sexta-feira, 19 de outubro de 2012

QUE HERANÇA UM PAI 
 DEVE DEIXAR 
 PARA UM FILHO 




PREGAÇÃO PARA OS PAIS 

 Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. 2 - Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. 3- Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão. Salmos 127:1-3 

 E nasceram a José dois filhos (antes que viesse um ano de fome), que lhe deu Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. 51 - E chamou José ao primogênito Manassés, porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai. 52 - E ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição. Gênesis 41:50-52 

 - A Bíblia diz que os filhos são herança do Senhor. Salmo 127:3. 

 Há uma tradução que assim diz: 

 - A possessão que Javé concede são os filhos, seu salário é o fruto do ventre. Ou seja, Deus abençoa os pais quando lhes dá filhos, pois filhos sempre são vistos como bênção na Bíblia. 

 - Contudo, mais do que abençoar, Deus dá uma herança aos pais quando crianças vêm a uma casa. (Hebraico Banin : Herdar, possuir) 

- Se fossemos pregar uma mensagem para a família no Salmo 127 talvez pudéssemos dizer que Deus: Edifica, protege, sustenta e abençoa 

 - Agora, O que é uma herança? Resposta: É algo de valor que herdamos de alguém por direito ou por favor. Então o que os pais herdam de Deus? Resposta: Os filhos. 

 - Bem,está claro o que os pais herdam, mas eu pergunto, o que os filhos herdam dos pais? - Alguns poderiam dizer: Bens, propriedades, dinheiro, negócio de família, talvez até estudo. 

 - Ao olharmos para um personagem Bíblico muito conhecido: José do Egito,quero hoje enxergá-lo não somente na figura de alguém que muito sofreu e foi honrado, como já o sabemos, mas quero vê-lo sob o prisma de um Pai que ao longo de sua caminhada deixou algumas heranças valiosíssimas para seus dois filhos. 

 - História de José.... 

Filho preferido de seu pai é vendido como escravo por seus irmãos e vai para o Egito, lá ele é comprado por Potifar, cresce naquela casa, mas a mulher de Potífar acusa José injustamente e ele vai para a prisão.Na prisão ele assume o comando do cárcere, interpreta os sonhos de dois funcionários do palácio que o esquecem lá após saírem da cadeia. Depois de alguns anos interpreta os sonhos do Faraó que o faz 2º do Egito. No Egito ele tem dois filhos, e mais tarde por causa da fome um dia seus irmãos descem ao Egito para comprar comida onde reencontram o irmão que haviam vendido como governador daquela terra. São os seus procedimentos no decorrer dessa historia que nos mostram as heranças que José deixou para os seus filhos. 

 1°. HERANÇA EMOCIONAL 

-  José teve dois filhos na terra do Egito e ao seu primogênito ele chamou de Manassés que significa: “Aquele que faz esquecer”. Gn41:51 

-  É interessante nos lembrarmos que na época do Antigo Testamento o nome de alguém significava muito mais do que simplesmente o som pelo qual ele seria chamado. 

 O nome de alguém tinha pelo menos duas representações: 

 1 – O que a pessoa era: Jacó passou de “usurpador” para Israel “aquele que luta com Deus” Abrão passou de “Pai exaltado” para Abraão “Pai de multidões” 

 2 – A circunstância que envolvia o nascimento da pessoa: Samuel “Seu nome é Deus” – Ana havia orado muito por seu filho a afirmava: Do senhor pedi (1 Samuel 2) - Assim no Antigo Testamento quando se perguntava a alguém seu nome, estava se perguntando: “Quem é você” ou “o que é você?” 

 - Preste bem atenção, José faz questão de expressar no nome de seu filho mais velho a cura que Deus havia operado em seu coração. E Manassés se lembraria disso todos os dias de sua vida. O que é que José estava dizendo ao seu filho? Que mensagem ele estava passando? José estava dizendo: Manassés você pode ser uma pessoa emocionalmente equilibrada. 

 - Pense, talvez Manassés tenha perguntado a seu pai um dia: Pai porque me chamo “aquele que faz esquecer"? E então José teve a oportunidade de lhe contar tudo o que lhe fizeram, a traição, a vergonha, os dias de angústia, etc..... Mas ao final ele pode dizer ao seu filho de que apesar de tudo, ele, José era emocionalmente sadio. 

 - José estava dizendo aos seus filhos que Perdão é muito melhor do que vingança. José não era amargo, frustrado nem mesmo vingativo 

 - Quando seus irmãos descem ao Egito para buscar comida ele teve toda a chance de se vingar dos seus irmãos mas ele não o fez. Recebeu os traidores e os perdoou, não se vingou dos irmãos, não se vingou da mulher de Potífar, esposa de seu primeiro chefe que o acusou injustamente e por isso ele foi preso. 

 - É importante notar que antes mesmo de reencontrar seus irmãos José já havia decidido esquecer e criar seus filhos num ambiente saudável. 

 Muitos pais de hoje estão criando filhos em ambientes: 

 Emocionalmente doentes. 

- Pais amargurados com a vida, com a igreja.... (quantos pais vivem falando mal dos irmãos, dos pastores, da liderança quando as crianças são pequenas) e quando os filhos se tornam adolescentes eles nem querem saber de igreja, por quê? Porque ouviram que a igreja é ruim desde pequenos. Vingativos (olho por olho, dente por dente) “vai ter volta hein.....” 

 - Truculentos e Nervosos ao Extremo (vamos embora senão vou dar na cara de fulano) 

- Quantos adolescentes eu mesmo vi reproduzirem comportamentos truculentos idênticos aos seus pais Pais que não conseguem liberar perdão (familiares que não se falam a anos) 

 - Complexo de Vítima (sempre ele é o incompreendido da história) 

-  Pai que não chora (homem que é homem não chora) José chorou por várias vezes, Demonstrou firmeza e sensibilidade. Então nossas crianças crescem nesses ambientes de uma carga emocional péssima e nunca veem encarnados em seus pais a graça de viver a cura de Deus. De crescerem em lares onde se pode dar a outra face para alguém que nos bateu. 

- Pais, deixem essa herança aos seus filhos para que eles não venham a correr o rico de se tornar depressivos, melancólicos exacerbados, ou então pedras de gelo que não tem medo de sepultar os relacionamentos a sua volta. 

 2°. HERANÇA MORAL  

- O que é moral, ou moralidade? 

-  Definição: “É o conjunto de costumes, e valores de uma pessoa, que funciona como um guia para suas ações”. 

 - José deixou uma herança moral aos seus filhos, e quando digo isto é pelo fato de que eles viram em José comportamentos práticos na vida, no dia a dia, que eles podiam tomar para si. 

 - Ou seja, José foi para eles um bom modelo de vida. Isto é herança moral. Veja o que diz Provérbios 24:32 “O que eu tenho visto, o guardarei no coração, e vendo-o recebi instrução”. 

 - José não precisava dizer aos seus filhos: “faça o que falo, mas não faça o que eu faço” 

 Algumas heranças morais que José deixou: 

 Trabalho: José era trabalhador. Ele Trabalhou na casa de Potifar (Gn 39:1-3); Trabalhou na cadeia (Gn 39:22-23); Trabalhou no palácio ( Gn 41:40); - Primeiro administrou uma casa, depois uma cadeia e depois uma nação. Ele aprendeu a trabalhar duro para crescer na vida. 

 - Grave isto: A ociosidade é o sepultamento do homem vivo! 2 Tess. 3:10 ... se alguém não quer trabalhar, também não coma. 

 - Precisamos inspirar e incentivar nossos filhos a trabalharem firme e constantemente. Pense comigo, hoje muitos só começam a trabalhar depois de formados, ou seja, eles nunca se passaram pelo mercado de trabalho, até o ponto em que vão precisar depender totalmente dele. Um estágio, ou um trabalho temporário não faz mal para ninguém. 

 Pai, três perguntas para fazer ao candidato á namorado: 

 1ª Você estuda? 
 2ª Que tipo de filho você é? (quem não honra os pais não sabe honrar a esposa) 
 3ª Você trabalha? 

- Uma das piores ciosas que há para uma moça é casar com um homem que não gosta de trabalhar. Faz bem para um filho ver pais que trabalham de maneira séria e constante 

 Boa Administração (Não era gastador, era comedido e inteligente) 

-  José arquitetou um plano de prevenção à fome para uma nação, conseguiu campo e terra para os seus irmãos. Gn 41:56-57; Gn 47:13-31; 

- Hoje crianças estão crescendo em lares que gastam mais do que podem, com contas absurdas de cartão de crédito. Não aprendem o princípio da economia, não aprendem a receber um não para as suas vontades. 

Persistência (aparentemente fracassou em duas tentativas – Potifar e Cadeia - mas ele nunca não desistiu de ser correto) 

-  Foi traído pelos irmãos, foi acusado injustamente e foi preso, foi esquecido pelas pessoas que ajudou, mas ele não desistiu, não jogou tudo para o alto. 

Ética: 

- Apesar de ser várias vezes enganado pelas pessoas José nunca enganou ninguém. José era um homem de palavra, ele não mudou de atitude para com seus irmãos depois que o pai – Jacó – morreu. (Gn 50:15-21) 

 “O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo”. Provérbios 13:22 

- Os pais devem ser a “encarnação” do que querem que seus filhos sejam. 

 3°. HERANÇA ESPIRITUAL 

 (GN 48:1) “E aconteceu, depois destas coisas, que alguém disse a José: Eis que teu pai está enfermo. Então tomou consigo os seus dois filhos, Manassés e Efraim”. 

Gênesis 48:1 - Isto era o mais importante na vida de José: Ele era servo de Deus!! A Bíblia afirma por diversas vezes: “Deus era com ele...” O nome do segundo filho de José era Efraim, que significa: “Fiel”.  

Gênesis 41:52 - "E ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição". 

 - Havia uma relação de fidelidade entre José e Deus e Deus e José. Efraim poderia perguntar a seu pai: Por que meu nome é este? E José poderia encher a boca e responder: Porque Deus é fiel e nós devemos ser fiéis a Ele também. 

 - Os filhos de José são criados em um ambiente de amor e honra a Deus. Os filhos de José podiam olhar para ele e ver um homem de Deus. 

 - Em Gênesis 48 José faz questão de que seus filhos aprendam um princípio espiritual muito importante, o de estar no lugar da bênção. Aliás José leva os seus filhos até o lugar da bênção. José leva seus filhos até a presença de seu avô Jacó. Aquele era um lugar de bênção, pois Jacó era o patriarca e ele tinha a prerrogativa de abençoar em nome de Deus. 

 - É interessante frisar bem o que o texto diz: José é que leva os filhos! Ele toma a iniciativa pois como pai ele sabe o que é certo para seus filhos, o lugar onde eles deveriam estar. 

 - Pais que tem preguiça de trazer o filho para a escola bíblica por que é muito cedo, e não sabem que as vezes por essa sonegação mais tarde terão que buscá-los nas boates..... 

 - A Bíblia diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6) 

 - Veja o que diz Deuteronômio 6: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” 

 - José tinha entendimento espiritual das situações (Gn 50:22) “Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida”. 

Gênesis 50:20 - Quanto tempo você gasta deixando uma herança espiritual para os seus filhos? 

 - Quanto você está disposto a investir financeiramente na espiritualidade de seus filhos? Investir em oração? 

 - Os filhos de José se tornaram grandes tribos em Israel, muita gente da sua descendência foi abençoada pela sua vida, sua herança transpassou gerações e nos abençoa até hoje. 

 Deus quer que você pai deixe aos seus filhos a maior herança que eles podem ter, o conhecimento de Deus e de seu grande amor para conosco. 


 AUTOR: Pr. Christian A. Doerzbacher 



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A Rebeldia dos Filhos

 1 Sm 2.12-17,22-25 

12 - Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não conheciam o SENHOR; 13- porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes em sua mão; 14- e dava com ele, na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim faziam a todo o Israel que ia ali a Siló. 15- Também, antes de queimarem a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote, porque não tomará de ti carne cozida, senão crua. 16- E, dizendo-lhe o homem: Queimem primeiro a gordura de hoje, e depois toma para ti quanto desejar a tua alma, então, ele lhe dizia: Não, agora a hás de dar; e, se não, por força a tomarei. 17- Era, pois, muito grande o pecado desses jovens perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR. [...] 22- Era, porém, Eli já muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação. 23- E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Porque ouço de todo este povo os vossos malefícios. 24- Não, filhos meus, porque não é boa fama esta que ouço; fazeis transgredir o povo do SENHOR. 25- Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o SENHOR, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar.” 

-  O episódio descrito no texto acima, que envolve o sacerdote Eli e seus filhos, nos serve de alerta, e deve nos conduzir a uma profunda reflexão sobre a maneira como educamos nossos filhos na atualidade. 

-  O versículo 12 nos diz que os filhos de Eli eram filhos de belial (hb. beliya‘al), ou seja, eram praticantes de perversidades, impiedades, malvadezas, atos rebeldes. Eles não conheciam (hb. yadha‘), e aqui significa que não gozavam de um relacionamento pessoal, não tinham experiências com Deus. 

- Assim, como muitos filhos de líderes e pastores nos dias atuais, viviam de uma forma que escandalizavam e desonravam os seus pais. 

-  A primeira forma descrita no texto de seus atos rebeldes era a apropriação ilícita das ofertas (v. 13-17). 

- Temos na atualidade filhos e parentes de pastores que pensam que as ofertas das igrejas são “receitas” que a família pastoral pode administrar como bem pensam. Dessa forma estão multiplicando o patrimônio familiar, e isso em detrimento do crescimento, da manutenção da obra, e da precariedade com que vive os obreiros auxiliares. 

- A família pastoral desfila com carros de última geração, enquanto alguns obreiros nem bicicleta possuem para atender o trabalho. 

- A família pastoral adquire grandes mansões, apartamentos de luxo, terrenos, sítios, fazendas, e os obreiros auxiliares vivem de aluguel, sem perspectivas de melhores condições. 

- A família pastoral ocupa cargos estratégicos na administração da igreja, além de receberem salários diferenciados. Neste caso, o chavão “é necessário viver por fé” só serve para os outros. 

-  A família pastoral é detentora do poder, e quando questionada, logo usa de artifícios para afastar aqueles que lhe são uma ameaça para a vida no “luxo palaciano”. 

- De forma astuta também manipula as massas “crentes”, fazendo-as conformar-se também com a situação precária de vida, usando o discurso de que “é Deus que quer assim”, e impondo terror de “castigo divino” para com aqueles que “tocam no ungido”. 

- Um absolutismo monárquico medieval com privilégios para o “clero” e “nobreza” evangélica contemporânea é vivido abertamente e escandalosamente, e isso para vergonha do evangelho. 

-  Outra prática vergonhosa dos filhos de Eli era a imoralidade sexual (v. 22), manifesta em forma de orgia. 

- Semelhantemente, nos dias atuais há filhos de líderes e pastores que vivem na imoralidade, envergonhando abertamente seus pais. 

- Há caso de práticas sexuais ilícitas de filhos de pastores que são “abafadas”, para não macular a imagem do pai. 

- Dois pesos e duas medidas são também usados na disciplina eclesiástica. Quando se trata dos filhos dos outros a disciplina é dura e sem misericórdia, enquanto os filhos e parentes de alguns pastores recebem disciplina diferenciada, e se são obreiros, em certos casos nem afastados do trabalho são. 

-  Eli, nos informa o texto bíblico, ouvia e sabia dos fatos (v. 22), e até questionava o comportamento dos filhos (v. 23-24), mas não tinha autoridade e força para contê-los, e dessa forma os garotos deitavam e rolavam no ministério. 

 Como a situação chegou a esse nível? 
Qual a razão do comportamento inadequado, imoral e rebelde dos filhos de Eli, que se repetem em nossos dias? 

As respostas para tais questões não devem ser simplistas, pois envolvem muitas possibilidades, onde dentre as principais podemos citar: 

 Educação permissiva. 

- Há filhos de obreiros que desde cedo “pintam e bordam” na igreja, e não recebem reprovação alguma de seus pais. Pelo contrário, se algum diácono, líder de departamento, professor de escola dominical repreender ou chamar a atenção de seus filhos, podem até perder o cargo. Geralmente são repreendidos publicamente, para que isso sirva de exemplo para os demais que intentam censurar o comportamento de seus filhos. 

Excesso de rigor na criação dos filhos. 

- Há obreiros que são tão duros com os seus filhos, cobrando deles um comportamento acima da média e impondo sobre eles um padrão de “santidade” tão alto (que de santidade não tem nada), que acabam por alimentar um sentimento de revolta, um ódio, uma revolta que mais cedo ou mais tarde se manifestará das mais diversas formas. 

- Quantos filhos de obreiros ignorantes já não foram espancados por jogar bola de gude, empinar pipa, andar de bicicleta e por outras práticas que em nada maculam a moral e a fé do crente. 

- Muitos destes obreiros ainda sofrem de culpa por perceberem o quanto cruéis e radicais foram, por entenderem hoje o mal que fizeram aos seus filhos, muitos destes marcados, desviados e revoltados (Ef 6.4). 

Carência afetiva. 

- Beijos e abraços devem fazer parte do cotidiano da relação pais e filhos. Manifestações de afetividade, palavras doces, elogios e reconhecimento fazem bem. 

- As necessidades afetivas não supridas podem desenvolver em nossos filhos sentimentos e comportamentos inadequados, com o propósito de serem notados, percebidos. 

- Uma atitude rebelde pode ser um grito de desespero de quem sofre por falta de carinho e atenção. 

Amizade não construída. 

- Os pais obreiros precisam construir um relacionamento de confiança com os filhos, precisam se tornar os seus melhores amigos, alguém com quem eles possam contar nos momentos mais críticos da vida, nas horas da forte tentação, das dúvidas e das fraquezas.

- Se não formos os melhores amigos de nossos filhos, podem ter certeza, eles buscarão noutros tal nível de confiança e amizade. 

Falta de exemplo. 

- Um pai que é obreiro precisa dar exemplo aos seus filhos. Muitos filhos de obreiros são espelhos da conduta irresponsável e desordenada de seus pais. 

- Nestes dias de igreja-empresa, onde muitos pastores se entendem como “donos do negócio”, gestores dos “impérios religiosos pessoais”, há uma multiplicação no preparo dos futuros herdeiros (imagine quem são), que certamente reproduzirão a mentalidade e as práticas de seus pais. 

Ausência ou presença de má qualidade. 

- No outro extremo da falta de exemplo está a ausência dos pais. 

- Já ouvi, e mais de uma vez, filhos de obreiros reclamarem que o pai nunca lhes dedicou tempo e atenção, devotando à igreja tais privilégios, esquecendo-se dos de sua própria casa e família. 

- Ninguém pode cuidar da igreja, sem que antes cuide de sua própria família (1 Tm 3.4-5,5.8). 

- Os pais precisam viver cada fase da vida dos filhos, e se fazer presentes nos momentos mais especiais. Eles só terão uma infância, uma adolescência e uma juventude. 

Rebeldia deliberada. 

- Os pais obreiros nem sempre são responsáveis por influenciar negativamente a conduta dos filhos. 

- A parábola do filho pródigo é um claro exemplo disso (Lc 15.11-24). 

- Há pastores que educam os seus filhos conforme os fundamentos da Palavra, que são grandes exemplos de piedade, e mesmo assim os filhos se enveredam por caminhos difíceis, que só causam dor, tristeza e vergonha para os seus pais. 

- As más amizades e companhias, a concupiscência da carne e dos olhos, a soberba da vida, a liberdade de escolha, as astutas ciladas do diabo, são fatores que podem desviar do caminho do bem um filho criado com amor, afeto, cuidado e disciplina na medida certa.  

Conclusão 

As questões aqui citadas não podem ser generalizadas. Conheço pastores, líderes e obreiros cujos filhos e família são uma bênção para a igreja. 


AUTOR: Altair Germano



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