sexta-feira, 23 de dezembro de 2011



Volte ao
primeiro amor

Texto: Apocalipse 2:1-7




Introdução:

- A grande luta do Cristão deve ser para manter-se firme no Senhor, mantendo sempre acesa a chama do primeiro amor por Cristo e sua igreja até o último instante de sua vida aqui na terra.

- O amor sem o qual os vários dons do Espírito Santo não atingem sua finalidade. O amor, a essência da natureza divina. O amor, a perfeição do caráter humano. O amor, a maior força do universo.

1. O Que é o primeiro amor? (I Cor. 13:1-8).

a) Amor profundo por Jesus, a Bíblia e a igreja.

b) Desejo profundo de andar em intimidade com Deus.

c) Desejo ardente de cultuar ao senhor.

d) Amor e comunhão sincera com os irmãos.

e) Dedicação sincera a Cristo e à sua obra, prazer em servir, consagração total.

2. O que nos leva a deixar o primeiro amor?

a) Amor ao mundo. (Rm. 12:1-2; Tg. 4:4; I João 2:15)

b) A secularização do Cristianismo.

c) Olhar para os problemas alheios ... murmuração.

d) Religião de capa, egoísmo, falta de domínio do Espírito Santo na vida do crente.

3. Como identificar que deixamos o primeiro amor?

a) Abandono à oração.

b) Falta de prazer na leitura da Bíblia. (Sl. 1:1-3)

c) Substituição do culto ao Senhor por outras coisas como: Festas; aniversários, jogos, shows, passeios etc...

d) Indiferença para com Deus e para com a igreja.

e) Insensibilidade para com as mensagens...

f) Prazer nas coisas mundanas...

g) Infidelidade e indiferença na entrega dos dízimos e ofertas ao Senhor.

4. Exemplo de Pessoas da Bíblia que Deixaram o Primeiro Amor.

a) Os Israelitas na caminhada do Egito para a terra prometida (Canaã) – Murmuração.

b) Sansão: Pecado de desobediência e prostituição.

c) Saul: Pecado de desobediência e rebeldia...

d) Salomão: mundanismo , Mulheres, carnalidade...

e) Os 70 Discípulos de Jesus: (João 6:60,66)

5. Quais as consequências de se deixar o primeiro amor?

a) Nada nos aproveitará se deixarmos o primeiro amor. (I Cor. 13:1-3)

b) O sal perde o sabor. (Mat. 5:13)

c) Esfriamento da fé, afastamento da igreja...

d) Deixar de ser igreja do Senhor Jesus. (Ap. v.5)

Ex.: A igreja do Oriente Médio; Europa – deixaram de ser igrejas de Jesus.

e) Ser vomitado da boca de Jesus. (Ap. 3:16)

f) Separação eterna de Deus. (Inferno).

6. Como voltar ao primeiro amor?

a) Arrependimento (v.5). “Lembra-te de onde caíste! Arrepende-te.”

b) Confissão. (Prov. 28:13-14; Tiago 5:16)

c) Perdão. (I João 1:9)

d) Restituição. “Pratica as primeiras obras” (v. 5)
Ex.: O Filho pródigo. (Lucas 15:11-24)

7. Como manter acesa a chama do primeiro amor?


a) Ser cheio do Espírito Santo sempre. (Ef. 5:18)

b) Orar sempre; vigiar sempre; consagração total.

c) Meditar na palavra de dia e de noite. (Js. 1:8; Sl.1:1-3)

d) Ser perseverante até o fim. (mat. 24:13)

e) Manter a comunhão com os irmãos sempre. (Atos 2:44)

f) Estar ligado à igreja em todo tempo. (Hebreus 10:25)

g) Ser fiel e sincero até a morte. (Ap: 2:10b)

h) Olhar sempre para Jesus... (Heb. 12:2)

- Conhecer a doutrina correta, obedecer alguns mandamentos, vir os cultos não bastam. É preciso acima de tudo amor sincero a Jesus Cristo e sua Palavra. (II Cor. 11:3; Deut. 10:12).

- Devoção sincera e honesta, pureza de vida, santidade, amor à verdade, consagração total ao Senhor. (Jo 21:15).

Volte agora mesmo ao primeiro amor por Cristo Jesus e sua Igreja.



Fonte: http://www.pibmarilia.org.br/





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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011



Até quando
vos sofrerei?

– Mt 17.14.21

- “Até quando vos sofrerei”? (Mt 17.17)




- Jesus pergunta aos discípulos após eles não conseguirem expulsar um demônio durante Sua ausência.

- Os três evangelistas sinóticos registram o mesmo termo: anšxomai, que significa “suportar”, “sofrer com constância”; o tempo e a voz são futuro médio, significando que o próprio Jesus, estava envolvido, ou seja, a causa do sofrimento de Jesus era a (in)ação dos discípulos. (Mt 17.17, Mc 9.19, Lc 9.41)

- Este grito de sofrimento não é o primeiro grito sofredor de Deus. Em Isaías 1.14 Deus diz que está cansado de sofrer vendo aquele cerimonialismo hipócrita dos israelitas injustos. Mas em outra ocasião anterior, Deus já falara de Seu sofrimento (Nm 14.27).

- Nos soa estranho falar de “Deus sofrer” por causa do pensamento filosófico da “impassibilidade divina”.

- Aristóteles afirmava que para Deus ser perfeito, não pode sentir (theós apathés), pois sofrimento é mutável e para Ele ser Deus, não pode mudar. Através da percepção reformada sobre o amor de Deus, entendeu-se que o sofrimento de Deus não é oriundo de uma carência, mas pela auto-determinação de participar da nossa vida.

- Mas qual era a natureza do sofrimento de Jesus neste momento? Há gritos de Jesus que são difíceis de determinar sua natureza, mas vejamos no texto, o que ele nos explica.

- O encontro de Jesus com o menino ocorre após sua descida do monte (Tabor ou Hermon) da transfiguração com Pedro, Tiago e João (Mt 17.9, 14).

- Nove de seus discípulos não subiram e se depararam com uma situação sine qua non. Quando Jesus está chegando à eles, um homem corre para Jesus (17.14) e pede que Ele se compadeça de seu filho que é lunático (17.15).

- Mateus usa o termo selhni£zetai, “lunático”, que, para alguns intérpretes, refletia a crença de demônios que agem influenciados pela lua; Marcos fala que é um pneàma ¢l£lon, ou seja, “espírito mudo”, “espírito que não fala” (Mc 9.17), Lucas diz que é um pneum£ti të akaq£rtw, “espírito imundo” (Lc 9.42) que espuma e joga o menino no chão. Os discípulos não puderam cura-lo. Esta é a fala do pai daquela família (17.16)

S.I.: De que maneira os discípulos causaram o sofrimento de Jesus? Sua incredulidade contribuiu para isso? Podemos fazer algo para que, ao invés de Seu sofrimento, causemos Sua alegria?

A.T.: A vida e procedimento do discípulo devem ser causas de alegria para o Mestre.

S.T.: Mas para não causarmos a Deus sofrimento, observemos as causas deste sofrimento divino via discípulos para não incorrermos nas mesmas falácias

I. O sofrimento de Jesus era um sofrimento causado pela percepção que o mundo tem dos discípulos quando os discípulos não resolvem um problema da sua alçada – 17.16

- Os discípulos não puderam aliviar o sofrimento do homem e de seu filho. A sociedade percebeu. Mas a resposta de discípulos não deve ser simplesmente para que a sociedade não os condene, mas a não condenação de sociedade deve ser a conseqüência da vida do discípulo estar condizendo com a vida do Mestre.

- O empresário contrata os serviços do cristão esperando a entrega na data certa com nota fiscal; o professor espera que o cristão não cole; o pai espera que o filho cristão o honre, respeite, estude e trabalhe muito.

- O que a sociedade espera de nós nem sempre é o que Deus quer; devemos dar o que Deus separou para este tempo.

- O cristão não é um subserviente dos caprichos mefistofélicos da sociedade, mas um agente de benfeitorias divinas que busca o bem de sua comunidade.

- Luther King Júnior expressa esta realidade ao fazer suas manifestações pacifistas enquanto outros queriam beligerância.

- Paulo diz “a criatura aguarda”, apokaradok…a, literalmente, “esperar impacientemente estendendo o pescoço para olhar” (Rm 8.19).

- O mundo aguarda que você diga algo que vale a pena ser dito, algo que vale a pena “esticar o pescoço para olhar”.

- Nossos encontros devem nos fazer mais sábios e inteligentes em Deus (Dt 4.6). O mundo olha esperando que venha algo de nós (Lc 4.20).

- Não fomos chamados para dar o que o mundo quer, mas o que ele precisa: um referencial de paz, de nova vida, de existe uma possibilidade de mudança, de que há esperança.

- A vida do cristão deve ser um referencial vivo de que ainda há esperança, de que já luz no fim do túnel.

- O Pós-modernismo trouxe consigo a destruição do referencial científico de verdade. A verdade científica hoje é provisória.

- O cristão tem o referencial absoluto de verdade que o mundo deseja (Dostoievsky), mas apenas quando a verdade for escrita no livro chamado vida o mundo parará para ler (Jo 10.41). Isto se expressa nos livros, negócios, etc.

II. O sofrimento de Jesus era um sofrimento causado pela necessidade dos discípulos verem para confiarem – “Até quando estarei convosco”? – 17.17b

- Jesus descera do monte e durante o momento em que os nove estavam sozinhos, apresentou-se-lhes um desafio que não puderam resolver. Era o último ano de ministério de Jesus e os discípulos ainda não conseguiam estagiar sozinhos. Eles ainda não tinham a percepção da onipresença de Jesus, que não se restringia ao seu corpo físico terreno.

- Ver para confiar é um dos venenos do jardim do amor. O amor nos conduz a atitudes de fé e confiança, seja ele a Deus ou ao próximo.

- As marcas que nos são impingidas na vida não podem nos agrilhoar na prisão da desconfiança.

- A negligência de muitos não deve invalidar o compromisso de outros. A insensatez e descompromisso da maioria não podem dinamitar a minha fé e meu amor.

- A incredulidade exagerada causa generalização, melindre, isolamento, ódio e desamor. Mas o amor se dispõe a tentar uma vez mais. O amor se dispõe a correr riscos.

- As marcas não podem encontrar espaço nos porões do coração, mas devem ser lançadas no rio do esquecimento que nasce na fonte da graça de Deus.

- Por isso ouvimos ser difícil chegar ao final da vida com amigos e fé, pois para ter os dois é necessário um ciclo de amor, riscos e experiências.

- Às vezes vemos alguém feliz e sorridente, cheio de pessoas ao redor e achamos que ele não tem problemas ou não teve dissabores fraternos. Não é assim. Mas é que ele preferiu tentar de novo. Tente de novo crer. Tente de novo confiar. Tente de novo acreditar. E se der errado, tente de novo.

- Depois de três anos ensinando, os discípulos ainda agiam como neófitos. Jesus tentou de novo. O abandonaram. Jesus tentou de novo. Viram-no ser crucificado. Ele tentou de novo e eles cumpriram sua missão ao mundo.

- O derramamento do amor de Deus no coração do cristão (Rm 5.8) flui em harmonia com o discernimento que é fruto da maturidade (Hb 5.14).

- Jesus repreendeu o demônio, o menino foi curado (17.18) e então os discípulos se aproximaram dele, para saber o porquê de não terem podido expulsa-lo (17.19).

III. O sofrimento de Jesus era um sofrimento causado pela pequenez da fé dos discípulos apesar do tanto que eles ouviram – 17.20

- Quando Jesus responde aos discípulos que se houver fé como um grão de mostarda, falaremos ao monte e ele se transportará, Seu objetivo é contrapor algo pequeno com o grande.

- Uma pequena fé é capaz de fazer grandes coisas, ou seja, Jesus não está pedindo uma fé sobrenatural, mas apenas uma pequena capacidade de crer, acreditar e confiar.

- A fé não é irresponsável. A fé não é ilógica. A fé não é irracional, mas é supra-lógica. Ela passa pela lógica, mas a transcende.

- A genuína fé é responsável, pura e simples. A fé não pede prova, ela as dá. Força de vontade é diferente de fé.

- Há pastores perseverantes. Perseverança não é fé. A fé é a certeza espiritual inexplicável não meramente empírica.

- A fé é a sapata do memorial espiritual (Js 4.21-22). Homens de fé fazem sanduíche de gigantes como aperitivo para tomar o leite e mel que o aguardam em Canaã.

- A palavra é liberada a todos, mas age na vida daqueles que crêem.

- Quantas palavras tremendas você recebeu, mas não aplicou pela fé. Estacionou. Mergulhe nEle pela fé.

- Moisés Malafaia profetizou sem saber, mas pelo mergulho em Deus pela fé, sua canção até hoje nos abençoa. Eu sei que você tem seus porquês, mas está na hora de mergulhar na fé

Conclusão:

- O viver do cristão não deve ser causa do sofrimento de Deus. Inevitavelmente se Deus sofre é porque não estamos, de alguma forma, no centro do Seu querer.

- Temos que ser bênção para o mundo.
- Temos que nos desenclausuramos da desconfiança exacerbada; temos que cultivar a fé para ir além;

Para causarmos a alegria de Jesus precisamos:

- Andarmos de maneira digna da vocação a qual fomos chamados para não dar ocasião ao mundo;

- Desenclausurar-mo-nos da desconfiança exacerbada abrindo-nos para o novo;

- Vivermos pela fé no que cantamos, lemos e ouvimos.

- A vida do cristão deve ser um motivo de alegria para Jesus.

- Há 2700 anos atrás, Isaías profetizou que Ele veria o trabalho de Suas mãos e ficaria satisfeito (Is 53.11).

- Faça a morte de Jesus valer a pena. Todas as outras coisas, neste caminho, nos serão acrescentadas.

SOLI DEO GLORIA

AUTOR: Pr. Henrique Araujo




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QUEM É ESTE?

MATEUS 16.13-16




- Por que Jesus pergunta aos discípulos quem o povo achava que Ele era, se Ele já sabia a resposta por ser onisciente? (16.13).
- Seria receio de estar com crise de popularidade ou alguma síndrome de matemático fissurado por estatísticas? Evidentemente não.

- Sua pergunta era uma etapa do seu processo de ensino construtivista, assim como a maiêutica socrática era um modo de “parir” ideias.

- Vão sendo descartadas opiniões falaciosas (16.14) para um encaminhamento rumo à verdade.

- João Batista era uma possibilidade, por ter morrido recentemente e o terem em conta de profeta;

- Elias fez sinais e prodígios e foi arrebatado e, assim como Jeremias (que, em seu livro, é apresentado como sendo forçado a ir para o Egito e não se declara sobre sua morte), seu final de vida é enigmático. Apesar de Jesus apresentar traço em comum com estes, não é nenhum deles.

- Continuando a construir o conhecimento, Jesus questiona, agora, sobre a perspectiva dos discípulos (16.15): Quem era o Filho do Homem para eles? Pedro, espontaneamente impelido pelo Espírito, declara que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (SÝ e‹ Ð CristÕj Ð uƒÕj toà Qeoà toà zîntoj- 16.16).

- Houve um espanto completo entre os discípulos, talvez não pela própria exclamação, mas pelo fato de alguém ter coragem de falar aquilo que todos no grupo já percebiam.

- Pedro afirma: Tu és o Cristo, ou seja, és o Messias prometido que aguardávamos. Apesar de Pedro entender a messianidade de Jesus, qual era a amplitude da natureza messiânica não era claro ao entendimento de Pedro. Assim como os discípulos, até a Ascensão (At 1.6), ele entendia Seu messianado como algo político. Pedro entendia que Jesus era o Messias, mas ainda não captara plenamente que este Messias era o próprio Deus encarnado.

- Jesus credita a possibilidade da asserção à iniciativa da revelação Divina (Mt 11.27). Se Pedro entende que Jesus é o Messias, é porque Deus resolveu revelá-lo intra-historicamente e também abriu os olhos de Pedro. Ao mesmo tempo em que a fé é consumada no Messias, Ele mesmo é o Autor desta fé (Hb 12.2). A semente da fé é plantada por Deus a partir de Sua Presciência sinérgica.

- Pedro, você disse que eu sou Jesus e, assim como você disse que eu sou, eu digo a você quem você é: você é Pedro (16.18), uma rocha, um indivíduo transformado. Sobre esta rocha, o Cristo da revelação, edificarei minha igreja.

- As portas do Hades (¯dou), do submundo da morte, não prevalecerão sobre a minha igreja. Possuidora da vida eterna em Cristo, o povo eleito está livre da morte eterna, que morrerá no lago de fogo eterno (Ap 20.14). Na morte de Cristo a morte da morte foi pré-anunciada. Já está decretada, mas ainda não consumada, o que o será no final dos tempos.

- Como um dos representantes da igreja, como todo e qualquer sacerdote (fato que o próprio Pedro explica adiante, 1Pe 2.5), as “chaves do reino dos céus” são dadas à igreja, representada por Pedro (16.19). Através da concordância na caminhada de comunhão (Mt 18.18-19) promovida pelo vínculo da paz, oriundo do Espírito (Ef 4.3), a igreja, ligada, pode “ligar e desligar” entre terra e céu. Não é um exercício de abuso de autoridade por seu bel-prazer, mas a construção do particípio perfeito perifrástico grego (kaˆ Ö ™¦n d»shj ™pˆ tÁj gÁj œstai dedemšnon ™n to‹j oÙrano‹j) indica: “e o que tiver sido ligado no céu, terá sido ligado na terra”, ou seja, a lição do texto não é uma manipulação egoística da igreja, mas a igreja, em unidade, permitindo a ação do Espírito, ser reveladora de Sua vontade, efetuando ações na terra como concretização da eterna vontade do Pai no céu (em consonância com a oração ensinada pelo Mestre: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”, Mt 6.10).

I. Por que Jesus mandou aos Seus discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Cristo (Mt 16.20)?

- Porque era necessário que as Escrituras, primeiro, se cumprissem (Mt 26.54; Lc 18.31, 21.22, 22.16, 22.37, 24.44; Jo 19.28).

- Havia diversas profecias sobre o ministério, em terra, do Messias, e estas precisavam ser cumpridas para autenticar a comprobatoriedade de que Jesus era o Messias.

- Os discípulos deveriam aguardar, pois, segundo o próprio Jesus: “vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito” (Lc 22.37).

- À luz do texto supracitado, a questão temática “Quem é este?” encontra uma resposta clara na asserção petrina: “É o Cristo, o Filho do Deus Vivo” (afirmação teológica). Assim sendo, por Jesus ser o Cristo, algumas benesses que o cristão pode ter, à luz do texto explicado:

II. Por Jesus ser o Cristo, eu posso ter um referencial de verdade absoluta em um tempo relativista.

- No tempo dos discípulos já havia diversas opiniões vigentes (Mt 16.13-16).
- Segundo Stott, este tempo é um tempo de batalhas de ideias. Em um tempo relativista, ter um referencial absoluto de verdade me faz viver com segurança na alma em meio a um pluralismo religioso exacerbado.

III. Por Jesus ser o Cristo, eu posso ter uma vida equilibrada através da formação da mente de Cristo em mim.

- Os discípulos não agiriam a seu bel-prazer dali por diante. Sintonizados com a vontade de Deus exerceriam sua ação como igreja (Mt 16.19).

- Ter a mente de Cristo é poder chegar à raiz de toda a verdade a partir da formatação de nosso entendimento pelos princípios da Palavra.

- A Escritura orienta ao equilíbrio (Pv 30.7-9; Mt 22.29, 23.23; 1Co 14.15; Ec 7.16). Principalmente na encarnação (Jo 1.14).

IV. Por Jesus ser o Cristo, eu posso obedecer pela fé sabendo que o que Ele diz, sempre é o melhor para mim.

- Ele manda aos discípulos, eles deveriam obedecer (Mt 16.20). Ele diz: “Quem tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7.37-38).

- Devemos nos saciar dEle e nEle. Todo homem é tão santo quanto deseja ser (A.W.Tozer).

- Ele declara o Sermão da Montanha. É o melhor para nós (Mt 5-7). Devemos cumpri-lo.

A conclusão é que, à luz do texto lido, Jesus é o Cristo, o Filho do Deus Vivo.

- Muitas benesses podem advir a mim por segui-lo, mas o melhor de Deus não está por vir; já veio: Jesus.

- A partir dEle, posso usufruir destas benesses. Mas há um pressuposto básico: a fé (Hb 4.2). A palavra é de Deus. Crer e praticá-la é com você.


AUTOR: Pr. Henrique Araujo






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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011





Motivos para
vivermos com
otimismo invencível

Referência:


Romanos 8.1-39






INTRODUÇÃO

1. No dia 06 de Janeiro de 1941, o presidente americano Franklin Delano Roosevelt dirigiu-se ao Congresso Americano, no contexto da segunda guerra mundial, quando o mundo inteiro voltava seus olhos para as atrocidades daquela batalha que matou 60 milhões de pessoas.

Num discurso que ficou gravado nos anais da história, disse que olhava para a frente, e buscava um mundo fundado sobre quatro liberdades essenciais para a humanidade:
1) A liberdade de expressão;
2) A liberdade de adoração;
3) A liberdade da vontade;
4) A liberdade do medo.

2. O apóstolo Paulo, também escreve Romanos, sua carta mais importante. Ela é considerada a cordilheira do Himalaia, atingindo as alturas mais extaltadas da verdade revelada de Deus. O capítulo 8 é visto como o pico do Everest, o ponto culminante de toda a verdade bíblica.

3. O capítulo 8 é a carta magna da nossa liberdade. Aqui Paulo fala sobre as quatro liberdades essenciais da vida cristã: nós fomos libertos da condenação, da derrota, do desencorajamento e do medo.

I. LIBERTOS DO JULGAMENTO – NENHUMA CONDENAÇÃO – V. 1-4

1. Em Adão estávamos condenados, mas em Cristo estamos justificados – O pecado entrou no mundo por um homem.

- Adão pecou e com ele toda a raça.
- Todos pecamos e estávamos destituídos da glória de Deus. O pecado é maligníssimo e penetrou em nossas veias, assumiu o trono da nossa vida, e nos jogou num estado de rebelião contra Deus. Tornamo-nos inimigos de Deus. Todos estávamos condenados, visto que o salário do pecado é a morte. Mas, Cristo levou sobre si a nossa culpa, morreu a nossa morte, suportou em seu corpo o nosso castigo, bebeu sozinho o cálice da ira de Deus que deveríamos beber, satisfez as demandas da lei em nosso lugar e nos justificou diante do trono de Deus. Por isso, estamos livres de toda condenação. Ele pagou a nossa dívida. Ele nos absolveu de toda culpa. Ele nos justificou.

2. A lei condena, mas Cristo nos justifica – Não podíamos ser salvos pela lei. Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.

- A lei é boa, santa e pura, mas somos pecadores.
- A lei é como Raio X, luz e prumo. Identifica o problema, mas não resolve.

- Cristo, porém, como nosso representante, fiador e substituto, obedeceu a lei por nós e morreu por nós. Agora não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo. Estar em Cristo é estar seguro, salvo, perdoado, justificado!

a) A lei não pode mais manter você como prisioneiro – v. 2 – Estamos mortos para a lei (Rm 7:4) e livres da lei (v. 2).

b) A lei não pode mais condenar você – v. 3

– O que a lei não podia fazer por nós, Cristo fez, morrendo em nosso lugar. Cristo sofreu a penalidade da lei em nosso lugar, por isso, não podemos mais ser condenados.

c) A lei não pode mais controlar você – v. 4 – O crente vive uma vida justa não pelo poder da lei, mas no poder do Espírito Santo. Somos controlados pelo Espírito.

- Por meio da morte de Cristo Deus nos justifica. Por meio do poder do Espírito Santo ele nos santifica.

- Pela morte de Cristo somos libertos da condenação do pecado e pelo poder do Espírito somos libertos do poder do pecado.

II. LIBERTOS DA DERROTA – NENHUMA OBRIGAÇÃO – V. 5-17

Não somos devedores à carne. Não há nenhuma obrigação com a velha natureza.

O crente agora pode viver em vitória. Paulo descreveu a vida em três níveis:

1. Aqueles que não têm o Espírito – v. 5-8

a) Eles vivem na carne (v. 5) – A pessoa não salva não tem o Espírito de Deus. Sua mente é centrada nas coisas que agradam a carne.

b) Eles estão mortos espiritualmente (v. 6) – A pessoa não salva está viva fisicamente, mas morta espiritualmente. Ela pode ser moral e até religiosa, mas não vida espiritual.

c) Eles estão em guerra com Deus (v. 7) – A velha natureza se rebela contra a vontade de Deus e não se submete à lei de Deus.

d) Eles não podem agradar a Deus (v. 8) – Uma pessoa não salva só pensa em agradar a si mesma. Ela não anseia pela glória de Deus nem tem prazer em obedecer a Deus.

2. Aqueles que têm o Espírito – v. 9-11

- A evidência da conversão é a presença do Espírito Santo habitando o crente. Seu corpo se transforma no templo do Espíritio Santo.

- Quando você tem o Espírito Santo você tem a garantia que é de Cristo. Você tem a garantia que o final da sua vida é não de derrota, mas de um glorioso triunfo (v. 11).

3. Aqueles que o Espírito os têm – v. 12-17

Não é suficiente para nós termos o Espírito, é preciso que o Espírito Santo nos tenha.

a) Ele é o Espírito da vida (v. 13) – É o Espírito que nos conduz à vida plena e abundante.

b) Ele é o Espírito da morte (v. 13) – É o Espírito que nos dá poder para mortificarmos os feitos do corpo.

c) Ele é o Espírito de adoção (v. 14) – Nós não somos escravos sem liberdade e sem direitos, somos filhos de Deus por adoção e por geração. Somos filhos e também herdeiros. Tudo que o Pai tem é nosso. Somos ricos!
d) Ele é o Espírito da direção (v. 14) – Não andamos errantes, confusos, perdidos.

- O Espírito nos guia. Só os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.
- O Espírito nos guia (v. 14) e também testifica que somos filhos de Deus (v. 16).

III. LIBERTOS DO DESENCORAJAMENTO – NENHUMA FRUSTRAÇÃO – V. 18-30

- Paulo trata aqui com o problema do sofrimento e da dor.
- Ele contrasta o sofrimento presente com a glória futura.
- Ele menciona aqui três gemidos.

- Fala do gemido das duas criações: a antiga (a natureza) e a nova (a igreja). Elas sofrem juntas e juntas serão glorificadas no final.

1. Os gemidos da criação – v. 18-22

- Quando Deus terminou a obra da criação, viu que tudo era muito bom.

- Mas hoje a criação está gemendo. Há sofrimento e morte.
- Há dor e gemidos.
- Há sofrimento
(v. 18), vaidade (v. 20), escravidão (v. 21), corrupção (v. 21) e angústia (v. 22).

- Mas esse gemido da criação não é o gemido de alguém que está morrendo, mas é como o gemido de uma mulher que sofre as dores de parto.

- Depois do gemido, vem a alegria. A criação geme aguardando a revelação dos filhos de Deus, a gloriosa segunda vinda de Cristo.

- Nós vamos participar da glória de Cristo e a natureza vai participar da nossa glória.

2. Os gemidos da igreja – v. 23-25

- Nós gememos por causa da fraqueza do nosso corpo e por causa da presença do pecado em nosso ser.

- Nós gememos porque embora já fomos libertos da condenação do pecado (na justificação), do poder do pecado (na santificação) ainda não fomos libertos da presença do pecado (só o seremos na glorificação).

- Nós gememos porque já experimentamos as primícias do Espírito e já sentimos o gosto da glória por vir.

- O Espírito em nós é mais do que uma garantia da glória, é antegozo dela.

- Nós gememos porque antevemos o gozo do céu e desejamos ardentemente ser revestidos de um corpo de glória e chegar logo em nossa Pátria, em nosso lar, o céu.

- Nós gememos, porque o melhor está ainda por vir. Nós gememos aguardando esse dia!

3. Os gemidos do Espírito Santo – v. 26-30

Deus se importa com você. Ele não despreza você por causa de suas fraquezas, mas o Espírito o assiste.

O Espírito Santo intercede por você:

a) Intensamente (v. 26) – Sobremaneira é uma expressão de intensidade.
b) Agonicamente (v. 26) – Com gemidos inexprimíveis. Ele não encontra uma língua para articular a sua intensa e agônica oração.

c) Eficazmente (v. 27) – Ele intercede segundo a vontade de Deus.

-O crente não se desencoraja nas lutas porque sabe:

a) Que Deus está trabalhando as circunstâncias da vida para o nosso bem – v. 28 – Todas as cousas cooperam para o bem dos que amam a Deus.

b) Que Deus tem um plano eterno e perfeito para a nossa vida – v. 29 – Ele plano envolve duas coisas: o nosso bem e a sua glória.

c) Que o plano de Deus é vitorioso e nunca pode ser frustrasdo – v. 30 – Deus nos conheceu, nos predestinou, nos chamou, nos justificou e nos glorificou.

IV. LIBERTOS DO MEDO – NENHUMA SEPARAÇÃO – V. 31-39

- A ênfase nesta sessão é a segurança do crente.
- Não precisamos temer o passado, porque já fomos justificados e nenhuma condenação há para os que estão em Cristo (v. 1).
- Não precisamos temer o presente, porque Deus está no controle da nossa vida, dirigindo todas as coisas para o nosso bem (v. 28).
- Não precisamos temer o futuro, porque nada nem ninguém pode nos separar do amor de Deus (v. 38-39).

CONCLUSÃO

Paulo conclui este capítulo magistral fazendo cinco perguntas:

1. Se Deus é por nós, quem será contra nós?

- Deus é por nós como protetor (v. 31), como provedor (v. 32) e como justificador (v. 33). O Pai é por nós e provou isso nos dando o seu Filho e trabalhando todas as coisas para o nosso bem.

- O Filho é por nós, em sua morte, ressurreição, ascensão e intercessão.

- O Espírito é por nós, pois intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
- Quem é contra nós? O diabo, o mundo, a carne. Mas se Deus é por nós, todos os inimigos estão derrotados. Você e Deus são maioria.

2. Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as cousas? O argumento aqui é do maior para o menor.

- Se quando éramos pecadores, Deus nos deu o seu Filho, agora que somos filhos ele porventura nos abandonaria?
- Se ele já nos deu o seu dom inefável, ele jamais vai nos abandonar ou nos desamparar. A cruz é a demonstração mais eloquente do amor de Deus.


3. Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?

- Nenhuma acusação poderá ser levada em conta se Jesus Cristo, nosso advogado, nos defende e se Deus, o juiz, já nos declarou justificados. É impossível amaldiçoar, quanto mais condenar aqueles a quem Deus decidiu abençoar.

4. Quem os condenará?

- Às vezes nosso coração nos acusa. O mesmo fazem os nossos críticos e inimigos. Todos os demônios do inferno nos acusam. Porém sua condenação não tem sentido.

- Por que? Por causa de Jesus Cristo: Paulo fala quatro coisas sobre ele: ele morreu, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por nós. Ele morreu pelos mesmos pecados pelos quais seríamos condenados. Por outro lado, Cristo ressuscitou para provar a eficácia da sua morte. Agora está assentado à direita de Deus de onde desempenha seu ofício de Advogado Celestial. De fato podemos dizer: Agora nenhuma condenação há mais para aqueles que estão em Cristo Jesus.

5. Quem nos separará do amor de Cristo? É possível que tenhamos que enfrentar agruras na vida, passar por vales escuros e trilhas estreitas.

- É possível que a pobreza nos atinja, a fome nos alcance, as perseguições nos firam, mas em vez de derrota, somos mais que vencedores.

- Nem as agruras da morte, nem os problemas da vida, nem os poderes sobre-humanos, nem o tempo, nem o espaço, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo. Amém!



AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes






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VALORES DE
UMA IGREJA

- ISAÍAS 54




- Acompanhemos Isaías, o profeta urbano, radicado na corte, marcado pela expectativa messiânica (cap. 53), intérprete da caminhada israelita, à qual trouxe 700 anos A;C uma mensagem que continua sendo relevante.
- A pergunta é: para que existe a Igreja Presbiteriana Pedra Viva?

Para que nós existimos?

I – GERAR FILHOS (v. 1)

1. A experiência de Israel: fertilidade e esterilidade

– “casada” com Deus Israel era fértil e alegre; seu pecado levou-o para o exílio, a infertilidade e a tristeza. Restaurada pelo Messias (Is 53), retornaria para Jerusalém e teria restabelecida a sua fertilidade.

2. Nossa experiência – ser gerado em Cristo é a maior alegria que uma pessoa pode experimentar (Lc 10:20).

- A geração de uma pessoa em Cristo produz mais alegria no céu do que os cultos de 99 justos (Lc 15:7).

- A geração de “filhos espirituais” é uma responsabilidade de quem já foi gerado (I Co 4:15-16)

II – CRIAR FILHOS (v. 2-3)

1. Filhos precisam de “tendas” = habitação (v. 2) = casas = “grupos” – “tenda” é símbolo de relacionamentos comunitários efetivos, transformadores e expansionistas.

2. As “tendas” precisam de sustentação (v. 2) – a sustentação dos filhos espirituais recém nascidos é a “Palavra” (I Pd 2:2).

- Criar filhos na Palavra envolve sofrimento (Gl 4:20 cp c/ 1:6-9).

- Os filhos recém nascidos devem ser acompanhados individualmente pelo discipulado e coletivamente pelos pequenos grupos, sendo pastoreados pelos líderes de cada “tenda”....

3. A sustentação bíblica gerará uma presença impactante na cidade (v. 3) – queremos ser uma igreja que povoe a cidade assolada pela injustiça, imoralidade, violência, má distribuição de renda, arroxo salarial, precariedade dos serviços públicos e miséria... através dos pequenos grupos.
III – SUPERAÇÃO

1. Superação do medo do futuro (v. 4a) – solidão, fracasso econômico, enfermidade, verdade, morte...., qualquer que seja o medo futuro ele precisa ser positivamente enfrentado!

- “No novo tempo, apesar dos fracassos, estamos mais vivos pra sobreviver; no novo tempo apesar dos perigos, estamos mais vivos pra sobreviver; no novo tempo apesar dos castigos, estamos mais vivos pra sobreviver” (Ivan Lins/Vítor Martins).

2. Superação do medo do passado (v. 4b) – olhar para traz, como fez a mulher de Ló, nos leva à imobilidade do fracasso; “sou dos que crêm e, por isso mesmo, tenho que decidir hoje fazer o meu amanhã mais diferente, mais próximo dos meus sonhos... Porque eu creio no amanhã, caminho com determinação, sabendo que os momentos mais escuros da noite são exatamente aqueles que prenunciam a alvorada” (Elias Abraão, pastor presbiteriano, deputado).

3. O caminho bíblico de superação: Deus (v. 5, 6, 9, 10

a) Precisamos redescobrir o caráter de Deus (v.5): Criador, Marido, Senhor, Santo, Redentor, Deus das nações – tratar “Deus como Deus” é o único caminho da vitória....

b) Precisamos redescobrir as ações de Deus – Ele chama imeritoriamente (v. 6), disciplina propositalmente (v. 7-8), age fielmente (v. 9-10 com base numa aliança de provisão e de paz).

CONCLUSÃO

- Como igreja nascente, somos colocados por Deus diante de três desafios: geração de filhos – pessoal; criação de filhos – coletivo; superação – divino.

- Ao mesmo tempo Ele nos promete: relevância ministerial (v. 11-12); relevância familiar (v. 13); relevância relacional (v. 14-17).

Que Ele faça da Pedra Viva uma igreja fundamentada neste valores!



AUTOR: Pr. JAIR FRANCISCO MACEDO – jajamacedo@hotmail.com





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terça-feira, 20 de dezembro de 2011



Vencendo
o gigante
da maledicência

Texto: Tiago 4:11,12




- Você acha que falar mal dos outros pode transformar-se num hábito? Há algum problema nisso?

- A maioria dos problemas enfrentados numa comunidade tem a ver com a maledicência.

- O ser humano é a única criatura com a capacidade de articular as pala­vras. Ele se comunica através da fala. Isto é uma bênção! Contudo, o que é bênção pode transformar-se em maldição. Depende do uso.

- Um estudo mais acurado mostrará, com clareza, a intensidade do ensino das Escrituras quanto a esta questão.

- Uma advertência seríssima vem do próprio Senhor Jesus Cristo, no Sermão da Montanha (Mt 5.21,22).

- É preciso ter cuidado com a maledicência?

- A Bíblia afirma que, se alguém consegue controlar sua língua, consegue controlar todas as outras partes de sua perso­nalidade (Tiago 3.2).

Breve Análise do Texto

- O texto de Tiago pode ser entendido, basicamente, como uma divisão inde­pendente, sem muita ligação com o seu contexto. Porém, estes versículos re­tomam um dos temas preferidos de Tiago (1.19,26; 3.1 -12).

- Parece que Levítico 19.16 – "Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor" – está na mente de Tiago.

- O texto é claro e a justificativa de Tiago para condenar a maledicência tam­bém o é: falar mal (julgar) de um irmão é falar mal (julgar) da lei.

- Esta é a tônica do versículo 11. 0 versículo 12 mostra que julgar é tarefa de Deus, não nossa. Nós não somos nem o Legislador, nem o Juiz; por isso, não temos nem o direito e nem a capacidade de julgar ou falar mal de quem quer que seja.

Tópicos para Reflexão

1. AMALEDICENCIA É PROIBIDA

- Nem sempre pensamos em maledicência como algo proibido na Lei (Lv 19.11,16). Nos Salmos (SI 34.13), nos profetas (Zc 8.16,17), nos evangelhos (Mt 5.22), nas epístolas (Et 4.25,29; Tg 3.1-12) encontramos orienta­ções, admoestações e proibições quanto à maledicência. Estamos diante de algo que Deus proíbe e abomina.

- Sabemos que a lin­guagem é um meio fantástico para a comuni­cação entre as pessoas, porém é por demais perigosa. Ela pode construir, mas também pode destruir. Pode abençoar, mas também pode amaldiçoar (Tg 3.10).

- Maledicência é difamação de alguém: fa­lar mal de alguém – postura condenada por Tiago (Tg 4.11). Em lugar dis­so, devemos imitar o exemplo de seu Mestre, cujas palavras eram tão cheias de graça, que as multidões se maravilhavam (Lc 4.22)".

- Por que será que Deus proibiu a maledi­cência? Certamente porque ele sabe dos pre­juízos que ela pode causar na vida de um povo ou de uma família.

- É bom lembrar que, quan­do nosso Senhor interpreta a lei, ele introduz um novo conceito de "não matarás".

- Pode­mos trazer a morte ao nosso próximo, apenas com o mal uso de nossa língua. Tomemos cuidado, pois a maledicência mata.

2. A MALEDICÊNCIA TORNA VÃ A RELIGIÃO

- "Se alguém supõe ser religioso, deixando de refreara língua, antes, enganando o pró­prio coração, a sua religião é vã" (Tg 1.26).

- O cristão que deixa de refrear a sua língua enga­na o seu próprio coração, perdendo a auten­ticidade de sua espiritualidade.

- A espiritualidade do indivíduo e a da co­munidade cristã não se mede pela intensida­de das práticas devocionais. Não é pelo tem­po gasto com oração e jejuns. Nem mesmo peio mero conhecimento das Escrituras. Além destas práticas, a espiritualidade é evidencia­da e validada por uma linguagem sadia. Como diz Paulo, uma linguagem "agradável, tem­perada com sal, para saberdes como deveis respondera cada um" (Cl 4.6; ver também Cl 3.16).

- Euclides Martins Balanci comenta que "o verdadeiro culto é a entrega de si mesmo a Deus para viver a justiça na prática: não difa­mar o próximo".

- Toda a prática religiosa cai por terra com a prática da maledicência.

- Tiago detecta a inco­erência de uma linguagem (religiosa) que ben­diz a Deus, mas amaldiçoa os homens – cria­dos à semelhança de Deus (Tg 3.9).

- Não adi­anta ser membro assíduo de uma igreja, frequentar os cultos, ser um dizimista fiel, cantar no "louvor" da igreja. Tudo isso perde o valor e o sentido se não conseguimos refrear nos­sa língua quanto à maledicência (Tg 3.10).

3. A MALEDICÊNCIA PRODUZ CONSEQÜÊNCIAS DESASTROSAS

- Numa comunidade cristã, uma pessoa "linguaruda" causará terríveis danos à saú­de da igreja.

- Como já foi dito, a língua tem um potencial destruidor.

- A maledicência atin­ge o ser humano por inteiro. Ela também atinge a igreja atrapalhando o seu crescimento.

- É necessário refletir sobre os pecados da língua e sobre o nosso dever de refreá-la.

- O apóstolo Pedro, citando e interpretando o Salmo 34, revela o segredo para aqueles que desejam ver dias felizes: guardar a língua do mal, ou seja, evitar a maledicência e falar sempre a verdade (I Pe 3.10).

- Destruição, intrigas, inimizades, invejas, ira, fofocas são consequências desastrosas que podem surgir numa comunidade, se não atentarmos cuidadosamente sobre a nossa maneira de falar.

- Igrejas são divididas, famí­lias são desfeitas, amizades são destruídas, guerras surgem por causa de um mal uso da capacidade de articular as palavras.

- É bom refletir antes de falar (Tg 1.19). Nossas pala­vras, se proferidas maldosamente, têm consequências desastrosas. Sejamos cuida­dosos (II Tm 2.16,17).

4. A MALEDICÊNCIA PODE SER VENCIDA

- Embora Tiago mostre que a língua "é mal incontido, carregado de veneno mortífero" (Tg 3.8), cremos que a maledicência pode ser vencida.

- O Espírito Santo, nosso Ajudador, auxilia-nos no cumprimento dos preceitos da Lei de nosso Deus.

- Temos as Escrituras e seus numerosos ensinamentos. Sejamos "praticantes da Palavra, e não ape­nas ouvintes" (Tg 1.22).

- Apropriemo-nos de suas verdades, de "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que épuro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama" (Fp 4.8). Com certeza, esta apropriação nos auxiliará a evitar come­ter o pecado da maledicência.

- Ademais, temos o exemplo maior, nosso Senhor Jesus Cristo."Jamais alguém falou como este homem"‘(Jo 7.46).

- Aprendamos com ele, pois seu exemplo e sua vida nos garantem que a maledicência pode ser vencida.

- Nosso Senhor nunca precisou pe­dir desculpas por uma palavra mal coloca­da. Ele nunca cometeu equívocos quanto à sua fala.

CONCLUSÃO

- Portanto, concluímos que a maledicên­cia pode ser evitada; e deve ser vencida por aqueles que têm um compromisso genuíno com o Senhor Jesus Cristo.

- Que nosso linguajar demonstre nosso fiel compromisso com o Senhor. Lembre­mos que a maledicência é pecado condena­do por Deus.

- Ela produz consequências terríveis para as pessoas nos seus relacionamentos. E, por fim, cremos fervorosamente que pode ser vencida com a preciosa ajuda do Espírito Santo de nosso Senhor.

Reflexão Pessoal

1. A sua família e igreja têm sido edificadas pelas palavras que saem da sua boca?

2. Você pensa bem antes de falar, ou é do tipo que afirma: "Quando vejo, já falei"? 0 que você deve melhorar em sua comunicação?

3. Você acha que as coisas que fala têm produzido nos não crentes uma boa impressão quanto à sua religião?



Autor: Pr. Josias Moura





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Deus reconhece
e vê tudo aquilo
que você faz
mesmo em oculto

Texto: I Samuel17:34ª37




Introdução:

- A gente costuma pensar no Davi que matou Golias. Pregamos sobre isto, meditamos, discorremos, mas pouco falamos que Golias não foi a primeira vitória de Davi. Esta foi a que deu notoriedade, mas antes de chegar a Golias, ele enfrentou algumas situações complexas também, que vou chamar de treinamento. Antes de Golias, Davi matou leões e ursos lá na solidão dos campos.

Que lições tiramos desse episódio?

1) Davi teve que aprender que leões e ursos são perigosos.

a) Leões atacam para caçar e matar.

- É seu instinto ser assassino.
- Significam inimigos que vivem a espreita para destruir nossas vidas. Atacam por instinto, por natureza má mesmo.

b) O urso ataca para defender o seu território.

- Quando Davi ia com o rebanho para algum lugar, primeiro ele tinha que ir nas cavernas daquela região para se assegurar que não haviam ursos. Caso houvessem, era necessário matá-los, pois senão os ursos viriam contra o rebanho.

c) Antes de conquistar um território (casa, emprego, relacionamento, ministério…), é preciso matar os ursos que existam naquela região, defendendo-a.

2) Davi teve que entender que leões e ursos são batalhas solitárias a se vencer.

- No campo não tem holofotes, nem aplausos, nem torcida, nem incentivo.

- Campo é anonimato, solidão, só temos Deus como companheiro e uma harpa para salmodiarmos, aleluia!!!

- Ele poderia pensar: “Não tem ninguém aqui olhando… Deixa esse leão levar a ovelha embora, afinal, são tantas, uma não fará falta". Mas ele foi de encontro ao leão, o feriu (certamente com uma funda) e o matou.

- Da mesma forma como faria com o gigante mais tarde. (Leia Jer.13:5, para entender lições de treinamento).

3) Davi teve que aprender que experiências solitárias devem ser contadas no momento certo.

- Só vemos Davi relatando a morte de leões e ursos a Saul. Nem seu pai (para não provocar falsas expectativas), nem seus irmãos (para não provocar ciúmes e nem parecer gabola) sabiam disso. Contou apenas ao rei Saul para convencê-lo de seu Curriculum.

- Cuidado a quem você conta suas experiências espirituais. Nem sempre será entendido.

4) Davi teve que aprender que não se muda armas dependendo do inimigo.

- Ele não quis a armadura de Saul. Preferiu as suas próprias (cajado, funda e pedras) que eram frágeis aparentemente, mas havia dado certo com leões e ursos.

- Por que não poderia dar certo com gigantes?

- Tem pessoas que são simples e humildes quando estão no anonimato, porém quando chega a honra de Deus, mudam seu comportamento.

Continue usando a arma que Deus te outorgou.


Autor: Pr. Afrânio Medeiros





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ROBERNANE FERREIRA

O Inestimável Valor de uma Aliança

  O Inestimável Valor de uma Aliança Introdução No decorrer da história, as alianças têm desempenhado um papel crucial na formação de so...