quarta-feira, 25 de janeiro de 2012



A INDIFEENÇA DO CRENTE

Texto: Jonas 1:4-6





Introdução:

- O livro de Jonas é uma parábola que descreve a vida do crente acomodado, desobediente e indiferente.

- Em nossos dias, temos sido envergonhados pela generosidade dos espíritas; pela dedicação e organização dos mórmons; pela renúncia à própria vida dos muçulmanos; pelo apego ao ideal dos comunistas; pela incansável catequese das testemunhas de Jeová; pela insuperável paciência dos budistas em meditar no nada; pela devoção apaixonada dos hindus aos deuses mais exóticos.

- O livro de Jonas é um livro sobre missões. É um livro que descreve a indiferença do povo de Deus para com o seu chamado, vocação e missão.

- Normalmente, um sermão presbiteriano tem três pontos e o sermão batista quatro pontos. Este sermão tem sete é a soma dos dois, portanto é um sermão batisteriano.

Em que sentido Jonas é um modelo do crente indiferente.

- Jonas foi indiferente à ordem de Deus.

- Jonas foi indiferente à advertência de Deus.

- Jonas foi indiferente aos esforços dos outros.

- Jonas foi indiferente à gravidade do momento.

- Jonas foi indiferente ao destino dos outros.

- Jonas foi indiferente ao clamor dos outros.

- Jonas foi indiferente ao seu próprio destino.

I) Jonas foi indiferente à ordem de Deus.

- Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.

- Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.

- Qual é a ordem de Deus para sua vida?
- Qual foi a ordem específica que Deus lhe deu à qual você tem sido indiferente.
- Onde é que Deus tem lhe enviado.
- Para onde você está sendo comissionado?
- Qual é a sua Nínive?

II) Jonas foi indiferente à advertência de Deus.

- Mas o SENHOR lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar.

- Deus já começou a tempestade dele na sua vida?

- Deus já começou a despedaçar o barco com o qual você pensava em fugir da vontade dele?

III) Jonas foi indiferente aos esforços dos outros.
- Então, os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela.

- Como é que você tem reagido à situação?

- Os espíritas não agem de má fé quando apregoam as suas doutrinas, eles acreditam que estão fazendo o melhor para o barco não afundar.

- Os budistas são sinceros na divulgação dos seus ensinamentos e estão tentando evitar que o barco afunde.

- Os mulçumanos quando lutam pela expansão do islamismo estão fazendo o que podem para que o barco não afunde.

- Os católicos quando rezam o terço, quando fazem romaria, estão dando o melhor de si para que o barco não afunde.

- Muito embora estejam orando a deuses que não podem responder, a deuses que não têm domínio sobre o universo e seus elementos. Mas eles estão tentando.

- E você que como Jonas conhece o Deus verdadeiro, está dormindo o sono da indiferença?

- Quanto nós temos investido em missões, quanto nós temos intercedido pelos missionários?

- Quanto de compaixão há nos nossos corações pelas milhares de pessoas que estão morrendo a cada minuto e indo para o inferno.

IV) Jonas foi indiferente à gravidade do momento.
- Eram homens experimentados no mar.

- Com certeza já haviam enfrentado outras tempestades.

- Estavam cheios de medo.

- Clamavam aos seus deuses.

- Aliviaram a carga do navio.

- Vivemos uma hora crucial para o evangelho.

- Do ponto de vista interno, o evangelho tem sido diluído numa filosofia de vida egoísta, consumista e interesseira.

- As pessoas querem mais divertimento, menos compromisso; mais sinais e menos cruz; mais a doutrina do momento do que o evangelho bíblico; mais benefícios e menos sacrifícios; mais liberdade e menos responsabilidade; Mais sucesso e menos cruz; mais bênçãos e menos o abençoador.

- Do ponto de vista externo, a proliferação das seitas, das heresias, da nova era, do misticismo. Da agressiva expansão do islamismo. Da violência desenfreada, da imoralidade disseminada. Do relativismo ético e moral que tem invadido as igrejas; do sexo livre e sem limites.

V) Jonas foi indiferente ao destino dos outros.

1) Jonas foi indiferente ao Destino dos que estavam no Barco.

- Jonas não estava muito preocupado com o que poderia a acontecer com aqueles que estavam próximos a ele e que estavam sofrendo as conseqüências de sua desobediência a Deus.

- Quantas pessoas estão ao seu lado remando no meio da tempestade, sofrendo em meio a angústia e o sofrimento, tentando de todas as maneiras evitar que o barco da sua vida afunde e você está dizendo: são incrédulos, o que me importa. Bem feito porque não adoram ao Deus único, vivo e verdadeiro.

2) Jonas Foi indiferente ao destino dos ninivitas.

- Jonas tinha uma ordem específica de Deus de levar a mensagem ao povo de Nínive. Povo violento, povo incrédulo, povo cego, povo idólatra, mas objeto da misericórdia de Deus.

- Qual é a sua nínive? Teu bairro? Sua cidade? O Sertão? A África? A Índia? Os drogados? Os aidéticos? As prostitutas? Os homossexuais e travestis que estão ocupando as esquinas das nossas cidades? Os órfãos? Os que estão sofrendo nos leitos dos hospitais? A quem Deus lhe enviou?

VI) Jonas foi indiferente ao clamor dos que estavam com ele no Barco.

- Chegou-se a ele o mestre do navio e lhe disse: Que se passa contigo? Agarrado no sono? Levanta-te, invoca o teu deus; talvez, assim, esse deus se lembre de nós, para que não pereçamos.

- Ao seu redor e ao redor do mundo, há muitos clamando por salvação, por libertação, consolo, paz.

- E o que você faz dorme?

- Hoje há clamor no sertão nordestino, na índia das meninas prostituídas pela vontade da família; na China pelas meninas mortas porque são meninas; no Afeganistão pelas mulheres que estão sendo apedrejadas e mutiladas, espoliadas em sua liberdade. Pelos famintos da Somália, da Etiópia. Há um clamor no mundo.

- Onde você está? Como você está?

VII). Jonas foi indiferente ao seu próprio destino.

- Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente. Por causa da sua desobediência você está preste a afundar junto com o barco. Mas você está preferindo morrer a obedecer a Deus.

- Você está dizendo, jogue-me no mar, sigam a sua vida, não me importa o que venha a acontecer.

- Estou fugindo de Deus e da sua vontade. Se isso não é possível no porão de um barco, quem sabe no fundo do mar? A dureza do seu coração chegou a esse ponto?

Conclusão:

Apesar da nossa indiferença Deus não escolheu outros: Ele escolheu a nós; Ele só conta conosco.

· Ele está buscando homens e mulheres que não fujam.

· Ele está buscando homens e mulheres que não se escondam.

· Ele está buscando homens e mulheres que discirnam a gravidade do momento.

· Ele está buscando homens e mulheres que sobrepujem aos incrédulos em coragem, renúncia, amor, honestidade, altruísmo, verdade, justiça.

· Ele está buscando homens e mulheres sensíveis ao destino dos perdidos.

· Ele está buscando homens e mulheres atentos ao clamor dos aflitos e desesperados.

· Ele está buscando você!

AUTOR: Rev. Kléber Nobre de Queiroz - Pastor da 1a Igreja Presbiteriana Independente de Natal





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TRIUNFANDO NO
DISCIPULADO

- JO 21
“Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento” (II Co 2:14), este é o verso que está inspirando nossas reflexões e ações neste novo ano, do qual tiramos nossa chamada comunitária: 2012 - TRIUNFANDO SEMPRE EM CRISTO.
Este triunfo envolve cinco dimensões gerais: adoração, evangelização, discipulado, comunhão, serviço.
No domingo passado, na parábola do semeador, vimos que o nosso triunfo em Cristo passa pelo TRIUNFO NA EVANGELIZAÇÃO que envolve o discernimento de seu instrumento – semeador (nós), sua dinâmica – sair (desinstalação), sua semente/mensagem (Palavra) e as diferentes reações (solos) (Nb: desejando conhecer a mensagem completa acesse nesta mesma área do site em “Mc 4:1-20 / Triunfando na Evangelização”).

Nosso texto está intimamente ligado à ressurreição de Jesus: depois de manifestar-se ressurreto à Maria Madalena (20:11—18), por duas vezes aos discípulos (20:19-29), Ele “tornou a manifestar-se aos discípulos junto ao mar de Tiberíades...” (v. 1), uma manifestação: exclusiva (v. 1 “.... aos discípulos”); comunitária (v. 2 “estavam juntos...”); marcada pela fragilidade – fracassaram na pescaria (v. 3) e no reconhecimento de Jesus (v. 4).

- O Cristo que nos evangelizou e discipulou é um Cristo vivo que adentra nossos corações, pervade nosso cotidiano e confere-nos da Sua vitalidade, convocando-nos a um ministério como o Seu, que sabiamente associe evangelização e discipulado, que para ele foram, são e sempre serão faces da mesma moeda....

João, assim, depois de “fechar seu Evangelho” em 20:30-31, como que o reabre para deixar bem claro que Jesus queria conduzir Seus discípulos a um genuíno TRIUNFO NO DISCIPULADO. Quais são os elementos que envolvem este triunfo?

I – TRIUNFO NO DISCIPULADO ENVOLVE UMA EXPERIÊNCIA RENOVADA DA PATERNIDADE DE DEUS EM CRISTO (v. 5 “Filhos,....” )

- Cristo nos confere paternidade ( Jo 1:12 ), nos chama de filhos (v. 5) e, acima de tudo, nos trata como filhos (Jo 13:1).

- Os discípulos, que haviam partilhado intensamente desta paternidade de Deus em Cristo por três anos, na hora do teste final, a cruz, fracassaram de forma coletiva: um traiu, outro negou e todos se dispersaram.

- Mesmo assim, Jesus abriu mais um canal de comunicação com eles para evidenciar que Ele seria sempre o Deus completamente e permanentemente conectado com eles, renovando-os para a grande missão de fazerem discípulos de todas as nações: “filhos, o que está faltando para vocês...?”

- Triunfar no discipulado é discernir o Cristo presente e supridor em cada passo de nossa caminhada (II Co 2:14, Ef 1:3).

II – TRIUNFO NO DISCIPULADO ENVOLVE A EXPERIÊNCIA COM O PODER DE CRISTO (v. 6-7)

- Poder manifestado na submissão (v. 6 “... lançai a rede à direita do barco e achareis... assim fizeram...”) – somente triunfarão no discipulado aqueles que, a despeito de seus fracassos anteriores, insistirem em trilhar o caminho da obediência às direções do Mestre.

- Poder manifestado incontestavelmente (v. 6 “... e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes”) – quando fazemos da ordem de Jesus o absoluto regulador de nosso comportamento os resultados são notórios, perceptíveis e extraordinários.

- Poder evidenciador de Sua soberania (v. 7 “... é o Senhor....”) – João, que passou todo o Evangelho demonstrando o poder de Jesus como a prova de Sua divindade (20:30-31), não resiste ao desejo de acrescentar mais um sinal dentre tantos que poderia registrar, para deixar claro que só Jesus é Senhor (Fp 2:11).

- Triunfar no discipulado não é teorizar sobre os conceitos da divindade de Jesus, mas vivenciá-los em cada passo da nossa caminhada!

III – TRIUNFO NO DISCIPULADO ENVOLVE A EXPERIÊNCIA DA INTIMIDADE DE CRISTO (v. 8-13)

- Intimidade que conduz a surpresas (v. 8-9) – Pedro, nadando, e os demais discípulos navegando, foram rapidamente ao encontro de Jesus e surpreenderam-se ao perceber que Ele assumira as funções de hospedeiro, preparando-lhes como bom cozinheiro um “churrasco” com pão e peixe – discipulado é ter acesso à “cozinha de Jesus” e desfrutar da sua intimidade transformadora.

- Intimidade que exige partilhamento do que Jesus já nos deu (v. 10-11) – Jesus não precisava de peixes para preparar aquela refeição singular, mas decidiu usar alguns dos peixes dos discípulos, sinalizando que um dos pressupostos do discipulado é sempre oferecer a Jesus o que Ele graciosamente já nos ofereceu.

- João, detalhando a cena (v. 11), lembra que o mover miraculoso de Jesus resultou em quantidade e qualidade – os peixes, apesar de muitos, não se perderam....

- Intimidade que leva à reafirmação da autoridade (v.12-13) – assentados na praia para degustar o peixe mais saboroso preparado pelo melhor de todos os cozinheiros, foram momento a momento levados por uma silenciosa e profunda convicção – é o Senhor, Ele ressuscitou, Ele de fato é Deus!

- Triunfar no discipulado é seguir uma caminhada “plena e abundante” (Jo 10:10) de contínuas surpresas, na qual Jesus tem acesso a todas as áreas da nossa vida, sem qualquer restrição, construindo uma intimidade que sempre tem como parâmetro Sua autoridade!

IV – TRIUNFO NO DISCIPULADO ENVOLVE A EXPERIÊNCIA DA RESTAURAÇÃO DE CRISTO (v. 14-23)

- Restauração que exige um claro reconhecimento da extensão do pecado – Pedro, que negara Jesus três vezes, foi por Ele indagado três vezes sobre a autenticidade de seu amor, numa sinalização de que precisava discernir as reais implicações de sua postura.

- Restauração que exige um claro reconhecimento da extensão da graça de Jesus – pela graça estamos sempre num caminho de reinclusão e não de exclusão.

- Restauração que exige um claro reconhecimento do preço do amor exigido do restaurado – Pedro teria que dar a Jesus serviço (v. 15, 16, 17 “apascenta as minhas ovelhas...”) e a própria vida (v. 18-19) cumprindo uma missão específica e intransferível (v. 21-23).

- Triunfar no discipulado não significa a ausência de derrotas, mas a visão permanente de que elas, por maiores que pareçam aos nossos olhos, podem ser tratadas pelo amor restaurador de Jesus, tornando-se nas Suas mãos instrumentos para nosso aperfeiçoamento e engajamento missionário frutífero.

CONCLUSÃO
- João tem duas percepções finais de sua narrativa evangélica: verdadeira (v. 24), porém limitada em sua abrangência (v. 25).

- O TRIUNFO NO DISCIPULADO passa pela compreensão e experimentação destas duas dimensões: verdade – somos discípulos carentes, falta-nos peixe, somos inconstantes, negamos Jesus tantas vezes...; profundidade – Jesus de fato ressuscitou evidenciando que é Senhor e como tal ainda tem muitas coisas que Ele deseja fazer em nós.

- Assim, discipulado envolve: percepção de quem somos – filhos pecadores; percepção de quem podemos ser – filhos transformados diariamente pelo poder, intimidade e amor restaurador de Jesus.

- HOJE, uma vez mais, somos chamados a TRIUNFAR NO DISCIPULADO lançando a rede para pescar homens para Jesus e cuidando deles através de um relacionamento crescente que exigirá de nós tempo, atenção, dedicação, amizade, carinho, renúncia, sacrifício, partilhamento da Palavra e da vida.

Que o Senhor nos conduza sempre a este triunfo que associa quantidade e qualidade, é a minha oração!

AUTOR: Pr. Jair Francisco Macedo – pregado em 22.01.2012



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