sexta-feira, 20 de janeiro de 2012



EXISTE DE FATO
O PODER DA MENTE?






Introdução

– O termo parapsicologia tem à sua base dois vocábulos gregos, pará , e psuché, . Esse campo de estudos começou como um ramo da psicologia (o estudo da mente, dos estados mentais, etc.), indicando algo , ou, mais literalmente, algo , com considerações adicionais além daquelas que interessam particularmente à mesma.

- O termo é um virtual sinônimo para pesquisas psíquicas, e alguns compêndios preservam esse título. Uma outra designação é experiências da percepção extra-sensorial.

- É difícil dizer aquilo que a parapsicologia pretende ser, ela tem sido apoio para todo tipo de crença e charlatanismo, ou, ainda, para todo tipo de cepticismo.

- O uso da parapsicologia é comum em fenômenos como telepatia, clarividência, psicocinesia (movimentação de objetos), conhecimento prévio, retrognição (revisão do passado), sonhos, curas, projeção da psiquê, etc.

Para melhor compreensão do tema desenvolveremos várias frases que nos ajudarão na compreensão do assunto:

1.Possivelmente os fenômenos paranormais existem, no entanto, a parapsicologia não explica a causa deles.

- Ela não dá respostas, faz perguntas. Cada grupo, religião, etc, dá as respostas que lhe são convenientes.

2.Muito do “fenômeno parapsicológico” apresentado não passa de charlatanismo.

- Truques que são facilmente armados para dar a impressão de um fenômeno especial.

3. A Bíblia fala da realidade de poderes que fogem à realidade física:

a) Paulo fala de coisas invisíveis, no entanto, ele as relaciona a poderes angelicais (Cl. 1:16).

b) Os demônios podem dar a uma pessoa o poder de adivinhação (At. 16:16-19).

c) Os magos do Egito produziram efeitos sobrenaturais, no entanto, aquilo foi considerado como uma ação contrária a Deus (Ex. 7:10-12; 7:20-22; 8:6-7).

d) Em Deuteronômio 13:1-6, temos uma amostra de que a fonte de manifestações psíquicas pode ser de origem maligna. Uma pessoa pode fazer premonição, seja em forma de profecia ou de sonho, e isto não procede do Senhor. A fonte, neste caso, era maligna, e aquele que fizera o “sinal” ou “prodígio” não fora inspirado por Deus.

e) O Novo Testamento é ainda mais explícito quanto à questão de milagres e maravilhas satânicas. Jesus disse que surgiriam muitos falsos profetas que fariam tantos sinais e maravilhas que se possível fosse, enganariam até os escolhidos (Mc. 13:22).

f) Paulo, em sua segunda epístola aos tessalonicenses, fala da “eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios de mentira” (2Ts. 2:9) e em Apocalipse 16:14 a Bíblia fala de “espíritos de demônios, que operam sinais”. Logo, os poderes psíquicos não precisam derivar necessariamente do homem, mas de uma fonte maligna externa a ele.

g) A Palavra de Deus proibiu a feitiçaria, a necromancia e a adivinhação (Lv. 19:26; Dt. 18:12). Todas estas práticas produzem fenômenos muito parecidos com aqueles estudados pelos parapsicólogos. Neste caso, as Escrituras não alegam tratar-se de fraudes ou superstição, mas de algo que possui uma natureza nociva.

4. Para alguns a parapsicologia se torna uma religião.

- É interessante notar como a parapsicologia moderna (estudo “científico” do ocultismo) propiciou apoio para a renomeação das atividades de espíritos [...]

- Pessoas que jamais aceitariam ser possuídas por espíritos, acolhem muito bem o tom científico da idéia de que estariam na verdade contatando seu suposto “consciente superior” ou da “mente divina”.

- Uma vez que a ação desses espíritos tenham sido disfarçados de poderes psíquicos, ou poderes da mente inconsciente, torna-se impossível reconhecer a sua atividade pelo que ela realmente é: contato real com espíritos.

- Com este disfarce, atividades mediúnicas camuflam-se em poderes mentais, aprisionados os praticantes e espalhando influencia demoníaca. Com este recurso, a falsa parapsicologia tem conseguido popularizar práticas que eram comuns entre bruxos e feiticeiros.

- Se os limites dos seres humanos estão sendo vencidos, isto acontece por meio de envolvimento e influência do mundo dos espíritos.

- A busca pelo “poder mental”, ou “eu superior” ou o “potencial divino” tem posto o homem em contato com fontes maléficas.

5. A parapsicologia nega os fundamentos bíblicos.

- Pessoas , como Padre Quevedo, tem negado a existência de “milagres” na vida dos servos de Deus. Para estas, todos os fenômenos “espirituais” podem ser explicados através da parapsicologia e da metafísica.

- Em outras palavras, Quevedo tenta estabelecer a ciência como padrão para o estudo do sobrenatural, antes mesmo que a teologia. Isto o tem levado a negar a existência dos demônios e de outros seres espirituais claramente revelados na Palavra de Deus.

- Sua presença na mídia geralmente tem sido para negar fatos espirituais, num ceticismo extremista que busca explicar manifestações divinas e demoníacas como atuações mentais.

- Em seu livro, Possessão demoníaca, o chamado “padre” Quevedo coloca a parapsicologia como a chave que desvenda este mistério, atropelando a revelação bíblica de uma forma céptica: “No ritual Romano se lê: Os sinais de possessão demoníaca são [...] falar várias línguas desconhecidas [...] revelar coisas distantes ou ocultas [...] manifestar forças superiores à idade ou aos costumes. Nenhum destes sinais hoje é válido. A Parapsicologia explica como perfeitamente naturais: a xenoglossia, a adivinhação e o sansonismo”.

6. Muitos “evangélicos” tem usado doutrinas como “confissão positiva” como instrumento de fé.

- Há perigo de termos uma fé na confissão e não em Deus.

- Os apóstolos que realizaram grandes milagres como curas, conhecimentos de fatos ocultos (como no caso de Ananias e Safira, em Atos 5), nunca atribuíram este poder a si mesmos.

- Ao curar o paralítico à porta do Templo de Jerusalém, Pedro disse: “Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?” (At. 3:12).

- Pedro sabia que o poder curador não pertencia a ele, antes que tinha sido apenas um canal.

- Paulo também se expressou de maneira semelhante: “Porque não ousarei dizer coisa alguma, que Cristo por mim não tenha feito [...] pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus...” (Rm. 15:18-19)

Conclusão

– Resta-nos, então, apoiar-nos na revelação divina, isto é nas Sagradas Escrituras, onde parâmetros são estabelecidos para descrever semelhantes fenômenos.

- As pessoas se impressionam facilmente com tudo que é “milagroso” e descuidam de investigar a origem desses poderes.

- Paranormais são pessoas que foram além do normal, não por causa de algum poder inerente, mas por conta de algum poder externo que se utiliza deles para realizar suas manifestações.

- Os chamados “parapsicólogos” que desejam ir “além das fronteiras da ciência” caem no mundo obscuro do ocultismo, tornando-se vítimas de espíritos malignos e arrastando consigo outros.

- Vale a exortação de Paulo a Timóteo, que também enfrentou problemas semelhantes – pois ninguém pode dizer – “Vê, isto é novo” (Ec. 1:1): “Ó Timóteo, guarda o propósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente ciência” (1Tm. 6:20).


AUTOR: Pr. Luiz César Nunes de Araújo





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A CABEÇA DO
CONVERTIDO


QUANDO DE FATO RETORNAMOS PARA A CASA DO PAI
O QUE SE PASSA PELA CABEÇA DE TODO AQUELE QUE SE VOLTA VERDADEIRAMENTE PARA DEUS


(EVANGELHO DE LUCAS 15: 17-25)




INTRODUÇÃO

- A Parábola do Filho Pródigo é marcada por divisões bastante claras. Cada seção trata de um aspecto relacionado ao tema mais amplo da salvação dos seres humanos.

- Na análise de primeira divisão tratamos do conceito de pecado. Por que o pecado é considerado como tal por Deus?

- Em seguida, abordamos as principais conseqüências do pecado para a nossa vida.

- A terceira parte dessa parábola é bastante clara. Aborda o exato momento em que o filho mais moço resolve voltar para a casa do pai. Trata de um tema de valor incalculável.

- É impossível que algum pregador seja capaz de hiper-dimensionar a importância do tema que o Senhor Jesus aborda nesses versos.

- Como alguém pode ser excessivamente alarmante ao falar sobre a exata resposta que o homem deve dar ao evangelho a fim de que seja salvo?

- O tema principal desses versículos é conversão – que nada mais é do que um voltar-se para Deus em arrependimento e fé. Sem conversão – retorno para casa – não há salvação. Sem arrependimento e fé não há conversão.

Nós vamos agora entrar na cabeça do convertido e tentar entender, à luz do que Cristo ensina, o que passou pela cabeça daquele que se converteu.

A MENTE DO CONVERTIDO

1. “VIVER LONGE DE DEUS É UMA MISÉRIA” (V. 17).

- O background dessa passagem nunca deve ser esquecido por nós. Cristo estava descrevendo o que ocorria naqueles dias.

- Gente que havia mergulhado no pecado, praticando os crimes mais hediondos e as mais graves afrontas a Deus, e por cuja iniqüidade viera a passar pelas maiores misérias humanas, estava se voltando para Deus através da mensagem de Cristo.

- O que Cristo trata de fazer é descrever de uma forma simples o que estava acontecendo com toda aquela gente que subitamente mudara de vida.

- Cristo as descreve como quem descobriu a verdade sobre si mesmo na escola do sofrimento providencial de Deus: “Então, caindo em si, disse...”. Elas colheram o que semearam. Quiseram viver autonomamente e Deus lhes disse: “Seja feita a tua vontade”.

- A vontade delas foi feita e elas não encontraram o que estavam procurando. Pior. Perderam o que tinham.

- Nesse estado de fome, culpa e humilhação a verdade surge como um relâmpago na mente. Um estalo, conforme se diz. O homem cai em si. É levado a perguntar: “Afinal, por que estou aqui faminto na companhia de porcos?” Então, traça toda a sua trajetória de vida até chegar ao exato ponto em que passa a ver com nitidez como tudo começou. Volta-se para o seu coração de onde se mantivera longe. Não havia outra resposta para seus problemas. Elas sabiam que estavam afastadas de Deus e justamente por isso encontravam-se em estado miserável.

- O que essas pessoas compreenderam mediante a dor? Elas descobriram que a vida longe do Pai é uma vida de miséria e que a vida ao lado do Pai é uma vida de fartura.

Daí apreende-se as seguintes verdades:

- Voltar-se para Deus em razão da descoberta de uma verdade que só foi compreendida no sofrimento não é hipocrisia.

- O sofrimento é uma expressão da misericórdia divina pela vida dos pecadores.

- Deus aceita o voltar-se para Ele inicialmente baseado no amor próprio.


2. “PRECISO NADA MAIS NADA MENOS QUE TER UM REAL ENCONTRO COM DEUS”.

“Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai”.

- Essa declaração é decisiva.

- O desespero é tamanho que o coração é tomado da mais profunda certeza de que a resposta não está na religião. Nem na decisão de viver uma vida mais casta, por exemplo.

- Não se trata de mais religião e mais moralidade. A resposta está num encontro real com Deus: “LEVANTAR-ME-EI E IREI TER COM MEU PAI”.
- Centenas estavam dizendo isso através do contato com a pregação do Senhor Jesus Cristo!

- Não tenho palavras para descrever o quanto essa declaração me toca. “Vou sair desse estado de penúria. Aqui não fico mais. Irei ter com o meu Pai”.

3. “NÃO POSSO ESPERAR QUE DEUS ME RECEBA SEM ANTES LHE DIZER O QUANTO LHE ENTRISTECI COM OS MEUS PECADOS, FUI RESPONSÁVEL PELA MINHA MISÉRIA E DEPENDO DA SUA GRAÇA PARA VIVER”.

“... e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado seu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores”.

- Não há a mínima menção nessa passagem quanto a uma possível falsidade nessa declaração.

- Não se tratava do pedido de alguém que viu ser arrancada dos seus lábios uma confissão contrária ao que realmente acreditava. Cristo estava descrevendo a conversão sincera de seres humanos.

- Não há conversão sem arrependimento. Essa é a maior necessidade humana.

- O evangelho não oferece esperança para quem não se arrepende.

- Antes de buscar a Deus por qualquer outra necessidade o ser humano deve procurar a Deus pela necessidade do perdão. Sendo assim, ninguém deveria tomar nenhuma decisão na vida referente a Deus e a sua vontade sem antes se arrepender.

- Todos os elementos do verdadeiro arrependimento estão presentes nessa parábola.

- Parece que hoje pessoas se aproximam da igreja sem esse espírito de contrição. Esperam que Deus as abençoe sem a intenção de se arrependerem dos seus feitos.

- Note que não há exigência. Não há o que se pleitear.

4. “HOJE É O DIA DA SALVAÇÃO”.

“E, levantado-se, foi para o seu pai”.

- A conversão é uma obra da graça divina na vida humana mediante a qual a mente é poderosamente convencida da veredicto de Deus referente ao pecado humano, o coração é vividamente enternecido pela percepção da beleza da santidade de Deus e horror do pecado e a vontade vigorosamente acionada garantindo a procura real da conversão.

- Não somos salvos mediante o desejo de ser salvo, mas por meio da busca concreta da salvação até encontrá-la.

- Cristo compara a viagem de volta ao retorno de uma terra distante. Mas, um primeiro passo é dado. Barreiras são encontradas pelo caminho. A alma, no entanto, não dá descanso a si mesma até que chegue em casa.

5. “NÃO POSSO ABUSAR DO AMOR DE DEUS JULGANDO QUE A SUA BONDADE ELIMINA A NECESSIDADE DE DIZER-LHE O QUANTO PEQUEI”.
“Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou. E o filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e diante de ti, já não sou digno de ser chamado seu filho”.

- Antes de qualquer confissão o pai o envolve com o seu amor. Porém, a manifestação do amor não faz o filho se esquecer das suas ofensas e da necessidade de honrar o pai mediante a confissão de toda afronta praticada contra alguém tão amável.

- O evangelho, com toda a sua ênfase no amor surpreendente de Deus, não estimula ninguém a tão somente dar por certo o amor de Deus e permanecer onde está – vivendo a mesma vida, contando irresponsavelmente com o amor divino, pois esse amor não se contenta apenas em perdoar, mas ter de volta em casa.

6. “O AMOR DE DEUS POR MIM É O QUE ME FAZ TER CERTEZA DE QUE NÃO É UM ABUSO DEIXÁ-LO TRATAR-ME COMO UM FILHO SEU”.

- O filho é apresentado como alguém que aceita participar da festa pelo seu retorno.

- Qual a razão de ser dessa festa? O filho retornara e o pai estava feliz.

- Acontece que o filho aceita toda aquela manifestação de um amor constrangedor.

- O evangelho visa gerar essa ousadia na alma – a perda de todo escrúpulo – a aceitação da aceitação.

- O filho mais moço permanece em silencio perante as acusações do irmão mais velho. O amor do pai regula sua relação com tudo e com todos.

CONCLUSÃO

- A salvação resulta da conversão.

- Conversão é um voltar-se para Deus em arrependimento e fé.

- Arrependimento é saber que um dia sentimo-nos livres para abusar do amor de Deus.

- Fé é sentirmo-nos livres para receber o amor de Deus sem julgar que não devemos fazê-lo por ser um abuso.




AUTOR: Antônio Carlos Costa - é pastor da Igreja Presbiteriana da Barra, Presidente do Rio de Paz e há dez anos apresenta o programa de televisão Palavra Plena.






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