quarta-feira, 5 de junho de 2013

Características do Pai Celestial

 

Características

do Pai Celestial

Texto: Lucas 15.11-32

 

 

Introdução

> Se você pudesse traçar algumas características de seu pai, o que você destacaria? O que ele gosta de fazer? O que ele gosta de comer? Qual é o temperamento dele? Quais são suas virtudes, qualidades, defeitos? Ele é calmo, nervoso, agitado, tranqüilo, amoroso, brincalhão, sério, engraçado, extrovertido, introvertido?

> Da mesma maneira que nossos pais terrestres têm suas características, suas virtudes, qualidades, o nosso Pai Celestial também tem maravilhosas “características”, maravilhosos atributos!

> A parábola do Filho Pródigo parece ser inesgotável em suas lições e aplicações! O pai representa o próprio Deus e os seus filhos representam a cada um de nós!

Vamos aprender juntos algumas maravilhosas lições?

Transição

> O Pai Celestial tem características e atributos próprios.

> O texto nos mostra pelo menos três características do Pai Celestial.

I.) O Pai Celestial concedeu o livre-arbítrio aos seus filhos – v. 11-20a

> Ainda que isso o magoe, se volte contra Ele mesmo – O filho mais novo pediu sua parte na herança antes de o Pai morrer. Essa atitude demonstrou falta de consideração para com o Pai, deve ter magoado seu coração (v. 12)

> Ainda que isso traga tristes conseqüências para os filhos que fizerem as escolhas erradas – Escolhas erradas sempre trazem tristes conseqüências (v. 13,14)

> Ainda que isso lhes cause grande humilhação – A pior humilhação que poderia haver para um judeu era cuidar de porcos (animal que eles consideram imundo). Além disso, o filho pródigo teve desejo de comer da comida dos porcos, mas mesmo assim ninguém lhe dava nada! (v. 15,16)

> Ao fazer as escolhas erradas, Deus permite o sofrimento aos seus filhos, para que estes se voltem a Ele – Imagine se o filho pródigo não tivesse passado pelo sofrimento; ele jamais teria voltado para o Pai! (v. 17-20 a) Infelizmente, mesmo em meio ao sofrimento, muitos não se voltam para o Pai, pelo contrário se rebelam ainda mais contra Ele!

II.) O Pai Celestial nos ama com amor incondicional – v. 20b-24

> O amor incondicional do Pai Celestial nos é revelado pelo amor demonstrado pelo pai do filho pródigo nesta parábola:

- Pelo Seu perdão – mesmo tendo sido desprezado por seu filho que pediu a sua parte na herança antes da morte do Pai, este o perdoou. Mesmo quando “desprezamos” o nosso Pai Celeste, Ele está disposto a nos perdoar, Ele nos perdoa!

- Pela Sua espera – “… quando seu pai o avistou …” (v. 20). O texto dá a impressão que o pai estava continuamente à espera de seu filho. Assim o Pai Celeste está continuamente à nossa espera!

- Pela Sua compaixão – “… compadecido dele …” (v. 20). O Pai se compadece de nós!

- Pela Sua iniciativa de ir ao encontro daqueles que dão um sinal de arrependimento – “… Vinha ele ainda longe … correndo, o abraçou, e beijou” (v. 20). Ao primeiro sinal de arrependimento genuíno, ainda que estejamos longe, o Pai Celeste corre ao nosso encontro! Mas é necessário um sinal de arrependimento!

- Pela Sua afeição – “… correndo, o abraçou, e beijou” (v. 20). Quando nos voltamos ao Pai, Ele nos abraça, nos “beija”, nos dá do seu afago!

- Pela Sua restituição à nossa posição de filhos (v. 22).

- Pela Sua festa e alegria (v. 23,24) – Ver ainda Lc 15.7,10.

III.) O Pai Celestial nos trata com grande longanimidade (paciência, misericórdia, graça) – v. 25-32

> Apesar de nossa indignação sem justificativa – “Ele se indignou …” (v. 28)

> Apesar de nosso orgulho – “… e não queria entrar” (v. 28)

> O Pai nos ensina a humildade – Ele demonstrou aqui o que C. S. Lewis chama de “humildade divina” – “… saindo, porém, o pai …” (v. 28)

> O Pai procura nos conciliar com Ele, com os outros e conosco mesmo – “… procurava conciliá-lo” (v. 28)

> Apesar de nossa justiça própria (como se por nossa própria justiça, que não passa de trapos imundos, pudéssemos alcançar o favor de Deus, ter direitos diante de Deus) – “… Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua …” (v.29 a)

> Apesar de nosso egoísmo – “… nunca ME deste um cabrito sequer para alegrar-ME com MEUS amigos” (v. 29). Temos sido muito egoístas. Às vezes achamos que sofremos! Na verdade não sabemos o que é sofrimento!

> Apesar de nosso ciúmes, de nossa inveja – v. 30

> Apesar de o acusarmos injustamente, de questionarmos (injustamente) os seus caminhos– A acusação do filho mais velho era injusta, pois tudo que pertencia ao pai era dele também (v. 29-31)

Conclusão

> O Pai Celestial tem nos dado o livre-arbítrio, o direito de fazer nossas próprias escolhas. Nós temos alegrado ou entristecido o coração do Pai com nossas escolhas?

> Você tem se sentido distante do Pai? Tem sentido que suas escolhas tem sido erradas e tem afastado você do Pai?

> Lembre-se que Ele é longânimo e nos ama com amor incondicional, mas somos nós quem temos de nos arrepender, nos levantar e ir em direção ao Pai. Ele esta ansioso à nossa espera. Está de braços abertos para nos receber. Só aguarda um sinal de arrependimento e rendição para correr ao nosso encontro. Que tal voltar hoje aos braços do Pai?

 

 

Autor: Pr. Ronaldo Guedes Beserra

 

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