segunda-feira, 16 de julho de 2012

Perdão, 
a cura para 
os relacionamentos 
feridos  


- O perdão é o melhor remédio para a saúde emocional. 


- O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente, a alforria do coração, a cura das emoções. 


- Perdoar é lembrar sem sentir dor. 


- Perdoar é zerar a conta e não cobrar mais a dívida. 


- O perdão é ato de misericórdia e manifestação da graça. 


O perdão é absolutamente necessário. E isso, por várias razões: 


 1. O perdão é necessário porque temos queixa uns dos outros. 


- Nós não somos perfeitos, não viemos de uma família perfeita, não temos um casamento perfeito, não temos filhos perfeitos nem frequentamos uma igreja perfeita. 


- Consequentemente, nós temos queixas uns dos outros. Na verdade, nós decepcionamos as pessoas e as pessoas nos decepcionam. 


- Nossas fraquezas transpiram em nossas palavras e atitudes. 


- Sem o exercício do perdão ficamos entupidos de mágoas e a mágoa gera raiz de amargura no coração. Não somente isso, a amargura perturba a pessoa que a alimenta e contamina as pessoas ao redor. 


 2. O perdão é necessário porque fomos perdoados por Deus. 


- Quem é receptáculo do perdão precisa transformar-se em canal do perdão. 


- Aqueles que retêm o perdão ao próximo fecham-se para receber o perdão de Deus. 


- Não existe uma pessoa salva que não tenha sido perdoada. 


- Na verdade, no céu só entrarão os perdoados. Logo, é impossível ser um cristão sem exercitar o perdão. Devemos perdoar assim como fomos perdoados. 


- Como Deus nos perdoou devemos nós também perdoar uns aos outros. 


- Quando compreendemos a enormidade do perdão recebido por Deus, não temos mais motivos para sonegar perdão ao próximo. 


- Nossa dívida com Deus era impagável e Deus no-la perdoou completamente. 


- Não fomos perdoados por mérito, mas por graça. Perdão não é reinvindicação de direito, mas o clamor solícito da misericórdia. 


 3. O perdão é necessário porque por meio dele restauramos relacionamentos feridos. 


- A Bíblia não oculta o perigo devastador da mágoa dentro da família e da igreja. 


- Exemplos como Caim e Abel, José e seus irmãos, Absalão e Amnon retratam essa amarga realidade. 


- Há pessoas feridas dentro do lar e também na assembleia dos santos. 


- Há pessoas doentes e perturbadas emocionalmente porque um dia foram injustiçadas por palavras impiedosas e atitudes truculentas. 


- Há pessoas prisioneiras de traumas e abusos sofridos na infância. 


- Há indivíduos que não conseguem avançar vitoriosamente rumo ao futuro porque nunca se desvencilharam das amarras do passado. 


- O perdão destampa esse poço infecto. Espreme o pus da ferida. Cirurgia os abcessos da alma. Promove uma assepsia da mente e proclama a libertação das grossas correntes do ressentimento. 


- O perdão constrói pontes no lugar que a mágoa cavou abismos. 


- O perdão passa o óleo terapêutico da cura, onde o ódio abriu feridas. 


- O perdão promove reconciliação onde a indiferença quebrou relacionamentos. 


- O perdão expressa o triunfo da graça, onde o ódio mostrou a carranca do desprezo. 


 4. O perdão é necessário para experimentarmos plena felicidade.


- Uma pessoa que nutre mágoa no coração não é feliz. 


- O ressentimento é autofagia, é autodestruição. 


- Guardar mágoa é a mesma coisa que o indivíduo beber um copo de veneno pensando que o outro é quem vai morrer. 


- Nenhum calmante químico pode aquietar uma alma desassossegada pela mágoa. 


- Nenhum prazer deste mundo pode aliviar a dor de um coração ferido pelo ódio. 


- A mágoa produz muitas doenças. 


- Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. 


Mas, o perdão traz cura completa para o corpo e felicidade plena para a alma.








AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes




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 O valor de 
uma alma 


 Texto Base: Lucas 19:1-3, Lucas 19:1-3 


- O cenário que contemplamos é no mínimo curioso. Uma população alvoroçada pela presença de Jesus que passava por Jericó. Cidade esta que segundo Josefo, desde a construção de seus palácios, não funcionou apenas como um centro agrícola e nem como um cruzamento, mas como uma estação de inverno à aristocracia de Jerusalém contando com milhares de habitantes. 


- A multidão o apertava e comprimia, querendo tocar no Senhor, querendo uma benção, um milagre, uma solução… 


- Lá estava também um homem que vivia naquela região, um homem rico de pequena estatura, chefe dos cobradores de impostos, seu nome era Zaqueu, o Publicano. 


 1 - Uma Multidão à frente de um necessitado. 


-  A bíblia diz que este homem desejava ver quem era Jesus, mas era impedido pela grande multidão que estava próxima de Jesus e pela sua pequena estatura.


- Nós vamos analizar um pouco a vida que Zaqueu vivia naquela sociedade, o tipo de homem que possivelmente ele era, mas não é este o foco desta palavra.


- Alguns comentaristas dizem que havia naquela época um ditado em Israel: “Um Publicano vivo vale menos que um cachorro morto.” 


- Alguns publicanos converteram-se ao cristianisno, entre os quais Mateus. (Mt 9:9) deixou o ofício para tornar-se apóstolo e como cada peixe gera os de sua espécie, creio que muitos mais se convertaram através de Mateus.


- Publicano é o nome dado aos coletores de impostos nas províncias do Império Romano.


- Buckland afirma que havia duas espécies de publicanos: os publicanos gerais que eram responsáveis pela renda do império, frente ao Imperador, e os publicanos delegados por estes em cada província. Os que eram considerados pelas “suas rapinas e extorsões, como ladrões e gatunos” seriam as classes inferiores dos publicanos, sendo que para tal, os publicanos gerais nomeavam nas províncias entre os próprios da nação a ser tributada. Destarte, eram odiados entre os judeus, um judeu que cobrava impostos para nação dominadora. Ainda segundo Buckland, uma virtude sobre eles residia, não eram hipócritas, como alguns fariseus que se denominavam vigilantes da lei mosaica, e não admitia que se comesse a mesa com um publicano.” (Wikipédia)


- É neste cenário que vivia Zaqueu, que não somente era um Publicano cobrador de impostos ele era o chefe deles. 


- Quando algum cobrador de impostos ia cobrar os cidadãos, possivelmente eles diziam: Zaqueu nosso chefe nos mandou cobrar seus impostos. 


- João Batista, quando foi indagado pelos publicanos sobre como deveriam proceder, recomendou-lhes que não tomassem das pessoas além do que lhes estava ordenado recolher (Lc 3:12-13). 


- Você consegue então imaginar o ódio que aquela população nutria por Zaqueu? 


- Possivelmente ele era um homem que quando passava as pessoas chegavam a virar o rosto e a cuspir, pois o consideravam um tremendo pecador, uma pessoa desprezível e indigna de convívio social. 


- Talvez tentando se aproximar de Jesus tenha recebido muitas cotoveladas daquela multidão que estava ao redor, o broqueio era impenetrável o cerco à Bênção (Jesus) era forte e uma pessoa indesejável como Zaqueu jamais entraria para que conseguisse estar frente a frente co!m Jesus, pois era só isso que o Publicano precisava, mas havia uma multidão no caminho que não deixava ele chegar ao mestre. 


- É sobre essa multidão que lotam nossas igrejas que queremos falar nesta palavra. Gente que quer Jesus, mas que esquece que outros precisam entrar. 


 2 - Uma Multidão Egoísta e Convencida.


- Era uma multidão de pessoas em campanha, com um desejo enorme de serem abençoados por Jesus, talvez tenha se espalhado a notícia de que quem estivesse a frente de Jesus quando ele passasse seria curado, liberto, restaurado, abençoado com toda a sorte de Bênçãos. 


- Então imaginamos os gritos frenéticos das pessoas dizendo: Jesus de Nazaré olha para mim! Jesus Cura-me! Jesus filho de Davi salva meu filho! Jesus abençoa minha vida financeira! Cura minha mãe! Liberta meu filho! Quebra as cadeias de minha vida! Jesus me dê um emprego! Jesus eu estou nesta corrente desde manhã! 


- Não estou aqui criticando as campanhas de busca, pois creio que tem seu valor, mas apenas afirmando que cristianismo não é isso ou só isso como queira o amado leitor. 


- Para aquela multidão que corria atrás das suas bênçãos não importava mais ninguém, eles queriam ser abençoados e não estavam preocupados com mais ninguém a não ser consigo mesmos… 


- Eram crentes egoístas correndo at!rás de bênçãos, Eram crentes em Jesus sim! Mas, crentes sem visão, e que egocêntricos perseguiam Jesus pensando somente em si mesmos e nunca veriam a necessidade de um homem que parecia ter tudo, mas que era um excluído social, um solitário, carente, perdido e doente precisando de cura, mas aqueles crentes em Jesus estavam preocupados demais consigo mesmos para o ajudar.


- Quando vejo a Igreja de hoje correndo atrás somente de bênçãos através de campanhas e mais campanhas disto e daquilo, as vezes consigo compara-los com aquela multidão que pensava: Cada um por si e Deus por todos. 


- E quando vejo ministros incentivando esta multidão a correr atrás somente de seus interesses, então penso o quanto longe estão da visão de Jesus a qual você verá nestas linhas que foi completamente diferente da visão de muitos ministros de hoje.


- Graças a Deus que nem todos estão preocupados somente consigo mesmos na Igreja de hoje, vejo que muitos tem ainda a mesma visão de Jesus quanto as almas perdidas a sabem que uma alma vale mais que o mundo todo e estão obedecendo a palavra e levantando os olhos “…levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa.” (João 4:35)


- A Igreja só poderá ver os Zaqueus ao seu redor quando tirar os olhos de seus próprios umbigos e levantar a visão para olhar mais longe. Então encontraremos mendigos, drogados, solitários, ricos e pobres precisando de Jesus e os levaremos à salvação.


- Em Lucas capitulo 5:17 encontramos mais um quadro em que se aproximar de Jesus era algo impossível por conta da multidão que estava na casa e fora da casa que ele ensinava e curava. Porem havia alguns homens que não pensaram somente em si, pensaram em ajudar um paralítico que estava em um leito.E eis que uns homens, trazendo num leito um paralítico, procuravam introduzi-lo e pô-lo diante dele.Mas, não achando por onde o pudessem introduzir por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, o baixaram com o leito, para o meio de todos, diante de Jesus.(Lucas 5:18-19)


- Esse é o espírito que sempre moveu a Igreja de Cristo, o desejo ardente de sempre conduzir o pecador o necessitado até Jesus, não impedir a chegada deles até o Senhor.


- A Multidão do tempo de Zaqueu também era convencida de que Jesus era somente para eles, para lhes atender seus caprichos e necessidades. Estavam convictos de que Jesus viera somente por eles, um povo que se sentia detentores da verdade e cumpridores da lei de Deus. 


- Em sua curta visão, jamais imaginavam que Jesus viera por causa de um miserável Publicano. 


 3 - Jesus despreza esta Igreja Egoísta. 


-  E correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque havia de passar por ali.(Lucas 19:4)


- Jesus tinha uma grande missão e o alvo de Jesus era um Zaqueu que jamais imaginava que Jesus o conhecia pelo nome. 


- Jesus chega debaixo do sicômoro e o chama! Que surpresa não foi para aquela grande multidão que Jesus desse atenção para um desprezível Publicano e em seguida, deixando todos para estar com aquele homem que todos odiavam ao invés de amar. 


- Aquela multidão ficou indignada por se sentir desprezada por Jesus. 
“Ao verem isso, todos murmuravam, dizendo: Entrou para ser hóspede de um homem pecador” (Lc 19:7) 


- Uma multidão com uma grande fé, mas sem nenhuma visão. O egoísmo daquela época ainda existe no meio dos que dizem seguir Jesus hoje, O ódio e o desprezo tragicamente ainda faz parte da vida de muitos… 


- Imagine você no meio daquela multidão, sendo abandonado por Jesus por alguém que você despreza. Creio mesmo que a graça e unção de Deus nos deixará enquanto formos celetistas.


- A mensagem de Jesus era clara! Ninguém merece menos que atenção, carinho e amor. 


- Quando Jesus deixa esta multidão ele estava dando uma lição e de alguma forma mostrando sua visão de que ele deixa tudo por uma Ovelha perdida, lembra da parábola das cem Ovelhas? 


- Amado leitor: Se você quiser andar com Jesus terá que andar perto dos desprezíveis, abandonados, repugnantes criaturas de nossa sociedade, sociedade esta que se diz tão certa, tão perfeita ao ponto de excluir e nunca incluir. A Igreja de Jesus é Igreja de Inclusão! Jesus ama os excluídos! 


 4 - Jesus acredita que todos podem se arrepender.


- Existe uma expectativa maravilhosa no coração Jesus acerca do arrependimento e salvação do perdido, expectativa esta que parece ter desaparecido do coração de muitos seguidores de Jesus. 


- Eles dizem: Esta pessoa não tem jeito! Este não muda nunca! Pau que nasce torto morre torto! Bom, eu não acredito que essa figura mudou, creio que está fingindo! 


- Amado leitor: Você já ouvio isto em algum lugar? “Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado.” (Lc 19:8)


- A proposta de Jesus frente aquela multidão era que aqueles presentes pudessem entender que não ha vida que não possa mudar com a presença Dele. 


- Eu pessoalmente creio que quem não crê que alguém possa mudar é porque não mudou efetivamente! 


- A Igreja tem que voltar a crer que é possível o impenitente tornar-se penitente, que o torto se endireita sim. Jesus acredita nisto e deseja mover-nos a acreditar. 


“Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (lc 19:9)


Nosso Deus é o Deus do Impossível e enquanto Ele for este Deus ele fará coisas que aos olhos dos homens parecem impossíveis. Em Uma Visão de Fé! 




AUTOR E FONTE: Por Rildo G. Lopes / www.missaoterra.com www.cristovivecampinas.com






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