quando temos uma alma curada, guardamos o coração.

Mais uma vez eu lhe pergunto: como está o seu coração? Quais são as angústias que tem lhe impedido de alcançar cura?

Peça de Deus um novo coração para que você alcance uma melhor qualidade de vida espiritual, familiar, ministerial e secular.

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139:23,24)

Quanto mais nós conhecemos a Deus e nos envolvemos com Ele, mais somos curados, porque o Senhor nos mostra quais as áreas onde necessitamos de cura.

Que Deus lhe abençoe e que você receba da parte do Senhor um novo coração e uma alma plenamente curada.






sábado, 3 de outubro de 2009


A UNÇÃO DE DEUS

“O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos” Is. 61:1



Vivemos em dias em que o nosso adversário tem feito de tudo para que sejamos crentes nominais, e sem experiência com Deus.

I. EMPECILHOS PARA IMPEDIR A UNÇÃO EM NOSSA VIDA.

1. Vida espiritual ociosa (negligencia)

2. Conformidade com o mundo

3. Egoísmo religioso (neopaganismo)

II. COMO OBTER UNÇÃO

1. Através da tríade espiritual (leitura da bíblia, oração e jejum).

2. Através da graça de Cristo Jesus II Tm. 2:13.
Atendendo o chamado de Deus Jr. 18: 24. Permanecer em Jerusalém At. 1:4


III. PORQUE UMA VIDA DE UNÇÃO

Unção: untar, derramar

1. Para autenticar nosso ministério.

Ex.: profetas I Rs. 16:18 Sacerdotes Lv. 7:3 ss. e Reis Saul e Davi I Sm. 10:1; 16:13

2. Para sermos despenseiros de Deus I Co. 4:1

IV - RESULTADOS DE UMA VIDA NA UNÇÃO DE DEUS

O Espírito Santo se apoderará de ti I Sm. 10:6

- Para profetizar e ser uma nova pessoa I Sm. 10: 6

- Pregar o evangelho Is. 61:1

- Restaurar os contritos (decepcionado e deprimido)

- Proclamar a verdadeira liberdade Sl. 51:13

- Falar da Justiça de Deus

Conclusão:

Somente o crente que obtém a unção de Deus é capaz de alcançar êxito em seu ministério!


AUTOR: Pr. Alailson Sivirino Dias



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sexta-feira, 2 de outubro de 2009


A VERDADE DE DEUS
SOB ATAQUE
Filipenses 3.1-11



INTRODUÇÃO

* No primeiro capítulo de Filipenses Paulo mostrou a supremacia de Cristo (Fp 1.21).

* No segundo capítulo ele mostrou a primazia do outro (Fp 2.4).

* Agora, no terceiro capítulo, Paulo volta sua atenção para a questão da verdade que estava sendo atacada pelos falsos mestres.

- Mais do que nunca este texto é atual, oportuno e urgente. Também em nossos dias a verdade de Deus tem sido atacada. Esses ataques não vêm apenas dos insolentes críticos da fé cristã, mas daqueles que se infiltram na igreja, com falsa piedade e perigosas e heresias.

- Estamos vendo, com profunda dor, a igreja evangélica brasileira deixando o Antigo Evangelho, o evangelho da cruz, para abraçar um evangelho híbrido, sincrético e místico. Um evangelho centrado no homem e não na consumada e bendita obra de Cristo.

- Precisamos também nos acautelar!

1. A alegria cristã é centrada em Cristo (3.1)

- J. A. Motyer diz que a ordem de Paulo dada em Filipenses 3.1: “... alegrai-vos no Senhor”, age como uma ponte entre o que ele ensinou e o que ele está para ensinar.

- Jesus foi glorificado como Deus, Salvador, Exemplo e Senhor. Portanto, devemos nos regozijar nele. Ele deve ser nosso prazer, nossa mais preciosa possessão e nossa mais intensa ambição.

- Assim, depois de falar sobre relacionamentos no capítulo dois, e antes de introduzir o novo assunto, Paulo reafirma para a igreja o tema básico desta carta, a alegria.

- A alegria cristã não é ausência de problemas nem circunstâncias favoráveis.

- A alegria cristã está centrada não em coisas ou situações, mas na Pessoa de Cristo. Ele é a nossa alegria.

- Nossa alegria é cristocêntrica!Bruce Barton diz que essa verdadeira alegria nos capacita a vencer as ondas revoltas das circunstâncias adversas, porque essa alegria vem de um consistente relacionamento com o Senhor Jesus.

2. A repetição é um poderoso recurso pedagógico (3.1)

- Paulo não está trazendo ensino novo, mas reafirmando as mesmas verdades. E ele diz que isso não lhe desagrada, pois sabe da necessidade da igreja ouvir sempre as verdades fundamentais do evangelho. Sabe, também, que isso produz segurança para a igreja.

- Não devemos correr atrás de novidades, mas firmarmo-nos cada vez mais no Antigo Evangelho. A verdade deve ser o nosso pão diário.

- William Barclay corretamente diz que os alimentos essenciais não nos cansam; esperamos comer pão e beber água cada dia da nossa vida. Por isso também devemos escutar sempre de novo a verdade que é pão e água para a vida. Que nenhum mestre se inquiete por voltar renovadamente às grandes verdades básicas da fé cristã.

I. OS FALSOS MESTRES DESMASCARADOS (3.2)

1. A necessidade de cautela acerca dos falsos mestres (3.2).

- Por três vezes o apóstolo Paulo repetiu o verbo grego blepete: “Acautelai-vos”. Essa palavra é extremamente forte e sua repetição carrega uma forte ênfase. Ele quer que a igreja mantenha seus olhos abertos e seja vigilante para que esses lobos não entrem no meio do rebanho (At 20.29,30). A heresia tem muitas faces, mas seu veneno é sempre mortal.

2. A necessidade de identificar os falsos mestres (3.2).

- O apóstolo Paulo descreve esses falsos mestres, dando-lhes três adjetivos (cães, falsos obreiros e falsa circuncisão), porém, é muito provável que ele esteja falando do mesmo grupo com nuances diferentes.

- William Hendriksen chega mesmo a ser categórico: “Paulo tem em mente uma única espécie de inimigo, e não três tipos diferentes. Ele se refere apenas a um único inimigo: a mutilação em contraste com a circuncisão”.

- F. F. Bruce diz que as pessoas contra quem os gentios cristãos deveriam permanecer em guarda, e a quem Paulo denuncia noutras passagens, usando o mesmo tipo de palavreado contundente empregado aqui, são as que visitavam as igrejas gentias e insistiam em que a circuncisão era condição essencial, indispensável para serem justificados perante Deus.

- Esses mestres judaizantes queriam inserir na mensagem do evangelho a obrigatoriedade da circuncisão como condição indispensável para a salvação (At 15.1). Assim, a salvação deixava de ser pela fé somente e passava a depender do esforço humano.

- Os judaizantes atacavam a doutrina da salvação unicamente pela graça pela base e tratavam de substituí-la por um misto de favor divino e mérito humano, com ênfase sobre este último.

- Paulo, mesmo sob algemas, não cala sua voz. Ele denuncia e desmascara esses mestres com veemência como já havia feito outras vezes (Gl 1.6-9; 3.1; 5.1-12; 6.12-15; 2Co 11.13).

- Que descrição Paulo faz desses falsos mestres?

- Em primeiro lugar, os falsos mestres são cães. Ralph Martin diz que os cães eram considerados animais imundos na sociedade oriental.

- Werner de Boor ainda diz que no antigo Oriente o cão não era o companheiro fiel e amado do ser humano, mas um animal semi-selvagem que vagueava em matilhas, caçando presa aos latidos. É assim que Paulo vê seus adversários metendo o nariz e latindo suas heresias em todas as regiões.

- Cães ainda é o termo com que os judeus tratavam os gentios.

- Eles os consideravam indignos e abomináveis.

- Eles viam os gentios apenas como combustíveis do fogo do inferno. Agora, porém, Paulo inverte os papéis e se refere aos falsos mestres como cães, ou seja, aqueles que viviam perambulando ao redor das igrejas gentias, tentando “abocanhar” prosélitos, ganhar novos adeptos para seu modo de pensar e viver (Mt 23.15).

- No tempo de Paulo esses mestres judaizantes eram como cães, como os animais imundos que vagavam pelas ruas latindo e rosnando a todos que encontravam, revirando o lixo e atacando os transeuntes.

- Paulo usa essa metáfora para se referir a esses falsos mestres como insolentes, astuciosos e vadios que procuravam se infiltrar nas congregações cristãs para espreitarem a liberdade dos novos crentes (Gl 2.3-8).

- Warren Wiersbe diz ainda que esses judaizantes mordiam os calcanhares de Paulo e o seguiam de um lugar para outro ladrando suas falsas doutrinas. Eram agitadores e infectavam as vítimas com idéias perigosas.

- Em segundo lugar, os falsos mestres são maus obreiros. Eles são obreiros da iniqüidade (Lc 13.27) e obreiros fraudulentos (1Co 11.13).

- Ralph Martin os chama de emissários gnósticos cristão-judeus, armados com um objetivo propagandístico de arrebanhar os convertidos através do ministério de Paulo, induzindo-os a crer na necessidade de circuncisão.

- William Hendriksen diz que eles eram maus obreiros porque, em vez de cooperarem para a boa causa, a prejudicavam. Desviavam a atenção de Cristo e de sua redenção perfeita e a fixavam em rituais ultrapassados e em obras humanas.

- Eles trabalhavam contra Deus e para desfazerem a obra de Deus.

- Eles laboravam para o erro e para desviarem as pessoas da verdade.

- Para esses mestres judaizantes, agir com justiça era observar a Lei e seguí-la em seus múltiplos detalhes e cumprir suas inumeráveis regras e prescrições.

- Mas Paulo estava seguro de que a única classe de justiça que agrada a Deus consiste em render-se livremente à sua graça.

- Em terceiro lugar, os falsos mestres são defensores da falsa circuncisão. A palavra grega para circuncisão é peritome, mas Paulo se recusou a usá-la aqui; em vez disso, usou a palavra grega katatome, usada para descrever a mutilação da carne nos ritos pagãos. Muito embora não havia nada de errado com a circuncisão em si, Paulo sustentou que era errado ensinar que a circuncisão era uma condição indispensável para a salvação. Nesse sentido a circuncisão havia se tornado um rito vazio e sem sentido.

- Os mestres judaizantes trocaram a graça de Deus por um rito físico.

- Eles se vangloriam de uma incisão na carne em vez de uma mudança no coração.

- Eles cortavam o prepúcio do corpo, porém não do coração.

- Paulo escarnece dessa falsa confiança deles no rito da circuncisão em vez de confiarem na graça de Deus.

- William Barclay diz que esses dois verbos gregos embora muito semelhantes: Peritemnein, que significa “circuncidar”; katatemnein, que significa “mutilar” descrevem duas coisas bem diferentes. Enquanto o primeiro verbo descreve o sinal sagrado e o resultado da circuncisão; este último, katatemnein, que foi o termo usado por Paulo para descrever os falsos mestres, descreve a mutilação própria que se proibia, como a castração e coisas semelhantes (Lv 21.5).

- Assim, Paulo diz para esses arrogantes hereges que eles não estavam circuncidados, mas apenas mutilados (Gl 5.12). Se tudo o que eles tinham para mostrar era a circuncisão da carne, uma marca física, então, realmente, não estavam circuncidados, mas apenas mutilados. Porque a circuncisão real é a consagração a Deus do coração, da mente, do pensamento e da vida.

- A circuncisão foi instituída por Deus como símbolo do seu pacto com Abraão (Gn 17.9,10) e Paulo interpretou a circuncisão como o selo da justiça da fé (Rm 4.11-13) e disse que o sacramento do batismo substituiu esse rito judaico (Cl 2.11-13).

- O próprio Antigo Testamento já ensinava sobre o princípio espiritual desse rito, falando da circuncisão do coração (Dt 10.16), dos ouvidos (Jr 6.10), e dos lábios (Ex 6.20). O apóstolo Paulo diz que só a circuncisão do coração torna alguém espiritualmente judeu (Rm 2.28,29).

- Somente aqueles que crêem são filhos espirituais de Abraão (Gl 3.29).

- William Hendriksen corretamente exorta: “O conceito de que Deus ainda hoje, reconhece dois grupos favoritos – de um lado a igreja e do outro os judeus – é completamente antibíblico.

II. O POVO DE DEUS IDENTIFICADO (3.3)

- Assim como Paulo fez uma tríplice descrição dos falsos mestres, também faz uma tríplice identificação do povo de Deus.

- Os falsos mestres queriam tornar o cristianismo uma seita judaica.

- Eles ensinavam que a salvação dependia da circuncisão, anulando, assim, a suficiência do sacrifício de Cristo.

- Eles pregavam que a graça de Deus não era suficiente para a salvação e que o homem tinha que concorrer e cooperar com Deus nessa obra, circuncidando-se.

- Paulo refuta vigorosamente essa heresia, mostrando que a verdadeira circuncisão não é aquela feita na carne, mas a circuncisão do coração, operada pelo Espírito Santo de Deus.

- A igreja, e não os falsos mestres, é que possui a verdadeira circuncisão. Paulo diz: “Porque nós é que somos a circuncisão...” (3.1).

- Como Paulo descreve o povo de Deus?

1. O povo de Deus é identificado pela adoração (3.3).

- A questão não é adoração, mas a quem ela é prestada e de que forma.

- A igreja adora a Deus e o faz mediante a ação do Espírito Santo. Toda adoração que não é prestada a Deus é idolatria; toda adoração oferecida a Deus sem a ação do Espírito não lhe é aceitável.

- A palavra grega para “adoração”, latreia, bem como o verbo “adorar”, latreuo, têm um uso exclusivamente religioso no Novo Testamento. Ambas enfatizam que não podemos divorciar o culto que prestamos no templo com aquele que prestamos com a vida, fora do templo.

- É perfeitamente possível que alguém seja capaz de observar meticulosamente todas as práticas externas da religião e ao mesmo tempo esteja abrigando em seu coração a amargura, o ódio e o orgulho.

- Os fariseus estavam na sinagoga reprovando a Jesus porque ele curou o homem da mão ressequida no sábado, mas não atentaram para o fato de que na mesma sinagoga eles estavam cheios de ódio tramando a morte de Jesus. Eles pensavam que estavam na sinagoga adorando, mas o culto deles não era movido pelo Espírito Santo.

2. O povo de Deus é identificado pela centralidade da sua vida em Cristo (3.3).

- O povo de Deus aprecia plenamente quem Cristo é o que Cristo fez e nele tem toda a sua exultação.

- O povo Deus não se gloria na carne nem em ritos religiosos, mas em Cristo. O seu prazer, sua vida e sua confiança estão em Cristo.

- O bendito Filho de Deus é a nossa vida (Fp 1.21), o nosso exemplo (Fp 2.5), o nosso alvo (Fp 3.12-14) e nossa força (Fp 4.13).

- Gloriar-se em Cristo é ter nele todo o prazer e deleite. Ele nos é suficiente. Ele nos satisfaz plenamente. O povo de Deus se gloria na cruz de Cristo, isto é, em sua expiação, como a única base para sua salvação. O Senhor é o objeto da exultação dos crentes. Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor (1Co 1.31; 2Co 10.17).

3. O povo de Deus é identificado pela sua decisão de não confiar na carne (3.3).

- Segundo Werner de Boor a palavra “carne” aqui representa toda a religião produzida pessoalmente nas profundezas do coração e do estado de espírito.

- Essa “carne” pode ser sempre reconhecida no fato de que o ser humano continua voltado sobre si mesmo, confia em si mesmo e se gloria em si mesmo.

- “Carne” é sua natureza centrada em si mesma. Mesmo quando exerce a moral e a religião, o ser humano fica preso a seu eu, cultiva e gloria-o, até mesmo quando cita o nome de Deus.

- Os falsos mestres estavam confiados na carne, em rituais, em cerimônias externas, em realizações humanas. Mas, a igreja é um povo que põe sua confiança em Deus e sua fé na Pessoa bendita de Jesus Cristo.

- O cristianismo não é aquilo que nós fazemos para Deus, mas o Deus que Deus fez por nós. Não confiamos no que fazemos ou deixamos de fazer, mas no que Deus fez por nós em Cristo Jesus.

III. O TESTEMUNHO DE PAULO ANUNCIADO (3.4-6)

1. Os privilégios de Paulo (3.4,5).

- O apóstolo está fazendo um contraste entre ele e os falsos mestres que confiavam na carne.

- Ele está argumentando que ele teria muito mais razões para confiar na carne do que eles. E, então, passa a listar seus privilégios como judeus.

- Ele mostra a esses falsos mestres de plantão as suas credenciais.

- Ele não o faz para jactar-se, mas para mostrar que sabia o que era seu judeu e deliberadamente abandonou esses predicados por causa de Jesus Cristo.

Que privilégios eram esses?

- Em primeiro lugar, privilégio eclesiástico: ele era circuncidado ao oitavo dia (3.5). Ele não era um judeu prosélito; ele nasceu judeu e era um membro da raça que havia recebido o rito da circuncisão no tempo estabelecido pela lei (Gn 17.12; Lv 12.3).

- Com essa expressão Paulo diz que não é um descendente de Ismael que foi circuncidado aos treze naos (Gn 17.25) nem um prosélito que recebia a circuncisão depois de adulto, mas alguém que nasceu na mais pura fé judaica. Nesse sentido Paulo excedia aos judaízes.

- Em segundo lugar, privilégio de nacionalidade: ele era da linhagem de Israel (3.5). Ele não era um judeu apenas por adesão religiosa, mas judeu por direito de nascimento. Só os judeus podiam traçar sua descendência até Jacó, a quem Deus havia dado o nome de Israel. Chamando a si mesmo de israelita Paulo sublinha a pureza absoluta de sua raça e de sua descendência. Paulo pertencia ao povo eleito, o povo do concerto, o povo exclusivamente privilegiado (Ex 19.5,6; Nm 23.9; Sl 147.19,20; Am 3.2l Rm 3.1,2; 9.4,5).

- Porventura os judaizantes podiam com justiça reivindicar tal pureza genealógica para cada um de per si?

- Em terceiro lugar, privilégio ancestral: ele era da Tribo de Benjamim (3.5). Benjamim foi o único filho de Jacó que nasceu na terra prometida. A tribo de Benjamim é uma das mais importantes, pois foi a única que se manteve fiel junto com a tribo de Judá à dinastia de Davi (1Rs 12.21). Dessa tribo procedeu o primeiro rei de Israel. Assim, Paulo não só está afirmando que era israelita, mas também que pertencia à elite de Israel. Essa foi sem sombra de dúvida a nobilíssima e a mais ilustre de todas as tribos de Israel.

2. Os méritos de Paulo (3.5,6).

- Até agora Paulo havia listado o que ele tinha por direito de nascimento, agora, vai listar o que adquiriu por escolha sua.

- Em primeiro lugar, ele era hebreu de hebreus (3.5). Essa expressão além de enfatizar que tinha puro sangue, denota os judeus que normalmente falavam aramaico entre si, e freqüentavam sinagogas em que se celebrava o culto em hebraico (bem diferentes dos helenistas, que só falavam o grego). Paulo falava a língua hebraica (At 21.40). Embora tenha nascido na cidade pagã de Tarso, foi para Jerusalém e foi criado aos pés de Gamaliel (At 22.3). Ele não era apenas um judeu helênico, mas um judeu atrelado à mais pura tradição judaica.

- Ralph Martin diz, outrossim, que este argumento é apresentado como prova de sua estrita ortodoxia, não maculada por nenhuma influência estrangeira (2Co 11.22).

- Em segundo lugar, quanto à lei, ele era fariseu (3.5). Os fariseus constituíam o grupo mais zeloso pela lei e tradição da religião judaica.

- Ralph Martin diz que a principal característica da vida de um fariseu era a reputação de ser um cuidadoso e fervoroso cumpridor da lei mosaica, e suas tradições.

- O próprio nome fariseu significa “separado”.

- William Hendriksen diz que essa facção religiosa se originou durante o período intertestamentário em reação aos excessos dos judeus negligentes e indiferentes que se imbuíram do espírito helenista em seus aspectos insípidos.

- Assim, os fariseus ou separatistas vieram a separar-se dessas pessoas mundanas.

- Os fariseus não eram patriotas como os zelotes, nem radicais como os saduceus e nem políticos como os herodianos. Sua alta consideração pela Lei de Deus é digna de admiração.

- Essa seita do judaísmo tinha se separado da vida comum e das tarefas comuns para consagrar suas vidas à observância minuciosa dos detalhes da Lei.

- William Barclay diz que embora eles não fossem muitos, eram os corifeus espirituais do judaísmo.

- Paulo escolheu ser fariseu (At 23.6). Tornou-se extremamente zeloso da tradição de seus pais (Gl 1.14). Como fariseu pertenceu ao segmento mais severo da religião judaica (At 26.5). O maior equívoco dos fariseus foi dar excessivo valor ao sistema legalista de interpretação que os escribas impuseram à lei, sepultando-a sob o peso de suas tradições (Mc 7.13). Essa falsa interpretação dos fariseus levou-os a se colocarem como inimigos de Cristo.

- Jesus os chamou de hipócritas e presunçosos (Mt 6.2,16; 23.5-7), néscios e cegos (Mt 23.16-22), serpentes e raça de víboras (Mt 23.33), sepulcros caiados (Mt 23.13,15,23,25,27,29).

- Em terceiro lugar, quanto ao zelo, ele era perseguidor da igreja (3.6). Paulo era um judeu no seu sentido pleno, pela hereditariedade, pela cultura e pela religião. Mas, mais do que isso, ele se levantou com todas as forças da sua alma para combater a igreja de Cristo.

- Para o judeu a maior qualidade religiosa era o zelo (Nm 25.11-13). Um zelo ardente por Deus era o emblema de honra e o distintivo da religião judia. Paulo usou esse zelo para perseguir a igreja (At 9.1,2; 22.1-5; 26.9-15; 1Co 15.9; Gl 1.13).

- Em quarto lugar, quanto à justiça que há na lei, ele era irrepreensível (3.6). Essa irrepreensibilidade não era moral, mas religiosa.

- A palavra grega usada por Paulo, amemptos traz a idéia de “culpar por pecados de omissão”. Assim, o que ele afirma é que não existe nenhuma exigência da Lei que tenha cumprido. Ele perseguia implacavelmente a igreja por zelo às convicções da sua fé.

IV. A SUBLIMIDADE DO EVANGELHO ESTABELECIDA (3.7-11)

1. O valor do Evangelho (3.7,8).

- O apóstolo Paulo contrastando sua vida no judaísmo com sua experiência com Cristo, considerou como perda o que antes lhe parecia lucro. Ele era um genuíno israelita, de nobre nascimento, ortodoxo em sua crença e escrupuloso em sua conduta. Estava pronto a dar o seu sangue e derramar o sangue dos cristãos para agradar a Deus e chegar até a ele. Essas coisas, porém que foram anotadas, uma a uma, na coluna do crédito; agora passaram para a coluna do débito, e se converteram numa gigantesca perda.

- William Hendriksen ilustra essa verdade, assim: A palavra perda, a qual Paulo usa nos versos 7 e 8, e em nenhuma outra parte de suas epístolas, ocorre em apenas outra passagem no Novo Testamento (At 27.10,21), na narrativa da viagem perigosa. E é exatamente essa mesma passagem que também indica como o lucro pode se reverter em perda.

- A mercadoria daquele navio, que navegava para a Itália, representava lucro potencial para os mercadores, para o proprietário e para os famintos do navio. Todavia, não fosse esse trigo lançado ao mar (At 27.38), muito provavelmente não só o navio, mas também todos os tripulantes acabariam em perda.

- Assim também a vantagem de se ter nascido num lar cristão e de se ter recebido uma maravilhosa e cristã educação doméstica, torna-se em desvantagem quando é considerada como base sobre a qual se constrói a esperança de vida eterna.

- O mesmo se pode dizer com respeito ao dinheiro, ao atrativo pessoal, à cultura, ao vigor físico, etc. Tais benefícios podem se reverter em entraves. Os degraus se transformarão em objetos de tropeço se forem usados erroneamente.

- Quatro verdades devem ser destacadas a respeito do valor do evangelho.

* Em primeiro lugar, a Pessoa de Cristo é mais importante do que os rituais religiosos (3.7). Os judaizantes estavam se gloriando na carne e centralizando a confiança deles para a salvação num rito físico. Mas tudo isso não tem nenhum valor para a salvação. Nossa confiança deve estar em Cristo e não em rituais. Se Paulo não tivesse renunciado ao demasiado valor que atribuía a esses privilégios e empreendimentos, eles o teriam privado de Cristo, o único lucro real (3.8).

* Em segundo lugar, o conhecimento de Cristo não é apenas teórico, mas, sobretudo, um relacionamento íntimo e pessoal (3.8).

- Paulo considera seus privilégios e méritos na religião judaica como pura perda em virtude do seu relacionamento pessoal com Cristo, o senhor da sua vida.

- William Hendriksen diz: “Assim como o nascer do sol apaga a luz das estrelas, e assim como a presença de uma pérola de grande valor apaga o brilho das demais gemas, assim também a comunhão com Cristo eclipsa o brilho de todas as coisas”.

* Em terceiro lugar, o amor a Cristo corrige nossas prioridades (3.8).

- Paulo não apenas abre mão de suas prerrogativas e vantagens, mas as considera como perda por amor a Cristo. O amor de Cristo o constrangeu e seu amor por Cristo o levou a renunciar tudo o que antes lhe parecia vantajoso.

* Em quarto lugar, possuir a Cristo nos leva a ver as vantagens pessoais e religiosas como refugo (3.8).

- A palavra grega skybala usada por Paulo usa para “refugo” tem dois significados: Em linhagem comum significa “aquilo que era arrojado aos cães”; na linguagem médica significa “excremento, esterco”.

- Ralph Martin chega a dizer que o termo skybala é um termo tão vulgar para descrever excremento humano, ou restos de alimento destinados à lata de lixo, que o termo “esterco” ou “refugo” não conseguem expressar toda a sua repugnância.

- Assim, todos os privilégios cerimoniais, religiosos, do passado, são desdenhosamente jogados de lado, como lixo.

- O que os judaizantes têm em tão alta conta, o apóstolo considera ser de nenhum préstimo, senão como refugo, como algo que só servia para ser lançado aos cães.

2. O conteúdo do Evangelho (3.9).

- O conteúdo do evangelho não é que fazemos para Deus, mas o que Deus fez por nós em Cristo. A palavra chave aqui é justiça. A igreja é um povo que foi justificado por Deus, por causa do sacrifício perfeito e cabal de Cristo na cruz.

Destacamos aqui alguns pontos importantes:

* Em primeiro lugar, a justificação é uma obra de Deus (3.9).

- Todas as nossas justiças são como trapos de imundícia aos olhos de Deus (Is 64.6). Deus é justo e não pode contemplar o mal. Ele não inocentará o culpado. A alma que pecar, essa morrerá. A Bíblia diz que todos pecaram. Não há justo nem um sequer. Mas, Deus enviou seu Filho como nosso substituto e fiador. Ele foi à cruz em nosso lugar. Quando estava pregado no madeiro, Deus fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele foi ferido de Deus e traspassado pelas nossas iniqüidades.

- Antes de render o seu espírito, Jesus deu um brado: “Está consumado”. Isso significa: está pago! Nossa dívida foi paga. A justiça perfeita de Cristo foi imputada a nós, ou seja, depositada em nossa conta. Por causa dos méritos do sacrifício de Cristo, Deus nos declara justos. Agora, portanto, não há mais nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo. Essa é a justiça de Deus imputada a nós.

- William Hendriksen está coberto de razão quando afirma que enquanto uma pessoa se conserva apegada à sua própria justiça, mesmo num grau ínfimo, ela jamais desfrutará da plena justiça de Cristo. As duas não podem, de modo algum, andar juntas. É necessário que uma seja plenamente renunciada antes que a outra seja plenamente possuída.

* Em segundo lugar, a justificação é por meio de Cristo (3.9).

- Deus justifica todo aquele que está em Cristo sem justiça própria, que procede de lei. Somos justificados pelos méritos de Cristo. Foi sua obra na cruz e não nossos esforços que nos garante a justificação. “Ser achado nele e ser justificado são uma e a mesma coisa”.

- Warren Wiersbe corretamente diz que há somente uma “boa obra” que pode levar o pecador para o céu: a obra que Cristo consumou na cruz (Jo 7.1-4; 19.30; Hb 10.11-14).

* Em terceiro lugar, a justificação é recebida pela fé (3.9).

- A justificação é mediante a fé em Cristo. A fé não é a sua causa, mas o seu instrumento de apropriação. A relação justa com Deus não se baseia na Lei, mas na fé em Cristo Jesus; ninguém a conquista, Deus a dá; ninguém a ganha por obras, mas a aceita com confiança. Assim, o caminho da paz com Deus não é o caminho das obras, mas o caminho da graça.

3. A comunhão do Evangelho (3.10,11).

- O evangelho é mais do que um punhado de verdades e dogmas, ele é uma pessoa. Ser cristão não é apenas ter na mente as doutrinas do cristianismo, mas ter um íntimo relacionamento com Cristo. Esse conhecimento não é apenas intelectual, mas, sobretudo, uma experiência pessoal.

- O verbo grego kinoskein “conhecer” usado por Paulo é o mesmo verbo hebraico yadá usado para relacionamento conjugal entre Adão e Eva (Gn 4.1).

O nosso relacionamento com Cristo tem pelo menos três implicações:

* Em primeiro lugar, implica na apropriação do poder da vida sobre a morte (3.10).

- Se o amor de Deus fica demonstrado de modo supremo na morte de Cristo (Rm 5.8), o poder de Deus fica demonstrado de modo supremo na ressurreição de Cristo.

- Paulo diz que o mesmo poder que ressuscitou a Jesus dentro dos mortos está à nossa disposição. Não lidamos apenas com gloriosas verdades antigas, mas lidamos também com um poder sempre vivo, dinâmico e atual.

- William Barclay diz que a ressurreição de Cristo é garantia de que esta vida é digna de ser vivida e de que para Deus o corpo físico é sagrado; que a morte não é o fim; e que nada na vida ou na morte pode nos separar de Cristo.

* Em segundo lugar, implica na capacitação para enfrentar o sofrimento e a morte (3.10).

- Se, num certo plano, Paulo partilhou o poder do Cristo ressurreto, noutro plano o apóstolo partilhou seus sofrimentos. Sofrer por Cristo é um privilégio (1.29).

- Paulo estava na prisão, aguardando a sua sentença. Ele não era um masoquista que gostava de sofrer nem um eremita que via o sofrimento como meritório. Ao contrário, por causa de sua comunhão com Cristo, ele conhecia o poder da vida e também estava pronto a enfrentar o sofrimento da morte. Sofrer pela fé não é motivo de tristeza, mas de gozo inefável.

* Em terceiro lugar, implica na gloriosa expectativa da vida futura (3.11).

- Essa palavra de Paulo não deve ser vista como uma dúvida ou tímida esperança. Antes da ressurreição vem a morte; antes da alegria vem o choro; antes dos montes alcantilados vêm os vales.


AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes


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quinta-feira, 1 de outubro de 2009


NÃO TOQUE NO
QUE É SAGRADO
2 Samuel 6:4-7





Introdução


* Em coisas sagradas não se toca... diga aí pra seu irmão ao lado.
* Nesta manhã eu quero meditar com os amados sobre esse texto...Estou interessado em fazer um alerta hoje... um alerta contra a legalidade que damos a Satanás para trazer maldições sobre nós, ao desobedecermos a Deus, tocando naquilo que é sagrado.
* A Bíblia deixa bem claro, que quando desobedecemos a Deus, o diabo tem direito (uma autorização dada por Deus) para poder agir contra nós... obviamente, o diabo não faz nada a nosso favor... a especialidade dele é trazer maldições sobre nós, é trazer coisas que nos roubem, nos matem e nos destroem.

* Então, entenda bem: Um direito legal é dado a Satanás de agir contra nós, quando não ouvimos a voz de Deus e não guardamos os Seus mandamentos...

* Por isso, nessa manhã, faço esse alerta: Em coisas sagradas não se toca. Essa é a principal lição a ser extraída desse texto, v.6 e 7: “Quando chegaram à eira de Nacom, Uzá esticou o braço e segurou a arca de Deus, [tocou naquilo que era sagrado] porque os bois haviam tropeçado. 7 A ira do SENHOR acendeu-se contra Uzá por seu ato de irreverência. Por isso Deus o feriu, e ele morreu ali mesmo, ao lado da arca de Deus”.
Preste atenção: isso é chocante... um homem foi fulminado e morreu por tocar com suas mãos na arca de Deus... um móvel, que naqueles dias, representava a santidade e a glória de Deus.

* A Carta aos Hebreus 9.4-5, explica um pouco sobre essa arca dizendo o seguinte: “...a arca da aliança, toda coberta de ouro. Dentro da arca estavam a vasilha de ouro com o maná, o bordão sacerdotal de Arão, do qual tinham saído brotos, e as duas placas de pedra com os mandamentos escritos nelas. Em cima da arca, representando a Presença Divina, estavam os querubins, com as suas asas abertas sobre o lugar onde os pecados eram perdoados”.


* Coisas próprias do Velho Testamento, que era a sombra das coisas que haviam de vir...

* Mas Isso ilustra um princípio: Algumas coisas são consideradas na Bíblia como sagradas e o homem não pode tomá-las para si, não pode, nem mesmo, tocar nelas de maneira inapropriada, porque elas pertencem com exclusividade ao Senhor.

* Quais são as coisas sagradas, semelhantes à arca, que nós não podemos tocar?Vamos ver as principais, afim de não sofrermos maldição, como aconteceu com Uzá.

A primeira coisa sagrada, que não podemos tocar, é a glória de Deus e a adoração devida a Ele.1- NÃO TOQUE NA GLÓRIA NEM NA ADORAÇÃO, PORQUE ELAS PERTENCEM AO SENHOR
* Irmãos: A glória e a adoração pertencem ao Senhor.Está escrito no livro de Isaías (48.11), Deus diz: “Como posso permitir que eu mesmo seja difamado? Não darei minha glória a nenhum outro”.
* “Glória” é a majestade, é o brilho, é o esplendor que acompanha a manifestação da presença de Deus... Deus está declarando pela boca do profeta Isaías: “a glória me pertence e ela não será dada a nenhum outro”.
* Mas nós tocamos na glória de Deus...Quando, por exemplo, somos usados pelo Espírito Santo numa oração, numa pregação, numa canção, numa dança... e dizemos orgulhosos: “Uall! Eu abafei... cantei maravilhosamente!” ...ou “preguei como ninguém” ou “dancei como ninguém!”.Não, não. Não podemos dizer isso... se cantamos bem, se pregamos bem, se dançamos bem, glória a Deus, porque a unção veio dEle.

* Nós tocamos em algo sagrado, tocamos na glória devida a Deus, quando também fazemos “tietagem”.Sabe o que é isso? A pessoa vem, principalmente de fora, de outra cidade... vem cantar em louvor a Deus ou vem pregar a mensagem de Deus... mas, depois é um tal de tirar fotos, de conseguir autógrafos para a contra-capa da Bíblia...Nós não podemos glorificar ninguém... não existe ídolo gospel... não podemos tomar parte num fã clube...Hoje você compra um CD evangélico, e dependendo de quem gravou, junto com o CD vem (de encarte), um pôster do cantor, autografado e tudo, parecendo Zezé di Camargo...

* uma vez Tânia adquiriu um CD e veio um negócio desses... eu falei assim: “Tânia, nós não precisamos disso”. E lá foi pro lixo. O CD ficou, é claro!...

Outra coisa sagrada:
2- NÃO TOQUE NA IGREJA, PORQUE ELA PERTENCE AO SENHOR
* A igreja pertence ao Senhor. Amém?

* Quando Jesus desejou estabelecer a Igreja, Ele falou assim: “...sobre esta pedra construirei a minha Igreja”...o Senhor foi enfático ao dizer “minha igreja” (Mt 16.18).
* O apóstolo Pedro escrevendo a respeito da Igreja (1 Pe 2.9) disse: “...vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido... sois povo de Deus”.

* Isso significa, que quando falamos contra a igreja (o povo de Deus), estamos tocando em algo sagrado.Ferir a igreja é como ferir a Cristo novamente, porque a igreja é o Corpo de Cristo.Deixe eu lhe mostrar isso no texto de At 9.3-5: “Mas na estrada de Damasco, quando Saulo já estava perto daquela cidade, de repente, uma luz que vinha do céu brilhou em volta dele. Ele caiu no chão e ouviu uma voz que dizia: - Saulo, Saulo, por que você me persegue? - Quem é o senhor? - perguntou ele. A voz respondeu: - Eu sou Jesus, aquele que você persegue”.Saulo perseguia os cristãos, mas quando Jesus o encontrou, Ele disse assim: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” e quando Saulo perguntou: “Quem é o senhor?” Jesus respondeu: “Eu sou Jesus, aquele que você persegue” ...porque, em realidade, o que Saulo estava perseguindo não era os cristãos, era o próprio Senhor.

* Irmãos, o mesmo se passa conosco.Tocamos em algo sagrado quando falamos mal do povo de Deus (não somente do povo de Deus que congrega aqui, mas do povo de Deus que congrega também ali na Deus é Amor, O Brasil Para Cristo, Casa da Bênção...

* Nós devemos tomar cuidado com o que falamos da igreja, porque falar da Igreja é falar do próprio Senhor... é tocar em algo sagrado!

* E lembre-se: Uzá foi duramente castigado por tocar naquilo que pertencia a Deus!

...a próxima coisa sagrada é:3- NÃO TOQUE NOS DÍZIMOS, PORQUE ELES PERTENCEM AO SENHOR

* Os dízimos (isto é, os 10% da nossa renda) são sagrados... a Bíblia diz que eles pertencem ao Senhor.Nós tocamos em algo sagrado quando não trouxemos os dízimos à casa de Deus.

* Dízimos não trazidos, não entregues, se transformam em roupas novas, sapatos novos, DVD´s e numa infinidade de coisas... mas, Deus não abençoa.

* O próprio Deus diz que quem utiliza o dízimo em causa própria, está roubando e atraindo para si a maldição.

* O texto de Malaquias é clássico... é famoso, é conhecido... mas você já prestou atenção aos detalhes daquela palavra?Lá em Malaquias (3:8-9) está escrito assim: “...Será que alguém pode roubar a Deus?" Mas vocês têm roubado e ainda me perguntam: "Como é que estamos te roubando?" Vocês me roubam nos dízimos e nas ofertas...”.

* A não entrega dos dízimos, Deus falou, se constitui um roubo... é um assalto ao próprio Deus.Isso é grave.

* Está escrito em 1Co 6.10, que: “...nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”.

* Portanto, dízimos pertencem ao Senhor, são sagrados, exclusivos de Deus... não toque nos dízimos!

...a quarta coisa muito sagrada é:4- NÃO TOQUE NA PALAVRA, PORQUE ELA PERTENCE AO SENHOR

* A Bíblia é a Palavra de Deus, é sagrada... toda gráfica, que imprime a Bíblia, devia preservar esse nome “Bíblia Sagrada”.

* Hoje a moda é Bíblia Teen, Bíblia de Estudo, Bíblia Fulano de Tal, Bíblia Isso, Bíblia Aquilo... essa variedade é válida, mas o título “Bíblia Sagrada” devia ser mantido com o propósito de nos lembrar que a Bíblia é a Palavra de Deus, e como tal, nada pode ser suprimido ou acrescentado à ela.

* Mas, nós tocamos nas Escrituras Sagradas, quando a deturpamos, quando misturamos à ela um significado que ela não tem...

* Muitas vezes buscamos na Palavra de Deus um texto para apoiar a nossa vontade própria, o nosso gosto pessoal, a nossa própria interpretação...

* Conhece a história do crente que leu na Bíblia que Noé riu de Deus? Hii, ele saiu contando pra todo mundo: “Noé riu de Deus, Noé riu de Deus!” E um irmãozinho quis saber: “Ei, onde você leu isso na Bíblia?” E o indivíduo respondeu com convicção, e o duro é isso, com convicção: “Tá aqui, ó, em Gn 6.8: “Noé achou graça diante de Deus”.

* Nem por ignorância, devemos tocar na Palavra de Deus, alterando o seu sentido.Quem adultera a Palavra de Deus recebe condenação – Em Ap 22:18 está escrito: “Eu, João, aviso solenemente aos que ouvem as palavras proféticas deste livro: Se alguma pessoa acrescentar a elas alguma coisa, Deus acrescentará ao castigo dela as pragas descritas neste livro. E, se alguma pessoa tirar alguma coisa das palavras proféticas deste livro, Deus tirará dela as bênçãos descritas neste livro, isto é, a sua parte da fruta da árvore da vida e também a sua parte da Cidade Santa”.

* Por isso, não toque na Palavra, ela pertence ao Senhor.

...outra coisa sagrada é:5- NÃO TOQUE NOS PASTORES, PORQUE ELES PERTENCEM AO SENHOR

* Pastores são “ungidos de Deus... eles pertencem ao Senhor.

* Quando Deus investe uma pessoa de autoridade (seja para presidir, governar ou pastorear), Ele tem um zelo redobrado por essa pessoa e não permite que ela seja tocada impunemente.

* Ouça o que diz a Bíblia em 1 Sm 24:6, falando da experiência de Davi: “Então disse aos seus homens: - O Senhor Deus me livre de fazer algum mal ao meu senhor, que ele escolheu como rei! Eu não devo atacá-lo de jeito nenhum porque ele é o rei escolhido pelo Eterno”.

* Mais adiante, 1Sm 26.9, Davi disse: “Não o mate, pois o Senhor Deus castigará quem levantar a mão para matar orei que ele escolheu”.

* E apóstolo Paulo recomendou a Timóteo, 1 Tm 5:19: “Não aceite nenhuma acusação contra qualquer presbítero, a não ser que ela seja feita por duas testemunhas, pelo menos”.

* Mas nós tocamos nos pastores quando os criticamos e falamos mal deles.Em muitas congregações, aos domingos pela manhã, o culto acaba e as famílias vão almoçar “pastor assado”... é que durante o almoço, não tem outro assunto: “O pastor fez isso, o pastor fez aquilo e coisa e tal”.Alguns já gostam do pastor frito, bem fritado... como se fosse massa de pastel... falam que falam do pastor... a gordura fica fervendo, e o nome do pastor, coitado, tá lá, na fritura... alguns gostam muito daquela chiadinha da gordura (chiiiiiiiiii!!)... é o pastor sendo fritado... e quando tá bem crocante, bem tostadinho de um lado, aí vira pro outro e... chiiiiiiiiii!!!

* Não critique, não toque nos pastores, porque são autoridades, são ungidos de Deus.

* A propósito, agora temos muitos pastores e pastoras... cada líder de célula é um pastor ou uma pastora!Não são pastores no sentido de graduação num seminário, porque estudaram Teologia... não nesse sentido, mas são pastores na função: cada célula é um pequeno rebanho que o líder pastoreia.

* Portanto, honre a cada um deles. Amém?

...vamos a próxima coisa que é sagrada:6- NÃO TOQUE NO CORPO, PORQUE ELE PERTENCE AO SENHOR

* O nosso corpo é um templo sagrado, pois nele habita o Espírito Santo.Em 1Co 3.16 está escrito: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”

* Por isso, não podemos usar nosso corpo de maneira profana, tornando-nos escravos de vícios, maus hábitos, apetites desenfreados ou de prática do sexo ilícito (fora do casamento).

* Um verso adiante em 1 Co 3, diz: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo”.

* Você deve cuidar bem do corpo: um bom penteado, uma caminhada, uma refeição adequada... tudo isso ajuda.

* Mas, não toque nem permita que seu corpo seja tocado, de maneira indevida, porque ele pertence ao Senhor.


...e finalmente:7- NÃO TOQUE NO DIA DO DESCANSO, PORQUE ELE PERTENCE AO SENHOR
* Deus estabeleceu que a cada sete dias, um seja consagrado ao descanso e ao culto.É um dos Dez Mandamentos, Ex 20.8: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”.

* Sábado significa descanso, porque, diz a Bíblia que em seis dias Deus trabalhou e no sétimo, descansou.

* Os hebreus guardavam o sábado, o sétimo dia da semana... a igreja cristã, porém, com a ressurreição de Jesus no domingo, passou a separar esse dia, o primeiro da semana, como dia de descanso.

* Ainda hoje é assim: trabalhamos seis dias e descansamos em um... foi o que Deus mandou fazer... Ele santificou um dia, isto é, Deus separou um dia para ser o Seu dia: o Dia do Senhor, conforme chamamos o domingo.

* Gosto de pensar nesse dia, como um dia, para descansarmos de todas as nossas coisas a fim de nos ocuparmos com as coisas de Deus.

* João Wesley, em seu tempo de estudante em Oxford, traçou para si mesmo um programa de agenda. Ele fez assim: segunda e terça-feira, estudar clássicos gregos e latinos; quarta-feira, Lógica e Ética; quinta-feira, Hebraico e Árabe; sexta-feira, Metafísica e Filosofia Natural; Sábado, Eloqüência e Poesia. Domingo, Deus somente”.O domingo é o Dia do Senhor, é dia sagrado, pertence ao Senhor.

* Muitos crentes não priorizam esse dia como sagrado... vão passear, vão jogar bola, vão assistir televisão, vão preparar o churrasco... alguns até vão trabalhar mais!

* Tudo isso pode até ser feito nesse dia, não há problema... desde que Deus seja priorizado... isto é, primeiro Deus, a adoração...No Domingo, nada pode me atrapalhar de adorar a Deus... nenhuma atividade pode me atrasar para o culto... nenhum passeio, nenhum futebol, nenhum churrasco... amém?

* Ouça o que está escrito na Bíblia, em Ex 31:15: “Vocês têm seis dias para trabalhar, porém o sétimo dia é o dia solene de descanso, separado para mim. Quem fizer qualquer serviço nesse dia deverá ser morto. O povo de Israel deverá guardar esse dia como um sinal da aliança”.

* Não toque no dia do Senhor, porque sagrado é.

Conclusão
* Um homem chamado Uzá, foi fulminado e morreu, por tocar com suas mãos naquilo que era sagrado.

* Eu penso, irmãos, que nesta manhã, devemos nos arrepender das vezes que temos tocado naquilo que é sagrado....a glória de Deus tem sido tocada;...a igreja tem tocada;...os dízimos têm sido tocados;...a Palavra de Deus tem sido tocada;...os pastores têm sido tocados;...o nosso corpo tem sido tocado;...o Dia do Senhor tem sido tocado.

Evangelístico:
Deus quer fazer de sua vida algo sagrado também, completamente dele.Para que isto aconteça, você tem que permitir que Jesus seja seu Senhor e Salvador. Quer fazê-lo agora?Oração


AUTOR: Pr Walter Pacheco da Silveira, 3 de setembro de 2006



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quarta-feira, 30 de setembro de 2009


A CAVERNA DE ADULÃO


Samuel 22: 1-5. “Davi retirou-se dali e se refugiou na caverna de Adulão; quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para Ter com ele. Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens. Dali passou Davi a Mispa de Moabe (atual Jordânia) e disse ao seu rei: Deixa estar meu pai e minha mãe convosco, até que eu saiba o que Deus há de fazer de mim. Trouxe-os perante o rei de Moabe, e com este moraram por todo o tempo que Davi esteve nesse lugar seguro. Porem o profeta Gade disse a Davi: Não fiques nesse lugar seguro; vai e entra na terra de Judá. Então, Davi saiu e foi para o bosque de herete.

* Adulão: Significa Justiça do povo, refugio, esconderijo; é um complexo de cavernas que fica no vale de Elá, e segundo os arqueólogos e exploradores, existem partes desse complexo de cavernas que ainda não foram exploradas, e certamente caberiam ali todo aquele exercito que se ajuntou a Davi.

* Mas poderíamos estar nos perguntando: O que Davi, um valente, o homem que derrotou o gigante Golias, o valente cantado pelas mulheres de Israel em suas musicas (Saul matou a mil e Davi aos Dez milhares), o que esse homem estava fazendo ali naquela caverna?

* A caverna de Adulão foi um lugar de tratamento na vida de Davi.

* Davi havia vivido um momento de glória, estava bem com o povo, e esse estar de bem com povo, por Ter caído nas graças do povo, por Ter sua unção reconhecida e valorizada pelo povo, Davi despertou ciúmes em Saul , despertou a inveja de Saul, que passou então a persegui-lo. Saul perseguiu a Davi porque ele sabia que o reino seria tirado dele, porque o profeta havia dito a ele que seu reino seria rasgado e tirado de suas mão, e ele então começou a perceber que ele era o rei, mas o ungido não era ele.

* Israel passou a viver uma situação interessante, o rei que estava no trono, tinha perdido a sua unção.

* O Ungido de Deus não estava no trono, Israel passou a viver uma situação de Ter um Ungido e um ex-ungido. Saul não aceitava essa situação, mas a unção de Deus havia sido tirada de sobre ele, aquele Saul que antes profetizava junto aos profetas e que a bíblia nos fala que o Senhor havia tirado uma porção do seu Espírito de sobre os 70 profetas e colocado sobre ele era coisa do passado.

* Queridos: a unção pode ser retirado de nós se não obedecermos à vontade do senhor, se não fizermos aquilo para o qual nos capacitou, se não nos dermos com amor e responsabilidade para o seu reino, a unção pode ser retirada de sobre nos.

* É isso mesmo que você esta ouvindo: A UNÇÃO SE PERDE. Foi o que aconteceu com Saul, ele perdeu a unção do Espírito de Deus em sua vida.

* O que é unção? Unção é uma capacitação especial que o Senhor nos dá para realizarmos a sua obra.

* Perde-se a unção e fica somente o azeite sobre os cabelos. Tem muita gente vivendo somente de sua força e do azeite que ainda pensa estar sobre sua cabeça, mas a unção de Deus se foi a muito tempo.

* Davi estava ali naquela caverna por causa da perseguição do ex-ungido Saul, e ali foi um lugar de tratamento de Deus na vida de Davi.

O QUE ADULÃO PODE SIGNIFICAR PARA NÓS?

1) Adulão é um lugar de significado profético: I Samuel 22:01 –“ Davi retirou-se dali e se refugiou na caverna de Adulão; quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para Ter com ele.”

* A palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, nos conta que os irmãos de Davi não criam nele, não o valorizavam, tanto é que por ocasião da guerra com os filisteus, quando Golias desafiava ao povo de Israel, Davi chegando ao campo de batalha foi destratado por seus irmãos que o chamaram de michiriqueiro, curioso, intrometido, metido a besta, e agora estavam ali buscando refugio junto a Davi em Adulão.

* Davi aqui é como uma figura de Jesus, seus irmãos não criam nele, escarneciam dele no começo de seu ministério, conforme vemos em João 07:3-5 “Dirigiram-se pois, a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa esse lugar e vai para a Judéia, para que também os seus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém há que procure ser conhecido em publico e, contudo, realize os seus feitos em oculto. Se fazes essas coisas, manifesta-te ao mundo. Pois nem mesmo seus irmão criam Nele.”

* A Palavra de Deus nos relata que depois de um tempo os irmãos de Jesus, os filhos de Maria, creram nele e buscaram nele refugio, tanto que Tiago, irmão de Jesus, se tornou Pastor da Igreja de Jerusalém e nos deixou como legado a epistola de Tiago. Os irmãos de Jesus são os filhos de Israel, e isso é profético, pois Israel nos tempos da tribulação buscara refugio no Senhor.

2) Adulão é lugar de sair da superficialidade e buscar profundidade insondável.

* Na caverna de Adulão, existem lugares profundos ainda não sondados, lugares onde não se conseguia medir a profundidade. Mas Davi conhecia em profundidade ao Senhor, ele conhecia o Bom Pastor (Salmo 23) aquele que o havia livrado do Urso e do Leão, aquele que havia entregue o gigante e todos os filisteus em suas mãos.

* Davi conhecia aos Senhor, e seu conhecimento não era superficial. Precisamos entrar em Adulão para conhecermos ao Senhor com intimidade.

3) Adulão é lugar de transformar a humilhação em honra.

Quem foram os homens que procuraram a Davi: (Vers.02) “Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espirito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.”

* Ali estava um Rei ungido, refugiado numa caverna, e só veio ao seu encontro, só veio estar com ele aqueles que realmente precisavam dele.

* Os filhos de Coré ouviram muitas vezes, conforme nos relatam no salmo 42: “1 Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus!2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e verei a face de Deus?3 As minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, porquanto se me diz constantemente: Onde está o teu Deus?4 Dentro de mim derramo a minha alma ao lembrar-me de como eu ia com a multidão, guiando-a em procissão à casa de Deus, com brados de júbilo e louvor, uma multidão que festejava.5 Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação que há na sua presença.6 Ó Deus meu, dentro de mim a minha alma está abatida; porquanto me lembrarei de ti desde a terra do Jordão, e desde o Hermom, desde o monte Mizar.7 Um abismo chama outro abismo ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas têm passado sobre mim.8 Contudo, de dia o Senhor ordena a sua bondade, e de noite a sua canção está comigo, uma oração ao Deus da minha vida.9 A Deus, a minha rocha, digo: Por que te esqueceste de mim? por que ando em pranto por causa da opressão do inimigo?10 Como com ferida mortal nos meus ossos me afrontam os meus adversários, dizendo-me continuamente: Onde está o teu Deus?11 Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele que é o meu socorro, e o meu Deus.”

* Hoje você pode estar na mesma situação de Davi, quando as pessoas que o rodeiam te perguntam: “Onde está o teu Deus?”

* O Senhor livrou Davi das mãos de Saul e muitos daqueles endividados, daqueles apertados, amargurados de espírito se tornaram em heróis em Israel, porque o Nosso Deus é um Deus que exalta ao humilde e abate ao soberbo.

* Adulão é o lugar que aceita os perseguidos e injustiçados e os redime, os transforma, e os torna gente.

4) Adulão é lugar de troca de liderança e governo.

* Aqueles 400 homens, antes serviam a Saul, mas não encontraram nele unção, não encontraram nele refrigério, não encontraram nele um sacerdote que os apascentasse diante do Pai, foram rejeitados por todos, mas encontraram refrigério e abrigo em Adulão. Davi recebeu a todos.

* O senhor Jesus, assim como Davi em Adulão diz para você nessa noite: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Eu vos receberei.

* Aqueles homens que antes serviam a Saul, agora serviam a Davi, Trocaram o governo de suas Vidas.

* Hoje também, é o tempo de você mudar o Governo e a orientação de sua vida.

* A religião não salva e nem justifica ninguém, mas Jesus sim. Ele, Jesus é a nossa Adulão, Ele é o nosso refugio seguro, Ele é a rocha de nossa salvação. Refugia Nele agora.

* Você esta amargurado, apertado, perseguido, endividado, doente etc. Jesus é a nossa caverna de Adulão, Corramos para Ele agora. Que Ele nos Abençoe.




Prs. Abílio Rodrigues & Sandra Elyane

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ROBERNANE FERREIRA

O Inestimável Valor de uma Aliança

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