terça-feira, 4 de junho de 2013

COMO LIDAR COM A PROSPERIDADE

 

COMO LIDAR

COM A

PROSPERIDADE

TEXTO BÁSICO: Gênesis 41.1-49

 
1. INTRODUÇÃO

- A vida de José dos 17 aos 39 anos, foi predominantemente caracterizada pela adversidade. Como notamos no estudo anterior, parece que foi submetido a revezes não imagináveis. Lidava com um problema, via uma luz brilhando, depois chocava-se com outra dificuldade de proporções ainda maiores. Soube o que era estar na “fornalha da aflição” de Deus, e saiu puro como ouro! Com aproximadamente 30 anos, houve uma dramática transformação nos eventos de sua vida. Foi arremessado a uma prosperidade instantânea. A partir daí, ela caracterizou seu estilo de vida. Que “virada”! Lidou com a prosperidade de modo divino e gracioso, exatamente como fez na adversidade. Esse homem continua a nos ensinar.

- Se há algo mais difícil de tratar do que a adversidade e o fracasso, é a prosperidade e o sucesso. A adversidade é difícil para um homem, e para cada um que pode lidar com a prosperidade, há centenas que podem trabalhar com a adversidade.

Observemos cuidadosamente a José, com a perspectiva de entender como lidar com o sucesso.

2. O SUCESSO DE JOSÉ

Há muitos símbolos de sucesso e prosperidade que José recebeu de Faraó.

Vamos considerar alguns desses:

1.1. Segundo no Comando Egípcio (Gênesis 41.40,41). Esta era uma posição de grande autoridade. José a possuía financeiramente e territorialmente de modo ilimitado. Todas as riquezas do Egito eram suas.

1.2. Anel de Sinete (Gênesis 41.42a). Faraó colocou seu próprio anel de sinete na mão de José. Usando-o poderia fazer quaisquer transações que desejasse. Sua autoridade pública era absoluta. Não tinha limites. O anel possibilitava ao possuidor, autoridade para assinar documentos como se fosse o próprio rei.

1.3. Roupas de Linho Fino (Gênesis 41.42b). Eram roupas que significavam prestígio e prosperidade.

1.4. Colar de Ouro (Gênesis 41. 42c). Outro símbolo de autoridade. Denotava distinção e marca especial do favor real.

1.5. Segundo Carro (Gênesis 41. 43). Esta carruagem devia ser impressionante na aparência, chamando a atenção de todos os que a viam. Certamente possuía todos os acessórios e luxo disponíveis na época.

1.6. Reconhecimento e Adulação (Gênesis 41.43). “…Clamavam diante dele: lnclinai-vos” Que poder e prestígio, passar na rua com vestimentas esplêndidas, na segunda carruagem de todo o Egito e ter o povo ajoelhado por todos os lados!

1.7. Poder (Gênesis 41.44). “… sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito”. Que influência! Isto é que muitos homens almejam e trabalham duramente para atingir. É o auge! As melhores possessões, recursos ilimitados, reconhecimento e poder! Ele tinha tudo isso!

1.8. Um Novo Nome (Gênesis 41.45). Este nome foi dado a José com o intuito de “torná-lo” egípcio e elevar sua posição já exaltada. Nada foi deixado para trás! Além dos símbolos de prosperidade já mencionados, Deus também o prosperou e abençou das seguintes maneiras: deu-lhe uma esposa (Gn 41.45b), dois filhos (Gn 41.50), reconciliação com os irmãos (Gn 45.1-7), reencontro com o pai (Gn 46.29,30) e sucesso na liderança (Gn 41.46-57).

Nada faltava a José. O mais surpreendente é que todo prestigio e afluência que, repetidamente experimentou, aparentemente não o corrompeu. Permaneceu profundamente íntegro e comprometido com Deus. Era de fato um homem atípico. Esta não é a forma como tudo realmente funciona, em especial quando acontece tão repetidamente e a alguém tão jovem.

- Clarence Macartney escreve sobre o modo como José reagiu ao progresso: José agora é tentado pela prosperidade. É uma provação maior que a adversidade. O homem que herdou a fortuna corre maior risco moral do que aquele que a perdeu: Nações em tempos prósperos enfrentam mais perigo que nos tempos da adversidade.

- Já ouvi líderes judeus expressarem o medo de que prosperidade e riqueza do povo hebreu nos Estados Unidos possam causar mais danos que as perseguições sofridas em outros países.

3. COMO JOSÉ SUPORTOU A PROSPERIDADE?

Quais são os segredos?

- Há verdades básicas que necessitam ser constantemente mantidas em mente, a fim de evitar que sejamos enlaçados e destruídos pelo engodo das riquezas.

- Há algumas coisas claras e básicas que não devemos fazer e outras que devemos. Agir dentro desses princípios fará com que sejamos livres para usufruir e tratar corretamente a prosperidade, para a glória de Deus.

2.1. Prosperidade não deve ser nossa principal meta

Não há indicação bíblica de que José procurasse o poder. Este nunca foi seu alvo. O objetivo era honrar ao Senhor. Tentava ser um servo fiel, não buscando prosperidade para si mesmo. Estou certo de que José estava mais espantado que qualquer um pela maneira como prosperava repentina e inesperadamente. A nossa meta deve ser sempre a fidelidade a Deus.

2.2. Não confiar na Prosperidade

“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento” (1 Timóteo 6.17).

Quando chegar a prosperidade, agradeça a Deus; mas não coloque sua confiança nela. A prosperidade pode desaparecer tão repentinamente como surgiu. Muitos homens passaram do estado de milionários para o de devedores da noite para o dia.

2.3. Não orgulhar-se dela

Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para vos preservara vida por um grande livramento. Assim não fostes vós que me enviastes para cá, e sim, Deus, que me pôs por pai de Faraó, e o senhor de toda a sua casa, e como governador em toda terra do Egito. Apressai-vos, subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim manda dizer teu filho José: Deus me pôs por senhor em toda terra do Egito: desce a mim, não te demores. Habitarás na terra de Gósen e estarás perto de mim, tu, teus filhos, os filhos de teus filhos, os teus rebanhos, o teu gado, e tudo quanto tens (Gênesis 45.7-10).

Como podemos ter orgulho de algo que veio diretamente do Senhor? Qualquer habilidade, inteligência ou oportunidade são resultados diretos da graça do Pai Celestial. Uma compreensão e reflexão destas verdades nos manterão humildes e dependentes do Deus Vivo.

2.4. Sentir Culpa

Exorta aos ricos… é Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento (1 Timóteo 6.17).

Isto não significa que Deus lhe dá prosperidade para ser utilizada leviana e gananciosamente para si mesmo.Ele a concede pela graça, para que você usufrua dela e use para sua glória. Em sua humildade, não exagere, se desculpe ou sinta-se culpado pela prosperidade. Conheço pessoas que o Senhor tem prosperado, mas não conseguem desfrutar das bênçãos devido às próprias hesitações.

4. CONCLUSÃO

José é um exemplo ou um modelo bíblico para cada um de nós, acerca de como se deve agir na prosperidade. E com José aprendemos que devemos dar crédito e glória a Deus por todo o sucesso.

É isto que José reconhece: “Deus me fez próspero na terra da minha aflição (Gênesis 41.52). Assim não fostes vós que me enviastes para cá, e, sim, Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gênesis 45.8).

Note a repetida ênfase de que o próprio Deus o enviara para o Egito. Durante toda a sua vida, José entendeu e reconheceu o domínio providencial do Senhor. Sabia que a prosperidade e a presente posição vinham claramente da mão do Pai celestial, para que seus propósitos soberanos se cumprissem. O Senhor o elevou, não era um vencedor por esforço próprio. José deu crédito a quem de direito.

 

Autor: Pr. Josias Mouras de Menezes

 

==================================

==================================

==================================

==================================

O Propósito de Deus para os Dons Espirituais

 

O Propósito

de Deus para os

Dons Espirituais

1 Coríntios 12.1-31

 
 
INTRODUÇÃO

A dinâmica dos dons espirituais é um dos recursos mais poderosos que Deus providenciou para que a igreja tivesse um crescimento saudável. Hoje há ensinamentos bem divergentes sobre os dons: os cessacionistas, os ignorantes, os medrosos e os que advogam a contemporaneidade de todos os dons. Mas vejamos o que a palavra de Deus ensina.

A NATUREZA DOS DONS ESPIRITUAIS - VS. 1-12

Há alguns estudiosos que defendem a cessação dos dons espirituais. Segundo esses estudiosos, os dons foram apenas para os tempos apostólicos. Contudo, não temos provas bíblicas, teológicas e históricas consistentes para provarmos essa posição (1 Coríntios 13.10). Ao contrário, o que temos visto é que os dons do Espírito são atuais e tem se manifestado em sua Igreja.

A questão essencial é definirmos qual deve ser a nossa atitude em relação aos dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons (1.7). Nem por isso era uma igreja perfeita. Alguns até começaram a usar seus dons sem o fruto do amor.

Paulo exorta que os crentes não devem ser ignorantes com respeito aos dons espirituais (12.1). É de extrema importância que os crentes descubram, desenvolvam e usem os dons recebidos de Deus para a edificação da igreja.

Os dons têm um tríplice aspecto: São “charismata”, “diakonia” e “energémata” = dons, ministérios e obras. Com isso, Paulo fala sobre: Origem dos dons; o modo como atuam; a finalidade dos dons. Quanto à origem dos dons, eles são “charismata”, manifestação concreta de “charis” graça divina. A graça de Deus é a origem de todo dom. A origem dos dons nunca está no homem, mas na graça de Deus. É errado os crentes quererem distribuir os dons.

Quanto ao seu modo de atuar, eles são “diakonia”, prontidão para servir. É concentrar não em mim mesmo, mas no outro. É buscar não minha auto-edificação, mas a edificação do meu próximo. A finalidade do dom é a realização de alguma obra concreta, uma ajuda a alguém, a edificação da comunidade.

1.1. O propósito divino para os dons – v. 7

Os dons são dados a cada membro do corpo – “A manifestação do Espírito é concedida a cada um”. Os dons são dados visando um fim proveitoso, ou seja, a edificação da igreja.

1.2. A variedade dos dons – vs. 8-10

Paulo oferece cinco listas de dons espirituais: Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10; 12.28; 14; Ef 4.11-13. Não há crente sem dom nem crente com todos os dons (12.29-31). Assim como não há membro autossuficiente no corpo nem membro sem função. Alguns estudiosos classificaram os dons registrados em 1 Coríntios 12 como dons de pregação, dons de sinais e dons de serviço.

1.3. A soberania do Espírito na distribuição dos dons – v. 11

O Espírito Santo distribui os dons a cada um, ou seja, não existe membro do corpo de Cristo sem pelo menos um dom espiritual. O Espírito Santo é livre e soberano na distribuição dos dons.

No texto temos quatro verbos chaves que ilustram essa soberania: no verso 11, Deus distribui; no verso 18, Deus dispõe; no verso 24, Deus coordena, e no verso 28 Deus estabelece. Do começo ao fim Deus está no controle.

A IGREJA É UM CORPO – VS. 12-31

A igreja é comparada com uma família, um exército, um templo, uma noiva. Mas a figura predileta de Paulo para descrever a igreja é como um corpo. O apóstolo Paulo destaca três grandes verdades aqui:

2.1. A unidade do Corpo – vs. 12-13

Paulo diz que nós confessamos o mesmo Senhor (12.1-3), dependemos do mesmo Deus (12.4-6), ministramos no mesmo corpo (12.7-11) e experimentamos o mesmo batismo (12.12-13).

Dois fatores mantêm a unidade do corpo de Cristo:

2.1.1. O Sangue

Pode ser difícil estabelecer a unidade entre meus pés, minhas mãos e meus rins. Mas o mesmo sangue alimenta estes membros e todos os outros. O sangue fornece vida aos membros e se impedirmos o sangue de chegar a alguns deles, esses morrerão rapidamente. No sentido espiritual, o sangue de Cristo é o elemento que unifica o Seu corpo. Ninguém faz parte da igreja sem ter-se apropriado primeiro da expiação, dos benefícios da morte de Cristo e do seu sangue derramado.

2.1.2. O Espírito

Nunca descobriremos o espírito ou a alma de uma pessoa em algum de seus órgãos, membros ou glândulas. Em certo sentido, o espírito está em todos os membros do corpo. Em relação à igreja a Bíblia diz: “em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo” (12.13). Um membro do corpo pode ser mais cheio do que outro membro, mas nenhum membro está sem o Espírito. Ser batizado pelo Espírito significa que pertencemos ao Corpo de Cristo. Ser cheio do Espírito significa que nossos corpos pertencem a Cristo.

A unidade da igreja não é eclesiástica nem denominacional, nem organizacional, mas espiritual. Não há unidade fora da verdade. O ecumenismo é uma conspiração ao ensino bíblico. O verdadeiro corpo de Cristo nem sempre coincide com o rol de membros das igrejas.

2.2. A diversidade do Corpo – vs. 14-20

O corpo precisa ter uma grande diversidade de membros para que funcione bem (12.14). O corpo precisa das diversas funções dos membros para sobreviver (12.15-19). Ilustração: Meu olho faz um trabalho bom ao focalizar uma manga apetitosa. Mas para que a manga me alimente eu preciso de outros órgãos: Da mão para pegar a manga; da boca para morder um pedaço; dos dentes para mastigá-la; da língua para movimentá-la na boca; da garganta para engolí-la; do estômago para digeri-la; do fígado para acrescentar a bílis.

Nenhum membro do corpo pode desempenhar as funções sem os outros membros. Não há cristão isolado. Vivemos no corpo. Ilustração: Se eu cortasse minha mão e a colocasse numa cadeira no outro lado da sala, ela ainda seria minha mão, mas não teria mais utilidade porque estaria separada dos outros membros do corpo.

2.3. A mutualidade do Corpo – vs. 21-31.

Com respeito à mutualidade Paulo nos ensina algumas lições:

2.3.1. O perigo do complexo de inferioridade -vs. 15-16. Ficar ressentido por não ter este ou aquele dom espiritual é imaturidade espiritual. É culpar a Deus de falta de sabedoria. Devemos exercer nosso papel no corpo com alegria e com fidelidade. Nenhum membro da igreja deveria se comparar nem se contrastar com qualquer outro membro. Somos únicos e singulares para Deus.

2.3.2. O perigo do complexo de superioridade-vs. 21-24.Nenhum membro da igreja pode envaidecer-se pelos dons que recebeu. Não há espaço para orgulho no meio da igreja de Deus (1 Co 4.7).

2.3.3. A necessidade da mútua cooperação – v. 25. Os dons são dados não para competição nem para demonstração de uma pretensa espiritualidade. O dom tem como objetivo a mútua cooperação. Assim cada membro deve ajudar ao outro com o espírito sincero de servir.

2.3.4. A necessidade da empatia na alegria e na tristeza – v. 26. Não estamos competindo, não disputando quem é o melhor, o mais talentoso, o mais dotado, o mais espiritual. Somos uma família. Somos um corpo. Devemos celebrar as vitórias uns dos outros e chorar as tristezas uns dos outros. Às vezes é mais fácil chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram.

2.3.5. A necessidade de compreender que não somos completos em nós mesmos e que precisamos dos outros membros do corpo – vs. 27-31. O corpo é uno, os membros são diversos, e por isso, eles precisam cooperar uns com os outros para o bem comum. Assim também é na igreja. Não somos autossuficientes. Dependemos uns dos outros.

A igreja precisa conhecer os seus dons e usá-los corretamente. O dom é para a edificação e crescimento da igreja e não para orgulho pessoal ou divisão na igreja.

Que todos nós saibamos usar os dons que Deus tem nos concedido com amor, e desejo sincero de servir a sua obra.

 

AUTOR: Pr. Josias Moura de Menezes

 

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++