quarta-feira, 30 de maio de 2012

VENCENDO A SÍNDROME
DO GAFANHOTO

Texto: Números 13:1,26-33.

1. INTRODUÇÃO

- É lamentável constatar como tantos cristãos vivem dominados pelo complexo de inferioridade, e se encontram esmagados pela baixa auto-estima, com a auto-imagem achatada, e por causa disso, não produzem mais qualquer fruto no reino de Deus.

- Há muitas pessoas que vivem amargando e curtindo um profundo sentimento de autorepúdio e desvalor.

- Há muitos que olham para dentro de si mesmos e enxergam-se com lentes embaçadas e olhos míopes, nutrindo conceitos distorcidos. E assim tornam-se pessoas amargas, que não sentem a vida avançar e progredir.

2. Quem eram os 10 espias de Israel:

- Eles eram príncipes, nobres, homens de valor. Foram escolhidos criteriosamente por serem fortes, inteligentes, líderes.

- Representantes ilustres de suas tribos. Moisés os enviou para conhecerem a terra prometida e depois, com relatos vivos, incentivarem o povo a lutar com bravura na sua conquista. Eles foram. Passaram lá 40 dias.

- Ficaram deslumbrados com a exuberância da terra. Era uma terra fértil, boa, “que manava leite e mel”. Era tudo quanto Deus já havia falado. Eles voltaram da jornada com os frutos excelentes da terra.

- Todavia, na hora de dar o relatório, disseram a Moisés que a terra era boa, mas devorava seus habitantes.

- Disseram que não conseguiriam entrar lá; pelo contrário, morreriam no deserto, comendo pó, pois lá havia gigantes ameaçadores e imbatíveis. E, aos olhos deles, eles eram como gafanhotos. Ex. 13:33

3. Como eles se sentiam:

- Eram príncipes, mas sentiram-se diminuídos diante dos gigantes.

- Eram nobres, mas sentiram-se desprezíveis.

- Eram valorosos, mas sentiram-se como PEQUENOS GAFANHOTOS Foram tomados por um sentimento doentio de auto-desvalorização e, consequentemente, de impotência que chamaremos de SÍNDROME DO GAFANHOTO.

4. Mas o pior em tudo isso foi que eles conseguiram contaminar todo o Israel

- Afetaram com seu pessimismo e toda aquela multidão se alvoroçou rebelada contra Moisés, insurgindo-se contra Deus, porque foi envenenada pela síndrome de gafanhoto.

5. Mas o que esta síndrome produz?

- Vejamos os sintomas desta síndrome do gafanhoto em Nm 13 e 14.

5.1 - Senso de fraqueza, Nm 13.31a.

- Eles começaram a dizer- “Não poderemos subir…” .

- Assim eles anularam a Palavra de Deus, duvidaram do seu poder e só enxergaram os obstáculos.

- Tiraram os olhos de Deus e só olharam para as circunstâncias adversas.

- Naufragaram como Pedro no mar da Galiléia; e estremeceram como Geazi, o servo de Elizeu.

5.2 - Complexo de inferioridade, Nm 13.31b.

- Eles dizem sobre o povo que habitava na terra: “…porque é mais forte do que nós.”

- De fato, as cidades que eles deviam conquistar eram grandes. Mas o Deus deles era o Todo-Poderoso.

- Mas o medo era tão grande que eles se tornaram mensageiros do Caos (Nm 13.32).

- O texto diz que: “…. diante dos filhos de Israel infamaram a terra”.

- É importante perceber que quando as pessoas estão contaminadas pelo maldito vírus do pessimismo, elas difamam a Deus e dispensam suas bênçãos.

- Alguns Escarnecem das promessas divinas e se tornam pregoeiros do desânimo.

- Em nome de Jesus não permitamos que o desanimo tome conta de nossos corações.

5.3 - Baixa auto estima, Nm 13.33a.

- Eles diziam: “…e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos”.

- Eles eram príncipes, mas se encolheram. Sentiram-se como insetos, sob a bata dos gigantes.

- De príncipes a gafanhotos, de filhos do rei a insetos.

- A Baixa auto estima afeta cristãos, fazendo-os se sentir índigos e incapazes de fazer qualquer coisa no reino de Deus.

- Muitos deixam de produzir frutos e servir a Deus por causa da Baixa estima.

- Não perca mais as oportunidades espirituais que Deus coloca diante de você por causa de uma baixa auto estima.

5.4 - Visão distorcida da realidade, Nm 13.33b.

- Os espias: “…éramos como gafanhotos aos seus próprios olhos”.

- Aqueles espias raciocinaram assim: eles são gigantes, e nós pigmeus; Eles são fortes, e nós fracos; eles são muitos, e nós poucos; eles vivem em cidades fortificadas, e nós no deserto; eles são guerreiros, e nós peregrinos.

- Como eles olharam as coisas? Pelo avesso.

- Enxergaram as coisas como o inimigo queria que enxergassem. Por isso, arrastaram-se no pó, sentiram-se indignos, menos que príncipes, menos do que homens, menos do que gente, menos do que gafanhotos, insetos.

- Cuidado: não veja as circunstancias sob a ótica de Satanás, que é uma ótica de derrota, fracasso, pessimismo, desanimo, revolta, e sensação de que tudo esta perdido.

- Peça a Deus: “Senhor abre meus olhos para que eu veja esta situação do modo como o Senhor a vê, com uma visão de vitória, e fé que remove montanhas”.

6. OS EFEITOS DA SÍNDROME DE GAFANHOTO

- Há uma lista grande de consequências da síndrome de gafanhoto que podem ser encontradas no capitulo 14 de números:

1. Induz o povo ao desespero, Nm 14.1:

“…e o povo chorou aquela noite”.

- Toda a congregação chorou. Só viram as impossibilidades e não as possibilidades de Deus.

- Ficaram assombrados, estupefatos, arrasados!
- Não viram saída!
- Não enxergaram uma luz no fim do túnel. Para eles não havia solução. Por isso se entregaram ao choro do desespero e da derrota.

2. Induz o povo à murmuração, Nm 14.2a.:
 “Todos os filhos de Israel murmuravam…” .

- Na hora das dificuldades, em vez do povo se voltar para Deus como libertador, eles o viram como opressor!

- Acusaram a Deus, murmuraram contra Ele.

3. Induz o povo à ingratidão, Nm 14.2b.:
 “…antes tivéssemos morrido no Egito”.

- O povo, alvoroçado, esqueceu-se da bondade de Deus.

- Esqueceu-se dos livramentos do Senhor e das vitórias de Deus.

4. Induz o povo à insolência contra Deus, Nm 14.3a.: “E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada…”.

- Insolência é: atrevimento, grosseria, desaforo.

– Contaminados pela síndrome dos gafanhotos, o povo acusou a Deus. Infamaram o Senhor!

- Insultaram com palavras descaridosas o Deus Todo- Poderoso. Disseram com insolência que Deus era o causador do seu infortúnio e o responsável pela crise que eles estavam vivendo.

5. Induz o povo à apostasia, Nm 14.3b.:
“Não seria melhor voltarmos para o Egito?”

- Não há nada que entristeça mais o coração de Deus do que ver o seu povo arrependido de ter-se arrependido.

- Nada fere mais o coração de Deus do que ver o seu povo ultrajar a sua graça e querer voltar atrás, sentindo saudades do Egito – do seu passado miserável de trevas e escravidão, como se aquilo tivesse algum lampejo de bondade.

- Aquele povo enfastiou-se de Deus, da sua direção, da sua companhia e de seu sustento.

- Eles se esqueceram dos benefícios de Deus e dos açoites dos carrascos egípcios!

6. Induz o povo à amotinação, Nm 14.4.:
“Levantemos um capitão e voltemos para o Egito”.

- O povo, insuflado pelos espias, queria agora outros líderes que os guiassem – mas era de volta para o Egito!

- Eles se rebelaram contra Deus e rejeitaram o conselho de Moisés, 14.5-10.

7. Induz o povo à rebeldia contra Deus, Nm 14.9a.:
“Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor…”.

- Amar mais o Egito do que o Deus da promessa é rebeldia!

- Não crer na Palavra de Deus e se intimidar diante dos gigantes deste mundo é rebeldia!

- Não andar pela fé é rebeldia!

8. Induz o povo à perseguição da liderança instituída por Deus, Nm 14.10.:
“…toda a congregação disse que os apedrejassem”.

- Em vez de obedecer à voz de Deus, o povo rebelde decidiu apedrejar os líderes que Deus havia constituído.

- Na verdade, eles não queriam mudar de vida obedecendo ao que a liderança estava orientando e, por isso, queriam mudar de liderança.

7. O QUE FAZER QUANDO SE CONSTATA QUE O POVO ESTÁ AFETADO PELA SÍNDROME DE GAFANHOTO?

7.1 - Em primeiro lugar é preciso quebrantar-se diante de Deus, Nm 14.5,6.:
“Então Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos… e Josué e Calebe rasgaram as suas vestes…”

- Na hora da crise aguda não adiante discutir, brigar, argumentar, fomentar, jogar uns contra os outros e espalhar boatos.

- É preciso quebrantamento, humildade, boca no pó.

7.2 - É necessário firmar-se nas promessas infalíveis de Deus, Nm 14.7.:
“A terra pelo maio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa”.

- Não devemos nos deixar ser influenciados pelos comentários, pelas críticas e pela epidemia do desânimo.

- Pelo contrário, é preciso nos arraigarmos na Palavra de Deus e colocar nela toda a nossa confiança.

- Aprendamos a não permitir que nossas vidas sejam influenciadas negativamente por palavras negativas.

7.3 - É necessário conhecer as estratégias de Deus para a vitória, Nm 14.8,9.:
“Se o Senhor se agradar de nós, Ele nos fará entrar nessa terra…” – v.8.

- Nestas horas precisamos confiar no Senhor, e confiar na sua estratégia.

- Josué precisou confiar na estratégia que Deus estava lhe dando de andar por 07 vezes em torno das muralhas de Jericó.

- Naamã precisou confiar na ordem que Deus lhe dava para mergulhar 07 vezes no rio Jordão para ser purificado.

- Pergunta ao Senhor acerca de qual é a estratégia de vitória que Ele estabeleceu para esta situação em tua vida.

8. CONCLUSÃO

- Como esta sua vida neste instante?

- Como você está se sentindo?

- Você é príncipe ou gafanhoto?

- Lembre-se que Deus tem filhos aos quais Ele deu posição de príncipes. Seus filhos são príncipes porque Ele é o Rei.

- E a terra prometida é o lugar onde os filhos, os príncipes de Deus devem viver!

- Portanto, é hora de tapar nossos ouvidos às vozes agourentas do pessimismo e nos erguer com santa ousadia para uma vida vitoriosa.

- É preciso erradicar do coração esta semente maligna da síndrome de gafanhoto!

- E Há 3 princípios de Deus que você não pode esquecer:

Primeiro: você não é o que pensa que é.

Segundo: você não é o que as pessoas dizem que é.

Terceiro: você é o que Deus diz que você é.


AUTOR: Pr. Josias Moura



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