quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



A OPERAÇÃO DE DEUS
EM NOSSAS VIDAS


Texto Base: Jó 38:1-7; 42:10-17




- Castro Alves, o notável poeta baiano, inicia seu poema, Vozes d’África, com uma pergunta lancinante:
“Deus! Ó Deus! onde estás que não respondes? Em que mundo, em que estrela Tu t’escondes: Embuçado nos céus?”

- O Salmista no Salmo 115 nos fala de sua dolorosa experiência com adversários que insultando-o.

- Nos exemplos acima referidos, fica a impressão de um Deus distante, alheio ao sofrimento e surdo aos clamores. Esta mesma impressão nos é transmitida pela aflitiva experiência de Jó. Mas é só impressão.

- Na verdade, o nosso Deus, o Deus da Bíblia, é o Deus que interfere na história dos homens e dos povos, corrigindo injustiças, proporcionando livramento e revelando Sua majestade.

Nesta mensagem vamos apreciar a operação de Deus. Em dois aspectos.

I – INTERVENÇÃO REVELADORA

Em torno do sofrimento de Jó muita gente se pronunciou: A esposa, Elifaz, Bildade, Zofar, Eliú; o próprio sofredor emitiu sua opinião, não poucas vezes. Em todos eles houve acertos (exceto na opinião da esposa) e equívocos.

- Em nosso texto, porém, é Deus quem fala, revelando verdades de extraordinária significação. Separaremos apenas duas:

1 – Limitações do Homem.

- Embora criado à imagem e semelhança de Deus, embora superior a todos os demais seres da terra, o homem sempre teve limitações que se agravaram com o pecado.

- Deus se dirige a Jó como quem se dirige a um combatente para um duelo:

• Cinge, pois, os teus lombos como homem Jó havia feito pronunciamentos que se assemelhavam a desafios ao Altíssimo (13:22; 31 :35-37). Aceitando o desafio do patriarca, Deus ordena que ele se prepare para responder.

- Mas na medida em que o Senhor vai falando, vão se evidenciando também, dois aspectos das limitações de Jó e de todo o homem: Sua ignorância ou desconhecimento de muita coisa (38:4-7), e sua incapacidade (38:34, 35).

2 – Sabedoria e Onipotência Divina.

- A indagação contida em 38:2, deixa claro que no sofrimento de Jó, nada aconteceu por acaso, à revelia da vontade de Deus. Não! Tudo se desenrolava dentro dum plano sábio, debaixo da permissão e do controle do Onipotente. A partir daí, todas as questões levantadas pelo Senhor e todos os exemplos mencionados ressaltam a sabedoria e o poder de Deus na criação e manutenção do universo.

- Nos primeiros seis versículos do capítulo 42 verificamos que as revelações feitas por Deus, conduzem o patriarca a uma convicção de pecado sem precedentes. Associada a esta nova consciência de pecado vem, primeiro, uma confiança na providência divina tal como Jó jamais experimentara. O tudo do verso 2 inclui, certamente, o cumprimento, no seu sofrimento, de um benéfico e divino propósito. Cf. Rom. 8:28. Nenhum dos teus pensamentos ou nenhum dos teus propósitos.

•. Jó, o rebelde, desconhecia tal confiança em Deus; mas Jó, o humilde penitente, possuía-a em grande medida.
Em segundo lugar Jó renuncia agora, por completo, ao poder das palavras e da razão humanas. Quem é aquele que sem conhecimento encobre o conselho? (3) é um eco das palavras divinas de 38:2. As suas palavras e a sua sabedoria, das quais ele tanto se orgulhara, não haviam senão lançado uma escura sombra sobre o caminho que Deus, na Sua sabedoria, esboçara para ele.

II – INTERFERÊNCIA RESTAURADORA

– Deus não se deixa apanhar de surpresa por nenhum dos nossos problemas. Por isso mesmo, promoveu a restauração de Jó, mudando-lhe a sorte ou a situação, quando este orava pelos amigos.

Nessa interferência de Deus, va¬le separar alguns aspectos:

1 – Interferiu para outorgar bênçãos maiores que as anterio¬res (42:12).



2 – Interferiu sem qualquer Impedimento (Isa. 43:13).



3 – Interferiu no momento próprio. O relógio de Deus não se atrasa nem se adianta, marca sempre a hora certa.

CONCLUSÃO:

- Alfredo Musset, um dos mais notáveis poetas franceses, diz com muita propriedade que para aqueles que perderam tudo, ainda resta Deus. Foi esta a experiência de Jó. E quanto a nós, descansemos na certeza de que o Senhor que nos guarda não dormitará. Ele vê as nossas lágrimas, ouve a nossa oração e, no momento próprio, transforma a nossa dor num poema. Louvado seja o nome do Senhor, do Senhor da nossa vida.

Aplicação

1 – Nós temos entendido o silêncio de Deus em certas circunstâncias?

2 – Existem exemplos da interferência de Deus na História do povo d’Ele?

3 – Nós Podemos mencionar a interferência do Senhor em nossa vida em alguma ocasião especial?

4 – Nós podemos mencionar alguns exemplos de limitações humanas.
Tudo isto nos ajuda a compreender que o Deus que era, é, e será. Amem!


AUTOR: Fernando Antonio da Costa




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