terça-feira, 31 de julho de 2012

95 TESES DE LUTERO 


 Aqui está uma sintese das 95 teses do grande reformador protestante. 


- O objetivo desta postagem, é levar o leitor a uma reflexão: Debate para o Esclarecimento do Valor das Indulgências feito por Doutor Martinho Lutero em 31 de outubro de 1517. 


-  Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do Reverendo Padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. 


- Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. 


1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fôsse penitência. 


2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental, isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes. 


3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne. 


4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus. 


5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones. 


6. O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro. 


7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitála, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário. 


8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos. 


9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade. 


10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório. 


11. Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam. 


12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição. 


13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas. 


14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor. 


15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero. 


16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança. 


17. Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor. 


18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor. 


19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza. 


20. Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs. 


21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa. 


22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida. 


23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos. 


24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena. 


25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular. 


26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão. 


27. Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu]. 


28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e acobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus. 


29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal. 


30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão. 


31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo. 


32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência. 


33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus. 


34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos. 


35. Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais. 


36. Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência. 


37. Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência. 




38. Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino. 


39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição. 


40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto. 


41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor. 


42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia. 


43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências. 


44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena. 


45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus. 


46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência. 


47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.


48. Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar. 


49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas. 


50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas. 


51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro. 


52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas. 


53. São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas. 


54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela. 


55. A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias. 


56. Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo. 


57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam. 


58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior. 


59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época. 


60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro. 


61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente. 


62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus. 


63. Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos. 


64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros. 


65. Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas. 


66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens. 


67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.


 68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz. 


69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas. 


70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa. 


71. Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas. 


72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências. 


73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências. 


74. Muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade. 


75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura. 


76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.


77. A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente,poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa. 


78. Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc. como está escrito em 1 Co 12. 


79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo. 


80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo. 


81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos. 


82. Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante? 


83. Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos? 


84. Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito? 


85. Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor? 


86. Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis? 


87. Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária? 


88. Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis? 


89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes? 


90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos. 


91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido. 


92. Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz! 


93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz! 


94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno; 


95. E, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz. 


Postado por José Nilton / http://ministdapalavra.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html


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O Que é Ser Batista?





INTRODUÇÃO: 


- Um seminarista disse-me, não faz muito tempo, que é Batista por circunstâncias: ele converteu-se numa Igreja Batista, mas que não tinha nenhuma paixão por ser isto ou aquilo. 


- Um outro disse-me que era Batista porque, nesse sistema, a Igreja pode fazer o que quer e ninguém tem nada com isso, porque as Igrejas Batistas são autônomas. Bem, nota zero para os dois. Esta é a situação de muitos Batistas nos nossos dias. 


E então, incomoda-nos a pergunta: Que é ser Batista?  


1. Ser Batista é, antes de mais nada, ser crente no Senhor Jesus Cristo - crente porque converteu-se a Jesus, ao arrepender-se de seus pecados e crer nEle como único e suficiente Salvador. 


- Nos dias atuais, em que muita gente procura igrejas para milagres e para "melhorar de vida" (teologia da prosperidade), há muita gente que está numa igreja, mas nunca teve uma experiência de conversão e não tem certeza da sua salvação. 


- Os Batistas, ao longo da história, têm exigido que integrem-se às suas igrejas aquelas pessoas que já se converteram, sendo então batizados "na base do perdão dos pecados" (tradução correta revista da expressão: "para perdão dos pecados", em Atos 2.38). 


- Nesta mesma linha de pensamento, ser Batista é crer que o crente recebe o Espírito Santo quando crê (João 7.37-39; Atos 2.37-47; Ef.1.13-14), ocasião em que é selado no Espírito Santo, o que lhe dá a garantia da salvação (penhor - Ef. 1.13-14; 2 Cor. 1.18-22;5.5). Daí, não existir "Batista Renovado", "Batista Carismático" e outros semelhantes. Batista, é Batista. 


 2. Ser Batista é ter identidade doutrinária. 


- Os Batistas sempre conservaram suas marcas doutrinárias, eis porque a expressão muito comum entre os historiadores de: "doutrinas distintivas dos Batistas". Antes de tudo, esta marca começa pela aceitação da Bíblia como única regra de fé e prática. 


- Por exemplo: cremos na salvação pela graça somente, sem a ajuda das obras, porque a Bíblia assim o diz (Ef. 2.8-10). 


- E assim por diante. E as práticas dos Batistas, desde a sua liturgia ou modelo de culto, até os aspectos éticos da vida cristã se regulam por ensinos e princípios bíblicos, principalmente do Novo Testamento. 


- Atualmente, nota-se um movimento sorrateiro no sentido de descaracterizar a identidade das denominações. 


- Fala-se muito de "Unidade na diversidade". Isso não existe. Em termos de religião e de vida espiritual, só existe unidade com identidade. 


- A Bíblia faz questão da identidade, a começar pelos nomes dos servos de Deus. 


- Só para citar dois exemplos: 


* Abrão, significava: "pai exaltado" (Gen. 11.27). Mais tarde seu nome foi mudado em razão de uma experiência com Deus, para: Abraão, que significava: "pai de multidão" (Gen. 17.5). 


* O nome: Jacó, significava "suplantador", porque nasceu agarrado ao calcanhar do irmão. Mais tarde, depois da famosa experiência no Vau de Jaboque, seu nome foi mudado para "Israel", que significava "ele luta com Deus". 


- Os crentes primitivos foram identificados como "Cristãos", por causa do seu Mestre. 


- E nós, os Batistas, termo inicialmente pejorativo, temos esta identidade porque sempre lutamos por uma volta ao Novo Testamento, contra as heresias e desvios doutrinários. Esta é a nossa marca registrada.  


- A partir da Bíblia como única regra de fé e prática, seguem-se outras doutrinas, como: A natureza congregacional, local, autônoma e democrática da Igreja; a separação da Igreja do Estado; a responsabilidade individual ou da suficiência da pessoa, no sentido de poder, ela mesma aproximar-se de Deus (sem precisar de sacerdotes); a liberdade de consciência (e isto influenciou, via Batistas, a Constituição dos Estados Unidos da América do Norte - Roger Williams); O batismo por imersão para pessoas já convertidas e, portanto, contra o chamado batismo infantil, dentre outras. 


-  Aprendendo no Novo Testamento, os Batistas tornaram-se, ao longo da história, um grupo que pratica a cooperação entre igrejas da mesma fé e ordem. Daí, fizeram história na área de missões, através de convenções e juntas missionárias, mas os Batistas nunca entenderam que uma Convenção, com a qual cooperam voluntariamente, é mais importante do que a Igreja local. 


- Infelizmente, com o crescimento dos Batistas em algumas partes do mundo, como nos Estados Unidos e no Brasil, chegamos a um ponto em que as Convenções tornaram-se um foco de poder político e, como resultado, muitas igrejas começaram a esperar por decisões e planejamentos e até definições das Convenções para realizarem seu trabalho. No entanto, não é esse o espírito Batista. Pelo contrário, o trabalho efetuado por organizações denominacionais se fortalece, à proporção em que a Igreja local cresce e realiza o seu trabalho. 


- Quando a Igreja local se enfraquece, as Convenções e instituições denominacionais também se enfraquecem. 


- Quando uma convenção criada pela vontade de Igrejas Batistas começa a ditar as regras para essas igrejas, essa Convenção está prestes a cair e a perder a sua razão de ser. 


 3. Ser Batista, por outro lado, é respeitar o pensamento alheio, tanto de igrejas da mesma fé e ordem, como de outras igrejas e religiões. 


- O direito de liberdade de consciência e, portanto, de culto, é princípio do qual os Batistas nunca abriram mão, tanto para si como para os outros, uma vez que eles mesmos aprenderam isso pelo seu próprio sofrimento por perseguições que enfrentaram de outros religiosos. No entanto, só se unem para cooperação com aqueles que são doutrinariamente semelhantes. 


- Basta acompanharmos a história de suas "Declarações de Fé" que, diga-se de passagem, não têm nada a ver com os chamados "credos" católicos e de certos grupos protestantes. E quando as doutrinas dos que estavam juntos não "batiam" com as suas declarações de fé, logo havia uma separação natural, pela atração dos que pensavam semelhante em termos doutrinários. 


- Já a própria Palavra de Deus assevera: "Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Amós 3.3).


 4. Ser Batista é ser firme e definido nas convicções. 


- Há hoje muita gente que costuma dizer: "Eu congrego com qualquer grupo". Tais pessoas, naturalmente, não sabem o que são e nem para onde vão. Paulo, o apóstolo, dizia: "eu sei em quem tenho crido" (2 Tim. 1.12-14). 


- Batista sempre foi povo de convicções firmes e muitos deles, no passado, foram presos, perseguidos e até morreram por suas convicções. 


- Quem não conhece a maravilhosa história de John Bunyan que, por ser Batista, foi preso, ocasião em que escreveu o livro: O Peregrino? Como resultado da firmeza e definição dos Batistas, para eles não existe ecumenismo. 


- O ecumenismo tem invadido nossos arraiais e feito uma espécie de "lavagem cerebral" em muitos dos nossos líderes. Mas ecumenismo não existe no Novo Testamento. Aquela linda expressão de Jesus: "Para que todos sejam um como nós", não tem nada a ver com ecumenismo, pois na época não existia nada além do movimento puro, sem heresias, de Jesus. Na verdade, no contexto, Jesus estava se referindo ao seu grupo de apóstolos, por quem orava no momento. 


- Eis porque os Batistas sempre interpretaram a figura da igreja como um corpo (1 Cor 12.13-31), como referindo-se à igreja local e não a uma "Igreja Universal". Até mesmo do ponto-de-vista lógico e prático, seria impossível pensar num corpo com seus membros em diferentes lugares geográficos e contextos doutrinários. O corpo aqui é de cada igreja local, pois o Novo Testamento enfatiza a Igreja local. 


5. Ser Batista é crer em Igreja no seu significado neotestámentario. 


- Hoje há uma verdadeira ojeriza ao termo "igreja" por parte de alguns, razão porque estão trocando a palavra "igreja" pela palavra "comunidade". 


- A palavra "igreja", que realmente foi tomada por empréstimo do mundo secular, jamais quer significar "comunidade", mas "congregação". 


- O sentido vem do Velho Testamento (Septuaginta - Velho Testamento em grego), e a palavra grega é a mesma que está no Novo Testamento: "eklesía". 


- Nos dias de Jesus havia um sentido de comunidade implantado pelos Essênios. Eles eram, realmente, uma comunidade. Viviam nos desertos, em grupos isolados, principalmente nas regiões do Mar Morto. Para alguém pertencer ao grupo teria que passar por um tempo de prova e experiência e, sobretudo, teria que trazer para o grupo tudo o que lhe pertencia, inclusive bens imóveis que, daí para a frente, passavam a pertencer ao grupo. Todos viviam juntos sob o comando de um líder e havia regras rígidas para o comportamento no grupo. 


- Os cristãos primitivos quiseram imitar essa comunidade de alguma maneira, mas não deu certo (Atos 4.32-37; 5.1-16). 


- No Novo Testamento, portanto, o sentido de Igreja desenvolveu-se como uma congregação. Mesmo o povo de Israel, quando atravessava o deserto rumo a Canaan, e que vivia de certo modo em comunidade, sob a liderança de Moisés, fazia distinção entre a comunidade do povo e a "eklesía". Ela só existia quando eram tocadas as duas trombetas de prata e o povo se ajuntava diante da "tenda da Congregação" (Num. 10.1-10). 


- Igualmente, nas cidades gregas livres, só havia a "eklesía" quando o arauto convocava a comunidade para ajuntar-se na praça (Atos 19.39). E o povo assim reunido, chamava-se "igreja". Não existe portanto igreja como comunidade. 


Igreja é congregação e ser batista é crer no sistema de Igrejas do Novo Testamento. 


 FONTE: http://ministdapalavra.blogspot.com.br/p/estudos-sobre-igreja.html



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SECULARIZAÇÃO NA IGREJA 

Quando analisamos as cartas enviadas às Sete Igrejas, logo percebemos uma terrível realidade: Satanás luta com todas as suas forças contra o Povo de Deus! 


1) Na Igreja de Sardes ele tinha conseguido implantar uma “Sinagoga de Satanás”; 


2) Na Igreja de Laodicéia, ele tinha conseguido colocar um tipo de fogo estranho que os deixar mornos, sem calor suficiente e impróprio para o consumo; 


3) Na Igreja de Tiatira ele tinha infiltrado, nada menos, do que uma “falsa profetiza”, por nome Jezabel! 


- Desde sempre o objetivo de Satanás tem sido tornar a Noiva de Cristo semelhante à Igreja de Laodicéia, a fim de que, no último dia, ela venha ser “vomitada” da boca do Senhor! Por isso, cada cristão deve viver em estado de alerta contra todas as investidas do Maligno; mesmo contra aquelas que são extremamente sutis! Na verdade, uma vez que Satanás sabe que é infrutífero lutar contra a Igreja, ele tem, agora, utilizado outro meio: a amizade! Isso mesmo! Satanás tem oferecido a sua “amizade” a Igreja. E por mais incrível que pareça, não são poucos aqueles que têm retribuído o favor. Para explicar melhor este assunto queremos falar sobre a Secularização da Igreja. 


 I – O QUE É SECULARIZAÇÃO? 


- Quando falamos em “secularismo” ou “secularização”, a primeira palavra que nos vem à mente é “século”. Não há nada de errado com isso. O único problema é imaginarmos “século” apenas como uma referência a um período de “cem anos”; mas na verdade, o termo “século” significa muito mais do que isso! 


- A palavra “século”, conforme atesta o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, também tem o significado de “mundo” e “vida terrena”. 


1. O Uso Bíblico do Termo “Século”. É com o sentido de “mundo” e “vida terrena” que a Bíblia, na maioria dos casos, utiliza o termo século. 


Veja as seguintes referências: Ec.9:6; Mt.12:32; Mc.10:30; I Co.1:20; II Co.4:4; Gl.1:4; Ef.1:21; 6:12; II Tm.4:10; Tt.2:15 e Hb.6:5 (Almeida Corrigida). 


- Podemos notar nestes versos que “mundo” ou “século”, refere-se a “vida terrena” em contrates com a “vida eterna”. Tais passagens também nos alertam para o perigo de trocarmos aquilo que é por toda eternidade, por coisas que logo se vão. Desta forma podemos definir o secularismo como sendo o amor às coisas terrenas em detrimento das coisas espirituais. 


2. A Secularização do Mundo. 


- Uma vez entendido que “secularização” tem haver com “vida terrena” podemos tentar definir o que vem a ser a secularização. 


- Mas antes, vamos voltar novamente ao Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa para ver como ele explica o termo secularismo: “exclusão, rejeição ou indiferença à religião e a ponderações teológicas”. 


- Um outro dicionário, o de Webster, assim define o secularismo: “sistema de doutrinas e práticas que rejeitam qualquer forma de fé religiosa e adoração”. 


- Nós vivemos, portanto, num mundo secularizado; ou seja, um mundo que valoriza apenas o que pertence a “este século”, a “este mundo” e a “vida terrena”. 


- A ideologia predominante no mundo de hoje se interessa apenas em buscar a satisfação da humanidade e não demonstra a menor preocupação com as realidades da vida eterna. 


- Para o homem pós-moderno, tudo que existe e importa é a vida terrena. 


3. A Secularização da Igreja. 


- Na Bíblia a Igreja é vista sempre como estando em constante oposição ao mundo. Neste caso é importante diferenciar as coisas. 


- Quando falamos de “mundo” nos referimos a “este século” (I Cor. 1.20; II Cor. 4.4; Ef. 6.12); ou seja, aos valores morais e espirituais corrompidos da nossa era. 


- A Igreja de forma alguma se opõe ao mundo físico, na verdade, ela dever ser a primeira a preservá-lo, mesmo sabendo que pouco tempo resta para que ele venha ser substituído por “novos céus e nova terra”. 


- Cuidar da Terra foi um dos primeiros mandamentos que o Senhor deu ao homem no Jardim do Édem. 


- A Igreja se opõe ao mundo enquanto entendido como “sistema moral e religioso”. Todavia, alguns estão se demonstrando cansados com tal luta. Eles desejam um oásis em meio ao deserto da tribulação. Não quererem mais lutar, antes, desejam aproveitar tudo o que o mundo oferece. Então a Igreja abre sua porta para os valores do mundo e se torna “secularizada”, “mundana”.


 II – CONSEQUENCIAS DA SECULARIZAÇÃO DA IGREJA 


- A principio, a secularização parece bastante atraente; mas no fim da história, a Igreja sempre vai sair no prejuízo. 


- E não pode ser diferente: a Igreja é exatamente o oposto do que o mundo quer que ela seja; uma vez que ele estenda a sua mão em amizade ao mundo, ela perde a sua identidade e deixa de ser aquilo a que foi vocacionada a ser: Igreja! 


- Para identificarmos as conseqüências e prejuízos da secularização da Igreja, podemos traçar um breve histórico de como tais males tem afetado a Igreja do Senhor em épocas diversas. 


1. A Secularização na Igreja Primitiva. 


- Os cristãos primitivos eram assolados pelas tentações da vida terrena e muitos deles foram enganados. 


- Podemos ver isso nas cartas enviadas as Sete Igrejas. 


- Os crentes da Igreja de Éfeso, por exemplo, se tornaram tão amantes da vida terrena que acharam não mais precisar do Senhor Jesus. 


- Éfeso era uma Igreja materialmente rica e prospera; mas o amor a riqueza a tornou espiritualmente deficiente a ponto de o Senhor tê-los alertado do perigo que se avizinhava. 


- Quase todas as Igrejas da Ásia enfrentaram problemas semelhantes. 


2. A Secularização da Igreja no 3° Século. 


- No Terceiro Século, a Igreja vinha, desde muito tempo, resistindo bravamente as perseguições e investidas do Império Romano. Mas tudo aquilo mudaria com a [suposta] conversão do Imperador Constantino. Quando Constantino se converteu, a Igreja, de perseguida passou a ser a religião oficial do Estado e, agora, ser cristão era uma questão de estar na moda. Os crentes passaram a desfrutar de grandes privilégios e benefícios. Em pouco tempo, nos mostra a história, a Igreja mergulhou numa profunda escuridão espiritual que perdurou por toda a Idade Média. Mais tarde, Deus levantaria homens que despertariam a Igreja de seu sono, culminando na Reforma Protestante. 


3. A Secularização da Igreja nos Dias Atuais. 


- Nunca foi tão fácil professar a fé cristã como agora, se comprarmos os nossos dias com outros períodos da História da Igreja. Porém, toda esta facilidade não foi capaz de nos tornar cristãos melhores. 


- De fato, a Igreja de nosso tempo está se secularizando tão, ou mais rapidamente, do que todas as que antecederam. 


- Uma prova disso está na mensagem que pregamos: hoje, anunciamos um evangelho de facilidades e diluímos verdades eternas em chavões que podem ser encontrados nas palavras de qualquer guru de auto-ajuda disponível no mercado. 


- Hoje, apresentamos aos homens um Deus que tudo faz e nada pede; um Deus submisso e refém do homem soberano, que cansado de pedir, agora pede, exige e determina. Acreditamos em um Salvador, mas damos as costas a um Senhor; desejamos uma salvação, mas relutamos a deixar vida que conduz a ruína – queremos ser salvos; mas queremos permissão para ficar no poço! 


- Por isso, a Igreja é hoje vista como uma empresa e deve se adequar ao gosto da clientela. Tal atitude só pode nos conduzir a um secularismo cada vez mais evidente, uma vez que a “clientela” é formada de homens inteiramente submissos ao pecado. 


 III – COMO NOS DEFENDER DA SECULARIZAÇÃO? 


- Jesus não abandonou as Igrejas da Ásia a sua própria sorte. Nada disso! Ele se fez presente orientando-as a voltarem ao caminho certo. 


- Devemos tomar cuidado ao falar da Igreja de Cristo. Ainda que ela falhe e peque, continua sendo a Noiva do Cordeiro, comprada com Seu precioso sangue. 


- Não é a vontade do Senhor rejeitar sua Igreja, o seu desejo é vê-la restaurada completamente! Para isso ele tem capacidade seu povo a resistir neste tempo do fim. 


1. A Palavra de Deus. 


- Nada mais eficaz contra o engano do que a verdade sendo anunciada “em tempo e fora de tempo” (II Timóteo 4.2). Nas Escrituras Sagradas encontramos qual é a perfeita vontade do Senhor para as nossas vidas. Toda vez que a Igreja despreza ou se descuida da Palavra ela é fatalmente envolvida pela apostasia espiritual. 


2. O Espírito Santo. Pertence a Ele o “convencer do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8). 


- Uma Igreja cheia do Espírito é uma Igreja protegida contra o erro. Não que o Espírito seja um amuleto protetor; mas sim, que devemos estar sempre atentos a Sua Voz e Direção, através das Escrituras, para que possamos identificar e resistir as investidas de Satanás. 


 CONCLUSÃO: 


-  Satanás tentou seduzir as Sete Igrejas e está tentando seduzir a nossa hoje. Mas, o Senhor Jesus Cristo diz que as suas ovelhas “ouvem a sua voz”. Estamos prontos para ouvir a voz de Cristo hoje? 


- Estamos dispostos a rejeitar as ofertas da “vida terrena” na esperança de alcançarmos “bens maiores” no porvir? 


Esta é a questão a ser respondida por cada um de nós; afinal, não podemos servir a dois Senhores! 


FONTE: http://ministdapalavra.blogspot.com.br/p/estudos-sobre-igreja.html




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DEFINIÇÃO DE IGREJA 

 a) No Novo Testamento a palavra "Igreja" é traduzida da palavra grega "ekklesia", que significa um grupo de indivíduos chamados para formar uma reunião ou assembleia. 

- Em Actos 7:38, Estêvão usou a mesma palavra para descrever Israel no deserto. 

- E também usada no cap. 19:32, 39 e 41 para descrever o tumulto gentílico em Éfeso. Mas no Novo Testamento a palavra é mais vulgarmente usada para descrever um grupo de crentes no Senhor Jesus Cristo. 

- Assim, Paulo fala da Igreja de Deus, que o Senhor resgatou com o Seu próprio Sangue" (Actos 20:28). 

- Na sua primeira Epístola, o grande apóstolo divide o mundo em três grupos: Judeus, Gentios e a Igreja de Deus (1Co. 10:32). 

- Em 1 Cor. 15:9, o apóstolo faz referência aos grupos de crentes que ele perseguiu antes da sua conversão. 

b) A Igreja não é uma organização, mas um organismo. Não é uma mera instituição mas uma unidade viva. E a comunhão de todos os que nasceram de novo e participam da vida de Cristo e, consequentemente, estão unidos uns aos outros pelo Espírito-Santo. E uma simples comunhão de pessoas sem carácter de instituição humana. 

c) No Novo Testamento há muitos títulos descritivos da Igreja: estes títulos devem ser estudados separadamente, se quisermos obter uma melhor compreensão da Igreja. 

Os títulos que mais se destacam, são os seguintes: 

1.º- Um REBANHO (João 10:16). 

- A nação Judaica era designada por "um aprisco". A Igreja por "um rebanho". 

- No capítulo 10:16 o Senhor Jesus diz: "Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco (Israel); também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor". 

- Na palavra "rebanho" encontramos o símbolo dum grupo de crentes, vivendo em comunhão uns com os outros, sob o carinho e protecção do Bom Pastor, dando ouvidos â Sua voz e seguindo-O. 

2.º- LAVOURA DE DEUS (1 Cor. 3:9) 

- A Igreja de Deus é o Seu campo, no qual tenciona produzir fruto para Sua glória. Envolve o pensamento da frutificação. 

3º - EDIFICIO DE DEUS (1 Cor. 3: 9). 

- Esta expressão revela-nos Deus como edificador. Ele acrescenta pedras vivas à Igreja. E pois de suma importância que as nossas vidas se consagrem à realização deste projecto divino. 

4.º - O TEMPLO DE DEUS (1 Cor. 3:16). 

- A palavra "Templo" traz imediatamente à nossa mente a ideia de adoração, e faz-nos lembrar do facto, que neste mundo, Deus só é adorado pelos membros da Sua Igreja. 

5º. CORPO DE CRISTO (Efésios 1: 22 e 23). 

O Corpo é o meio pelo qual o indivíduo se revela. Semelhantemente, o Corpo de Cristo é o meio pelo qual Ele se revela ao mundo. Desde que o crente aprenda esta verdade, nunca mais considerará de somenos importância a Igreja de Cristo. Consagrar-se-á incondicionalmente tendo em vista os altos interesses do Corpo de Cristo. 

6.º - UM NOVO HOMEM (Efés. 2:15). 

Salienta-se aqui a ideia duma nova criação. A maior barreira que dividia os homens era a que existia entre Judeus e Gentios, a qual foi abolida dentro da Igreja; assim Deus fez dos dois um novo homem. 

7º - MORADA DE DEUS (Efés. 2 : 22). 

Esta expressão revela-nos uma grande verdade: Deus agora habita na Igreja espiritual, em vez de habitar num tabernáculo ou templo material, como acontecia nos tempos do Velho Testamento. 

8.º- A NOIVA DE CRISTO (Efésios 5: 25-27; II Cor. 11: 2). 

Sob este aspecto realça-se a ideia do afecto: "Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a Si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar, a Si mesmo, igreja gloriosa, sem mácula nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível". 

- Se Cristo amou a igreja e se entregou a Si mesmo por ela, é evidente que a igreja deve dedicar todo o seu amor a Cristo. 

9.º CASA DE DEUS (1 Tim. 3:15). 

A casa ou família fala-nos de dois princípios: ordem e disciplina. A ordem é sugerida nesta passagem: "Para que saibas como convém andar na Casa de Deus"; e a disciplina nesta outra: "Porque já é tempo que comece o julgamento pela Casa de Deus" (1 Pedro 4:17). 

10.º A COLUNA E FIRMEZA DA VERDADE (1 Tim. 3: 5). 

- Em tempos idos as colunas eram usadas, não só para suportar a parte superior do edifício, mas também para se afixarem anúncios. Era um meio de propaganda. 

- A palavra "firmeza" significa baluarte ou reduto de defesa. Assim verifica-se que a igreja foi estabelecida por Deus para proclamar, sustentar e defender a verdade. Portanto, podemos afirmar com toda a segurança que, se os crentes desejam conformar-se com o propósito e a vontade de Deus revelados na Sua Palavra, devem dedicar os seus esforços tanto à expansão do Evangelho como ao progresso espiritual da Igreja. 

- Há quem diga que a sua vocação é pregar o Evangelho, e negligenciam tudo o que diz respeito à Igreja. 

Quem assim procede, é porque ainda não notou que o apóstolo Paulo tinha um duplo ministério: 

a) anunciar entre os gentios, por meio do Evangelho, as inesgotáveis riquezas de Cristo;

 b) demonstrar a todos qual seja a dispensação do ministério, isto é, estabelecê-los nas verdades acerca da Igreja (Efésios 3:8,9). 


 Por William McDonald


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sexta-feira, 27 de julho de 2012

QUANDO NÃO PERCEBEMOS 
A PRESENÇA DE DEUS 


(GÊNESIS 28.16) 


- Quando Jacó acordou do sono, disse: ‘Sem dúvida o SENHOR está neste lugar, mas eu não sabia!” (Gênesis 28.16) 


-  Diz um ditado antigo que “o pior cego é aquele que não quer enxergar”. Pois eu digo que o pior cego é aquele que perdeu sua visão, e por mais que se esforce e queira não consegue mais enxergar. 


- Em se tratando de nossa vida espiritual, o pior cego é aquele que foi acometido pelas escamas circunstanciais e perdeu a visão de Deus. 


- As variadas situações arrebatam nossa confiança no Senhor, nos distrai espiritualmente, e nos enchem de medo, preocupações, inquietações e tendem a nos fazer perder a percepção da presença soberana e constante de Deus. 


-  É do conhecimento de todos que Deus é onipresente, isto é, pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, e o que testifica da presença do Deus invisível em nossas vidas é o Espírito Santo. 


- Jacó estava fugindo de seu irmão Esaú, logo após suas trapaças culminarem no ódio desse seu irmão profano. Ele havia enganado o irmão, e o pai, recebendo no lugar do primogênito, a Bênção principal que destacaria o primogênito como ordenava a lei, dos outros filhos, embora eles também fossem abençoados (cap. 27). E uma vez liberada essa bênção, não havia retorno (27.33,35). 


- Quando Esaú se coloca diante de Isaque e sem saber de nada (27.30-34), pede a bênção que era sua por direito, descobre que tanto ele como Isaque foram enganados pelo trapaceiro. Isso lhe despertou um ódio tão grande que Jacó teve que fugir para não ser morto. 


-  O que mais me impressiona nesta história, não é o engano de Jacó, nem o ódio de Esaú, jurando seu irmão de morte, mas sim a manifestação da graça divina de Deus na vida de ambos os irmãos, Jacó e Esaú, que foram prósperos em suas trajetórias, mas com caminhos e resultados diferentes. Porém quando atentamos para essa história no versículo que é parte de um episódio inteiro, enxergamos claramente que Jacó por diversos motivos havia perdido a percepção da presença do Senhor. Talvez ele pensasse que Deus só estivesse presente em locais fixos. 


- Mas o que levou Jacó a perder a percepção da presença do Senhor? 


- Notem que ele tem um sonho e nesse sonho ao acordar, ele exclama claramente que não sabia que Deus estava presente em Harã. Jacó estava tomado pelo medo, pavor, saudade da família, preocupação com seu destino, e isso lhe trouxe o pior tipo de cegueira, a mesma que acometeu o assistente do profeta Eliseu (2 Reis 6.15-17). Jacó não sabia o que iria encontrar pelo caminho, mas foi agraciado por Deus nessa emocionante visão. 


 Não podemos perder a percepção da presença do Senhor regendo soberanamente nossas vidas e nossos caminhos, porque: 


 1) DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TODAS AS COISAS. 


(Rom. 8.28: “... todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito). 


-  Meus amados, com toda a certeza, Jacó amava a Deus, e foi chamado para ser o veículo da promessa divina. Mas no contexto do texto que lemos, ele não teve a percepção disso. Estava emocionalmente abalado e preocupado. Por isso perdeu a visão de que Deus estava ali presente. 


- Talvez em virtude de suas trapaças, talvez ele tenha até mesmo pensado que não iria muito longe. Mas Deus aplica sua graça a pecadores como nós, mesmo não merecendo. 


-  Meus amados irmãos, Deus está controlando nossa história de forma soberana e sábia, para que no fim cumpramos com seus propósitos e glorifiquemos o seu nome. 


- Nunca perca a percepção da presença constante, imanente e transcendente, pois ele faz o que é melhor para nós e se preocupa com pecadores trapaceiros e impuros como nós. 


"Porventura sou eu Deus de perto, diz o SENHOR, e não também Deus de longe?" (Jeremias 23.23). 


 2) ELE NÃO NOS ABANDONA. 


(Deuteronômio 31:8: “O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes”; Hebreus 13.5b. “nunca te deixarei, nem te desampararei.”) 


-  Talvez Jacó em suas caminhadas tenha pensado que já havia sido abandonado por Deus. 


- Não precisamos temer porque o Deus de graça se preocupa conosco. 


- Tanto é que Jesus em João 14 nos conforta dizendo que não nos deixaria órfãos, mas enviaria o consolador. 


-  Deus nunca nos abandona, pois ele nos fez para sermos Bênção em suas mãos. 


- Há pessoas que no primeiro sinal de luta já vão logo dizendo que foram abandonadas por Deus. 


- Meu irmão, Deus é fiel em suas promessas e não volta atrás. Ele sempre cumpre o que promete. Nós não estamos sozinhos. 


- Não podemos perder a visão gloriosa da presença do Senhor porque ele não nos abandona jamais, como diz sua Palavra. Então creia e viva esta Palavra. 


 3) ELE QUER CUMPRIR SUA VONTADE EM NÓS 


(Gênesis 28:15: “Eis que estou contigo e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra porque não te desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido.”; 


Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa a agradável e perfeita vontade de Deus.; 


Hebreus 10.7: “Então eu disse: Eis aqui estou (no rolo do teu livro está escrito a meu respeito), para fazer ó Deus, a tua vontade”. 


- Como já disse em diversas ocasiões, não precisa ser um profeta com poderes de vidência para dizer que Deus tem um plano em nossas vidas. 


- Se ainda somos conservados em vida, é porque Deus quer cumprir sua vontade em nós. Mas para isso não podemos perder a sensibilidade de que Deus está presente em toda a nossa história seja ela boa ou aparentemente ruim. 


- O mais importante é que a vontade de Deus se cumpra em todas as nuances de nossa vida: na área espiritual, na família, na vida material, na saúde, nos projetos de vida, enfim, que seja feita a vontade de Deus, assim na terra como no céu. 


-  Meu amado irmão, minha amada irmã, nunca perca a percepção da presença constante de Deus em sua vida. 


- E que em nome de Jesus, os problemas, as lutas do dia a dia, as tribulações que eu e você passamos que são inevitáveis, sirvam de fortalecimento, e que nos problemas possamos nos lançar nos braços do Senhor, e como filhos realmente dependentes dele, possamos descansar sabendo que ELE ESTÁ PRESENTE. Em nome de Jesus, amém. 




AUTOR: Reverendo Adeir Goulart da Cruz





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