quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

TRIUNFANDO NO
DISCIPULADO

- JO 21
“Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento” (II Co 2:14), este é o verso que está inspirando nossas reflexões e ações neste novo ano, do qual tiramos nossa chamada comunitária: 2012 - TRIUNFANDO SEMPRE EM CRISTO.
Este triunfo envolve cinco dimensões gerais: adoração, evangelização, discipulado, comunhão, serviço.
No domingo passado, na parábola do semeador, vimos que o nosso triunfo em Cristo passa pelo TRIUNFO NA EVANGELIZAÇÃO que envolve o discernimento de seu instrumento – semeador (nós), sua dinâmica – sair (desinstalação), sua semente/mensagem (Palavra) e as diferentes reações (solos) (Nb: desejando conhecer a mensagem completa acesse nesta mesma área do site em “Mc 4:1-20 / Triunfando na Evangelização”).

Nosso texto está intimamente ligado à ressurreição de Jesus: depois de manifestar-se ressurreto à Maria Madalena (20:11—18), por duas vezes aos discípulos (20:19-29), Ele “tornou a manifestar-se aos discípulos junto ao mar de Tiberíades...” (v. 1), uma manifestação: exclusiva (v. 1 “.... aos discípulos”); comunitária (v. 2 “estavam juntos...”); marcada pela fragilidade – fracassaram na pescaria (v. 3) e no reconhecimento de Jesus (v. 4).

- O Cristo que nos evangelizou e discipulou é um Cristo vivo que adentra nossos corações, pervade nosso cotidiano e confere-nos da Sua vitalidade, convocando-nos a um ministério como o Seu, que sabiamente associe evangelização e discipulado, que para ele foram, são e sempre serão faces da mesma moeda....

João, assim, depois de “fechar seu Evangelho” em 20:30-31, como que o reabre para deixar bem claro que Jesus queria conduzir Seus discípulos a um genuíno TRIUNFO NO DISCIPULADO. Quais são os elementos que envolvem este triunfo?

I – TRIUNFO NO DISCIPULADO ENVOLVE UMA EXPERIÊNCIA RENOVADA DA PATERNIDADE DE DEUS EM CRISTO (v. 5 “Filhos,....” )

- Cristo nos confere paternidade ( Jo 1:12 ), nos chama de filhos (v. 5) e, acima de tudo, nos trata como filhos (Jo 13:1).

- Os discípulos, que haviam partilhado intensamente desta paternidade de Deus em Cristo por três anos, na hora do teste final, a cruz, fracassaram de forma coletiva: um traiu, outro negou e todos se dispersaram.

- Mesmo assim, Jesus abriu mais um canal de comunicação com eles para evidenciar que Ele seria sempre o Deus completamente e permanentemente conectado com eles, renovando-os para a grande missão de fazerem discípulos de todas as nações: “filhos, o que está faltando para vocês...?”

- Triunfar no discipulado é discernir o Cristo presente e supridor em cada passo de nossa caminhada (II Co 2:14, Ef 1:3).

II – TRIUNFO NO DISCIPULADO ENVOLVE A EXPERIÊNCIA COM O PODER DE CRISTO (v. 6-7)

- Poder manifestado na submissão (v. 6 “... lançai a rede à direita do barco e achareis... assim fizeram...”) – somente triunfarão no discipulado aqueles que, a despeito de seus fracassos anteriores, insistirem em trilhar o caminho da obediência às direções do Mestre.

- Poder manifestado incontestavelmente (v. 6 “... e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes”) – quando fazemos da ordem de Jesus o absoluto regulador de nosso comportamento os resultados são notórios, perceptíveis e extraordinários.

- Poder evidenciador de Sua soberania (v. 7 “... é o Senhor....”) – João, que passou todo o Evangelho demonstrando o poder de Jesus como a prova de Sua divindade (20:30-31), não resiste ao desejo de acrescentar mais um sinal dentre tantos que poderia registrar, para deixar claro que só Jesus é Senhor (Fp 2:11).

- Triunfar no discipulado não é teorizar sobre os conceitos da divindade de Jesus, mas vivenciá-los em cada passo da nossa caminhada!

III – TRIUNFO NO DISCIPULADO ENVOLVE A EXPERIÊNCIA DA INTIMIDADE DE CRISTO (v. 8-13)

- Intimidade que conduz a surpresas (v. 8-9) – Pedro, nadando, e os demais discípulos navegando, foram rapidamente ao encontro de Jesus e surpreenderam-se ao perceber que Ele assumira as funções de hospedeiro, preparando-lhes como bom cozinheiro um “churrasco” com pão e peixe – discipulado é ter acesso à “cozinha de Jesus” e desfrutar da sua intimidade transformadora.

- Intimidade que exige partilhamento do que Jesus já nos deu (v. 10-11) – Jesus não precisava de peixes para preparar aquela refeição singular, mas decidiu usar alguns dos peixes dos discípulos, sinalizando que um dos pressupostos do discipulado é sempre oferecer a Jesus o que Ele graciosamente já nos ofereceu.

- João, detalhando a cena (v. 11), lembra que o mover miraculoso de Jesus resultou em quantidade e qualidade – os peixes, apesar de muitos, não se perderam....

- Intimidade que leva à reafirmação da autoridade (v.12-13) – assentados na praia para degustar o peixe mais saboroso preparado pelo melhor de todos os cozinheiros, foram momento a momento levados por uma silenciosa e profunda convicção – é o Senhor, Ele ressuscitou, Ele de fato é Deus!

- Triunfar no discipulado é seguir uma caminhada “plena e abundante” (Jo 10:10) de contínuas surpresas, na qual Jesus tem acesso a todas as áreas da nossa vida, sem qualquer restrição, construindo uma intimidade que sempre tem como parâmetro Sua autoridade!

IV – TRIUNFO NO DISCIPULADO ENVOLVE A EXPERIÊNCIA DA RESTAURAÇÃO DE CRISTO (v. 14-23)

- Restauração que exige um claro reconhecimento da extensão do pecado – Pedro, que negara Jesus três vezes, foi por Ele indagado três vezes sobre a autenticidade de seu amor, numa sinalização de que precisava discernir as reais implicações de sua postura.

- Restauração que exige um claro reconhecimento da extensão da graça de Jesus – pela graça estamos sempre num caminho de reinclusão e não de exclusão.

- Restauração que exige um claro reconhecimento do preço do amor exigido do restaurado – Pedro teria que dar a Jesus serviço (v. 15, 16, 17 “apascenta as minhas ovelhas...”) e a própria vida (v. 18-19) cumprindo uma missão específica e intransferível (v. 21-23).

- Triunfar no discipulado não significa a ausência de derrotas, mas a visão permanente de que elas, por maiores que pareçam aos nossos olhos, podem ser tratadas pelo amor restaurador de Jesus, tornando-se nas Suas mãos instrumentos para nosso aperfeiçoamento e engajamento missionário frutífero.

CONCLUSÃO
- João tem duas percepções finais de sua narrativa evangélica: verdadeira (v. 24), porém limitada em sua abrangência (v. 25).

- O TRIUNFO NO DISCIPULADO passa pela compreensão e experimentação destas duas dimensões: verdade – somos discípulos carentes, falta-nos peixe, somos inconstantes, negamos Jesus tantas vezes...; profundidade – Jesus de fato ressuscitou evidenciando que é Senhor e como tal ainda tem muitas coisas que Ele deseja fazer em nós.

- Assim, discipulado envolve: percepção de quem somos – filhos pecadores; percepção de quem podemos ser – filhos transformados diariamente pelo poder, intimidade e amor restaurador de Jesus.

- HOJE, uma vez mais, somos chamados a TRIUNFAR NO DISCIPULADO lançando a rede para pescar homens para Jesus e cuidando deles através de um relacionamento crescente que exigirá de nós tempo, atenção, dedicação, amizade, carinho, renúncia, sacrifício, partilhamento da Palavra e da vida.

Que o Senhor nos conduza sempre a este triunfo que associa quantidade e qualidade, é a minha oração!

AUTOR: Pr. Jair Francisco Macedo – pregado em 22.01.2012



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