sexta-feira, 10 de maio de 2013

Renovação na vida diária do cristão e da Igreja

 

Renovação

na vida diária

do cristão

e da Igreja

 

 

"Tenho ouvido, ó SENHOR, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó SENHOR, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida. " Habacuque 3: 2

Atos 4: 23-31

 

INTRODUÇÃO

- A igreja que deseja crescer deve colocar-se sob a total direção do Espírito Santo. A igreja primitiva viveu a realidade do Pentecostes. As pessoas que construíram a história dos avivamentos espirituais receberam a virtude do Espírito Santo. E hoje muitas pessoas estão tendo sua experiência com a plenitude de Deus.

- A pergunta que se faz é: aquele momento em que o crente foi cheio da unção divina é o suficiente?

- Um cristão que recebeu a renovação espiritual precisa se renovar habitualmente?

- Uma vez renovado, sempre renovado?

I - ELEMENTOS QUE TENTAM MINAR A RENOVAÇÃO

a) O desvio dos caminhos do Senhor.

- O Antigo Testamento mostra como Israel se afastava facilmente dos caminhos de Deus, Os. 6: 4-5. Quando isso acontecia, o Senhor levantava um profeta para chamar a atenção do povo, ls. 6: 8. Havia concerto e restauração.

- A Igreja não foge dessa tendência de manter altos e baixos. Por isso sua história está pontilhada de reformas, avivamentos e reavivamentos. Até mesmo as igrejas locais passam por esses ciclos, 1 Co. 3:1. Há períodos de avanços e crescimento seguidos de lutas, provações, esfriamento que levam à mornidão e à inatividade.

- Por isso, é fundamental que todo cristão busque constantemente a renovação espiritual para que possa prevalecer sobre as tendências humanas e sobre as ações malignas que tentam afastar o povo de Deus do caminho que conduz à vida eterna, Ef 5: 18.

b) A pressão do mundo globalizado sobre a igreja.

- Como instituição, a igreja, composta de pessoas envolvidas nas mais diferentes áreas, está sujeita a pressões oriundas dos altos e baixos do mundo moderno, que jaz no maligno, 1 Jo 5: 19.

- A globalização, representada pela revolução tecnológica, pela nova dinâmica das relações econômicas mundiais, pela implantação do inglês como língua universal, pelo avanço nas comunicações, pelo predomínio da ideologia neoliberal – tudo isso vai mudando o jeito de ser e de agir das pessoas.

- E num mundo assim que está a Igreja. Ela tem de entender seu tempo e se renovar, não no sentido de se abrir para as práticas imorais ou ateístas, mas para as estratégias de evangelismo, para mensagens contextualizadas, para as propostas de dinâmica de seu culto a Deus, 1 Co 9: 22-23.

c) O afastamento dos planos de Deus.

- É, entretanto, na área espiritual que está a razão mais profunda para a busca da manutenção da renovação espiritual.

- Tem ocorrido de igrejas se acomodarem tanto que acabam se afastando dos propósitos de Deus. A membresia se contenta com o ritualismo e não busca mais a renovação, Ap. 3:16.

- As lideranças passam a ser governadas pela lei do interesse pessoal e não pela vontade Deus.

- A vida cristã começa a ser dirigida pelos desejos carnais e não pelos espirituais, Rm. 1:21-22. A religiosidade torna-se sinônimo de Cristianismo autêntico. Assim, anulam qualquer probabilidade de uma ação mais intensa do Espírito Santo. As portas ficam abertas para os problemas de ordem ética e moral e isso exige uma intervenção de Deus.

II - A DIREÇÃO DE DEUS FAZ TUDO COMEÇAR DE NOVO

a) Deus quer a renovação.

- E impossível deter a ação de Deus, Jo. 3:8. Quando o estado da igreja é de frieza, Deus levanta grupos de oração. São pessoas que oram mais, jejuam mais, lêem a Bíblia com mais intensidade, evangelizam mais e, conseqüentemente, ganham mais vidas para Cristo.

- Eles incomodam aqueles que nada querem. Quase sempre conflitam, mas pagam o preço e vêm a constituir o foco através do qual o Senhor vai agir na Igreja e na comunidade. Assim nasceram os grandes avivamentos e também a renovação no Brasil.

b) Princípio da renovação.

- O descontentamento com a vida espiritual pacata e infrutífera produz restauração espiritual.

- A história dos avivamentos mostra que o mover do Espírito Santo sempre aconteceu em momentos de desvios da igreja de Jesus.

- Na década de 60, dentro de várias denominações, muitas pessoas estavam descontentes com o estado de sua igreja e começaram a buscar as promessas bíblicas e uma real transformação da vida. Começou a existir forte paixão pela oração, leitura da Bíblia, cânticos avivados e estudos sobre a doutrina do Espírito Santo, manifestação dos dons espirituais e santificação de vida.

- Como o salmista se expressou no salmo 51:10, devemos pedir a Deus: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto”.

c) Sinais de renovação.

- Inicialmente, há um aumento na freqüência aos cultos. Ninguém quer perder as atividades da igreja.

- A luz das Escrituras, a convicção de pecados pessoais apodera-se de muitos, At 16: 30, 31. Um grande quebrantamento vem sobre as pessoas e uma vida de santidade passa a ser procurada.

- A liberdade ao Espírito Santo prevalece em todos os cultos, 2 Co 3: 17. As mensagens são simples, mas fervorosas, cheias da unção e do poder de Deus. Para onde essas pessoas vão, levam a visão renovada. Assim nasce um forte avivamento.

d) Manutenção da renovação.

- A igreja precisa permanecer firmada na Palavra e persistir na vida de oração e comunhão com Deus para manter-se renovada. Assim verá constantes avivamentos e crescimento integral.

- Devemos sempre procurar seguir a recomendação dada pelo apostolo: "Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (Efésios 5:19-20).

CONCLUSÃO

- Manter uma vida de renovação diária é sempre desafiador.

- Devemos ter algumas disciplinas para isso, como a oração, a leitura da palavra de Deus e o hábito de frequentar a nossa igreja para sermos alimentados na vida espiritual. Que Deus nos ajude a sermos fieis.

 

 

FONTE: http://josiasmoura.com/2012/09/

 

 

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Fomos chamados para frutificar

 

Fomos chamados

para frutificar

João 15: 1-27

"Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; afim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda." João 15: 16.

Introdução

- A igreja exerce um papel profético. Embora enfrente crises e obstáculos, tem a grandiosa promessa de Jesus: “Eis que estou convosco”. Seu grande desafio é permanecer firmada em Jesus, a fim de dar fruto, Jo 15: 5.

- Para que os planos e estratégias da Igreja sejam bem-sucedidos, cada crente precisa entender que não foi chamado para viver dentro das quatro paredes do templo. Ele precisa ser o sal da terra e a luz do mundo, pregar contra o pecado e ter uma vida frutífera, Mt 5: 13 e 14. Este é nosso tema de hoje.

I. CHAMADOS PARA FRUTIFICAR

- Na alegoria de João 15: 1-27, Jesus se apresenta como sendo a “videira verdadeira”. Seus discípulos são os ramos e só frutificam se estiverem ligados a Ele, fonte verdadeira de vida. Nesse processo divino, todo ramo que não dá fruto é cortado e lançado fora; e todo aquele que dá fruto requer um cuidado especial, para que frutifique ainda mais, v. 2.

- A vida de frutificação pregada por Jesus precisa ser vista como base de crescimento e maturidade da Igreja. Deus não está interessado em salvar o pecador simplesmente para usufruir de suas bênçãos. Ele requer de cada cristão uma vida frutífera.

a) O chamado é para todos. Não são apenas alguns que precisam santificar suas vidas, orar, pregar a Palavra, etc. Todos os salvos têm os mesmos compromissos diante de Deus. Quando o Senhor voltar para buscar sua Igreja, pedirá contas a todos, 2 Co 5: 10.

b) O compromisso é pessoal, Jo.15: 4. Jesus atribui a cada cristão a missão de trabalhar pelo crescimento da igreja. Essa individualidade implica compromisso pessoal e envolvimento diário por parte de cada um de nós, como um corpo bem ajustado, 1 Co 12: 12.

II. TRABALHANDO OS TALENTOS

Deus jamais exigiria de um cristão uma vida de frutificação sem antes prover os recursos necessários para o trabalho. Se não fosse assim, poderíamos nos escusar quando o Senhor viesse para ajustar as contas com sua igreja. A parábola dos talentos, narrada em Mt 25: 14-30, ilustra esta verdade. A história diz que certo homem ausentou-se de sua terra e entregou seus bens a seus servos, para serem trabalhados com disposição, seriedade e coragem. O que nos ensina esta passagem?

a) Talento gera talento. O homem que recebera cinco talentos ganhou com eles outros cinco; o que tinha dois granjeou outros dois, w. 20 e 22. A diligência levou à multiplicação. Então, se talento gera talento, poe-se dizer que ovelha gera ovelha. Para tanto, cada crente precisa colocar suas aptidões cristãs a serviço do Reino de Deus. É maravilhoso saber que quando usamos nossos talentos e dons na obra de Deus, a Igreja é favorecida e abençoada.

b) Frutificar requer esforço e trabalho. Os servos se esforçaram para que os talentos se multiplicassem. Trabalharam com seriedade, porque sabiam que seu senhor haveria de voltar a qualquer momento e pediria contas dos bens. Aquele que recebeu um talento nada fez para que o valor recebido fosse multiplicado; sequer o entregou aos banqueiros, v. 27.

Na vida espiritual também é assim. Nada acontece sem que haja esforço, empenho, disposição e amor. O Senhor disse a Josué: "Esforça-te, e tem bom ânimo…" Js 1: 9.

III. O PERIGO DE UMA VIDA INFRUTÍFERA

Para ilustrar este ponto, vamos à parábola da figueira estéril, Lc 13: 6-9.

Aprendemos as seguintes lições:

a) Fidelidade e privilégios. O Judaísmo foi comparado por Jesus a uma figueira infrutífera. Esperava-se que entre o povo escolhido houvesse fé, devoção, contrição e santidade. No entanto, havia apenas formalismo religioso e pecados ocultos. Deus não queria folhas, mas frutos. Deus exige fidelidade proporcional às aptidões espirituais que Ele nos concede.

b) Uma igreja infrutífera. Qual não foi a decepção do senhor da vinha que, durante três anos, não pôde encontrar um fruto sequer em sua plantação. O povo escolhido não estava correspondendo ao chamado de Deus. Por isso, estava sendo infrutífero em suas realizações, como uma planta que ocupa a terra inutilmente, v. 7. Muitas igrejas hoje assemelham-se ao Israel daquela época. A cada ano Deus tem procurado frutos, mas nada tem encontrado.

CONCLUSÃO

- Assim como a figueira, o cristão infrutífero na vida espiritual corre o risco de ser cortado. O que contribuiu para que a figueira infrutífera não fosse cortada foi a pronta e amorosa atitude do vinhateiro, Lc 13: 8, 9. No entanto, nada se sabe sobre o seu o seu fim. Mas, uma coisa é certa, ela teve a oportunidade de continuar plantada, para apresentar os frutos ao seu senhor.

- Deus tem dado a cada crente muitas oportunidades de se envolver com o crescimento da igreja. Vamos aproveitá-las e, com muita dedicação, fazer a obra do Senhor.

 

Fonte: http://josiasmoura.com/2012/09/

 

 

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