terça-feira, 20 de novembro de 2012



Quanto Amamos 
a Deus? 

- Mc 14.1-11


 Introdução: 

- Este capítulo inicia-se com o relato de uma conspiração contra a vida de Jesus, elaborada pelos escribas e sacerdotes. Ironicamente este relato é seguido por uma atitude de amor e gratidão de Maria (Jo 12.1-3) irmã de Lázaro. 

- É curioso ver que as três vezes em que Maria é mencionada nos Evangelhos ela está aos pés de Jesus (Lc 10.39; Jo 11.32,33; 12.1-3). Nesta atitude vemos uma reação de amor a Deus. 

E, algumas coisas me chamam à atenção acerca de Maria. 

 1. Maria revela seu amor dando o melhor para Deus (v.3) 

• É interessante observar que ela dá o mais puro nardo e quebra um vaso caríssimo. 

• O nosso melhor tem tudo a ver com o que somos. 

• Ela não se preocupa com as críticas. Ela somente age pelo amor. 

• O amor gera qualidade e não se preocupa com opiniões. 

 2. Maria revela seu amor sendo mais espiritual do que religiosa (v.5) 

• Havia um mandamento destinado à contribuição aos pobres (Dt 15.7-11). 

• Maria neste momento está agindo pelo amor e não pela Lei. 

• Ela está sendo espiritual e não religiosa. 

 • O amor transcende a Lei. Pois a maior Lei é o amor. 

 3. Maria revela seu amor no sacrifício oferecido a Deus (v.4) 

• Servir a Deus implica em sacrifícios de amor e fé. • Não sacrifícios da carne, frutos das ações humanas; mas de fé. 

• O valor deste nardo era de um salário anual. Hoje equivalente a R$ 4.560,00. 

• Que tipo de sacrifício seríamos capazes de fazer por amor a Deus? 

 4. Maria revela seu amor na abnegação dos valores terrenos (v.5) 

• Em contraste com Judas Iscariotes, que se vendia por apenas trinta moedas de prata, esta mulher derrama trezentos denários sobre Jesus. 

• Ela não era motivada pela cobiça, mas pela abnegação. 

• Isto porque amor gera abnegação e não cobiça. 

• Ela escolheu o melhor, v.7. Optou pelos valores eternos. 

 CONCLUSÃO: 

Saberemos o quanto amamos a Deus pelas seguintes resultados: 

1) Quando agradarmos mais a Deus do que aos homens v.6; 

2) Quando soubermos distinguir os valores eternos dos terrenos, v.7; 

3) Quando nossas ações protagonizarem a mensagem do Evangelho em nós, v.9. 


 AUTOR: Pr. Adriano Moreira





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A Palavra Encarnada 

- Jo 1.1-18



 Introdução: 

- O quarto Evangelho, escrito pelo apóstolo João (1.37-40; 19.26; 20.2,4,8; 21.20,24) cerca de 50 a 70 d.C., tem como propósito fazer o leitor crer que Jesus é o Filho de Deus, e crendo, possam ter vida eterna nEle (20.30,31). 

- Por isso seleciona milagres, ensinos e pregações dentre apenas cerca de vinte dias dos três anos de ministério de Jesus no intuito de comprovar a posição dEle como Filho de Deus. 

- Neste propósito ele inicia o seu evangelho apresentando Jesus como o logos encarnado, o deus humanizado. 

Eis as características da Palavra encarnada: 

 1. A PALAVRA É ETERNA (vs.1-3) 

• João começa revelando a eternidade da Palavra. E, esta mesma Palavra, Verbo e Sabedoria é Cristo, Gn 1.26; Pv 8.22-31; Is 44.24. 

• Três revelações são feitas aqui por João: 

• 1) A Palavra já “era” quando nada ainda “era”; 

• 2) A Palavra estava presente desde antes do princípio; 

• 3) A Palavra é criadora da existência. Isto é: a Palavra “É”, enquanto tudo mais “existe. 

 2. A PALAVRA É GERADORA DE VIDA (vs.4-5) 

Não existe vida fora da Palavra. João faz questão de mostrar isso (Jo 6.68; 15.4,5). 

Só a Vida gera luz nas trevas. Apesar de serem forças opostas, a luz é incomparavelmente mais eficaz que as trevas (1 Jo 2.8). 

Só permanece nas trevas quem rejeita a luz, 8.12; 9.5. 

 3. A PALAVRA É TESTEMUNHÁVEL (vs.6-8, 15-18) 

• João Batista aparece como testemunha ocular da mensagem que anuncia. Ele é o homem enviado por Deus. 

• Todavia João, evangelista torna-se testemunha pessoal do que relata. Ele era o discípulo amado. 

• Ser testemunha é apontar outro, ao invés de si mesmo. É mostrar outro, e não a si próprio. 

• Ele testemunhou da: 

A Supremacia de Cristo: “excelência”, v.15. 

A Pré-existência de Cristo: “existia antes de mim”, v.15. 

A Plenitude de Cristo: “sua plenitude” 

A Graça de Cristo: “graça sobre graça” 

A verdade de Cristo: “graça e a verdade” 

A Revelação de Cristo: “é quem o revelou”. 

 4. A PALAVRA É ABRANGENTE (vs.9-10) 

• Como luz ela alcança a todos. 

• O alvo divino sempre foi a humanidade. 

• Para ser alcançado por esta luz é preciso reconhecê-la. 

 5. A PALAVRA É TRANSFORMADORA (vs.11-14) 

• Só transforma quem a recebe, v.11 

• É preciso recebê-la pela fé, v.12 

• Gera filhos segundo a vontade de Deus, v.13 

• Provoca uma transformação: 

1) visível; 
2) presente; 
3) gloriosa; 
4) graciosa; 
5) verdadeira (v.14). 

 CONCLUSÃO: 

Que esta Palavra esteja encarnada em nosso viver diário! 



 AUTOR: Pr. Adriano Moreira


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