quarta-feira, 29 de maio de 2013

SERVINDO A DEUS NOS DÍZIMOS E NAS OFERTAS.

 

SERVINDO A DEUS NOS DÍZIMOS E NAS OFERTAS.

 

 

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não abrir as janelas do céu e derramar sobre vós benção sem medida” (Ml 3.10)

 

- O ensinamento dos dízimos e das ofertas é fundamental para o crescimento do reino de Deus, é um mandamento do Senhor, é uma obrigação dos que reconhecem que todas as boas dádivas provêm de Deus, pois eles tiveram inicio antes da lei. Após Abraão ser abençoado por Melquisedeque, deu o dízimo de tudo (Gn 14.19,20).

- Não cumprir essa obrigação é tirar de Deus a participação do que ele tem direito sobre os nossos ganhos Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas (Ml 3.8).

Discorreremos de forma simples e breve sobre as consequências dos que não dizimam e as bênçãos que advém da parte de Deus para os dizimistas e ofertantes.

I. Etimologia do termo

a. No hebraico a palavra Asar significa (10) décima parte, com o sentido de dizimo aparece por sete vezes; Maaser (décima parte) palavra usada por 32 vezes nas escrituras.

- No novo testamento é citada por três formas; Dekátóo, apodekatoo, e dekate que significam a décima parte.

b. É a décima parte daquilo que recebemos como produto do nosso trabalho.

- O dízimo passou ser empregada dentro do sistema de sacrifício como parte do culto prestado a Deus, para cobrir as despesas do culto e o sustento dos sacerdotes levíticos; e provavelmente esses fundos também eram usados para ajudar os pobres em suas necessidades.

- Podiam ser o produto animal e agrícola, eram oferecidos ao Senhor, essa prática certamente foi passada de pais para filhos (Gn 4:3,4; Gn 14:20; Lv 27:30).

- Na lei mosaica os israelitas tinham obrigações de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas (Lv 27:30-32; Nr 18:21,26; Dt 14:22-29).

- Deus considerava o seu povo responsável pelo sustento e manejo de todo os recursos da sua obra.

II. Roubará o homem a Deus?

- Os israelitas roubaram a Deus porque eles deixaram de lhe trazer os dízimos (a décima parte do que ganhavam) e as ofertas alçadas, mesmo sabendo que era exigido na lei de Moises e por essa razão Deus os alertavam sobre as maldições, os que egocentricamente recusavam contribuir (Ml 3:8). Eles foram agressivos ao Senhor (Ml 3:13), diziam inútil é servir a Deus, pensavam que a adoração externa era suficiente para receber a benção de Deus, alegavam também que não valia a pena (Ml 3:14).

- Os fariseus pensavam a mesma coisa, que pelo fato de dizimar isentaria das demais faltas (Mt 23:23).

III. As consequências

- As maldições trariam uma série de consequências consideradas terríveis, era uma sequência de destruição, pois a desobediência tomara conta como veio a palavra do Senhor ao Profeta Joel (Jl 1:1-20) e uma delas era o devorador para destruir a lavoura e tudo quanto eles tinham, prejuízos como endividamento, impossibilidade de saldar seus débitos (Ag 1:6,7), porque as bênçãos de Deus dependeriam da sua fidelidade a Deus como é também a nossa (Ml 3:10,11).

IV. As exigências de Deus

-Tragam todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa (Ml 3:10ª)

-Façam prova de mim (Ml 3:10b),


V. As bênçãos prometidas

- Repreenderei o devorador (Ml 3.11).

- Vós sereis uma terra deleitosa (Ml 3.12)

- Quando contribuímos e entregamos todos os dízimos do Senhor, devemos nos lembrar de que as promessas de Deus não são sempre materiais, e não podem ser completamente experimentadas aqui na terra, mas certamente as receberemos em nossa vida futura, no céu.

- Como crentes devemos ser cautelosos para não contrair maldições para as nossas vidas, desobedecendo a Deus nos dízimos e nas ofertas, importância (valor) que não nos pertence.

- Sejamos dizimistas na igreja ou congregação aonde cultuamos, não permita que ninguém lhe prive dessa graça fazendo-lhe administrar o que não lhe pertence, No ano 520 a.C, o profeta Ageu no seu livro teve o propósito de repreender, exortar a Zorobabel e Josué o sumo sacerdote a mobilizarem o povo para a reedificação do templo e reordenar para que o povo priorizasse a obra.

- Em nossos dias devemos fazer o mesmo, nos mobilizar para que a obra seja feita com os nossos esforços e assim veremos as mãos de Deus nos abençoar.

- Na igreja primitiva os dízimos e as ofertas eram depositados aos pés dos apóstolos, “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho da consolação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e depositou aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37).

- Jamais devemos fazer uso daquilo que não é nosso como fez Ananias e Safira retendo parte do valor que havia prometido aos apóstolos (At 5.1-11). Cuidado o dízimo não é seu!

 

 

Autor: Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

 

 

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