quinta-feira, 23 de agosto de 2012

UMA VIDA DE 
AMOR GENUÍNO 

 ROMANOS 12:9 

INTRODUÇÃO 

A. Estamos dentro da quarta divisão do livro aos Romanos. Esta divisão enfatiza como os crentes devem responder de maneira prática às doutrinas ensinadas nas sessões anteriores. 

B. Todo crente deve apresentar-se diariamente como sacrifício vivo santo e agradável a Deus. Quando o crente de maneira pensada se coloca como sacrifício vivo diante de Deus, irá corresponder por meio de ações corretas, seja no pensar, seja no uso dos seus dons. 

C. Os versos de 9 a 21 têm a ver com a responsabilidade do crente em viver uma vida de amor. Então o fluxo de pensamento do apóstolo é: Uma vida de consagração conduz à uma vida de humildade, e uma vida de humildade conduz à uma vida de amor. 

 D. Se o assunto anterior mostrou que devemos ser humildes por pensar adequadamente de nós mesmos para servirmos com os nossos dons, o assunto deste trecho nos ensina: se vamos servir com os nossos dons, então devemos servir com amor genuíno. 

O que devemos saber sobre este amor genuíno? 

O verso em estudo nos ensina três importantes lições sobre o amor genuíno: 

I. NEM TUDO QUE É CHAMADO AMOR É UM AMOR GENUÍNO (Romanos 12: 9 a). 

A. Podemos praticar um amor hipócrita. 

B. O amor hipócrita é um amor encenado. 

C. A Bíblia ensina o que o amor não é, em 1 Coríntios 13: 4 – 6. 

1. O amor não é ciumento, [suspeita ou medo de que outra pessoa esteja procurando roubar aquilo que você considera seu] (13: 4). 

2. O amor não se vangloria, [contar ao mundo as suas realizações] (13: 4). 

3. O amor não é arrogante, [quando você pensa que está com a razão e que os outros estão errados] (13: 4). 

4. O amor não é inconveniente. [Desafiar os padrões sociais e morais, agir vergonhosamente, ter comportamento indecente, ser rude, ser grosseiro]

 5. O amor não é egoísta, [apropriar-se de muito quando tem oportunidade para fazê-lo, buscando o seu próprio interesse] (13: 5). 

6. O amor não se irrita, [É um estímulo (provocação) agudo que leva a pessoa perder o controle com alguém ou alguma coisa. O verbo tem o sentido de reagir a uma provocação] (13: 5). 

7. O amor não leva em conta o mal sofrido, [Manter o registro mental de algum mal sofrido] (13: 5). 

8. O amor não se alegra com a injustiça,[Satisfação com o fracasso ou derrota dos outros] (13: 6). 

 II. A BÍBLIA ENSINA O QUE É AMOR GENUÍNO (Romanos 12: 9 a). 

A. O Amor de Deus é a base e o exemplo para que você expresse amor (1 João 4: 7 – 10; Romanos 5: 5). 

B. O amor bíblico é colocado à prova quando você age de acordo com as características específicas demonstradas na Bíblia, mesmo contrariando os seus sentimentos (1 Coríntios 13: 4 – 8 a): 1 

1. O amor é paciente, mesmo quando você sente o desejo de se expressar (13: 4). 

2. O amor é benigno, mesmo quando você tem o desejo de retaliar fisicamente ou destruir outra pessoa com as suas palavras (13: 4). 

3. O amor alegra-se com a verdade. Mesmo que mentir possa ser mais fácil e resulte em maior proveito material (13: 6). 

4. O amor tudo sofre. Mesmo quando os desapontamentos parecem ser esmagadores (13: 7). 

5. O amor tudo crê. Ainda que outros ajam de modo ambíguo e você tenha vontade de não acreditar em mais ninguém (13: 7). 

6. O amor tudo espera. Mesmo que nada pareça dar certo (13: 7). 

7. O amor tudo suporta. Especialmente quando você pensa que não pode suportar certas pessoas ou circunstâncias da sua vida (13: 7) 

8. O amor nunca falha. Mesmo quando você se sente arrasado e a situação parece perdida (13: 8 a). 1 Definições extraídas do Manual de Autoconfrontação pp. 217-219. 

III. A BÍBLIA ORIENTA COMO PRATICAR O AMOR GENUÍNO (Romanos 12: 9 b). 

A. Despojando-se: Detestai (Ter um horror) o mal. Ver Também I Ts 5: 22. 

B. Revestindo-se: Apegando-vos (Grudar, agarrar firmemente) ao bem. 

CONCLUSÃO 

A. A razão porque Paulo trata do assunto do amor logo após a discussão dos dons é porque se vamos usar efetivamente os nossos dons devemos amar os irmãos com um amor genuíno. 

B. A Bíblia nos ensina a importância do amor para o serviço cristão, mostrando em 1 Coríntios 13: 1 – 3, que sem amor os meus esforços se tornam em nada (13: 1); que sem amor eu não sou nada (13: 2), e que sem amor, em nada sou proveitoso (13: 3). C. A Bíblia nos ensina ainda que sem amor não há crescimento espiritual (Efésios 4: 15). D. Sem amor não há como fazer discípulo (João 13: 34 – 35). 

“Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.” Salmo 73: 25 


 AUTOR: PASTOR FLÁVIO EZALEDO / MINISTÉRIO DE PÚLPITO 17/06/2012







UMA VIDA DE 
AMOR FRATERNAL 


ROMANOS 12:10 

INTRODUÇÃO 

A. Estamos dentro da quarta divisão do livro aos Romanos. Esta divisão enfatiza como os crentes devem responder de maneira prática às doutrinas ensinadas nas sessões anteriores. 

B. Os versos de 9 a 21 têm a ver com a responsabilidade do crente em viver uma vida de amor. Então o fluxo de pensamento do apóstolo é: Uma vida de consagração conduz a uma vida de humildade. E esta vida de humildade conduz a prática dos dons que foram dados segundo a medida da fé. 

 C. O uso dos dons está diretamente ligado ao entendimento do amor bíblico. O amor bíblico é marcado pela sinceridade e cordialidade, não é perfeito, porque ainda estamos lutando com as situações pecaminosas diariamente. Uma dessas lutas, com certeza, tem a ver com a prática do amor, o amor perfeito só Deus pode praticá-lo. 

 D. A razão porque Paulo enfatiza o amor logo após descrever sobre os dons é porque o mandamento “Amai-vos uns aos outros” é o mandamento recíproco base sobre o qual os outros mandamentos são edificados. Em outras palavras significa dizer que: você não pode funcionar bem dentro do corpo de Cristo se não colocar a prática do amor como prioridade em sua vida. 

 E. Então o desafio para você hoje é: Você deve cordialmente amar com amor fraternal todos aqueles que Deus permite que você se relacione. O que é necessário para que você cordialmente ame com amor fraternal todos aqueles que Deus permite que você se relacione? 

 Eu quero compartilhar com você Três princípios que o ajudarão cordialmente amar com amor fraternal todos aqueles que Deus permite que você se relacione: 

I. O AMAR UNS AOS OUTROS NÃO É OPTATIVO (v. 10 

A. A ordem é “Amai-vos cordialmente com amor fraternal”. 

1. Cordialmente vem do termo original referindo-se ao amor afetuoso, propenso a amar, que ama com ternura, o amor filial demonstrado entre pais e filhos. 

2. Fraternal vem do termo do original referindo-se ao amor praticado entre irmãos e irmãs. No Novo Testamento é o amor o qual os cristãos nutrem um para com o outro.

 B. A ordem é clara: De todos os que crêem no Senhor Jesus é requerido que amem a todos os outros que também Nele crêem (Veja também, João 13: 34 – 35; 1 João 4: 7 – 10). 

C. Não amar é desobedecer à ordem específica de Deus e do Senhor Jesus Cristo (Mateus 22: 39 – 40; João 15: 12, 17). 

D. Deus não quer que amemos apenas para evitar a desobediência do mandamento, mas quer ver aquela atitude interna e de boa vontade que produza ações e comportamentos que aumentem o bem estar dos irmãos. 

E. Três verdades que você precisa sobre a prática do amor fraternal: 

1. É uma atitude ou afeição interna (Cordialidade). 

2. Que se manifesta em comportamentos e ações caracterizados pela boa vontade. 

3. Que procura contribuir unicamente para o bem da pessoa amada. 

 II. O AMAR UNS AOS OUTROS NÃO É AUTOMÁTICO (Romanos 12: 10 a). 

A. Uma atitude interna de boa vontade que conduza à prática. 

B. Somos todos filhos de um mesmo pai, por isso entre os membros da família de Deus deve haver a prática cordial do amor fraternal. 

C. Como? Aprendendo a amar com o exemplo maior, Jesus: 1 

1. Tornando-se servo em nosso favor (Fp 2: 7). 

2. Dando-se a si mesmo por nós a fim de nos remir de toda iniqüidade (Tt 2: 14). 

3. Carregando em seu corpo sobre o madeiro os nossos pecados (1 Pd 2: 24; Rm 5: 6). 

4. Dando a própria vida por nós (Hb 7: 25). 

5. Compadecendo-se das nossas fraquezas (Hb 4: 15). 

6. Socorrendo-nos ao sermos tentados (Hb 2: 18). 

7. Exercendo paciência para com os nossos pecados (2 Pd 3: 9). 

8. Perdoando os nossos pecados (1 Jo 1:9). 

9. Purificando-nos de toda injustiça (1 Jo 1: 9). 

10. Dando-nos vida abundante (Jo 10: 10). 

11. Preparando-nos um lugar para estarmos com Ele (14: 2). 

 1 A Mutualidade – Uma Resposta Bíblica para a Crise da Comunhão.

D. Cristo ordenou que você ame o próximo da maneira como ele te amou (Jo 13: 34 – 35). 

 III. AMAR UNS AOS REVELA UM COMPORTAMENTO MUITO ACIMA DA NORMA (Romanos 12: 10 b). 

A. Mostrando vontade em honrar os outros. 

B. Serve principalmente para indicar o grau de mostrar honra. 

C. Honrar uns aos outros a um nível excepcional. 

CONCLUSÃO 

A. Como podemos fazer isto: Temos que sempre pensar de acordo com o Deus quer que pensemos: 

Que o Espírito Santo sempre nos capacitará a fazer o que agrada a Deus. 

B. Pontos para você fazer uma auto-avaliação sobre o grau do seu praticar o amor bíblico: 

1. A favor de que pessoa humana já me tornei servo? ____________________________

2. Por quem faço constante intercessão? ___________________________

3. Pelas fraquezas de quem eu me compadeço? ___________________________

4. Quem é que, sendo tentado, é socorrido por mim? ___________________________

5. Quem é que peca contra mim, mas que não consegue esgotar a minha paciência? ___________________________

A Mutualidade – Uma Resposta Bíblica para a Crise da Comunhão

 6. A que pessoas eu tenho dado, ultimamente, total e livre perdão pelo que fizeram de ruim para mim? ___________________________

7. A favor de quem tenho eu me sacrificado, ultimamente? (Tenho feito isto com alegria, ou por constrangimento). 
___________________________

8. Cristo está preparando um lugar onde todos os cristãos possam estar com ele. Será que há cristãos que eu não quero perto de mim? Por quê? ___________________________

“Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.” Salmo 73: 25 


 AUTOR: PASTOR FLÁVIO EZALEDO/ MINISTÉRIO DE PÚLPITO 24/06/2012