quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Crise de Um 
Justo Sofredor 

- Jó 3.1-26

 Introdução: 

- Quando a dor e a perplexidade são muito fortes, a alma humana deseja ser ou não ser. Por isto Jó deseja jamais ter sido. 

- Este é um dos textos bíblicos que combatem a teologia da prosperidade e mostram que um justo pode sentir uma depressão. 

Que crise é esta e como vencê-la? 

 1. SUA CRISE DE DESEJAR NÃO TER SIDO (vs.1-10) 

• Um justo diante de situações como a de Jó pode ficar deprimido e de desejar não ter nascido. Quantos crentes hoje estão assim? 

• Todavia, tal depressão jamais nos levará ao suicídio. 

• Você pode até passar pelo que Jó, mas pode vencer como ele venceu.

 • Até Jesus orou em momento de angústia e hematidrose (Lc 22.44). 

 2. SUA CRISE ANTE O ANACRONISMO DE SUAS CALAMIDADES (vs.11-19) 

• Anacronismo é aquilo que está fora do tempo e da cronologia. 

• Jó pensava que sua calamidade estava fora do tempo. 

• A pergunta é: Quem de nós sabe o tempo dos tempos? 

• Pare de reclamar do que você não sabe e não entende. Confie naquele que tudo sabe! 

 3. SUA EXPRESSÃO DE PERPLEXIDADE FRENTE AO ABSURDO (vs.20-26) 

• Quem não fica admirado com o agir e o permitir de Deus? 

• Sempre achamos absurdo a ação e o permitir divinos. 

• O absurdo se dá pela consciência do mistério da vida que só Deus sabe. 

• Muitas vezes nossos temores vêm como provações sobre nós, v.25. 

 CONCLUSÃO: 

Não sei qual a sua crise existencial. Creio que não é maior do que a de Jó, é só ler o livro para conferir. Portanto, faça como ele... viva da fé ante a crise da vida. 


 AUTOR: Pr. Adriano Moreira




As Acusações em 
Meio ao Sofrimento 

- Jó 4.1-21

  Introdução: 

- O espírito acusador é notório em quase todos os ambientes, infelizmente na comunidade cristã. Esta atitude acontece principalmente em meio ao caos e ao sofrimento na vida alheia. 

- Mesmo Jó sendo quem Deus disse que era ouviu quatro acusações comuns aos justos sofredores. 

 1. QUE JÓ SABIA FALAR E CONSOLAR OS OUTROS, MAS NÃO A SI MESMO (vs.1-5) 

• Nestas horas até nossa solidariedade serve como acusação diante de nosso sofrimento. 

• A ingratidão humana é perversa. Nem os ajudados vieram lhe socorrer. 

 2. QUE JÓ SABIA QUE AQUILO QUE O HOMEM SEMEIA, ELE COLHE (vs.6-8) 

• Ainda que isto seja uma verdade, ela deve ser aplicada dentro de um contexto. Gl 6.7,8 cf. Sl 73. 

• Muitos justos estão sendo assombrados pelas acusações de que o que passam são frutos de seus pecados. Jo 9.2,3. 

• Esta é uma manifestação da lei de causa e efeito legalista. 

 3. QUE QUANDO DEUS PESA A MÃO, ATÉ MESMO AS FERAS SOFREM, QUANTO MAIS OS HOMENS (vs.9-11) 

• Este é um espírito terrorista. Jó foi comparado a um bicho qualquer. 
• Jó está sendo acusado de experimentar um juízo de Deus. 
• Até nós, se não tivéssemos os dois capítulos que revelam o que Deus disse de Jó, falaríamos a mesma coisa. 

 4. QUE UMA REVELAÇÃO NOTURNA, DO TIPO ESPIRITUALISTA, SUBJETIVA, É QUE DAVA A ELE A CERTEZA DE QUE DEUS “BUSCAVA IMPERFEIÇÕES” EM TODAS AS SUAS CRIATURAS (Vs.12-21) 

• Se Deus se relacionar conosco na base de nossas imperfeições, quem ficará de pé? Rm 3.10-12 

• Estas revelações pessoais, subjetivas de quem quer que seja não devem nos impressionar. A grande revelação 

• Não se impressione com qualquer revelação ante a Palavra e a realidade. 

 CONCLUSÃO: 

Ante as acusações em meio ao sofrimento devemos temer a Deus e mantermos nele a nossa confiança. 


AUTOR: Pr. Adriano Moreira