terça-feira, 31 de janeiro de 2012



Aprendendo com a

Vida de Rebeca




Texto: Gn 24.15,16


Introdução

- Você já aprendeu grandes lições apenas observando a vida de outras pessoas?




- Já teve a oportunidade de ver exemplos a serem imitados e exemplos a serem evitados a partir da observação da vida de outras pessoas?

- Dar o pano de fundo histórico do que está narrado em Gn 24.1-15: o pedido de Abraão a Eliezer para que ele buscasse esposa para seu filho Isaque, e a oração que Eliezer fez ao Senhor quando chegou à cidade dos parentes de Abraão.

Proposição

- Ao olharmos para a vida de qualquer pessoa, podemos tirar grandes lições para as nossas vidas, tanto positivas quanto negativas.

- O texto bíblico nos mostra algumas lições que podemos aprender a partir da vida de Rebeca, esposa de Isaque, mãe de Esaú e Jacó.

I.) Conserve-se puro(a) para o seu futuro cônjuge – Gn 24.16

- Rebeca se conservou pura para o seu futuro esposo.

- Essa é a vontade de Deus para os jovens. O mundo dirá o contrário, mas obedecer à vontade de Deus poupará os jovens de muitos sofrimentos!

- Você que ainda não é casado(a), tem se conservado puro(a) para o seu futuro cônjuge?


II.) Tenha um coração disposto a servir – Gn 24.17-20

- Rebeca tinha um coração disposto a servir. Ela serviu a Eliezer (servo de Abraão), dando água a ele e também aos seus camelos. Ela serviu sem interesses, pois até aquele momento não conhecia o homem, nem imaginava que vantagens ele poderia lhe oferecer.

- Devemos ter um coração disposto a servir sem interesses. Todavia, quando temos esta atitude de servo, sem segundas intenções, Deus sempre nos recompensa. Se não imediatamente, certamente nos recompensará a seu tempo. No caso de Rebeca, a sua disposição em servir, não só lhe trouxe preciosas jóias como presente, como lhe trouxe a oportunidade para um ótimo casamento! – Gn 24.22,33-38,49-51,67; Ver também Gl 6.9.

- Ao deixarmos de servir alguém, podemos estar perdendo uma ótima oportunidade, uma ótima porta que Deus poderia estar nos abrindo!

- Ao servir o copeiro e o padeiro do Faraó no cárcere, José estava abrindo as portas de sua libertação da prisão e pavimentando o caminho para o seu posto de governador o Egito!

- Você tem um coração disposto a servir? Ou você só quer ser servido? Você tem aproveitado as oportunidades que Deus tem te dado de servir a outras pessoas?

- Lembremo-nos do exemplo de Jesus que disse que veio para servir e não para ser servido (Mt 20.28). Como seus discípulos devemos imitá-lo!

III.) Tenha ousadia e coragem para aproveitar uma grande oportunidade – Gn 24.58

- Resumo da história: Eleazar fica sabendo que Rebeca é da parentela de Abraão; Eleazar se apresenta à família de Rebeca e diz o motivo de sua vinda; A família de Rebeca se mostra favorável ao casamento de Rebeca com Isaque e pergunta a Rebeca se ela estava disposta a ir com Eleazar para se casar com Isaque.

- Que era uma grande oportunidade para Rebeca não restava dúvidas, a questão era: Rebeca teria coragem de aproveitar esta grande oportunidade?

- Imaginar a grande mudança que aquela oportunidade representava para Rebeca: mudança geográfica, para uma terra distante que ela não conhecia, com costumes e pessoas que ela não conhecia. Tudo isso em uma época em que não existiam os meios de comunicação que existem hoje, nem os meios de transporte que existem hoje! De fato seria uma grande mudança!

- Para aproveitarmos grandes oportunidades é necessária uma boa dose de ousadia, pois grandes oportunidades trazem consigo grandes mudanças.

- A maioria das pessoas não está disposta a enfrentar grandes mudanças. Geralmente somos avessos a grandes mudanças. Preferimos manter as coisas como estão!

- Você tem ousadia e coragem para aproveitar uma grande oportunidade? Tem coragem para enfrentar grandes mudanças?

IV.) Descubra o poder da perseverança na oração – Gn 25.20,21,26b

- Rebeca era estéril e Isaque passou a orar para que ela engravidasse. Rebeca também deve ter orado. Eles oraram durante 20 anos!

- Rebeca e seu marido perseveraram em oração e obtiveram a resposta do Senhor!

- Jesus ensinou sobre a perseverança (importunação) na oração – Lc 11.5-13; 18.1-8.

- Você tem perseverado em oração naquilo que tem buscado do Senhor?

V.) Aprenda a buscar ao Senhor em momentos de agonia – Gn 25.22,23

- Ao engravidar de gêmeos, Rebeca aparentemente ficou tão angustiada pelo fato de os filhos brigarem no seu ventre que chegou a se desesperar da própria vida. Esta situação a levou a buscar, consultar ao Senhor.

- O Senhor lhe respondeu – v. 23

- Quando buscamos ao Senhor de todo o coração, Ele sempre nos responde (Jr 29.13).

- Ele só não responde quando não o buscamos de todo o coração ou quando o buscamos com interesses egoístas e mesquinhos.

- Existem pessoas que nos momentos de maior agonia, ao invés de se aproximarem mais de Deus, terminam se afastando (deixam de orar, de buscar ao Senhor, de participar dos cultos, etc).


- Nos momentos de agonia, angustia, você tem buscado ao Senhor ou tem se afastado dEle?

VI.) Jamais influencie negativamente a ninguém, muito menos um membro de sua família – Gn 27.5-17

- Rebeca influenciou negativamente a seu filho Jacó. Ela ouve a conversa de Isaque com Esaú e incentiva Jacó a se passar por Esaú para obter fraudulentamente a benção de seu irmão.

- Esta atitude específica de Rebeca em relação a seu filho Jacó trouxe tristes conseqüências:

- (1) Sobre a vida de Jacó – Da mesma maneira que Jacó enganou a seu pai foi enganado por seu sogro e por seus filhos (Gn 29.15-30; 37.23-35).

- (2) Sobre toda a família – Certamente Isaque não ficou feliz com toda essa situação. E Esaú passou a odiar a seu irmão e planejava assassiná-lo – Gn 27.41

- (3) Sobre a vida da própria Rebeca – Teve de mandar Jacó embora para não correr o risco de Esaú matá-lo e assim ficou privada da companhia de seu filho Jacó (Gn 27. 42-45); Teve de suportar o péssimo ambiente criado em sua família, ambiente esse que fora resultado de suas próprias escolhas!

- Que tipo de influência você tem trazido para a vida de seus filhos, de sua esposa, de seu marido, de seus familiares? Uma má influência sobre nossos filhos traz resultados desastrosos para eles, sobre toda a família e sobre nós mesmos!



- Exemplo da influência de Susana Wesley sobre toda a sua família – ver livro “Heróis da Fé”, pág. 61-63.

Conclusão

- É bem menos doloroso aprendermos com as experiências dos outros do que com as nossas próprias experiências! Tiremos pois lições da vida de Rebeca e sua família para as nossa vidas e nossas famílias!

AUTOR: Pr. Ronaldo Guedes Beserra










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IGREJA REAL
OU VIRTUAL?


- Estar consciente da missão da igreja, como organismo vivo que é, e de seu papel presente e atuante neste mundo e procurar cumpri-lo com fé e responsabilidade, é o imperativo bíblico para a vida do cristão.

- A Igreja foi instituída por Jesus.

- Ela nasceu forte e invencível. Não há dúvidas de que o diabo luta diuturnamente contra ela. No entanto, estamos certos de que Deus a fez vencedora (Rm 8: 37), e de que não podemos viver no mundo do imaginário (do virtual) com relação ao nosso compromisso para com Deus.

- Ninguém é capaz de imaginar o que os demônios andam tramando contra a Igreja do Senhor Jesus nos bastidores do inferno.

- Planos e mais planos frequentemente têm sido arquitetados contra ela, na tentativa de impedir o seu progresso (Is 54: 17). Nem por isso devemos ficar desencorajados, porque ela será sempre triunfante, pois foi o próprio Jesus quem declarou a sua vitória: “... e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, Mt 16: 18.

- Por isso precisa exercer com autenticidade e autoridade a sua missão como corpo de Cristo (1Co 12: 12). Assim, diante desta verdade, em gratidão e louvores a Deus por mais um ano de existência da IPRB, como agência do reino dos céus na terra, gostaria de refletir, juntamente com todos os presbiterianos renovados, espalhados por este imenso país e exterior, sobre algumas marcas que a caracterizam como a verdadeira ou real Igreja do Senhor Jesus.

I. Igreja consciente

- A igreja deve ter consciência de sua missão na terra. Sua vocação é missionária. Por isso, não basta sentir-se satisfeita por constituir o povo de Deus nem se contentar em prestar culto de adoração a Ele em suas reuniões diárias. À semelhança da Igreja Primitiva, ela deve ser a igreja do povo e para o povo (At 2: 47). Sua tarefa é abrangente e desafiadora.

- Desta forma, podemos afirmar que a dimensão de sua missão é vertical e horizontal. O compromisso da igreja com Deus (vertical) redundará em compromisso com o ser humano (horizontal), em particular. Consciência de compromisso gera responsabilidade, e responsabilidade gera obediência a Deus. Portanto, responsabilidade com o próximo (o pecador) é a tônica do evangelho de Jesus.

- Diante desta realidade, a igreja não pode esquecer-se de que a cidade, que é a sua Jerusalém, é um desafio permanente para o povo de Deus, uma vez que o mundo tem-se tornado cada vez mais urbano e, como resultado desse processo, têm aumentado, a cada dia, a marginalização, a violência, o desemprego e os desafios em geral.

- É nessa geografia de miséria e de constante pecado que a igreja é chamada para exercer a Missio Dei (a Missão de Deus), com consciência política, social, espiritual e fraternal. Jesus nos salvou para sermos suas testemunhas: “...e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”, At 1: 8. Nisso reside a missão da igreja do Senhor.

II. Igreja presente

- Não há como vencer uma guerra sem se fazer presente. Para que haja vitória é necessário lutar, e para lutar é preciso estar presente na guerra. Por isso, a presença da igreja na terra pode ser marcada por sua ação como agente do reino de Deus. Ela está no mundo, mas não pode conformar-se com este século: “E não vos conformeis com este mundo...”, Rm 12: 2. A sua luta não é contra a carne e o sangue, mas contra o próprio inferno (Ef 6: 1).

- Em sua oração sacerdotal, Jesus disse: “Não peço que os tire (a igreja futura) do mundo, mas que os livres do mal”, Jo 17: 15. Percebe-se que a súplica do Mestre não foi para que o Pai tirasse os discípulos do mundo, mas para que eles permanecessem na terra com a proteção divina. Ou seja, Ele não estava falando de uma igreja fracassada, mas de uma instituição divina que deveria permanecer no mundo para fazer a diferença. Suas palavras não se atribuem a uma igreja imaginária ou virtual, mas a uma igreja viva, real e presente.

- Sendo assim, ocupar o seu verdadeiro lugar neste mundo, sendo presente e não se omitindo de seu papel junto à sociedade, deve ser sua constante tarefa. Seu compromisso com a estrutura político-religiosa do país, onde está inserida, é inevitável. É bom ressaltar que sua presença começa com seu envolvimento e participação nos projetos e decisões de sua cidade. Sua liderança e membros não podem enclausurar-se ou afastar-se do convívio social.

III. Igreja atuante

- Igreja atuante é o resultado de uma igreja consciente e presente. Jesus a comparou ao sal da terra e à luz do mundo (Mt 5: 13-14). Estas duas metáforas falam de sua forte influência (atuação) na terra. Dois dos valores do sal, por exemplo, são o de dar sabor e o poder de preservar da corrupção. Isto equivale a dizer que a igreja deve ser exemplo e, ao mesmo tempo, militar contra o mal e contra a corrupção que se alastra, a cada dia, na sociedade.

- Viver à margem daquilo que está acontecendo na sociedade não é atitude correta do povo de Deus.


- A sua missão deve ser integral. Não se limita apenas ao papel da evangelização dos pecadores. A igreja precisa ver o homem como um todo indivisível, porque a salvação é um processo completo, que visa alcançar ao homem total.

- Dizer que a igreja não tem nada a ver com a política social, com os marginalizados, com os pobres e necessitados não foi o que Cristo ensinou. Diz a Palavra que Ele andava de cidade em cidade, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus (Lc 8: 1).


- Seu ministério estava voltado para o homem: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”, Lc 4: 18-19.

- Portanto, “nós nunca encontramos Jesus Cristo de dedo apontado contra os pobres e marginalizados, mas, pelo contrário, enfrentando exatamente aqueles que oprimiam o povo, quer pelo sistema religioso, quer pelo sistema econômico, ou sistema político de sua própria época”. Suas palavras resultavam em atitudes que davam amparo e socorro aos necessitados.

Conclusão

- Nesta oportunidade, conclamo a todos os pastores, lideranças e membros em geral a redobrarem o esforço e participação na obra do Senhor, fazendo da IPRB uma igreja ativa, participativa e cumpridora de sua missão na terra.
- Não sejamos uma instituição omissa, vítima do modismo ou do anonimato, mas tomemos posse destas verdades, para sermos o real de Deus neste mundo perdido.

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AUTOR: O Pr. Advanir Alves Ferreira é presidente da IPRB desde 2001.





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