segunda-feira, 26 de março de 2012



Malaquias
conclama
à sinceridade
e à santidade

Malaquias 2: 1-9




- A tarefa dos pregadores não é outra senão a de transmitir a justa vontade de Deus aos homens. Através de Malaquias, Deus estava exigindo de Israel sinceridade e santidade, por ser a nação que Ele separou entre todas para que as bênçãos prometidas fossem derramadas sobre o seu povo.

- Desta forma, tanto as colheitas como o bem-estar econômico da nação haveriam de ser prósperos. Neste estudo, abordaremos algumas das atualíssimas mensagens desse profeta.

I - O PROBLEMA DA INGRATIDÃO, 1: 1-5

- O amor de Deus por Israel é o ponto de partida da mensagem profética de Malaquias. Deus deu muitas e infalíveis provas de seu amor por Israel. Todo o A.T. é prova disso, mas o povo parecia não perceber e questionava: “Em que nos amaste? 1: 2.

a) A ingratidão e a insensibilidade reinantes em Israel eram causadas pela falta de consciência da grande distância que estavam da vontade e do caminho do Senhor.

- Faltava também reverência. Sentiam-se povo do Senhor, mas o desprezavam. Estavam tão cegos que, quando seus horrores eram desmascarados, não viam neles mal algum, e ainda questionavam quando acusados de pecado: “Em quê?", 1: 6, 7.

- Ingratidão ou inconsciência, esse era o seu pecado! Infelizmente, é ainda o que ocorre hoje.

- Esquecemos facilmente os livramentos, as bênçãos e o cuidado diário. Muitos são tão incrédulos que nem percebem o grande milagre que é a salvação, a transformação de vidas, que está acontecendo a todo momento.

b) O período pós-exílico - Os dias de Malaquias não eram fáceis.

- O povo sofria aflições. Mas seria isso motivo para duvidar do amor divino? Ou, como fizeram, chegar ao ponto de acusar Deus de ser infiel às promessas da Aliança?

- Então, através do profeta, Deus vai dialogando com seu povo, mostrando um contraste que eles bem conheciam: o que havia acontecido com seu vizinho Edom que eram descendentes de Esaú, v. 3.

- O fato de Israel ter sido resgatado do exílio, embora não merecesse, mostra a graça, a bondade de Deus em seu favor, o que não acontecera com Esaú, que fora destruído, 1: 3. Mas, Malaquias diz que Israel não compreendia isso.

II - PECADOS DENUNCIADOS, 1: 6-3: 15

- Não foi nada fácil para o profeta Malaquias entregar a mensagem de Deus, começando por aqueles que eram responsáveis pelo altar, indo até ao povo, apontando severamente toda ordem de pecados que estavam corrompendo o povo que fora vocacionado para ser uma nação separada.

a) Negligência na vida espiritual, 1: 6-14

- “Ofereceis sobre meu altar pão imundo”; e, pior que isso, nem percebendo que estavam falhando, indagam: “Em que desprezamos nós o teu nome? 1: 6; Em que te havemos profanados? 1: 7.

- Será que nós não temos sido igualmente negligentes com o culto, a EBD e a obra missionária?

b) Ensino corrupto, 2: 1-9

- O verdadeiro dever dos sacerdotes era ensinar a Lei de Deus ao povo, 2: 5-7. Mas eles haviam corrompido o ministério. Esse perigo existe sempre que a Bíblia é deixada de lado em nossa vida.

c) Jugo desigual, 2: 10-12 - Israel havia profanado a santidade do Senhor e o pacto que Ele fizera com os seus pais, 2: 10. Não se pode fazer acordo com o mundo, Rm 12: 2.

d) Divórcio, 2: 13, 16 - O divórcio aborrece o Senhor. Muitos eram infiéis com a esposa (“com a qual foste desleal”, 14) e divorciavam por motivos egoístas, 2: 14. Para o estudo do divórcio hoje veja o que Jesus esclareceu em Mt 5: 32; 19: 9 e ainda Rm 7: 2-3.

e) Roubo - 3: 7-12

- A situação espiritual era tão ruim que tentavam enganar a Deus até nos dízimos. As condenação é dura e na mesma linha das demais. Ela mostra como Deus classifica os infiéis no dízimo: desviados.

- O verso 7 diz: “vos desviastes”, e chama-os a voltar, porém o povo faz de conta que não sabia de nada e pergunta: “Em que havemos de tornar? Então, no v. 8, Deus diz que o povo estava roubando-o nos dízimos e nas ofertas. Veja Dt 14: 22-29 e 26: 12-15.

f) A incredulidade, 3: 13-15, dos sacerdotes era tal, 2: 17, que suas palavras se tornaram insuportáveis a Deus.

- Chegaram ao ponto de dizer ser “inútil servir a Deus”, 3: 14. Pessoas agem assim quando pensam que são mais que Deus.

- O nome certo para esse pecado é presunção, insolência. Um coração assim precisa de arrependimento.

III - UM REMANESCENTE FIEL, 3: 16-18

- Sempre, em todo tempo, em todo lugar, Deus pôde contar com um povo que louva seu nome e glorifica seus atos poderosos, permanecendo fiel aos princípios da Palavra, vivenciando seus ensinamentos.

a) Sinceridade no temor a Deus - O profeta deixa claro que há um memorial escrito diante de Deus, Ml 3: 16, onde estão registrados palavras e atos daqueles que são tementes e se lembram do nome do Senhor.

b) Sinceridade na submissão - A falência espiritual de alguns é contrabalançada pela dedicação piedosa dos que se aproximam mais e mais dele. “Serão meus, diz o Senhor dos Exércitos”, 3: 17.

c) A sinceridade na fé - A diferença entre o “justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve”, 3: 18, será verificada naquele dia. Ninguém se iluda porque haverá um julgamento para todos. Nele os justos serão poupados, como um filho é poupado por seu pai amoroso, pois age seu “particular tesouro”, 3: 17. Há um abismo estabelecido entre os que pertencem a Deus e os que não são dEle, Lc 16: 26. Vale a pena ser fiel.



Fonte:
Revista de Estudos Bíblicos Aleluia





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O evangelista do amor
apresenta Jesus

João 3: 16 a 30





- Já no final de sua vida, o apóstolo João viu que a Igreja havia se expandido e alcançava todo o império Romano. Tendo sido ele uma testemunha ocular acerca da pessoa e da vida de Cristo, deve ter desejado deixar uma narrativa mais ampla do que as que já constavam em outros escritos.

- João sabia que a Igreja, a esse tempo amadurecida, tinha necessidade de estar bem segura de que Jesus de fato era o Messias e de que todos podem ter vida eterna através dEle. Considerou também o perigo das heresias, entre elas o gnosticismo que vinha crescendo por todo o Império Romano, e sentiu a necessidade de levar ao homem a pura fé em Jesus Cristo. Esse é o tema do quarto Evangelho, que temos o privilégio de estudar com detalhes.

- Por que cremos que o apóstolo João escreveu o quarto evangelho?
- O círculo íntimo de discípulos de Jesus consistia de Pedro, Tiago e João, Mt. 17:1.
Pedro tem seu nome citado no Evangelho, 1: 41, 42; portanto, não pode ser o autor. Tiago morreu nos primeiros anos da Igreja, At. 12:2. Então, conclui-se que o autor do Evangelho foi o apóstolo João.

O texto de Jo. 1:24 identifica o autor como alguém referido em 13: 23; 19: 26; 20: 2. Somente o apóstolo João ajusta-se a todas essas qualificações.

I - QUEM FOI O APÓSTOLO JOÃO

- Seu caráter - João foi conhecido como o apóstolo do amor. As características atribuídas a ele são: coragem, lealdade, percepção espiritual, amor e humildade. O amor é o assunto central de suas Epístolas.

- Sua família - João e seu irmão Tiago, o apóstolo, ambos foram chamados de “Boanerges” (filhos do trovão) por Jesus, Mc. 3: 17. Sua mãe, Salomé, era irmã de Maria, mãe de Jesus; portanto, João era primo de Jesus. De pescador, no mar da Galiléia, tornou-se líder da Igreja de Jerusalém, Gl. 2:9.

- Sua atuação - Após a destruição de Jerusalém, entre os anos 70/95, João provavelmente começou a ministrar em Éfeso e Província da Ásia. Foi exilado na Ilha de Patmos, na costa da Ásia, onde escreveu o Apocalipse. De acordo com a tradição, voltou a Éfeso, onde morreu e foi sepultado por volta do ano 100 d. C.

II – CARACTERÍSTICAS DO EVANGELHO DE JOÃO

1 - Simplicidade de linguagem.

- João consegue trazer-nos grandes mensagens, numa linguagem bastante compreensível. O estilo é único entre os quatro Evangelhos.

- Ele utiliza com freqüência os constrastes: luz e trevas; fé e descrença; verdade e mentira; bem e mal; aceitação e rejeição; etc.

- Além dessas, João também usa as palavras crer, mundo, testemunha, verdade e Filho de Deus, dando-lhes um sentido todo especial.

- Enquanto os três evangelhos anteriores são chamados sinóticos,

2 - Ênfase na pessoa de Jesus

- porque contêm material bastante semelhante entre si, João tem 92% de narrativa original.

- Ele dá maior cobertura ao ministério de Jesus na Judéia. Põe mais ênfase na pessoa de Jesus e no seu ensino acerca da vida eterna. Revela Jesus especialmente como Filho de Deus. Inclui longos sermões de Jesus.

III - A ESTRUTURA DO EVANGELHO DE JOÃO

- Apesar da grandiosidade do livro, a forma como João organizou sua narrativa é bastante simples, estando ao alcance de todos a compreensão da mensagem, porque é Palavra de Deus e porque o material foi disposto de forma a levar o leitor em direção a uma confissão de uma fé ativa em Cristo.
1 - O prólogo.

- Já no início de seu Evangelho, João vai mais além de que todos os evangelistas, 1: 1-18.

- Ele usa o termo “Verbo” para caracterizar a divindade de Jesus, ressaltando a pessoa de Cristo, ainda na eternidade, com Deus. Assim, em vez de tratar do nascimento de Jesus, ele aborda sua encarnação. Com isso, João faz com que o assunto de seu Evangelho seja universal. Depois, o Evangelho pode ser dividido em quatro períodos:

2 - O período de reflexão: 1: 19 a 6: 71

- Apresenta Jesus, o Verbo divino, e narra seus primeiros contatos com os discípulos. Utiliza a pregação de João e textos das Escrituras proféticas do AT para explicar sua missão. Surgem, porém, as primeiras controvérsias com os judeus, principalmente por causa da cura de um paralítico, num sábado. Os milagres do cap. 6 levam os discípulos a uma entrega à fé.

3 - O período de conflito: caps. 7 a 11

- No início de seu ministério houve séria descrença na missão de Jesus por parte dos judeus, 8: 22, 10: 19-20 e até pelos seus próprios irmãos, 7: 5. Por isso, nessa fase Jesus ensinou intensamente sobre si mesmo, 7: 16-18, procurando revelar sua divindade.

- Os discípulos crescem na fé, principalmente quando vêem o milagre da cura de um cego de nascença, cap. 9, e a ressurreição de Lázaro, cap. 11.

- O panorama religioso é marcado, por um lado, pelo contraste entre as multidões desnorteadas e a venenosa oposição da hierarquia judaica e, por outro, a pregação de Jesus.

4 - Período de preparação: caps. 12 a 17

- Depois, Jesus procurou estar longe das multidões, 12: 23 e 36. Nessa fase de recolhimento, dedicou-se mais aos discípulos, cap. 13. Precisava prepará-los para o choque da cruz.

- No final desse período, Ele volta para Jerusalém, em busca do cumprimento de sua missão, 13: 1. Ocorre sua entrada triunfal, sendo saudado por uma multidão de peregrinos, 12: 20, 21.

5 - Período de consumação: 18:1 a 20:31

- Os momentos finais de Jesus foram marcados por violentas contradições: alguns manifestam total oposição e rejeição, outros profunda aproximação e aceitação.

- Nos degraus do caminho da cruz estão o Getsêmani, a traição de Judas, a covardia de Pilatos, a fraqueza de Pedro, a crucificação. Mas também se vêem a constância do discípulo amado e das mulheres, a ação generosa de José de Arimatéia e de Nicodemos, 19: 39. A ressurreição foi a justificação final da fé.



Fonte:
Revista de Estudos Bíblicos Aleluia




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