domingo, 12 de fevereiro de 2012



O PERIGO DA REBELDIA

Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu anteriormente por boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus, porque ele era contado entre nós e teve parte neste ministério. (Ora, este homem adquiriu um campo com o preço da iniqüidade; e, precipitando-se, rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram; e isto chegou ao conhecimento de todos os habitantes de Jerusalém, de maneira que em sua própria língua esse campo era chamado Aceldama, isto é, Campo de Sangue.) Porque está escrito no Livro dos Salmos: Fique deserta a sua morada; e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu encargo. (Atos 1.16-20)




INTRODUÇÃO

- Todos conhecemos a história de Judas Iscariotes. Um dos doze apóstolos que traiu Jesus vendendo-O por trinta moedas de prata. O trágico fim desse homem aponta para onde a rebeldia e a traição leva aqueles que se deixam levar pelas mesmas atitudes dele.

1º. “… Foi o guia daqueles que prenderam Jesus” (vs.16b)

◦ Essas pessoas conquistam a confiança dos seus líderes e estão sempre por perto deles.

◦ O líder investe e dá as mesmas oportunidades que dá aos demais – vs.17

◦ Atraem a confusão e o escândalo para a igreja.

2°. “Ora, este homem adquiriu um campo com o preço da iniquidade…” (vs.18a)

◦ Há muitos líderes adquirindo “campos” com o preço da traição, da divisão, da rebeldia.

◦ Como Absalão, assentam-se à porta da cidade e difamam seu pais na surdina e roubam o coração das pessoas (2Samuel 15.2-6).

3º. “…Precipitando-se…” (vs.18b)

◦ Fundamentar ministério na base da rebelião, da divisão é precipitação de quem já quer começar com a casa cheia.

◦ A rebelião é um tiro no próprio pé, é suicídio ministerial!

4º. “… Rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram” (vs.18c)

◦ O “ventre”, lugar onde ficam as “entranhas”, segundo Jesus é o depósito das águas vivas do Espírito Santo (João 7.38)

◦ O rebelde fatalmente perderá a unção que seu líder havia transmitido

◦ Há muitos obreiros que quando estão debaixo do manto dos seus líderes, começam a se envaidecer porque acham que estão melhores do que eles. Quando saem da cobertura, deixam de operar naquela unção porque o ventre rasgou a unção derramou (se perdeu).

5º. “E isto chegou ao conhecimento de todos os habitantes de Jerusalém, de maneira que em sua própria língua esse campo era chamado Aceldama, isto é, Campo de Sangue.” (vs.19)

◦ Resultado é a vergonha pública – “E isto chegou ao conhecimento de todos os habitantes de Jerusalém”

◦ No reino espiritual aquele ministério é conhecido como “Aceldama”. Imagine: “Igreja Evangélica Aceldama”… misericórdia!

◦ Aquele ministério que poderia ter sido consolidado na paternidade e na fidelidade, gerando filhos espirituais, agora transformou-se num “cemitério para forasteiros” (Mateus 27.7).

◦ Imagine as pessoas indo à igreja para morrerem, para serem sepultadas… misericórdia!

◦ “Forasteiro” é alguém que não fica, que está só de passagem, que não cria raízes.

◦ Se você percebe que seu ministério é um lugar de forasteiros, que não fica ninguém, não é hora de buscar a Deus em oração e ver o que está errado? Veja se não houve alguma raiz de rebeldia no início.

◦ Consequência: “Porque está escrito no Livro dos Salmos: Fique deserta a sua morada; e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu encargo” (Atos 1:20).

“ Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril” (Salmos 68:6).

CONCLUSÃO

- Seja fiel à sua liderança. Se Deus está lhe chamando para algo diferente, sonde suas motivações, seja franco com seus líderes e espere a bênção de Deus e deles.

- Se você saiu debaixo de alguma raiz de rebelião, arrependa-se e peça perdão a Deus e à igreja.



Autor: Marcos Arrais





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LIÇÕES DA PÁSCOA
NA MULTIPLICAÇÃO
DOS PÃES E PEIXES


“Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima. Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer?” (João 6.4,5)




INTRODUÇÃO

- Neste memorável acontecimento onde Jesus multiplica cinco pães e dois peixes para uma grande multidão, o evangelista João relata um detalhe que pode passar despercebido aos nossos corações: “Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima” (v.4). Esse maravilhoso milagre aconteceu próximo à páscoa.

Gostaria de relacionar, assim, a páscoa a algumas lições importantes que devemos aprender uma vez que também estamos próximos da mesma festa:

1°. UM TEMPO PARA SONDAR NOSSOS CORAÇÕES

- Aquela multidão, na sua maioria, estava seguindo Jesus não porque Ele tem a vida eterna, como Ele mesmo disse:

“Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna” (João 6:47), mas porque estavam mais interessados no pão material:

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes” (João 6:26. Ver também o verso 2).

- Próximo à páscoa, Jesus chama o povo a livrar-se do fermento das más motivações e comer o Pão que desceu do céu, puro e sem contaminação:

“Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6:35).
- Esse “matzá”, pão sem o fermento do pecado e da maldade é o próprio Jesus.

- O que tem nos levado a seguir a Cristo?

- O que tem nos trazido até aqui?

- Nesses dias que antecedem o pessach, busquemos sondar os nossos corações à luz da revelação do Espírito e peçamos para que Deus remova de nossos corações todo elemento estranho à natureza de Cristo:

“Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1 Coríntios 5:7).

2°. UM TEMPO PARA SERMOS DISCIPULADOS E APRENDER

- “Próximo a páscoa” Jesus aproveitou para ensinar Seus discípulos lições preciosas.

- “Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos” (João 6:3).

- Ali aqueles homens aprenderam a repartir, a organizar, a confiar em Deus e até a andar sobre as águas.

- Podemos dizer que foi um tempo de milagres acontecerem em suas vidas.

- O que Deus quer nos ensinar nesses dias?
- Quais lições devemos aprender?
- Que milagre precisamos experimentar?

- Creio que uma unção de milagres no nível familiar, profissional e ministerial estão sendo liberadas por esses dias!

- Apliquemos os nossos corações para observar, calar-nos e aprender coisas novas.

- Cada festa bíblica libera unções e milagres específicos. Estamos prontos para receber?

- Deus provará nossas convicções e fará percebermos o quilate da nossa fé: “Mas dizia isto para o experimentar…” (João 6:6).

- Muitos judeus se escandalizaram e abandonaram o Senhor porque não estavam prontos para o confronto e não queriam mudar as estruturas da religiosidade (Versos 60,66), mas outros reagiram de forma diferente e passaram no teste!

“Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (Versos 68 e 69).

3°. UM TEMPO PARA ROMPERMOS EM NOVAS EXPERIÊNCIAS

- “Próximo a páscoa” Jesus estava trazendo Seus discípulos para novas experiências de fé com Ele.

- Na páscoa somos convidados a deixar o lugar de conforto e estagnação espiritual e ousarmos em novas experiências de fé.

- Uma posição conquistada pode nos acomodar e tornar-se uma prisão espiritual para não crescermos, ou seja, pode converter-se em uma espécie de Egito!

- Em cada pessach somos chamados a sairmos desses “Egitos de conformismo” e vivenciarmos experiências de multiplicação e a caminhar sobre as águas.

- Somos encorajados a expandir o nosso nível de fé e vermos milagres acontecendo.

- Jesus estava instigando a fé de Seus discípulos quando perguntou-lhes como alimentariam aquela multidão (verso 5) e quando permitiu que uma tempestade sacudisse o barco onde eles estavam (versos 16-21).

- Aproveite esse tempo para lançar-se em novas experiências com Deus e provar uma nova onda de milagres em sua vida!

4°. UM TEMPO PARA DEIXARMOS O CONFORTO E OLHARMOS PARA AS NECESSIDADES DA MULTIDÃO

- “Próximo a páscoa” Jesus “ergue os olhos e vê a grande multidão” (Vs.5).

- Nesse momento Jesus dirige-se aos Seus discípulos e faz um desafio de alimentar as multidões famintas: “dai-lhes, vós mesmos, de comer” (Mateus 14.15b).

- É maravilhoso estar aos pés do Mestre, recebendo de Sua presença, adorando-o e sendo ministrado pelo Seu amor, mas não podemos esquecer que ao nosso redor uma multidão espera que atentemos para suas necessidades e nos coloquemos como resposta ao seu clamor.

- Jesus nos ensina que mesmo quando estamos ali com Ele, devemos “erguer os nossos olhos” e nos colocar como instrumentos do Seu amor e poder nas vidas daqueles que gemem por salvação.

- Nesses dias de páscoa, enquanto desfrutamos da presença do Cordeiro de Deus e de Sua salvação, caminhemos em direção às multidões famintas e necessitadas levando-lhes o verdadeiro Pão da vida.



AUTOR: Marcos Arrais






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