terça-feira, 27 de março de 2012



AS CAVERNAS DA VIDA

(1 Reis 19.9-11; Gênesis 50.13,14 e 1º Samuel 22.1-5)




- O animal mais medroso da natureza é o avestruz, que se assusta até com uma simples borboleta. Muito veloz, chega a correr 65 quilômetros por hora. Pode pesar entre 90 e 130 kg. É uma ave dócil, mas extremamente grande e forte, que pode suportar o peso de uma pessoa adulta, porém quando se vê diante de um perigo eminente, e não vê saída, simplesmente esconde a cabeça em um buraco na terra.

- Em toda a nossa trajetória passamos por situações diversas que tendem a mexer com toda nossa estrutura. Somos atingidos por diversos males e problemas que nos fazem muitas vezes fugir, esconder, ou em último caso até mesmo querer morrer. Escondemos nossas cabeças num buraco, esperando que as coisas se resolvam.

- Muitos homens e mulheres de Deus registrados na Palavra passaram por grandes conflitos e em muitos momentos recuaram, se esconderam, e desejaram até mesmo a morte. A dinâmica do milagre nem sempre exige de nós uma explicação racional para nossa fé, pois na maioria das vezes não há explicação lógica para tais milagres.

- De acordo com os textos que lemos, que falam sobre cavernas, encontramos três personagens que tiveram que se depararam com cavernas durante suas vidas ou ao final delas: Elias, Jacó e Davi. Eles tiveram de enfrentar suas cavernas. As cavernas que a Bíblia registra, são citadas em momentos específicos e em contextos situacionais que marcaram a vida desses homens e mulheres.

- Nós hoje também devemos enfrentar as cavernas da vida, e essas cavernas podem exercer uma influência muito positiva ou muito negativa dependendo do desfecho que tem nossos enredos.

- Você já deve ter se sentido assim, como um avestruz: com vontade de enfiar sua cabeça em um profundo buraco, ou de fugir para alguma caverna. As cavernas são inevitáveis, porém elas precisam nos ensinar que o Senhor Jesus está presente e trata conosco enquanto passamos por essas cavernas. Na maioria das vezes os homens de Deus que entraram em cavernas saíram, exceto Jacó que faleceu e foi sepultado na caverna de Macpela.

- Ainda que passamos por diversas cavernas, a ordem do Senhor é que nós saiamos e cumpramos com nossa missão.

Quero então compartilhar com os amados sobre três cavernas da vida, nas quais Elias, Jacó e Davi passaram, e que nos trazem lições valiosíssimas:

I) A CAVERNA DO DESESPERO – Caverna de Horebe (1 Reis 19.9-11)

- Meus queridos, Elias ao derrotar os profetas de Baal, eliminando seus sacerdotes profanos, pouco depois de orar e proporcionar chuva na terra, recebeu o recado de Jezabel: Amanhã te garanto que você será morto, e que os deuses me castiguem se eu não o fizer.

- Elias se sentiu acuado, pressionado, pois sabia que essa mulher havia matado a maioria dos profetas que se levantaram em sua geração. Elias agora se desespera. Totalmente esgotado, ameaçado e ultrajado, se dirige até uma caverna situada nas regiões adjacentes do monte Horebe e lá se esconde.

- Há pessoas fugindo e se escondendo de seus problemas. Há pessoas derrotadas e totalmente desanimadas, e não conseguem vencer o desânimo e o desespero.

- O diálogo justificativo dele com Deus revela sua depressão, desânimo e desespero. Deus lhe pergunta: que fazes aí meu servo?

- A caverna do desespero não é lugar para o servo de Deus. Deus manda Elias sair e manda eu e você sairmos também de nossas cavernas. Deus é soberano, reina sobre tudo e sobre todos. Não precisamos temer as circunstâncias que nos cercam, porque Ele tem cuidado de nós. Saia da caverna do desespero.

II) A CAVERNA DA MORTE – Caverna de Macpela (Gênesis 50.13 e 14)

- Meus amados irmãos, esse pequeno texto registra o ofício fúnebre do 3º principal patriarca de Israel: Jacó. Após o período de pranto e luto, Jacó é transportado para uma região chamada Macpela e lá depositado em uma caverna. Essa caverna na verdade é uma sepultura construída para esse fim.

- A morte encerra todas as nossas atividades e toda a nossa existência. Jacó não saiu da caverna porque morreu. Mas há pessoas vivas dentro da caverna da morte. Entraram dentro dessa caverna sombria e terrível e ali sepultaram sua esperança, seus sonhos, seus relacionamentos, sua comunhão com Deus.

- Se Jesus teve poder para ressuscitar a Lázaro tirando-o da sepultura-caverna, da mesma forma ele pode tirar seus sonhos da caverna da morte. Talvez você já tenha entregado os pontos e desistido de sua caminhada.

- Mas o Senhor pode mudar isso. Ele pode remover a pedra que sepulta você embora você ainda esteja vivo. Jesus resgata aquilo que consideramos perdido. Ele resgata tudo o que para nós acabou e se encontra sepultado. Saia da caverna da morte.

III) A CAVERNA DA VITÓRIA – Caverna de Adulão (1º Samuel 22.1-5)

- Diferente das duas cavernas que mencionamos, a caverna de Adulão era um lugar não para se esconder e fugir dos problemas. Mas sim, um lugar de refúgio, um lugar de recuperação, um lugar de refrigério. Diferente de Elias que se sentiu sozinho na caverna de Horebe, Jacó que foi depositado morto na caverna de Macpela, Davi não estava sozinho na caverna de Adulão. Davi era fugitivo e com ele se agrupou todos os homens que atravessavam crises terríveis. Deus os restaurou na caverna de Adulão.

- Os que se achavam em aperto, todos os endividados, todos os amargurados de espírito se uniram a Davi, e ficaram algum tempo ali nessa caverna. Deus os visitou, os guardou ali, e ali passaram pelo tratamento de Deus. Esses homens fugitivos foram os primeiros soldados de Davi que fizeram parte de seu exército quando ele assentou no trono.

- Foram homens oprimidos, amedrontados, que tiveram de deixar suas famílias e se abrigarem num lugar seguro. Mas foram transformados por Deus fazendo parte do exército dos valentes de Davi.

- Deus nos transforma na caverna de Adulão, embora as outras cavernas nos ensinem que não há situação que Jesus não possa intervir. Jesus é aquele que nos dá esperança no desespero; Jesus é aquele que traz vida quando tudo é morte; Jesus é aquele que transforma derrotados e fugitivos em vitoriosos.

- Meu amado reflita sobre isso nessa noite: Jesus é nossa esperança. Saia da caverna do desespero. Jesus é a vida e veio trazer vida em abundância. Saia da caverna da morte. Jesus é nossa vitória. Entre a caverna de Adulão e saia de lá mais que vencedor. Seja um dos valentes de Jesus. Saia da caverna lute e vença, em nome de Jesus.


AUTOR: Reverendo Adeir Goulart da Cruz





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Lições da Caverna




- Davi estava em uma caverna, possivelmente na caverna de Adulão (1Sm. 22:1). Ungido para ser rei de Israel, no entanto agora ele está em um período muito difícil de sua vida. Ele está fugindo e se escondendo de Saul. São dias difíceis pelos quais passava.

- Às vezes nós mesmos nos encontramos assim, em uma caverna existencial.


- A caverna é aquele momento que Davi chama de tribulação (v.2), esmorecimento do espírito, desânimo, medo (v.3), de solidão (v.4), de impotência diante das pessoas e das circunstâncias (v.5,6), de um sentimento de prisão, de cadeias (v.7).

- No dia a dia de cada um de nós a caverna de Adulão é um tempo quando nos sentimos desanimados, frustrados, depressivos, solitários, cheios de dúvidas, de medo.


- Na caverna nos sentimos sem esperança, desmotivados, cansados, sem capacidade para mudar as circunstâncias.

- Mas na caverna há lições preciosas. A caverna tem suas singularidades, suas preciosidades, seus ensinamentos. O melhor de nós foi formado em um tempo de sofrimento, de adversidade, de luta espiritual. A nossa melhor versão foi feita no quarto secreto, no recôndito.

Que lições aprendemos com Davi?
O que o tempo na caverna, no quarto secreto nos ensina?

I – A ORAR COM MAIS INTENSIDADE

- A oração deixa de ser somente “silenciosa” e “discreta”. Davi ergue a voz (v.1). Ele “clama”.

- O clamor é a oração de quem não tem outra saída diante da circunstância. É diferente de pedir ou buscar. Ele diz: Atende ao meu clamor(v.7)

- Paulo nos ensina a prática da súplica como antídoto contra a ansiedade (Fl 4:6).

- Ele se humilha, se derrama (v.2) diante de Deus. Dá uma idéia de humildade extrema, de rendição intensa.

- Oramos melhor quando sofremos mais. O sofrimento nos convoca à oração mais intensa, mais pura, mais verdadeira, mais veemente.

- “Bons homens geralmente são grandes sofredores” W. Plumer.

- O próprio Senhor Jesus orou com mais intensidade quando sofria no Getsêmani. O texto de Lucas 22:44 diz assim: E, estando em agonia, orava mais intensamente.

- Em tempos de “caverna” devemos orar mais, orar muito e suplicar as misericórdias de Deus.

II – A VER A DEUS COM MAIS CONFIANÇA

- Davi se sente muito sozinho(v.4). Em 1 Samuel 22 lemos que algumas pessoas se agregaram a ele posteriormente mas quando o salmo é escrito ele está só. Ele não tem o amparo humano (v.4).

- Parece que é neste momento que Deus mais age, quando o recurso humano é falho, quando o conforto humano não nos é suficiente.

- Davi ora e confia pois a oração é posse por antecipação (v.5). Às vezes podemos a confiar em pessoas, em médicos, em bancos, em amigos, m nossos pais, mas existem circunstancias em que os mais achegados, os mais íntimos, não nos podem ajudar
Aqui Davi está sozinho e é aqui, na caverna que ele entende que o seu único bem, o seu bem verdadeiro, o seu quinhão na terra dos viventes é Deus (v.5).

- Aqui ele entende que Deus é o maior tesouro que uma pessoa pode achar. Ele confia no Senhor e isto o consola. Nos seus salmos ele demonstra como esta confiança era real (Sl 56:4; 71:4).

- A comunhão mais deliciosa com Deus acontece quando nos abstraímos do conforto e socorro humano. O tempo do refúgio secreto fez bem a Davi e faz bem a nós também. Ele se sentia muito confortável se ouvisse o Senhor Jesus convidando os cansados para irem a Ele:

- Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma; Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mt. 11:28-30).

III – A LOUVAR COM MAIS GRATIDÃO (V. 7)

- O salmista quer sair da caverna, quer se livrar do “cárcere”, mas ele não busca apenas o seu bem estar. Ele quer que o bem que Deus fará a ele atraia os justos para Deus. Ele quer louvar a Deus com os justos. Ele quer compartilhar os feitos do Senhor. Aliás, Davi sempre se preocupou em testemunhar após a intervenção de Deus.

- No salmo 51 ele entende que o perdão de seus pecados e sua restauração, atrairão os pecadores a Deus (Sl. 51:13).

- No salmo 40, verso 3, ele diz que quando o Senhor o livrasse do lamaçal, muitos veriam temeriam e confiariam no Senhor, o que resultou em um hino de louvor ao Senhor.

- Paulo nos orienta a louvar ao Senhor mesmo em período de ansiedade, quando diz que no meio da súplica deveria haver ações de graças (Fl. 4:6).

- Talvez a lição mais preciosa deste salmo seja a de que devemos permitir que o Senhor intervenha em nossa vida, nos visite na caverna existencial, para que os que estão ao nosso redor vejam, temam, confiem e louvem ao Senhor. Quando o Senhor nos faz bem os que estão conosco o louvam. Os que nos conhecem vêem a ação de Deus em nós e aprendem a confiar mais no Senhor.

- No Salmo 126 o salmista fala das grandes coisas que o Senhor fez pelo seu povo e isto era uma testemunho para as nações (v.2).

- Em nossos momentos difíceis somos tentados a pecar contra Deus, a lastimar, a reclamar, a murmurar, mas não nos esqueçamos que nestes tempos podemos, além de suplicar, agradecer ao Senhor por tudo( 1 Ts 5:18), e testemunhar aos outros o seu cuidado.

CONCLUSÃO

- Davi teve uma experiência maravilhosa com Deus naqueles dias. Deus o honrou tanto que dali ele saiu para reinar e o que ele aprendeu ali ninguém podia retirar dele. Foram experiências maravilhosas com Deus.

- Que Deus nos visite hoje mesmo, no lugar onde estamos na condição em que nos encontramos. Que oremos com mais intensidade, que vejamos a Deus com mais confiança, que louvemos com mais gratidão.

- Que nos tempos que precisarmos estar recolhidos, circunscritos, abnegados, nos apeguemos mais ao Senhor. Ele é o Deus dos vales da sombra da morte, assim como é a Deus cujas misericórdias se renovam a cada manhã.

- Que em tempos de sofrimento, de dor, de chateações, de angustia, de ansiedade, conheçamos mais ao Senhor, supliquemos com mais força, louvemos com mais intensidade e testemunhemos com mais zelo.



AUTOR: Pr. Luiz César Nunes de Araújo





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