quarta-feira, 11 de janeiro de 2012



PROGREDINDO COM
UMA LIDERANÇA
MODELO

- I TSS 2:1-12





- Dale Galloway, autor do excelente livro “Liderança com Propósito”, pastor-fundador da Igreja da Comunidade Nova Esperança, em Portland (Oregon), nos EUA, conta a história de um avô idoso que montou o seu neto pequeno no jumento da família e começou uma longa viagem até a cidade. Enquanto viajavam pelo caminho muito freqüentado, os transeuntes comentavam: olha aquele menino egoísta e mimado contado no jumento, enquanto o velho caminha. Como não queria que as pessoas falassem mal do neto, o velho trocou de lugar com o garoto. Logo as pessoas começaram a falar: olha aquele homem preguiçoso obrigando uma criança a caminhar. Como não queria ser chamado de preguiçoso, o velho desceu do jumento e começou a caminhar ao lado dele. Os observadores então começaram a comentar: olha aquelas duas pessoas idiotas caminhando, enquanto poderiam estar montadas no jumento. Agindo em razão das críticas, o avô monta no jumento com o seu neto. Enquanto prosseguem, as próximas pessoas observaram e comentaram: olha como brutalizam aquele jumento, vão quebrar as costas do animal. Em resposta a isso, desmontam do jumento e o carregam nas costas o resto do caminho até a cidade, chegando lá molhados, exaustos e ainda sujeitos às críticas das pessoas.



- Moral da fábula é que, ao tentar agradar a todos, rapidamente você se sentirá como se carregasse um jumento nas costas.”

- Nosso texto hoje fala de uma liderança (Paulo, Silas e Timóteo) que se tornou modelo pois aprendeu que liderar pessoas não é agradar pessoas, mas influenciá-las a discernirem os alvos de Deus e vivenciá-los de forma intensa e qualificada. Agindo assim, como influenciadores, eles foram instrumentos de Deus para o progresso da igreja tessalonicense.

Prosseguindo nesta série de reflexões sobre o tema PROGREDINDO CADA VEZ MAIS, veremos hoje que este progresso só será real se estivermos PROGREDINDO COM UMA LIDERANÇA MODELO!

I – LIDERANÇA FRUTÍFERA (v. 1)

- Os irmãos de Tessalônica, vivenciando de forma intensa a fé, o amor e a esperança (1:3), tinham consciência de que eles mesmos eram a prova viva, cabal, incontestável de que o ministério de Paulo, Silas (Silvano) e Timóteo fora extraordináriamente frutífero.

- Deus plantou você com um propósito claro, definido, objetivo: frutificar de forma permanente ganhando pessoas para Ele (Jo 15:16 “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça...”)

II – LIDERANÇA OUSADA (v. 2)

- Paulo, Silas (Silvano) e Timóteo foram profundamente perseguidos em Filipos (“maltratados e ultrajados”). Contudo, não viram nesta oposição ferrenha uma razão para desistirem do propósito missionário estabelecido por Deus. Pelo contrário, seguiram para Tessalônica, cumpriram a agenda divina com a ousada confiança de que o Deus que os convocara, era o Deus que controlava esta segunda viagem missionária providenciando na hora certa e na medida certa, todos os recursos para que eles cumprissem uma tarefa específica e instransferível – a proclamação do Evangelho.

- Deus chama você hoje para ser ousado! Isto não significa ser chato, inconveniente, desagregador ou acusador, bem como não diz respeito a uma habilidade natural.

- A ousadia é resultado de uma confiança em Deus direcionada para a evangelização: significa reconhecer que Ele quer usar usá-lo como testemunha do Seu Evangelho e haverá de capacitá-lo para influenciar as pessoas com as quais você está desenvolvendo relacionamento, fazendo isto “em meio a muita luta”!

III – LIDERANÇA APROVADA POR DEUS (V. 3-6)

- “Aprovado” (v.4) = “pessoa selecionada e apta para exercer um cargo público”

- Esta equipe missionária de Paulo tinha a aprovação dos tessalonicences, como acabamos de ver, bem como de cristãos de várias outras regiões (1:8-9), mas, acima de tudo, era “aprovada por Deus” (v. 4) pois evidenciava a observância responsável de alguns princípios éticos ministeriais:

a) sincera (v. 3 - “nossa exortação não procede de engano”) – entregaram a Palavra de Deus e não a sua palavra;

b) pura (v. 3 - “nem de impureza”) – entregaram a mensagem de Deus com as motivações de Deus;

c) honesta (v. 3 “nem se baseia em dolo”) “dolo” = “colocar a isca no anzol” – não usaram de armadilhas humanas para levarem as pessoas à uma aceitação da Palavra;

d) confrontadora (v.44b-5a “... falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração, a verdade é que nunca usamos linguagem de bajulação”) “bajulação” = “adular para ganhar alguma coisa, lisonjear para alcançar lucro” – não apresentava mensagem açucarada, para massagear o ego;

e) motivação sadia (v. 5b-6 “... nem de intuitos gananciosos....jamais andamos buscando a glória de homens”) – “ganancioso” = “alguém que despoja outras pessoas daquilo que lhes pertence – não via no ministério um caminho de enriquecimento de auto-promoção, mas de serviço humilde. Paulo sela esta aprovação divina afirmando objetivamente: “Deus disto é testemunha” (v. 5).

- Vivendo num tempo onde as lideranças evangélicas são vistas pela sociedade como espertalhões ávidos em aproveitar a boa fé do povo para amealhar riquezas, adquirir prestígio político e bem-estar pessoal e familiar, somos chamados hoje a lutarmos por uma liderança que desenvolva seu ministério com as motivações de Deus, com os métodos de Deus, com os objetivos de Deus e para a glória de Deus, uma liderança que não abre mão da verdade, ética, autenticidade, integridade, que faz a obra de Deus para Deus e não para si mesmo ou simplesmente para o homem!

IV – LIDERANÇA CARINHOSA (v. 7-12a)

- A relação de Paulo, Silas (Silvano) e Timóteo com os tessalonicenses não foi formal, ritual ou institucional, mas marcada por um profundo carinho que se manifestou de formas diversas:

a) um sincero afeto “materno” que sempre foi mais importante do que as contribuições financeiras recebidas (v. 7 “embora pudéssemos, como enviados de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos”);

b) um amor traduzido no oferecimento do Evangelho e de si mesmos (v. 8 “assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o Evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso vos tornaste muito amados de nós”);



c) uma dedicação marcada pelo maior esforço (v. 9 “porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga, e de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa de nenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus”);

d) uma caminhada de discipulado que conciliava ensino e vida (v. 10 “vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes”), individualidade e comunidade (v. 11-12 “e, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos...” – “ exortamos” = “colocamo-nos ao lado para encorajar”, “consolamos” = “estimulamos a um novo sentimento”, “admoestamos” = “confrontamos”.

CONCLUSÃO (v. 12b)

Pelo exemplo de uma liderança modelo somos chamados hoje a “viver por modo digno de Deus, que nos chama para o seu reino e glória”



AUTOR: Pr. Jair Francisco Macedo / Sermão pregado em 17/04/11





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O MENOR TEM
MAIOR VALOR


(Mateus 13:31) - Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;

(Mateus 13:32) - O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.


A. Quando Jesus veio a este mundo, o povo de Israel estava prisioneiro do poder romano e as profecias falavam da libertação que o Messias traria aos Judeus..

B. Os judeus esperavam o cumprimento da profecia, esperavam o Reino de Deus, esperavam a vinda do libertador, só que eles tinham um conceito errado de como o libertador apareceria.

C. Eles o esperavam como um guerreiro dirigindo suas hostes militares para derrotar o Império Romano e estabelecer o Reino de Deus nesta terra. Eles esperavam um reino de luxo, de luzes, de glórias e holofotes terrenos.

D. Quando o Senhor Jesus apareceu, veio de modo completamente diferente do que eles esperavam. Apareceu como uma criança indefesa. Nasceu numa manjedoura, rejeitado e desprezado pelos homens. Não era esse o tipo de libertador que o povo judeu esperava.

E. Então, esse humilde carpinteiro começou a chamar homens para fundar Seu reino nesta terra. Chamou pescadores, publicanos, cobradores de impostos e esse grupo de doze homens começou a seguir o Senhor Jesus, temeroso e se perguntando: "Será que estamos tomando a decisão correta?" "Será que estamos acertando, deixando o nosso trabalho que é a fonte do nosso sustento, para arriscar o nosso futuro com Alguém que prega o Reino de Deus, mas parece que não vai transformar nada? Pois Jesus não tem um exército, não tem cavalos e carros, não tem armas. Será que isso vai dar certo?"

F. O Senhor Jesus observou a dúvida que martelava o coração dos seus discípulos e então apresentou a parábola da semente de mostarda, querendo dizer que o Reino de Deus pode parecer pequeno no início mas que crescerá e um dia as aves do céu chegarão para fazer seus ninhos nessa árvore.

I – O REINO DE DEUS É COMPARADO SEMPRE A COISAS PEQUENAS:

(Mateus 13:31-32) - Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.

A. O Senhor Jesus apresenta Seu Reino, muitas vezes, de uma maneira completamente diferente de como os homens esperam que seja. Ele diz, por exemplo, que: "Mas o maior dentre vós será vosso servo." (Mateus 23:11)

B. Ninguém quer, em nossos dias, ser o menor. Todos querem ser os maiores, mas o Senhor Jesus coloca uma filosofia contrária à filosofia dos homens. "..o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve." (Lucas 22:26)

C. Em nossos dias, ninguém quer ser servo, mas quem quer participar do Reino de Deus, tem que estar disposto a servir pra poder ser o primeiro.

D. A morte é vida no Reino de Deus. Aquele que quer fazer parte deste Reino tem que renunciar a si mesmo. Vivemos em dias quando todo mundo quer tudo para si. Jesus vem e diz: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue" (Mat. 16:24)

E. Jesus está dizendo que se você quiser participar do Reino de Deus tem que andar na contramão desta vida. Os homens, para vencer, matam. Cristo para vencer, morre. Os homens para se realizarem, pisam, humilham as pessoas. Cristo para se realizar, se esvazia de Si mesmo. O reino dos homens é feito de luzes, pompa, luxo, poder e forças militares. O Reino de Deus é como a semente de mostarda, minúscula, desprezada, rejeitada e ridicularizada que é jogada no chão.

F. Você quer fazer parte do Reino de Deus? Não tenha medo quando as pessoas rirem de você, fizerem pouco caso ou o ridicularizarem por causa de sua fé. Não tenha vergonha quando o humilharem, quando você, às vezes, tiver que perder o emprego por causa dos princípios que conhece, quando você tiver que ser honesto em meio a um mundo corrupto. Não tenha medo porque o Reino de Deus sempre andará na contramão desta vida.

II – O REINO DE DEUS CERTAMENTE CRESCERÁ E SE EXPANDIRÁ

(Mateus 13:32) - O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.

A. Nada pode impedir o crescimento do Reino de Deus na terra. Nada e ninguém poderão deter o Reino do Todo-Poderoso na terra. Certamente ele crescera. Em Mateus 12:28, o Senhor Jesus disse: "Se, porém, eu expulso os demônios, pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós."

B. O que Jesus está dizendo é que onde Ele entra, onde Seu Reino se estabelece, as forças do inimigo tremem, o inimigo foge, não pode suportar a presença do Senhor Jesus.

C. Ele é a vida e onde entra a vida, a morte não tem mais lugar. O diabo pode ferir seu corpo, mas não pode ferir sua alma. Pode matar o seu corpo, mas não pode matar a esperança da vida eterna quando Cristo voltar.

D. O grão de mostarda é o símbolo da certeza do Reino de Deus. Quando a semente é enterrada, passa um dia, passam dois, três dias e parece que nada vai acontecer, parece que tudo acabou, parece que é impossível surgir algo. E se você abrir a terra vai encontrar a semente apodrecida, morta, vai pensar: "acabou mesmo." Mas o que você não sabe é que para que brote nova vida é preciso que essa semente seja enterrada e que apodreça e então, de onde parece que não há mais esperança, brota uma linda planta, cheia de vida, preparada para produzir muitos frutos.

E. O Senhor Jesus morreu na cruz do Calvário. E quando Ele morreu, talvez o diabo deu a maior gargalhada do mundo. Pensou que tinha vencido: "Morreu, eu O matei!" Mas no terceiro dia, Jesus ressuscitou e estabeleceu para sempre o Seu Reino Celestial.

F. O inimigo pode destroçar os seus sonhos por um dia, dois dias talvez, mas ao terceiro dia seus sonhos ressuscitarão. Os homens podem humilhá-lo na sexta-feira, por causa da sua fé, no sábado também, mas chegará o domingo e você será glorificado nos padrões do Reino de Deus.

G. Os homens podem ferir o seu corpo por um dia, dois dias, mas ao terceiro dia você ficará curado. Esta é a promessa da semente da mostarda. E tem algo mais, quando você pensa que a mostarda desapareceu, acabou e que a semente apodreceu, ela lhe dá uma grande surpresa. A semente brotará, florescerá, e surgirá a vida.

H. A Igreja teve um começo humilde: doze homens simples. Gente que o mundo olhava e nunca imaginava que poderia dar origem a uma igreja que hoje é a igreja cristã.

I. No início, os perseguidores do Reino de Deus pareciam ser os grandes vencedores, os cristãos eram queimados vivos, jogados nas Arenas para serem despedaçados pelos leões. Mas hoje, a Igreja Cristã é o que é no mundo. O Senhor Jesus está querendo dizer que tudo no Reino de Deus começa pequeno, mas vai crescendo, crescendo, e um dia chega a ser tão grande, que as aves do céu vêm fazer seus ninhos nos ramos desta árvore. Não se impressione com a aparência, apenas confie na Palavra de Deus. Amém!



AUTOR: Pr. Maucir Lehn








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