terça-feira, 27 de novembro de 2012



Vivendo para 
ser e fazer 
discípulos: 

A CONSUMAÇÃO DO PLANO 



Texto Básico: Gl 4.4,5; Fp 2.5-8 

Texto Áureo: Jo 19.30 

Texto Devocional: Jo 17.1-5 



INTRODUÇÃO 


- Na cruz, diz a Bíblia, Jesus rendeu o espírito. Antes, disse uma expressão que sacudiu o inferno de pavor: "Está consumado!" (Jo 19.30 – o nosso texto áureo). 

- Este fato his­tórico ocorreu no começo da era cristã e teve conseqüências diretas na ordem natural e sobrenatural. 

- Jesus morreu para consumar, terminar ou completar o plano que Deus o encarregou de cumprir, visando a salva­ção do homem condenado pelo pecado. 

- O plano teve início, na sua etapa terrena, em Belém da Judéia (Lc 2.6,7). Tudo aconteceu no momento previsto por Deus. 

- O apóstolo Paulo escreveu: "Vindo, porém, a plenitude do tem­po, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar…" (Gl 4.4,5). 

I. ENTÃO, O SENHOR TEM UM PLANO 

1. Os céus e a terra pertencem ao Senhor. 

- Há maravilhas sem conta no planeta em que habitamos. Perten­cem, por direito de criação, ao nosso Deus. Seres e coisas são do Senhor (SI 24.1). 

- O homem foi criado para adminis­trar o patrimônio divino. O pecado prejudicou este plano original. 

2. Houve necessidade de Jesus fazer uma re­conciliação. 

- Em 2Co 5.18-20, temos a revelação de que Deus nos confiou uma obra. 

- Somos embaixadores, enviados em nome de Cristo, para a obra de reconciliação. Isto faz parte do plano de Deus. 

II. COMO SERVIR NO PLANO DE DEUS 

1. Não há lugar para o orgulho. 

- O desejo de ocupar a primei­ra posição, o lugar destacado, pode ser até normal. 

- O problema surge quando isto ocorre com a exclusão do outro. Na obra do Senhor não deve ser assim. 

- E uma fraqueza humana que fere a ética bíblica. 

- E uma situação antiga, existente na igreja primitiva. 

- Estão lembrados do estra­nho pedido da mãe de Tiago e João, provavelmente Salomé, irmã de Maria? Solicitou honrarias exclusivas para os seus filhos. Jesus ouviu a mãe que assim procedia, observou a justa indignação dos outros discí­pulos e comentou, condenando o orgulho: 
"…quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20.27,28). 

2. O Mestre tinha autoridade para falar. 

- Em Mt 11.29, Jesus convida a aprender com Ele lições de mansidão e humildade. 

- Aquele que estava no princípio com Deus, e que teve o poder de fazer todas as coisas (Jo 1.2,3), agora estava entre nós, preparando os continuadores da sua obra. 

- Alertou contra as ciladas do maligno, uma das quais é o cultivo da vaidade. 

- Jesus foi o Modelo perfeito. 

- O apóstolo Paulo lembrou aos filipenses, que Jesus "a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp 2.8). 

3. O registro de Marcos. 

- O evangelista Marcos também regis­trou o pedido de Salomé. Indicou, a propósito, o ensino de Jesus. 

- O exer­cício da autoridade no Reino de Deus não pode ter o mesmo sentido do existente na área secular. 

"Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva" (Mc 10.43). 

III. COMO É O PLANO DO BOM PASTOR 

1. Deus nos vê como ovelhas. 

- No Salmo 78, de Asafe, temos lições sobre a providência de Deus. Uma delas, Israel, como povo, era um rebanho de ovelhas preciosas, sua herança. Por isso, escolheu Davi, para ser o " pastor de Jacó" (vs. 70-72). 

- Como se dá no tempo da igreja, da Revelação do Novo Testamento, no olhar de Deus? 

- Da mesma forma. O apóstolo João disse que Jesus, o enviado de Deus para a consumação da obra de reconciliação, veio como o bom Pastor. 

- Registrou as palavras incisivas do Mestre: "Em verdade, em verdade vos digo: O que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador" (Jo 10.1). 

- A segunda parte do versículo é uma advertência contra os falsos mestres, que tentam desviar o rebanho do Senhor, a igre­ja fiel. 

2. O falso líder.

- Pode parecer estranho um líder ser um instru­mento da morte. Mas esse tipo existe. 

- O líder que não é verdadeiro. O líder disfarçado. Em Jerusalém, Jesus disse que os judeus examinavam as Escrituras cuidando ter nelas a vida eterna. 

- Jesus e a Bíblia são as fontes da vida eterna (Jo 5.39,40). 

- Como o Bom Pastor, Ele vai até onde é necessário (Jo 10.11). Jesus é o Bom Pastor, fiel e verdadeiro, que con­sumou a obra que recebeu do Pai. Para salvar suas ovelhas, realizou milagres, repreendeu os espíritos malignos, ensinou o caminho, orientou com verdade (Jo 14.6). 

- Como suas ovelhas, ouvimos sua voz e suas pa­lavras de vida eterna. O plano foi assegurado. 

- O plano foi consumado. Aleluia! 

CONCLUSÃO 

- Jesus recebeu do Pai uma missão e a cumpriu cabalmente. 

- Quan­do estava pregado na cruz, ao exclamar: "Está consumado!" 

- Jesus estava dizendo que nada mais havia que precisasse ser feito. Como Salvador, Jesus é perfeito, fez uma obra completa. 

- E nós, seus discípulos, temos a missão de testificar de seu plano eterno de salva­ção, para o mundo. Jesus nos vê como ovelhas. 

- Trata-nos como ovelhas, sendo Ele o Supremo Pastor, que deu a sua vida pelo rebanho. 

PERGUNTAS DA LIÇÃO 

1. Qual é o significado de Gaiatas 4.4? 

2. Que ligação existe entre o plano de Jesus e a Reconciliação? 

3. Apresente duas passagens bíblicas que mostrem Jesus como Modelo de humildade. 

4. Qual é a mensagem final do Salmo 78? 

5. Por que Jesus deu a vida por suas ovelhas?



AUTOR: Pr. Josias Moura de Menezes



+++++++++
++++++++++
+++++++++++
++++++++++++
+++++++++++++
++++++++++++++
+++++++++++++++
++++++++++++++++
+++++++++++++++++
++++++++++++++++++



Desafios contemporâneos 
para o líder cristão 

Rm 12: 2: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”. 


I. Introdução 

- Entendo que há uma grande carência de lideres que tenham seu coração no reino, e que sejam movidos por um verdadeiro sentimento de servir a Cristo e honrá-lo através de suas vidas. 

- Encontramos muitos exemplos de lideres com este perfil nas páginas da Bíblia. 

- Poderíamos citar Daniel, que é levado para a Babilônia em idade bem jovem. 

Muitas qualificações foram impostas a Daniel e outros jovens judeus: 

1) Fisicamente precisavam ser fortes, ter boa aparência, e agradáveis as pessoas, 

2) Mentalmente, precisavam ser inteligentes, 

3) Socialmente, precisavam aprender a se relacionar bem e ser refinados para representar a liderança, 

4) Emocionalmente, ser firmes e estáveis. 

- Os babilônicos investiam em formar jovens para exercerem uma liderança de alta qualidade, pois tinham a consciência de que este era o mais valioso tesouro que qualquer comunidade ou organização poderia possuir. 

- Em contato com aquela cultura Daniel tem amplas oportunidades de se tornar intelectualmente mais preparado e emocionalmente mais resistente e estável. 

- Porém, é neste contexto que Daniel revela ter em sua personalidade uma das qualidades mais importantes para um líder: Sua própria identidade e seu estilo pessoal. 

- Daniel firma em seu coração, o proposito de se manter fiel ao Deus de Israel, mesmo estando num contexto de pluralidade religiosa. 

- O capitulo 1:8 declara: “Resolveu Daniel, firmemente, não se contaminar com as finas iguarias do rei….”. 

- Daniel se relacionava com a cultura Babilônica, e esta relação não mudava suas referencias, seus valores e seu desejo de dedicar-se ao Deus de Israel. 

- Daniel era luz, para aqueles que estavam mergulhados em trevas. Era consciente que sua grande missão era testemunhar com sua própria vida acerca do Deus de Israel. 

- Daniel conviveu com grandes desafios. E nós também, assim como Daniel, vivemos em uma das épocas mais desafiadoras para o cristianismo, pois somos expostos a muitas filosofias e ideologias que apesar de serem extremamente difundidas, são contrárias a Palavra de Deus. 

- Mac Arthur diz que “A influencia da pós modernidade claramente infecta a Igreja”. 

- E assim muitos cristãos tem baixado o tom da sua mensagem para que as grandes verdades absolutas do cristianismo não soem mais como desagradáveis aos ouvidos pós modernos. 

II. É vem a ser neste contexto, de uma Igreja que é desafiada pelo pós modernismo, que eu gostaria de tratar acerca de alguns desafios existentes para lideres cristãos: 

 1) O desafio do antropocentrismo 

- Esta é uma época onde muitas pessoas divinizam a vontade do homem e humanizam Deus. 

- A pós modernidade faz com que muitos destronem Deus, como autoridade absoluta, e entronizem ao próprio homem. 

- Somos desafiados por um cristianismo centrado no homem, onde Deus se transforma num instrumento secundário que trabalha para realizar todos os gostos e vontades soberanas do homem. 

- Muitos se acham no direito de viver determinando. É comum ouvirmos frases assim: “Eu determino, ou eu decreto…”. 

- Muitos sentem-se como “Senhores ou senhoras do destino”. 

- Como lideres somos desafiados a falar da soberania Deus. 

- Era isto que Paulo anunciava aos filipenses no capitulo 2:9-11: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” 

- Nosso grande desafio é declarar a esta geração que Deus permanece em seu trono, e que Ele reclama por ser entronizado dentro dos nossos corações. 

2) O desafio do individualismo 

- Nunca houve na história da humanidade uma época de tanta produção de alimentos, mas muitas crianças continuam morrendo com fome em alguns países da África. 

- O Capitalismo estimula o individualismo, pois para alguém ter, certamente outro terá que perder. 

- E assim muitas pessoas se tornam centradas em suas ambições pessoais e inertes às necessidades alheias. 

- Convêm lembrar irmãos, que o cristianismo em sua origem não celebrava o individualismo. 

- Os primeiros cristãos tinham alegria tanto em receber como em dividir. 

- Hoje, muitos só querem receber. Até mesmo na forma de orar, muitos só priorizam pedir para si mesmos. 

- Tiago diz no capitulo 2:17, que “também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” 

- Nesse contexto, ele esta falando sobre a necessidade de dividir com aqueles que necessitam. 

- Nosso grande desafio é portanto, ensinar a esta geração que precisamos ter alegria tanto em receber como compartilhar, precisamos ter prazer tanto em nossas conquistas pessoais como nas conquistas dos outros. 

3) O desafio do hedonismo 

- Como movimento filosófico, o hedonismo teve sua origem nos ensinos dos epicureus, cuja máxima era “comamos e bebamos e amanhã morreremos”. 

- Assim os hedonistas ensinavam que o certo é aquilo que é prazeroso e agradável. 

- O hedonismo considera que o prazer individual é o único bem responsável. Temos visto o reflexo do hedonismo na apologia do sexo livre e na disseminação da pornografia nos meios de comunicação, onde até mesmo crianças e adolescentes tem acesso livre. 

- Ouvi falar de uma criança que estava conectada em um jogo virtual que tem se tornado uma febre, o haboo. De repente algum usuário entrou no ambiente virtual propondo-se a falar imoralidades. 

- Gastaldi diz que a geração da era pós moderna "tem prazer no efêmero, no fragmentário, no descontínuo e no caótico. Viver é experimentar sensações; quanto mais fortes, intensas e rápidas, melhor. Nada de sentimentos, de culpa, nada de bem e de mal, nada de valores: o que importa é o que me agrada, ou o que me traz prazer”. 

- Somos desafiados a dizer a esta geração que seu verdadeiro prazer deve estar na palavra de Deus: 
“1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.” (Salmos 1:1-2 RA) 

4) O desafio do relativismo 

- O relativismo tem sua gênese no pensamento de Hegel, filosofo alemão. 

- Em sua dialética Hegel ensinava que “….todo certo tem um pouco de errado, e todo errado tem um pouco de certo”. Essa forma de pensar foi evoluindo e chegou ao que chamamos de relativismo. 

- Segundo o relativismo, não há verdades absolutas, e assim, o padrão do certo ou errado esta vinculado a consciência de cada um. 

- Influenciados pelo relativismo muitas pessoas passam a relativizar as verdades do cristianismo, mas contraditoriamente tornam absolutas muitas das suas próprias convicções. 

- O relativismo nos desafia a dizer a esta geração que Jesus é a sua verdade absoluta. 

- Foi Ele quem disse em João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” 

5) O desafio do materialismo 

- O materialismo é uma filosofia que superestima o material, o físico e o palpável em detrimento do espiritual e do eterno. 

- Os materialistas julgam o mundo espiritual como abstrato, secundário e como algo sem relevância, e acreditam que a essência da vida esta em acumular ou TER. 

- O materialismo estimula as pessoas a VIVEREM PARA TER. Porem, a ênfase do cristianismo bíblico esta em VIVER PARA SER. 

- Somos desafiados a viver para sermos santos, luz do mundo e sal da terra em meio a uma geração que vive para ter. 

- Jesus encontrou pessoas materialistas, como o jovem rico, que preferiu suas próprias riquezas em vez das riquezas do reino. Mas ele também encontrou pessoas como Zaqueu, que foram capazes de trocar o materialismo pelos valores do reino. 

- O materialismo tem influenciado muitos discursos religiosos, fazendo com que muitas pessoas busquem em Deus recompensas meramente materiais. 

- Vivemos hoje testemunhando o auge da teologia triunfalista e da teologia da prosperidade. 

- Estamos vendo adesões em massa, e provavelmente poucas conversões. 

- Temos visto que muitos estão em busca das bênçãos materiais de Deus e não de Deus. 

- Somos desafiados pelo materialismo a anunciar para esta geração que seu estilo de VIVER PARA TER, não lhe trará satisfação interior. 

- Esta geração necessita saber através de nós que sua sede e sua busca só será satisfeita quando ela aprender a desejar o Senhor como a corça suspira pelas águas. 

- É esta sede que o salmista tem em seu coração no salmo 42: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?” 

- Somente a sede por Deus nos satisfaz, e não a sede por suas bênçãos. 

- Assim meus irmãos, a sede por intimidade com Deus é a grande arma que temos para evangelizar uma geração que procura satisfação em coisas materiais. 

III. Conclusão 

- O antropocentrismo, o individualismo, o hedonismo, o relativismo e o materialismo são alguns dos grandes gigantes que nos desafiam nesta geração. Porem, encontramos na história bíblica, o exemplo de que um grande gigante já foi derrubado com apenas uma pedrinha. 

- Precisamos crer no poder do evangelho, pois esta é a nossa “pedrinha” para derrubar os gigantes ideológicos desta geração. 

- Como Davi se dispôs para enfrentar Golias, que nós sejamos capazes de nos dispor para servir ao Senhor da Seara. Ele esta conosco e nos ajudará a vencer os desafios desta época. Que Deus nos abençoe! 



(Palavra ministrada pelo Pr Josias Moura no encontro Nordestino da ABU – Aliança Bíblica Universitária, ocorrido na Igreja Presbiteriana Central, em João Pessoa) 





+++++++++++++++++
++++++++++++++++
+++++++++++++++
++++++++++++++
++++++++++++++
+++++++++++++++
++++++++++++++++
+++++++++++++++++