terça-feira, 20 de março de 2012



Convicções de
Um Ministério

- Mc 1.1-8




Introdução:

- O evangelho de Marcos, escrito antes dos evangelhos de Mateus e Lucas, tem como tema central retratar Jesus como operador de milagres, como profeta e Messias.

- Nele há uma ausência grande de ensinamentos de Jesus. A tradição eclesiática diz que João Marcos citado em At 15,37; Cl 4.10; 2 Tm 4.11; 1 Pd 5.13 foi o autor deste evangelho.

- A escrita deste evangelho é datada entre 64-67 d.C., da cidade de Roma, com destino aos gentios daquela cidade. Escrito a uma igreja mártir e sofredora, visava fornecer orientação e consolo à igreja em sofrimento.

- Todos nós fomos chamados a exercer um ministério. Creio que é preciso possuir uma consciência correta deste ministério a fim de que possamos cumpri-lo cabalmente.

Em João Batista vejo uma consciência de ministério que o permitia saber:

1. QUE A PROPOSTA DE UM MINISTÉRIO DEVE SER DE MUDANÇA RADICAL (v.4)

• Qual o propósito de ser mais um?

A mensagem de João era de mudança “metanóia”. Expressão usada na marcha dos soldados. Equivalente ao nosso “meia volta volver”.

• Sua mensagem era de mudança total de caráter e personalidade.

• Qual a mensagem de nosso ministério?

2. QUE O MARKETING DE UM MINISTÉRIO DEVE SER A VERDADE (vs.5,6)

• O evangelista Lucas registra os publicanos, os soldados e as multidões vindo para o batismo de João (Lc 3.7,12,14)

• O único marketing de um ministério deve ser a verdade que ele prega. Não necessitamos dos meios hodiernos para atrair pessoas! A verdade ainda atrai pessoas!

• Creio que o ministério de João Batista atraia pessoas por quatro razões: a) Ele vivia sua mensagem; b) Ele pregava o que eles precisavam ouvir; c) Ele era humilde; e d) Ele não pregava sobre si mesmo.

3. QUE A COERENCIA DE UM MINISTÉRIO DEVE CONJUGAR MENSAGEM E VIDA (v.6)

• A simplicidade indumentária de João era uma crítica a luxuosidade e extravagância dos ricos de sua época.

• Ele soube condenar a incoerência de sua época com sua coerência.

• Como podemos denunciar aquilo que praticamos?

• Vale dizer que João não impôs aos seus discípulos seu modo de vestir e comer. Isto porque, coerência não se impõe, se vive.

4. QUE A TRANSITORIEDADE DE UM MINISTÉRIO DÉVE REVELAR QUE ELE NÃO É UM FIM EM SI MESMO (vs.2-3,7-8)

• Todo ministério autêntico é um meio para se chegar a um fim.

• João tinha a consciência de que após ele viria o Messias.

• Há um grande perigo quando pensamos que somos o fim e não o meio.

• A função de João era preparar o caminho.

• A glória de nosso ministério pertence a Ele.

• Nosso ministério só brilha quando apontamos para Ele.

Conclusão:

Que a exemplo de João tenhamos uma consciência correta de nosso ministério, a fim de que possamos cumpri-lo cabalmente como espera aquEle que nos chamou.


AUTOR: Pr. Adriano Moreira






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