quinta-feira, 6 de setembro de 2012

COMO NOSSA 
VISÃO DE DEUS 
AFETA NOSSA 
ADORAÇÃO 


TEXTO BÍBLICO: Atos 2:42-47 

INTRODUÇÃO 

- Não há como fugir des­te fato: “A visão que tiver­mos de Deus, fatalmente afetará as nossas atitudes de Adoração”! 

- Consideran­do que “Adorar” é “prestar culto”, como poderemos cultuar um Deus que desconhecemos ou então, que conhecemos com uma visão errada? 

- Vamos observar alguns conceitos errados sobre quem é e como age o Senhor; concei­tos que podem ser conscientes ou não, mas que afetam a muitas pessoas negativamente, dificul­tando o seu relacionamento e sua Adoração a Deus. 

1. VISÕES ERRADAS SOBRE DEUS 

- J. B. Phillips, no seu livro “Seu Deus é Pe­queno Demais” (também editado anteriormen­te, com o nome “Deus e deuses", Ed. Mundo Cristão, pp. 9 a 50), nos mostra esta realidade, denunciando os conceitos inadequados que muitos têm sobre o Senhor. 

- Este fato tem gera­do como conseqüência, a decepção com Deus, enfraquecimento da fé e em alguns casos, um distanciamento cada vez maior do Senhor. 

- Adaptamos aqui, alguns dos exemplos ali cita­dos: 

O policial Onipresente - são pessoas que transformam a sua própria consciência, em Deus. 

- Muitas vezes, são demasiadamente seve­ras consigo mesmas e acham que Deus também deve ter a mesma imagem “impiedosa”. 

- E a vi­são de um Senhor “massacrante”, que não usa de misericórdia e compreensão diante dos er­ros, mas sim o juízo, que é utilizado sempre con­tra o faltoso. Tal pai, tal Deus - fazem uma trans­ferência da imagem paterna. 

- Caso seu rela­cionamento com a figura paterna é, ou tenha sido bom, o Senhor é tratado como uma pessoa “maravilhosa”. Mas se o relacionamento é ou foi um “desastre”, imediatamente é feita uma comparação com Deus, que passa a ser encara­do com dificuldade. 

O idoso antiquado - pessoas que tra­tam a Deus com muito respeito (como tratam as pessoas idosas), por tudo o que Ele fez aos nos­sos antepassados. 

- Mas acham que dificilmente conseguiriam se adaptar às correrias e compli­cações do mundo e dos problemas da atualida­de. E como se dissessem : “Deus agiu fortemen­te no passado, mas hoje Ele está enfraquecido”. 

O manso e suave - essa é a imagem que alguns têm de Deus : bonzinho, calmo, que jamais fala algo que os outros não vão gostar. 

- Talvez uma boa imagem fosse a do “Papai Noel”: uma pessoa simpática para todos os que se aproximam. 

- Na verdade, Deus nem sempre é “manso e suave” e quando precisa falar o que é certo, Ele fala, mesmo que as pessoas não gos­tem. 

- Deus é amor, cheio de bondade e miseri­córdia, mas também é JUSTO! (Rm I 1:22). 

O Deus dos 100% - crêem que o Se­nhor quer de nós “perfeição absoluta”. 

- Agem como se Deus não ouvisse suas súplicas e clamores, enquanto não estiverem “ 100% certinhos” diante do Senhor. 

- Deus é na verdade a Perfeição absoluta, mas Ele não é um “perfeccionista doentio”, que não conheça as falhas do ser humano. Ele ama e está disposto a socorrer àquele que O busca, sinceramente ar­rependido pelos pecados cometidos. 

O Deus do escapismo - é o indivíduo que busca a Deus somente para escapar dos pro­blemas. 

- “Usa” o Senhor como uma desculpa para não cumprir suas responsabilidades diante das dificuldades. 

- Escondem-se nesta atitude, até que passem os perigos. O Senhor certamente é o nosso “refúgio seguro” na hora da angústia. Mas não podemos “usar” a Deus como “fuga”, para não fazer a nossa parte diante dos proble­mas. 

O Deus capturado - são pessoas que agem, como se Deus só pudesse se manifes­tar com intensidade através da sua comuni­dade. 

- E como se estas pessoas houvessem “cap­turado Deus" entre as 4 paredes de sua igreja, achando que só eles são objetos do Seu amor. 

- Na verdade estes indivíduos praticam o “igrejismo”, ao invés do cristianismo bíblico. 

O Deus Diretor-Presidente - estes, consideram o Senhor como Aquele que é “gran­de demais” e “ocupado demais” para se impor­tar com pequenos problemas como os deles. 

- Geralmente são pessoas que acabam se distan­ciando de Deus, devido a essa postura de achar que Ele não irá atendê-los em suas dificuldades. 

- Embora Deus seja o Senhor do Universo, Ele está interessado em nós ! Por isso, enviou Jesus para ser o Caminho de reaproximação entre o homem e Deus. 

O Deus “de segunda-mão” - o co­nhecimento que essas pessoas têm de Deus mui­tas vezes não é o fruto de uma experiência pes­soal, mas sim resultado do que ouvem de outras pessoas. 

- Crescem em um ambiente, onde a fé se desenvolve de uma determinada forma, e dizem: “Eu creio dessa forma, porque a minha família crê assim”. Mas a amizade com Deus, exige uma busca pessoal. 

- O testemunho de outras pesso­as é muito edificante, mas só terá real efeito quan­do a experiência relatada nos motivar a estar­mos diante do Senhor, vivenciando nossas pró­prias experiências com Ele. 

O Deus “da decepção” - alguns crê­em que o Senhor é o culpado por uma decep­ção, ou uma oração não respondida, ou respon­sável por uma tragédia imerecida. 

- Tratam a Deus como um “desmancha-prazeres”. Muitas decep­ções do passado podem ser inexplicáveis. No entanto, grande parte delas quando analisadas friamente, têm como maiores responsáveis os seres humanos. Mas, como um “mecanismo de defesa”, lançam a culpa no Criador. 

- Tantas são as vezes que Deus nos consola, protege, livra e conforta … 

- Devemos fugir da ingratidão. Não podemos esquecer o quanto o Senhor já fez por nós. 

O Deus “Negativo” - pessoas que têm um “masoquismo espiritual”, achando que Deus não lhes permitirá serem expansivos, alegres e bem sucedidos. 

- Tornam-se pessoas isoladas, sé­rias, rígidas consigo e com os outros, com fei­ções tensas e com grandes dificuldades de ga­nhar almas para Cristo, pois dificilmente esta postura transmitiria a “verdadeira alegria da Boa Nova do Evangelho”. 

- Quem age de ma­neira tão negativa, deveria lembrar de um dos menores e mais completos versículos da Bíblia: 2 Ts 5:16 “Alegrem-se sempre”. 

Imagem Projetada - enxergam Deus através da imagem que têm de si próprios. 

- Quan­do estão de “bom humor” e com a auto-estima em alta, acham que “Deus é maravilhoso e fan­tástico”. 

- Caso estejam num dia difícil e com bai­xa auto-estima, esbravejam contra Deus, dizen­do que “Ele é o culpado pelas desgraças do mundo” etc. 

- Sua imaturidade é perigosa, pois sua atitude pode desencaminhar a muitos, prin­cipalmente os que são novos na fé em Jesus. 

O Deus “da barganha” - são pesso­as que esperam “negociar” com Deus. 

- Só obe­decem a Ele se lhes fizer algo que desejam. Não percebem o ridículo de estarem querendo “ven­der a Deus” a sua fidelidade, ou o seu trabalho, ou seu louvor, em troca de benefícios que Ele possa conceder. 

- O Senhor “sonda e conhece” o íntimo do coração do homem e sabe detectar suas verdadeiras intenções (SI 139:1 -4). 

2. CONHECENDO VERDADEIRAMENTE A DEUS 

- Quando temos uma visão deturpada sobre Deus, nossa adoração será distorcida. 

- Precisa­mos conhecer Sua natureza e caráter, para adorá-Lo de maneira mais significativa. 

- Ralph Martin, em “Adoração na Igreja Primitiva” (Ed. Vida Nova), mostra que os princípios fundamen­tais da Adoração bíblica, começam na doutrina sobre “Quem é Deus”. 

- Ele resume esta doutrina em 3 pontos principais: Deus Existe: Seu Caráter Foi Re­velado. Foi o próprio Deus, quem decidiu revelar Seu caráter e Sua natureza. Ele o fez como mani­festação de Sua Graça, levantando homens que foram inspirados por Ele, para escreverem as páginas da Bíblia. Ela é a base segura, que deter­mina o conhecimento do Senhor. 

- Algumas “facetas principais” desta auto-revelação atra­vés da Bíblia, são: Ele é majestoso em Sua santidade: A santidade de Deus, que nos inspira a um reve­rente temor, é uma instrução que percorre toda a Bíblia. 

- Nossa aproximação diante dEle será feita na consciência de nossa fraqueza e da ne­cessidade da Sua graça e perdão (Hb 12:28-29). 

- Ele é Todo-poderoso, mas também Todo-gracioso: O mesmo Senhor que é o Cria­dor de tudo o que há, decidiu ser o Deus de toda a graça (I Pe 5:10). 

- Ele assegura o acesso diante do Seu Trono, a todo o que tem a Jesus como o Senhor de sua vida (Hb 10:19-22). 

- Ele é o único Deus: deve ser adorado com exclusividade. A idolatria é um crime con­tra Deus, por tentar dar a Sua glória a qualquer coisa ou pessoa que pretende ser, mas nunca será Deus. (Êx 20:3-5; Is 42:8). 

- Deus dá: Suas dádivas são graciosas. Sabe por que devemos adorar a Deus? 

- Porque desejamos dar-lhe nossas ações de gra­ças, por tantas dádivas que nos ofereceu. Tg.1:17 revela que “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes”. 

- Sua maior dádiva, foi dar Seu Filho Jesus, em resgate pelos nossos pecados. Ele o fez por amar o ser huma­no, que nem sempre O reconhece como Deus (Jo 3:16; Rm 5:7-8). 

- Deus Espera: Nosso Louvor e Ado­ração. Por tudo o que fez por nós (amou-nos, salvou-nos, abençoou-nos, conservou-nos) e ainda continua fazendo, devemos a Ele o oferecimento de nossos tributos de louvor e adoração, como “Culto racional” (Rm 12:1). 

- Deus reivindica a nossa adoração, pois ela é a resposta apropria­da a quem como nós, temos tanto a agradecer. 

- Essa adoração não será com murmuração, mas num desejo profundo de exaltar a Quem tanto nos amou. 

3. CONSEQUENCIAS DE UMA VISÃO CORRETA DE DEUS NA ADORAÇÃO. 

- Segurança- a adoração fortalece a confiança íntima (Fp 4:6-7). 

- E uma “terapia” que levanta nossos olhos para o horizonte e nos faz andar confiantes e esperançosos (SI 3 7:5; Pv 3:5- 6). 

- Comunhão - a adoração nos aproxi­ma de Deus e das pessoas (I Jo. 1:3). Faz desapa­recer as barreiras entre os irmãos (At 2:42,46- 47). 

Visão Transformada- quando vive­mos na presença do Senhor, temos nossa visão do mundo mudada. 

- O resultado da íntima co­munhão com Ele cria em nós o desejo de colo­car a honra de Deus, acima da própria seguran­ça física. 

- Mesmo diante dos dramas da vida, sa­bemos que a nossa esperança está no Senhor, que é Soberano sobre qualquer situação (At 16:25-26; Mt 19:26; Mc 10:27; Lc 1:37). 

- Evangelização - um culto digno do Senhor, faz crescer em nós o desejo de testemu­nhar de Jesus Cristo e anunciar as boas novas. 

- Jesus convidou os discípulos a seguirem-No (Mt 4:19; Mc 1:17; Lc 5:10), mas os enviou sem obrigá-los a ir (At. 1:8). 

- A comunhão com Ele e o Seu poder motivou toda a realização da tarefa missionária. 

- A visão correta sobre a pessoa de Deus não nos faz criaturas “doentes e problemáticas”, mas nos torna cada vez mais saudáveis e pro­dutivas. 

- Nossa vida pessoal é beneficiada, nos­sa comunhão com o Senhor e com os irmãos é revigorada e há uma explosão de amor, onde o nosso maior desejo é o de comunicar Jesus às outras pessoas. 


 AUTOR: Pr. Josias Moura






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