domingo, 30 de setembro de 2012

DEUS, 
JUSTO E RESTAURADOR 

 Gênesis 6-11 

 INTRODUÇÃO 

 - A Corrupção da Humanidade: 6.1-8 

- A Arca de Noé: 6.9 – 7.5 
- O Dilúvio: 7.6-24 
- O Fim do Dilúvio: 8.1-22 
- A Aliança de Deus com Noé: 9.1-17 
- Os filhos de Noé: 9.18-28 
- A Origem dos Povos: 10.1-32 
- A Torre de Babel: 11.1-9 
- A Descendência de Sem: 11.10-32 

 I. Resumo 

 - Nos capítulos três a cinco de Gênesis vemos como desde o início dos tempos o pecado trouxe sérias conseqüências para a humanidade. 

- A desobediência de Adão e Eva (A Queda, ou Pecado Original) mostra a ação do pecado no âmbito pessoal. 

- A atitude de Caim, que matou Abel, mostra a ação do pecado no âmbito familiar. 

- Já em Gênesis 6-11 vemos a ação do pecado na sociedade. 

 - Com certeza a maior parte dos cristãos conhece os principais aspectos da história contada nestes capítulos. 

- A pecaminosidade da humanidade chegou a tal ponto que Deus decidiu destruir a terra com um dilúvio de proporções até então desconhecidas. 

- Ao mesmo tempo Ele provê a solução para o recomeço: chama Noé para construir uma arca e, assim, garantir a sobrevivência da raça humana e dos animais. 

 - Depois do dilúvio, Deus faz uma aliança com Noé, prometendo que nunca mais destruirá o mundo por meio de um dilúvio, e ordena a Noé e seus descendentes que se multipliquem, espalhem-se e dominem a terra. 

 - Porém, não é preciso esperar muito para, mais uma vez, ver o pecado entrando em ação. Noé se embriaga, o filho mais novo, Cam, desrespeita-o vendo sua nudez , o que o leva a ser amaldiçoado pelo pai. 

 - Na Torre de Babel, o ser humano, desejando construir para si um nome, atenta mais uma vez contra Deus. O Senhor intervém, fazendo com que surjam várias línguas, o que leva o povo a se dispersar. 

 - O capítulo 11 conclui com a genealogia da família de Abraão, que é o preâmbulo para o início de mais uma etapa da História da Redenção: por meio de Abraão e sua descendência “todos os povos da terra serão abençoados” (Gen. 12.3). 

- Esta promessa se concretizou milhares de anos mais tarde, com o advento do Messias, descendente de Abraão, por meio de quem Deus restaura e reconcilia para si o mundo, quebrando a maldição do pecado. 

 II. Entendendo o Texto 

 - Quem eram os “filhos de Deus” (6.2) que tomaram para si as filhas dos homens?

 - Como a expressão Hebraica que, em português, é traduzida como “filhos de Deus” é usada em outras passagens da Bíblia para se referir aos anjos (Jó 1.6; 2.1; 38.7), alguns intérpretes do texto sagrado afirmam que, também neste caso, a passagem está se referindo a anjos. 

- O desenlace óbvio dessa afirmação é que seres espirituais teriam tido relações sexuais com as mulheres mais bonitas da época, e como conseqüência, nasceram-lhes filhos que se tornaram poderosos (6.4). 

 - Outros intérpretes afirmam que as “filhas dos homens” eram as descendentes de Caim (que matou seu irmão Abel), e os “filhos de Deus” eram homens piedosos descendentes de Sete, um dos filhos de Adão, antepassado de Enoque (que andou com Deus) e Noé (homem justo e íntegro – Gen. 6.9). 

 - Porém, há outra interpretação que parece mais plausível, e que se encaixa perfeitamente no contexto da passagem, assim como no contexto cultural da época. 

- Existem passagens na Bíblia em que a palavra Elohim (Deus) é utilizada no sentido figurado para referir-se a juízes ou homens de influência e destaque na sociedade (Exodo. 22.8-9; Salmos 82.6). 

- Em 2 Samuel 7.14, por exemplo, Deus comunica a David que seu descendente, Salomão, será filho de Deus. Portanto, seguindo esta linha de pensamento, o que está sendo relatado nos versículos 1-4 de Gênesis 6 é que os líderes de uma sociedade corrupta e imoral, aproveitando-se de sua posição social, abusaram do seu poder e autoridade e cometeram o pecado de poligamia e promiscuidade, alterando, assim, o ideal divino do relacionamento matrimonial. 

III. Deus se arrepende (6.6,7)? 

-  Gênesis 6.6,7 diz que Deus se arrependeu de ter feito o homem. 

- Porém, em 1 Samuel 15.29 vemos que Deus “não mente nem se arrepende, pois não é homem para se arrepender”. Como cremos que a Bíblia não se contradiz, deve haver, então, uma solução! 

 - Alguns teólogos (principalmente os defensores da Teologia do Processo ou, mais recentemente, do Teísmo Aberto) defendem que Deus não é onisciente nem imutável, abrindo, assim, espaço para aceitar que o arrependimento de Deus é igual ao arrependimento do homem. Ou seja, no caso de Gênesis 6 é como se Deus tivesse feito uma decisão (criar o homem), sem saber o que aconteceria (corrupção total) e, quando viu o resultado, foi pego de surpresa e desejou não ter criado o homem, arrependendo-se do que fez. 

 - Porém, se Deus não é onisciente nem imutável, e, por isso, se arrepende das decisões “desastrosas” que fez, ele deixa de ser Deus! Fazemos com que Ele seja à nossa imagem e semelhança, e não ao contrário. 

 - A melhor forma de interpretar o “arrependimento de Deus” nesta passagem é entender que, muitas vezes, os autores bíblicos fazem uso do antropomorfismo ou da antropopatia, que é a prática de atribuir a Deus características ou sentimentos humanos, com o objetivo de expressar, da melhor maneira possível, quem é Deus, suas reações e sua forma de atuar. 

- No caso de Gênesis 6, o que está sendo comunicado é o pesar, a tristeza de Deus por ver que o homem, criado à sua imagem e semelhança, tinha optado por seguir o caminho do mal. A parte b do versículo 6 na Nova Versão Internacional da Bíblia (NVI) ajuda-nos a entender melhor isso ao afirmar que toda esta situação “cortou o coração de Deus”. 

 - “O arrependimento de Deus é uma expressão antropomórfica da dor do amor divino diante do pecado do homem, e significa que ‘Deus não é menos ferido pelos pecados atrozes dos homens do que se eles perfurassem Seu coração com angústia mortal’.” 

IV. O dilúvio foi universal? 

 - Podemos encontrar, entre os estudiosos evangélicos, aqueles que afirmam categoricamente que o dilúvio foi universal. 

- Outros, usando diferentes argumentos, acreditam que foi somente na região mesopotâmica, que era onde Noé e seus filhos habitavam. 

 - Na verdade, quando analisamos o texto, uma das principais razões que nos levam a entender que o dilúvio foi global é o fato de Gênesis afirmar que a perversidade do homem estava sobre a “terra” (Gen. 6.5), que Ele arrependeu-se de ter criado o homem sobre a “terra” (Gen. 6.6) e que a partir dos filhos de Noé “toda a terra” foi povoada (Gen. 9.19). Além disso, existem centenas de povos ao redor do mundo que possuem relatos acerca de um dilúvio nas suas tradições orais e escritas. 

 - Há, porém, algumas fortes razões para pelo menos deixar aberta a possibilidade de que o texto bíblico se refere a um acontecimento regional, e não global. Uma delas é o fato de a palavra “terra”, no original Hebraico, também ter, entre outros, o significado de região ou país. 

- Da mesma forma que um brasileiro pode afirmar que “minha terra tem palmeiras...” sem estar se referindo ao planeta terra, mas sim ao seu país ou região, o mesmo podia ser feito no Hebraico bíblico. 

- Ao mesmo tempo, apesar de haver indícios geológicos e arqueológicos de que houve grandes enchentes em diferentes partes do mundo, não há indícios conclusivos de que isto ocorreu em todos os lugares do mundo ao mesmo tempo. 

 - Seja como for, sendo universal ou não, a razão para o dilúvio continua a mesma: o nível de corrupção, imoralidade e violência havia chegado a tal ponto que o Senhor já não podia suportar e precisava exercer sua justiça. 

V. Por que Deus se importou com a construção de uma torre (11.1-9)? 

 - Muitos anos depois do dilúvio um grupo de homens, que falava a mesma língua, empreendeu viagem e resolveu fixar-se numa determinada planície (v.2). Lá, decidiram “construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus” (v. 4a). Com isto eles queriam ficar famosos e evitar “serem espalhados pela face da terra” (v.4b), o que, pelo menos aparentemente, ia contra a ordem de Deus de encher a terra. 

- Para evitar que o que eles estavam planejando fosse levado a cabo, Deus resolveu confundir a língua que falavam. Como resultado a obra parou, as pessoas foram espalhadas por toda a terra e seus objetivos não foram alcançados. 

 - Mesmo que o texto diga explicitamente que Deus não queria que o grupo alcançasse seus objetivos (ficar famoso e não ser espalhado), talvez existam alguns aspectos que, num primeiro momento, estejam escondidos aos nossos olhos. Ás vezes, o que estava claro para os ouvintes e leitores originais, não está tão claro para nós, que somos de uma cultura tão diferente e vivemos muitos séculos depois do texto ter sido escrito. 

 - Todos nós sabemos que não é possível construir uma torre que chegue até os céus; portanto, Deus não tinha porque se preocupar com esta possibilidade. O problema possivelmente estava no fato de que, na região mesopotâmica, a construção de torres (chamadas zigurates, que eram construções com uma escada externa que rodeava a construção) estava relacionada à adoração de outros deuses. Era um espaço consagrado à deidade local. 

- Arqueólogos descobriram o nome dado a vários zigurates, o que nos dá uma boa idéia da utilização dada a elas: “templo da fundação do céu e da terra”; “templo que liga o céu e a terra”; “templo da escada que leva ao puro céu”. 

VI. De acordo com Walton, 

 “... o zigurate era uma estrutura construída para dar suporte a uma escada. A escada era uma representação visual daquilo que se cria que era usado pelos deuses para viajar de um mundo para outro. Existia somente para a conveniência dos deuses e eram mantidos para prover às deidades as amenidades que fariam com que seu caminho se tornasse mais agradável” 

 - Portanto, um dos aspectos que certamente incomodaram a Deus na tarefa empreendida pelo grupo em questão era que o objetivo da torre era o de facilitar a comunicação com os deuses. Mais uma vez vemos a humanidade corrompendo-se, mas desta vez o cerne do problema é a idolatria, impulsionada pelo desejo de tornar-se grande e famoso. 

VII. Quais são as Principais Lições que Podemos Extrair do Texto? 

 => Sobre a Humanidade 

 - Certamente a afirmação mais contundente encontrada em Gênesis seis é o ponto de vista do Senhor acerca da humanidade: “toda a inclinação dos pensamentos do coração [do homem] era sempre e somente para o mal” (v.5). Foi por essa razão que o Senhor exerceu juízo sobre a terra por meio de um dilúvio. 

 - Todos (menos um, como veremos abaixo) haviam se corrompido. Violência e imoralidade tinham se tornado características comuns da sociedade. Como conseqüência veio o caos produzido pelo dilúvio. Caos social ou pessoal é a conseqüência natural de uma conduta corrupta, seja a conduta da sociedade como um todo ou do indivíduo. 

 - Será que é certo que “uma andorinha só não faz verão”? No caso de Noé não foi assim. Foi através dele que Deus propiciou um novo começo para a humanidade. 

 - Noé era homem justo e íntegro (6.9). Deus afirma que ele era o único justo na sua geração (7.1). A partir do exemplo de Noé podemos ver que é possível ser íntegro no meio de uma sociedade cujos valores não são norteados pela Palavra de Deus. E como isso é possível? Andando com Deus, como Noé fazia (6.9).  

=> Sobre Deus 

 - Deus é um Deus que fica angustiado com a injustiça, a violência e a corrupção. 

 - Deus não está calado. No capítulo 6.13 vemos que Deus falou com Noé. Quando Deus vê a perversidade do homem sobre a terra, Ele fala com aqueles que andam com Ele para comunicar seus planos e levá-los à ação.

 - Deus é um Deus justo. É como se houvesse uma balança: de um lado o bem e do outro o mal. Quando o mal atinge um certo limite, o alarme é disparado e Deus executa o julgamento. 

 - Deus, por ser justo, julga o pecado, a corrupção e a conduta perversa de uma sociedade. Sim, Ele é amor; porém, como Ele é perfeito, Ele também é justo. 

 - Deus é Restaurador. Ele não suporta a corrupção e a conduta perversa do indivíduo ou da sociedade. Porém, Ele sempre provê a resposta para o recomeço, para a restauração. 

 - Deus é um Deus de aliança. Ele se envolve com a sua criação e, por ser fiel, jamais deixa de cumprir suas promessas. 

 - Da mesma forma que Deus confundiu as pessoas por meio das muitas línguas em Babel, no Pentecostes Ele trouxe, também por meio de muitas línguas, a mensagem da salvação para os povos. 

 - A genealogia de Abraão introduz o início de uma nova etapa na história da salvação que culminou com a vinda do Senhor Jesus. Mais uma vez é o Deus Restaurador atuando e mostrando-nos o caminho da salvação. 

 - Deus não está disposto a dividir sua glória com ninguém: nem com homens que, confiando na sua própria força e inteligência, querem realizar projetos faraônicos (seja uma torre ou não) e, Conforme apresentado na Nova Versão Internacional (NVI) da Bíblia Sagrada. 


 Delitzsch, F.; Keil, C.F. Commentary on the Old Testament in Ten Volumes, vol. I. William B. Eerdmans Publishing Company: Grand Rapids, Michigan, 1976, p. 140. Walton, John H. The NIV Apllication Commentary. Michigan: Zondervan, 2001, p. 374.

AUTOR:  Pr. Marcos Amado




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O DEUS QUE PERDOA 



SÉRIE: DESCOBERTAS – Uma visão de Deus através do Antigo Testamento A ARMAÇÃO (Gênesis 3.1-5) 

(1) Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o SENHOR Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher: “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?” 

(2) Respondeu a mulher à serpente: “Podemos comer do fruto das árvores do jardim, 

(3) mas Deus disse: ‘Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão’ ”. 

(4) Disse a serpente à mulher: “Certamente não morrerão! 

(5) Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deusa , serão conhecedores do bem e do mal”. A AMBIÇÃO (Gênesis 3.6-13) 

 (6) Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também. 

(7) Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se. 

(8) Ouvindo o homem e sua mulher os passos do SENHOR Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus entre as árvores do jardim. 

(9) Mas o SENHOR Deus chamou o homem, perguntando: “Onde está você?”

 (10) E ele respondeu: “Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi”. 

(11) E Deus perguntou: “Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?” 

(12) Disse o homem: “Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 

(13) O SENHOR Deus perguntou então à mulher: “Que foi que você fez?” Respondeu a mulher: “A serpente me enganou, e eu comi”. A AVARIA (Gênesis 3.14-24)  

(14) Então o SENHOR Deus declarou à serpente: “Uma vez que você fez isso, maldita é você entre todos os rebanhos domésticos e entre todos os animais selvagens! Sobre o seu ventre você rastejará, e pó comerá todos os dias da sua vida. 

(15) Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. 

(16) À mulher, ele declarou: “Multiplicarei grandemente o seu sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará à luz filhos. Seu desejo será para o seu marido, e ele a dominará”. 

(17) E ao homem declarou: “Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida. 

(18) Ela lhe dará espinhos e ervas daninhas, e você terá que alimentar-se das plantas do campo. 

(19) Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará”. 

(20) Adão deu à sua mulher o nome de Eva, pois ela seria mãe de toda a humanidade. 

(21) O SENHOR Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher. 

(22) Então disse o SENHOR Deus: “Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre”. 

(23) Por isso o SENHOR Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado. 

(24) Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida. 

 A. TRÊS ESTÁGIOS DA QUEDA A ARMAÇÃO 

(Gn 3.1-5) – verdade torcida (tentação de Satanás) Pergunta sutil (Gn 3.1): “Foi isso mesmo que Deus disse? Não comam de nenhum fruto?” 

- A tentação da serpente (Satanás) começa com um pergunta sutil que introduz uma dúvida em relação à palavra de Deus: “Nenhum fruto?” Deus havia proibido apenas o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. 

- A tentação visa atrair nosso interesse para o está fora do limite estabelecido por Deus. Gratidão é reconhecer as bênçãos já recebidas e glorificar a Deus por elas. Tantas árvores e tantas frutas, todas boas e permitidas. Mas os corações de Eva e Adão foram atraídos para fora da gratidão e para dentro da insatisfação. E isto abriu a porta para o pecado. 

 - Contradição aberta (Gn 3.4-5): “Certamente não morrerão! ...vocês, como Deus,serão conhecedores do bem o do mal.” 

- A armadilha já estava armada e o gatilho foi uma mentira direta na forma de contestação aberta e enfática da palavra de Deus: “Certamente não morrerão!” Dialogar com o tentador é muito perigoso, pois o leão se aproxima com a única intenção de devorar a sua vítima (1Pe 5.8). 

- A instrução bíblica é resistir a ele e não lhe dar ouvidos (Tg 4.7). A porta da gaiola se fechou quando Eva acreditou que o Criador lhes havia privado de conhecer o bem e o mal. De repente, ser semelhante a Deus tornou-se insuficiente à luz da possibilidade de ser como Deus. 

- A AMBIÇÃO (Gn 3.6-13) – olho gordo (a cobiça de Adão e Eva) 

 - Império dos sentidos: “...agradável ao paladar, atraente aos olhos, desejável para dela se obter discernimento...” 

- O apóstolo João ensinou que “a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens não provém do Pai, mas do mundo”. E advertiu: “Não amem o mundo nem o que nele há” (1Jo 2.15-17). 

- A cobiça aparece em seus três sentidos principais: prazer (paladar, carne), imaginação (olhos) e poder (obter discernimento, ostentação dos bens). 

- Nossos primeiros pais cederam à cobiça quando escolheram amar o mundo mais do que a Deus. Esta inversão de valores espirituais trouxe uma conseqüência trágica para toda a humanidade: sem exceção, todos os descendentes naturais de Adão e Eva amam o mundo mais do que a Deus. 

 - As perguntas de Deus: 
“Onde está você?” 
“Quem lhe disse...?”
 “Você comeu...?”
“Que foi que você fez?” 

- A iniciativa do Criador de caminhar na direção da criatura humana persiste mesmo após a desobediência do casal. Isto realça de forma notável a grandeza do amor de Deus: ele buscou, ele perguntou, ele confrontou, ele proveu, ele limitou, ele prometeu. 

- A história humana não acabou na Queda. Foi exatamente naquele ponto que ela teve a sua continuidade afirmada por Deus. 

 - A AVARIA (Gn 3.14-24) – maldição e sofrimento - Estas duas palavras, repetidas no texto bíblico, revelam o estrago e as conseqüências dramáticas nas relações internas do ecossistema original em decorrência da desobediência de Adão e Eva: 

 - A serpente e a mulher – inimizade, ruptura na criação (cf. Rm 8.19-22); 

- A mulher e o marido – dor no parto; relação disfuncional com o marido, de correspondente a subserviente (cp Gn 2.18 e 3.16); 

- O homem e a terra – relação de hostilidade mútua: a terra produzindo espinhos e ervas daninhas e o homem brigando com a terra para se alimentar (Gn 3.17-18). 

 B. TRÊS PROVISÕES DO CRIADOR 

- Um Amor Inesgotável – Gn 3.8,21 Graça comum: presença e proteção. O passeio de Deus no Jardim do Éden ao entardecer do fatídico dia da queda demonstra o inesgotável amor de Deus. Seu cuidado ao fazer roupas de peles para o casal, agora vulnerável por causa do pecado, aponta para uma fidelidade que durará para sempre. 

- Jesus referiu-se a essa graça comum na expressão “ele [Deus] faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mt 5.45). E aquele que se fez carne está presente no universo “sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa” (Hb 1.3). 

-  Uma Promessa Irrevogável – Gn 3.15: “o descendente dela... lhe ferirá a cabeça” 

 - Graça salvadora: o descendente vencedor foi prometido à mulher no Éden. Foi um anúncio quase cifrado, cujo entendimento pleno veio à luz com Cristo: “quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher” (Gl 4.4). 

- A graça de Deus se manifestou salvadora (Tt 2.11). “Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. 

- Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Cl 2.13-15). 

- Ou seja: nossa dívida foi perdoada e o inimigo foi despojado do poder que exercia sobre nós por meio do pecado e da morte. 

 - Um Limite Inegociável – Gn 3.19,21: “você é pó, e ao pó voltará” - A morte é “o último inimigo a ser destruído” (1Co 15.26), disse o apóstolo Paulo. Ela é nossa inimiga enquanto castigo pelo pecado. Mas a mesma morte imposta ao homem serve de barreira protetora e introduz um elemento de esperança, por causa de Cristo. Se não morrêssemos, todos nós estaríamos destinados a um estado de pecado eterno. 

- Esse foi o sentido da expulsão do Éden: “Não se deve... permitir que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre” (Gn 3.22). 

- A morte de cada é só uma questão de “quando”. E nossa completa impotência diante dela é um poderoso lembrete da necessidade de salvação. 

- Só quem morre e ressuscita com Cristo experimenta paz com Deus. Sua morte eterna é substituída pela justiça de Cristo e por uma vida nova e abundante (Rm 5.12-21; 2Co 5.14-6.1). 

 C. PELO AMOR E PELA DOR 

– conclusões - A criação revela um Deus que ama intensamente os seres humanos: criou-os à sua imagem e semelhança; proveu-lhes um habitat perfeito e adequado; deu-lhes autoridade e domínio sobre a criação; ordenou-lhes fecundidade e ocupação do espaço-mundo; em resumo, Deus os abençoou! 

 - A queda revela um Deus que continua amando os seres humanos que criou apesar de sua falência moral: tomou a iniciativa de buscá-los no esconderijo do pecado; confrontou a sua desobediência e impôs conseqüências e limites; e introduziu esperança da vitória sobre o mal por meio de uma promessa. 

 - Deus perdoa! Mas o caminho de volta ao Pai pode ser tanto pelo amor, quanto pela dor. 

- A criação fala do amor do Criador, a queda introduz a dor do pecado, mas o mesmo Deus que criou, também perdoa. 

Sua perfeição e santidade não o afastam eternamente de nós, porque a morte de seu filho Jesus Cristo oferece reconciliação e paz, bem como vitória sobre o mal. 


AUTOR: Pr. Paulo Moreira Filho



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sábado, 29 de setembro de 2012


Meias Verdades 


Iremos analisar as meias verdades (mais precisamente – mentiras) que alguns pregadores em nossos dias difundem entre as igrejas evangélicas: 

 1. Porque Deus se agrada que os cristãos desfrutem de Suas bênçãos, a doença revela que você está fora de Sua vontade. 

 2. O pecado é a raiz de toda doença; portanto você deve resistir à doença da mesma forma que resiste ao pecado. 

 3. Visto que Cristo morreu pelas suas enfermidades e pelos seus pecados, você deve viver livre de ambos. 

 4. Se você tiver fé suficiente, será curado. 

 5. O que você confessa, você tem. Então fale de enfermidade e você estará doente; fale de cura e você estará curado.

 6. Todas as adversidades vêm de Satanás; então, tanto as adversidades quanto Satanás devem ser repreendidos. 

 7. Se você descobrir o segredo acerca do poder de Deus para curar, ficará curado. 

 8. Visto que Cristo e os apóstolos curaram os enfermos em seus dias, todos devem ser curados hoje. 

 9. Visto que a enfermidade é de procedência satânica, nada de bom pode advir da enfermidade. 

 10. Se a vontade de Deus é sempre boa, jamais ore: “Seja feita a tua vontade” quando se tratar de pedir cura. 

 11. O pecado é a causa da doença. Portanto, se você está doente, tem algum pecado escondido em sua vida. 

 12. Deus já curou você, mas o diabo não está deixando os sintomas da cura aparecerem. 

 - Essas afirmações são distorções perigosas que tem enganado muitos crentes imaturos na fé. 

- Nem toda enfermidade é proveniente de Satanás ou de algum pecado inconfesso. 

- Nem sempre é propósito de Deus curar, mas sempre é propósito de Deus transformar Seus filhos à imagem de Cristo (Rm 8.29). 

- Igreja não é sala vip, ou um parque de diversões nem uma colônia de férias. Neste mundo, enfrentamos fraqueza, doença, dor, lágrimas e morte. Aqui não é o céu. 

 - Para ilustrar esta verdade bíblica, o apostolo Paulo era homem de vida cristã superlativa e enfrentou enfermidades, açoites, prisões, pobreza. Tombou na terra como mártir, mas levantou-se no céu como príncipe. O próprio Paulo disse que a nossa leve e momentânea tribulação produzirá para nós eterno peso de glória acima de toda comparação (2 Cor. 4.17). 

- Há pregadores que promovem campanhas de cura, agendam os milagres em nome de Deus e fazem com isso propaganda enganosa, afirmando que as pessoas foram curadas, enquanto na maioria dos casos essas curas jamais aconteceram. Esquecem-se que é Deus quem determina as coisas e é Ele que é Soberano, e qualquer oração não será respondida pelo Senhor somente porque estes pregadores ensinam palavras mágicas ao povo, como: profetize, determine, reivindique seus direitos, etc. 

- Deus é quem decide quem será curado ou não e não vai adiantar eu querer fazer a minha vontade, pois é Ele quem decide quem é curado ou não ( I Jo .5.14 leia). 

 - Todo cuidado é pouco com os aventureiros que aparecem em sua igreja afirmando que um crente não pode ficar doente, pois parece algo espiritual, mas é uma mensagem falsa, é morte na panela - confirmar na Bíblia (2 Cor 12.7-10; I Tm 5.23; 2 Tm. 4.20; Fil. 1.21). 

- Se você crê na Bíblia verdadeiramente, leia estes textos, volte aos primórdios da fé e não se deixe apostatar (2 Tss 2.3). 

- Estou convencido de que todo cuidado é pouco, afinal devemos entender que não são somente os pastores que gostam das ovelhas, os lobos gostam muito mais. 



AUTOR: Marcos Lopez 
Tito 1:9 
mmustang@bol.com.br



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Para que Cristo afinal? 


 Levi Bronzeado 



- Bem, não sei se foi sonho, visão, ou se foi fruto de minha imaginação. Mas que eu vi, vi. Vi um membro da igreja “O Céu Aqui e Agora” com uma Bíblia em suas mãos. Notei que o Livro Sagrado que ele carregava, tinha volume muito reduzido. Chegando mais para perto dele, pude observar que a sua Bíblia não continha o Novo Testamento. Fiquei muito curioso, e resolvi abordar o portador do referido livro: 

 ─ Moço! Sua bíblia está faltando a parte principal. A parte que fala da história de Cristo. Fiquei pasmo e estático com o sermão que ele me pregou como resposta, o qual, passo a relatar aqui na íntegra: 

 ● Se em minha igreja, através de sacrifícios, eu me relaciono diretamente com Deus ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho o “Manto Sagrado da Prosperidade” para tocar, e tal qual uma vara de condão, adquirir tudo de “bom” que existe na terra, além de transformar o meu saldo bancário de devedor em credor ─, para que Cristo afinal? 

Se eu tenho comigo o exército dos “Trezentos e dezoito”, que pelejam por mim ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho a “Escada do Sucesso” para escalar e alcançar os píncaros da prosperidade financeira ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho o “cajado de Moisés” para me fazer atravessar os “mares vermelhos” da vida ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho a “água do Rio Jordão” para curar sarnas, lepras, psoríases e outras dermatoses de origem demoníaca ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho o “Óleo do Jardim das Oliveiras” para curar as minhas cefaléias e depressões ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho a “Rosa Ungida” para me trazer a paz de espírito ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho a água do “Mar da Galiléia” para usar como colírio, a fim de tirar a concupiscência dos olhos ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho semanalmente a “Sessão do Descarrego”, que me limpa de todo o pecado ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho, com uma simples contribuição monetária - o direito de participar da “Fogueira Santa de Israel” e receber instantaneamente tudo que almejar ─, para que Cristo afinal? 

 ● Se eu tenho a qualquer hora, quem tire os meus “encostos” que atrapalham a minha vida familiar ─, para que Cristo afinal? 

=>  Depois de expor o seu rosário de práticas, evidenciando a desnecessidade de recorrer a Cristo, o moço desapareceu subitamente de minha visão. Fiquei então a matutar com os meus botões. 

=> Foi a partir desse encontro emblemático, que eu pude entender a razão pela qual, na visão daquele jovem, tudo tinha que ser pago: “é que ele realmente não conhecia ainda as ‘Boas Novas’ do Evangelho, onde tudo é de graça, por graça e pela graça”. 


 *** NOTA DO AUTOR: Qualquer semelhança com a realidade, não é mera coincidência, pois eu juro que tudo que ouvi do personagem inventado, é a mais pura verdade. 


Fonte: Ensaios e Prosas Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com




sexta-feira, 28 de setembro de 2012


Anulando os poderes 
das trevas nesta nação! 



 I - AS QUESTÕES ESPIRITUAIS SÃO RESOLVIDAS NA ESFERA ESPIRITUAL: 

 A. (Mateus 18:18-19) - Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. 

 B. Só teremos autoridade espiritual e conseguiremos alcançar as promessas do Senhor, quando agirmos segundo a Palavra de Deus. 

 C. A oração de concordância é quando dois ou mais pessoas estão orando pelo mesmo motivo usando a Palavra de Deus como autoridade para conseguir o que está pedindo. 

 II - VEJA ALGUNS ALVOS DE ORAÇÃO QUE PRECISAMOS ORAR CONCORDEMENTE: 

 1. Sejam destruídos os Altares satânicos – Físicos e espirituais: 

 (Ezequiel 6:1-7) - E VEIO a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, dirige o teu rosto para os montes de Israel, e profetiza contra eles. E dirás: Montes de Israel, ouvi a palavra do Senhor DEUS: Assim diz o Senhor DEUS aos montes, aos outeiros, aos ribeiros e aos vales: Eis que eu, sim eu, trarei a espada sobre vós, e destruirei os vossos lugares altos. E serão assolados os vossos altares, e quebradas as vossas imagens do sol e derrubarei os vossos mortos, diante dos vossos ídolos. E porei os cadáveres dos filhos de Israel diante dos seus ídolos; e espalharei os vossos ossos em redor dos vossos altares. Em todos os vossos lugares habitáveis, as cidades serão destruídas, e os lugares altos assolados; para que os vossos altares sejam destruídos e assolados, e os vossos ídolos se quebrem e se acabem, e as vossas imagens sejam cortadas, e desfeitas as vossas obras. E os mortos cairão no meio de vós, para que saibais que eu sou o SENHOR. 

 2. Sejam santificados os portões de entradas e de saídas da Cidade e do País: 

 a. (Salmos 24:7-10) - Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra. Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. 

 b. (Provérbios 14:19) - Os maus inclinam-se diante dos bons, e os ímpios diante das portas dos justos. 

 3. Anulando as feitiçarias das encruzilhadas:

(Ezequiel 21:21-22) - Porque o rei de Babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações; aguçará as suas flechas, consultará as imagens, atentará para o fígado. À sua direita estará a adivinhação sobre Jerusalém, para ordenar aos capitães, para abrirem a boca, ordenando a matança, para levantarem a voz com júbilo, para porem os aríetes contra as portas, para levantarem trincheiras, para edificarem baluartes. 

 4. Pelos centros comerciais: 

 (Atos 17:5-6) - Mas os judeus desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos, dentre os vadios e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para junto do povo. E, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui; 

 5. Anulando os trabalhos nos cemitérios: 

 (Isaías 65:3-4) - Povo que de contínuo me irrita diante da minha face, sacrificando em jardins e queimando incenso sobre altares de tijolos; que habita entre as sepulturas, e passa as noites junto aos lugares secretos; come carne de porco e tem caldo de coisas abomináveis nos seus vasos; 

 6. Anulando os pactos nos rios e mares: 

 a. (Ezequiel 29:2-4) - Filho do homem, dirige o teu rosto contra Faraó, rei do Egito, e profetiza contra ele e contra todo o Egito. Fala, e dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis-me contra ti, ó Faraó, rei do Egito, grande dragão, que pousas no meio dos teus rios, e que dizes: O meu rio é meu, e eu o fiz para mim. Mas eu porei anzóis em teus queixos, e farei que os peixes dos teus rios se apeguem às tuas escamas; e tirar-te-ei do meio dos teus rios, e todos os peixes dos teus rios se apegarem às tuas escamas. 

 b. (Naum 2:6) - As portas dos rios se abrirão, e o palácio será dissolvido. 

 7. Ordenando a destruição dos Covis da Bruxaria: 

 (Salmos 59:1-5) - LIVRA-ME, meu Deus, dos meus inimigos, defende-me daqueles que se levantam contra mim. Livra-me dos que praticam a iniqüidade, e salva-me dos homens sanguinários. Pois eis que põem ciladas à minha alma; os fortes se ajuntam contra mim, não por transgressão minha ou por pecado meu, ó SENHOR. Eles correm, e se preparam, sem culpa minha; desperta para me ajudares, e olha. Tu, pois, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel, desperta para visitares todos os gentios; não tenhas misericórdia de nenhum dos pérfidos que praticam a iniqüidade. 

 8. Anular a manipulação de satanás sobre o sol, a lua, as estrelas e sobre todos os astros. 

 a. (Salmos 121:6) - O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. 

 b. (Isaías 47:12-13) - Deixa-te estar com os teus encantamentos, e com a multidão das tuas feitiçarias, em que trabalhaste desde a tua mocidade, a ver se podes tirar proveito, ou se porventura te podes fortalecer. Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti. 

9. Anulando as reuniões malignas: 

 a. (Ezequiel 11:1-4) - ENTÃO me levantou o Espírito, e me levou à porta oriental da casa do SENHOR, a qual olha para o oriente; e eis que estavam à entrada da porta vinte e cinco homens; e no meio deles vi a Jaazanias, filho de Azur, e a Pelatias, filho de Benaia, príncipes do povo. E disse-me: Filho do homem, estes são os homens que maquinam perversidade, e dão mau conselho nesta cidade. Os quais dizem: Não está próximo o tempo de edificar casas; esta cidade é o caldeirão, e nós a carne. Portanto, profetiza contra eles; profetiza, ó filho do homem. 

 b. (Isaías 8:9-10) - Ajuntai-vos, ó povos, e sereis quebrantados; dai ouvidos, todos os que sois de terras longínquas; cingi-vos e sereis feitos em pedaços, cingi-vos e sereis feitos em pedaços. Tomai juntamente conselho, e ele será frustrado; dizei uma palavra, e ela não subsistirá, porque Deus é conosco. 

10. Anular os efeitos dos símbolos e mascotes: 

 a. (II Reis 18:4) - Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã. 

 b. (II Reis 23:11) - Também tirou os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada da casa do SENHOR, perto da câmara de Natã-Meleque, o camareiro, que estava no recinto; e os carros do sol queimou a fogo. 


No amor de Cristo! 




AUTOR: Pr. Maucir Lehn


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