sexta-feira, 9 de março de 2012



União do
Povo de Deus




Introdução:




- O Salmo 133, possivelmente escrito pelo Rei Davi, representa um momento histórico importante na vida de Israel. No reinado de Saul o povo estava disperso.

- Houve neste período muitas conturbações no reino devido ao modo como o rei se conduzia.

- As atitudes de Saul produziram um reinado fraco o que teve como uma das conseqüências a própria fragilidade da unidade da nação de Israel. O contexto mais provável [...] é o da unificação das doze tribos de Israel debaixo do reinado de Davi em Jerusalém.

As figuras no texto do salmo confirmam ascendentemente esta situação.

I - Propósito do Salmo 133 : Demonstrar o Valor da unidade do povo de Deus

- Davi reconhece que somente quando o povo está unido é que as bênçãos de Deus acontecem.

- Em meio a guerras e divisões, como era o caso do reinado de Saul, não poderia haver bênção de Deus. Contudo, quando o povo estava unido a bênção do Senhor era vista sobre a nação.

a) Unidade do povo – O Salmo inicia dizendo: Oh quão bom e suave é que os irmãos vivam em união.

- Os termos bom e suave representam bênçãos. Estas, por sua vez, advém somente da unidade.

- Veja que isto é agradável e, portanto, representa o ideal para o povo. Se as tribos de Israel andassem unidas, isto representaria força, proteção, crescimento, vida espiritual. Daí a importância deste Salmo em apresentar o valor da unidade do povo.

- Mauro Meister faz a seguinte aplicação: Vimos no texto que a bênção era condicionada à unidade, e prejudicada sem ela.

- A mesma relação permanece para o povo de Deus hoje? Creio que sim, guardadas as devidas proporções. O povo de Deus é uma nação santa e exerce um sacerdócio que é abençoado na unidade.

- Esta unidade se expressa à medida que o povo de Deus, sua Igreja, como agente do seu reino, se submete à autoridade do Rei, sua lei e seu ensino, sem se desviar, sem comprometer sua verdade.

- Nesta unidade, Iahweh ordena a sua bênção. Creio que esta é a aplicação fundamental do texto para nossos dias.

b) Na divisão não há bênção – Divisão é um dos principais problemas enfrentados nas igrejas nos escritos Neotestamentários.

- Paulo roga aos Coríntios da seguinte forma: Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer. (I Co 1:10).

- Em outra ocasião diz: completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa; nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; (Fil 2:2,3).

- Por isso, torna-se importante ecoar mais uma vez no nosso meio as palavras do Salmo 133 que demonstra o quanto é importante um povo unido. Não faça parte de divisões, contendas, fofocas.

- Primeiro, se você fizer assim, estará perdendo a bênção de Deus;



- Segundo, que aqueles que agem desta maneira estão dominados pela carne (Gl 5:16).

II – A bênção do Sacerdócio para o povo

- Temos a partir do verso 2 do Salmo 133 a figura sacerdotal. Os sacerdotes representavam a forma como Deus abençoava o povo. Eles representavam o povo diante de Deus e também ensinavam a lei para o povo.

- Assim o povo poderia estar na presença de Deus. No entanto, quando não havia unidade entre o povo de Deus (Israel), isto acarretava também no afastamento do povo da presença de Deus, pois o próprio sacerdócio que era responsável pelo ensino e a adoração ficava prejudicado.

Este contexto nos leva as duas reflexões importantes:

a) Nós somos um povo sacerdotal – 1 Pe 2:9.

- A igreja é chamada de sacerdócio real. Não estamos no tempo em que havia somente algumas pessoas escolhidas para o sacerdócio.

- Hoje todos nós temos acesso a Deus, e podemos desfrutar de sua presença. Todavia, é importante relembrar que sem um sacerdote a nação de Israel não teria condições de aproximar de Deus, e conseqüentemente não poderia estar na sua presença.

- Somente na unidade é que todo o Israel poderia receber o exercício do sacerdócio. A contínua expiação pelo pecado dependia da unidade do povo de Deus.

b) Do Hermom a Sião - Geograficamente, a região do Hermom era uma região fértil.

- Porque o monte Hermom é muito alto e seu cume coberto de neve, o seu pesado orvalho “rega” toda a região em volta fazendo da mesma uma área muito fértil e produtiva.

- Observe que os “orvalhos” do monte Hermom descem até Sião. Sião representa a divisão para uma região seca.

- O que está entre Hermom e Sião é o Jordão. Veja o comentário de Meister:
- O nome Jordão provavelmente deriva-se do verbo dry sendo então "o que desce". Uma das fontes do rio Jordão é exatamente um ribeiro chamado Banias, que nasce na base do monte Hermon.

- De certa forma, a riqueza de vida do Hermon se faz presente em toda a extensão de Israel até as proximidades de Sião. Aquele "que desce" (como o óleo descendo … que desce … que desce) traz bênção sobre todo Israel

- Perceba que a indicação do monte Hermom até Sião abrange todo o Israel e assim aponta para a unidade do povo de Deus e também para a extensão da riqueza da vida: toda a terra.

- A bênção de Deus estaria em toda a nação na medida que andassem unidos. E ao andarem unidos a vida de adoração estaria presente, demonstrando assim a presença de Deus no meio do seu povo.

Conclusão:

- O Salmo 133 retrata o contexto da nação de Israel, mas também serve-nos de exemplo para a nossa unidade. Deus nos chamou para vivermos unidos (Ef 4:4-6) e sem esta unidade não poderemos sobreviver.

- Não podemos deixar que nos percamos no caminho. Como povo somos chamados a manifestar a graça de Deus em nossa unidade (At 2:42), como povo somos chamados a proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1 Pe 2:9).

- Veja a oração de Jesus: "eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim." João 17:23.

- Veja que quando estamos unidos nosso testemunho é real e revela o amor de Deus ao mundo no envio de seu filho, além de demonstrar a todos o grande amor de Deus por este povo que vive unido.

- Não podemos esquecer que é O Espírito de Deus que produz a obra da unidade no meio do povo de Deus, e assim como o “povo de Israel era abençoadona unidade nacional, o povo de Deus é abençoado na unidade espiritual, quando com unanimidade, em um só Espírito, uma só fé, nos aproximamos do único Senhor.

Que Deus nos ajude!



AUTOR: Pr. Antônio Firmino da Silva Júnior




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Amor não fingido

Texto Bíblico: O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Rm 12:9




Introdução:

- Paulo trata sobre o modo cristão de viver (Rm 12:9ss), e a primeira recomendação do apóstolo é sobre a sinceridade do amor. Isto é relevante quando se percebe que estamos vivendo em uma sociedade tão hipócrita e cheia de tantos enganos.

- Pessoas dizem que amam, porém, quando vem as crises, os problemas esquecem dos propósitos, do amor declarado e então desistem, deixam de lado seus valores e tomam novos rumos.

- O amor como elemento fundamental no modo cristão de viver deve ter como característica a sinceridade, a transparência. Não pode-se aceitar que pessoas continuem pregando e falando sobre algo que não faz parte realmente de suas vidas. Todo fingimento implica na presença da insegurança, do medo, da baixa estima e em muitos casos inclusive da inveja.

- Por isso, quando Paulo fala para que os relacionamentos tenham um amor não fingido, está tratando tanto do efeito disso na vida do outros como também da condição de quem age assim.

I - Nosso amor deve ser verdadeiro

- Amor fala de apreciação, de respeito, de consideração e bondade e neste sentido o apóstolo leva os Romanos a pensarem sobre o tipo de amor que estavam demonstrando uns para com os outros.

- Ninguém consegue viver uma vida de farsa. Ninguém consegue viver o tempo todo sendo o que não é. A qualquer hora vai deixar transparecer o que realmente pensa ou sente. Desta forma, pode-se então pensar que por mais que a pessoa aparenta ser boa, procure ter algumas atitudes corretas, se isto não é motivado pelo amor verdadeiro, certamente será desmascarada.

- Mathew Henry diz: “O amor mútuo que os cristãos se professam deve ser sincero, livre de engano e de adulações mesquinhas e mentirosas. Somente o amor verdadeiro é capaz de passar pelas dificuldade e dar provas de que é verdadeiro”.

a) Seja honesto consigo mesmo - Sinceridade fala de alguém que procura ser verdadeiro, sem malícia e sem disfarce.

- Existe um ditado popular que uma mentira contada diversas vezes se torna verdade. Para muitos, uma vida de falsidade torna-se tão entranhada que não discerne mais entre o que é verdadeiro e o que é falso.

- Muitas pessoas estão vivendo uma farsa. Confesse suas limitações. Reconheça que você tem dificuldades em amor, em perdoar, em se relacionar. Este não é o problema.

- Fingir que está tudo bem, mostrar uma coisa que você não é, este é o problema. Deus pode te ajudar a superar suas dificuldades. Depende apenas de ser sincero com você mesmo e admitir que precisa de ajuda. Não se esqueça da recomendação de Paulo aos Filipenses: 4.8: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

b) Amor verdadeiro traz segurança e firmeza - Quando realmente esta presente a verdade com certeza os relacionamentos são sadios.

- No meio da mentira o amor não pode permanecer. Somente quando o lugar esta cheio de verdade é que o amor terá lugar. E este amor traz segurança e firmeza (estabilidade) para as pessoas que o possuem.

- O amor ele não prende as pessoas, não exige que os outros sejam manipulados ou controlados.

- O amor joga fora todo medo (1 Jo 4:18), o amor fortalece a amizade e os relacionamentos.

- Aqui está o desafio da igreja e também das famílias: desenvolver o amor verdadeiro. Este por sua vez trará paz ao coração, segurança a pessoa amada e também a quem ama,e firmeza (estabilidade)

II - O amor fundamentado nas bases corretas

- O fingimento leva os relacionamentos a se estabelecerem sobre bases erradas. Quem coloca como fundamento do amor o dinheiro, a beleza, o poder, o sexo terá grandes decepções. Estes não podem ser a base do amor.
- Para um cristão (ã) o estilo de vida é o amor não fingido, ou seja, o amor sem cera (sem máscaras, sem artifícios, sem enganos) Rm 12:9. A base do amor deve ser Deus.

- O amor não está fundamentado na atitude do outro, mas na iniciativa de cada um em amar.

- O próprio Deus deu-nos o exemplo quando nos amou sendo nós ainda inimigos. (Rm 5.8-10). Além disso, Deus prescruta o coração do homem (Sl 139) e sabe suas verdadeiras intenções.

a) O amor não esta nas coisas e sim nas pessoas – Muitas pessoas colocam o amor em tesouros terrenos. Dão mais valor a coisas do que a pessoas.

- O resultado disso é uma vida cujas motivações estão totalmente erradas, e além disso, torna-se escravo desse sentimento errado (1 Tm 6.10).

- A Escritura ainda nos adverte e diz: Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Lc 12.:4).

- Assim sendo, colocar o amor nas coisas terrenas (bens, valores terrenos) significa dizer que o mais importante para a pessoa são as coisas.

- Nosso coração deve estar nas pessoas, pois as riquezas e tesouros desse mundo são passageiros (Ec 5:10-16)

b) O amor me dá o real fundamento da vida – Todo relacionamento que não tem como base o amor está fadado ao fracasso.

- Nenhuma ação de bondade e altruísmo pode ser verdadeira se não passar por este fundamento.

- O amor vem de Deus e somente fundamentado neste amor o homem e a mulher podem encontrar felicidade e firmeza para suportar as dificuldades da vida. Quando a base para o amor é outra ela se desfaz ao sinal dos problemas.

III - O amor promove o crescimento pessoal

- Uma pessoa se torna madura na medida que aprende a amar. Ela se torna mais tolerante, mais sensível, mais amiga e forte. Isto é resultado de um coração onde amor verdadeiro está presente.

- O amor faz com que a pessoa cresça e crie vínculos profundos com Deus e com as pessoas. Este vínculos é que fazem está pessoa crescer.

- Pedro diz: “Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros,” 1 Pedro 1,22

a) Crescendo em amor. O ser humano está em constante desenvolvimento físico, emocional e espiritual.

- Vejam que este desenvolvimento pode ser visto na pessoa de Jesus (Lc 2:52).

- Hoje estamos vendo o contrário. Muitas pessoas estão estagnadas no seu desenvolvimento emocional e espiritual. Isto se deve ao fato de enfrentarem com relação a questão do amor.

- Quando alguém possui um bom relacionamento com Deus e com as pessoas ela tem plenas possibilidades de crescer e se tornar madura. Talvez aqui esteja o problema de muitas pessoas imaturas: não crescerem no amor.
- Não pode-se esquecer da recomendação Paulo: Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros; (Rm 12:10)

b) Características de crescimento pessoal – O crescimento de uma pessoa pode ser visto quando estão presentes algumas características.

- Dentre elas podemos citar pelo menos três:

Primeiro, o crescimento se dá quando alguém ama sem querer nada em troca;

Segundo, quando a pessoa ama sem colocar regras (normas) para amar;

terceiro, o crescimento se dá quando o amor aproxima as pessoas. (ver Fl 2:1-4).

Que Deus nos dê graça a fim de que estas características estejam presentes em nós.

Conclusão:

- A busca por um amor sem cera (verdadeiro e sem máscara) deve ser o alvo de cada cristão.

- Aqueles que agem de um modo diferente estão demonstrando que são imaturos e não compreenderam a verdadeira essência do amor cristão.

- Na busca desenfreada por reconhecimento, dinheiro e poder muitos perdem o que exite de mais precioso: o amor.

- Temos hoje a oportunidade de caminhar um caminho diferente.
- Temos hoje a oportunidade de jogar as máscaras fora e viver de forma transparente, sem enganos, sem meios termos.


- O amor verdadeiro nos liberta para crescermos em Cristo e para experimentamos um modo de vida que agrada ao Criador e Senhor de nossas vidas.

Venha para este caminho...
Que Deus no ajude.




AUTOR: Pr. Antônio Firmino da Silva Júnior





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