segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



Exercitando o
quebrantamento


Texto:

Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos (Isaias 57:15).






Introdução

- De acordo com esse texto, Deus tem dois endereços.

- O primeiro num "alto e santo lugar", ou no céu (SI 115.3).

- O se­gundo, Ele mora com aquele que possui um coração abatido e contrito (Mt 5.3). Deus reside com os humildes, com os pobres de espírito. Davi aprendeu e de­clarou esta verdade: Sacrifícios agradá­veis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus (SI 51.17).

- O grande problema é que temos um grave problema no coração: somos orgu­lhosos. Mesmo após a nossa conversão, sendo habitação de Deus, o nosso cora­ção continua duro.


- Deus disse a Israel, o seu povo: Vós fizestes pior do que vos­sos pais; eis que cada um de vós anda segundo a dureza do seu coração maligno, para não me dar ouvidos a mim (Jr 16.12).


- Quebrantamento é a solução para o nosso coração orgulhoso.


1. O que é quebrantamento?

- A palavra quebrantamento traduz a palavra bíblica contrição. Essa palavra sugere algo que foi esmagado em minús­culos pedaços, tal como uma rocha que se tomou pó.


- O salmista Davi diz: Perto está o Senhor dos que têm o coração que­brantado e salva os de espírito oprimido (SI 34.18).

Nancy L. DeMoss afirma que quebrantamento consiste em três coisas:

1. Quebrantamento é o rompimento da nossa vontade pessoal e total rendição à vontade de Deus.

2. Quebrantamento é abrir mão da autoconfiança e da independência de Deus.

3. Quebrantamento é o amolecimento do solo do nosso coração para que a Palavra de Deus penetre e lance raízes.


2. Avalie seu orgulho

- J. N. Darby declara: "O orgulho é o pior dos males que podem nos sobrevir. De todos os nossos inimigos, ele é o que perece com mais dificuldade e mais len­tamente".


- Precisamos combater o orgu­lho do nosso coração, pois Deus resiste ou rejeita os soberbos (Pv 3.34; Tg 4.6; 1 Pe 5.5). O nosso Deus conhece o sober­bo de longe. O Senhor é excelso, contu­do, atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe (S1138.6).

Façamos nos mesmos um check-up espiritual do nosso coração. Avaliemos o nível de orgulho presente em nossos corações:

1. O orgulhoso olha para os fracas­sos dos outros e está sempre pronto a mencioná-los.

2. O orgulhoso tem um espírito críti­co e está sempre procurando erro nos outros. Enxerga as falhas alheias com um microscópio, mas olha as suas com um telescópio.

3. O orgulhoso tem a tendência de criticar quem se encontra em posição de autoridade (o presidente, o patrão, o mari­do, os pais e o pastor), e comenta com outras pessoas as falhas percebidas.

4. O orgulhoso se auto justifica; tem um conceito elevado de si mesmo e me­nospreza os outros.

5. O orgulhoso tem um espírito inde­pendente e autossuficiente.

6. O orgulhoso quer provar que sem­pre está certo e deseja sempre ter a últi­ma palavra.

7. O orgulhoso exige sempre os seus direitos e a preservação de sua reputa­ção.

8. O orgulhoso deseja sempre ser servido, quer que a vida gire em torno de si e de suas necessidades.

9. O orgulhoso tem o sentimento de que a igreja é privilegiada por poder con­tar com ele.

10. O orgulhoso busca sempre se autopromover.

11. O orgulhoso deseja intensamente ser reconhecido e apreciado por seus es­forços.

12. O orgulhoso fica magoado quando outros são promovidos em vez dele.

13. O orgulhoso fica satisfeito com os elogios e se deixa abater pelas críticas.

14. O orgulhoso se preocupa com a opinião das pessoas a respeito dele.

15. O orgulhoso não aceita ser corrigi­do ou disciplinado.

16. O orgulhoso tem dificuldade de aceitar os seus erros e pedir perdão.

17. O orgulhoso não conhece a verda­deira condição do seu coração.

18. O orgulhoso considera que não pre­cisa de arrependimento e avivamento es­piritual.

Se esta lista o ajudou a reconhecer o quanto você é orgulhoso, não se deses­pere. A bênção de Deus e a verdadeira felicidade espiritual é para aquele que re­conhece, confessa e rejeita o orgulho.

3. Pratique o quebrantamento

O quebrantamento é uma obra de Deus, mas exige a nossa participação. Seguem-se alguns passos para o quebrantamento.

3.1. Aproxime-se de Deus

Tiago recomenda: Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros (Tg 4.8). E você se aproxima de Deus por meio da oração e da leitura bíblica. Comece a orar e ler a Bíblia. Lembre-se de duas coisas importantes:

3.1.1. Deus não rejeita a oração de al­guém que o busca de todo coração (SI 66.18-20; Jr 29.13). Saiba que o Espírito Santo o ajudará a orar convenientemente (Rm 8.26).

3.1.2. A Palavra de Deus é viva e eficaz, é como uma espada que penetra no cora­ção mais duro (Hb 4.12,13). A Bíblia é como o martelo que quebra a rocha dos corações petrificados.Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiuça a penha? (Jr 23.29).

3.2. Confesse os seus pecados

- Quando nos aproximamos de Deus, pela oração e meditação bíblica, come­çamos a enxergar o quanto somos peca­dores. Esta foi a experiência de Isaías: Então disse eu: ai de mim! Estou perdi­do! Porque sou homem de lábios impu­ros, habito no meio de um povo de impu­ros lábios, e os meu olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! (Is 6.5).

- É impossível para alguém viver na pre­sença de Deus, sem sentir a necessida­de de santificação e purificação de peca­dos (Tg 4.8-10). Tenha certeza que se você confessar os seus pecados a Deus, Ele o perdoará (1 Jo 1.5-10).

3.3. Tome atitudes de obediência a Deus

- John Maxwell diz que atitude é um sentimento interior que se expressa pelo comportamento exterior. É a capacidade de transformar pensamentos em ações.


- Na linguagem de Tiago, é ser ouvinte e praticante da Palavra. Tomai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ou­vintes, enganando-vos a vós mesmos (Tg 1.22).

- Comece a fazer tudo o que Deus de­seja de você. O quebrantamento começa com a rendição da sua vontade (Rm 12.1,2).

Faça uma lista de decisões que você precisa tomar e comece a agir:
- Ajoelhe-se diante de Deus e reconhe­ça a sua dependência dele.

- Reúna a sua família e peça perdão pelas suas ofensas e reconheça os seus erros.

- Desista de brigar e entregue os seus ressentimentos para Deus.

- Comece a dar testemunho de cristão no seu ambiente de trabalho.

- Comprometa-se com a sua igreja e com a obra missionária.

- Passe a falar de Jesus para as pes­soas que estão ao seu redor.

Siga adiante com outras atitudes.


Conclusão

- Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará (Tg 4.10).


- Lutero disse: "Deus cria a partir do nada; portanto, Ele somente pode fazer algo de nós quando não formos nada".


- Samuel Chadwick dis­se: "É incrível o que Deus pode fazer com um coração quebrantado, se lhe entregar­mos todos os pedaços".



Deus é o autor do verdadeiro quebrantamento, quando nos humilhamos em sua presença.




Autor: Pr. Josias Moura






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Aprendendo a receber
e a fazer críticas


Texto: Provérbios 27:5,6




Introdução

- Quem gosta de ser criticado?



- Quem odeia ser criticado?


- Quem consegue se lembrar de uma crítica que recebeu na infância, dos pais, de um professor ou de um amigo, e que causou uma mágoa profunda?

- A maioria das pessoas odeia criticas. Fazem o possível para ignorá-las, negá-las, evitá-las, protegem-se contra elas, fogem delas, inventam desculpas, jogam a culpa em outros ou atacam quem as fez.

- Essas reações podem ser muito mais destrutivas do que as próprias críticas.

- Em vez de reagirmos à crítica como se fosse uma inimiga, devemos tratá-la como uma aliada – Provérbios 27.5,6.

- Repreensão pode ser um sinônimo de crítica. Hoje chamaríamos de crítica construtiva.

I. Consequências de reagirmos negativamente às críticas

1. Menosprezo da própria alma – Pv 15.32

- “Prejudica a si mesmo” (NTLH); “faz pouco caso de si mesmo” (NVI)

- Pv 1.7 – os que desprezam a sabedoria, a disciplina e o conselho são chamados de “insensatos, tolos, loucos”.

2. Andar errado – Pv 10.17 b

- “cai no erro” (NTLH); “desencaminha outros” (NVI).

3. Destruição súbita e irremediável – Pv 29.1

- “cairá de repente na desgraça e não poderá escapar” (NTLH).

4. Pobreza e vergonha – Pv 13.18 a

5. Estupidez; tolice – Pv 12.1

II. Consequências de reagirmos corretamente às críticas

1. Sabedoria – Pv 15.31

2. Alegria, doçura – Pv 27.9

3. Honra – Pv 13.18 b

4. Andar pelo caminho para a vida – Pv 10.17 a

III. Passos para que a crítica se torne um importante aliado

1. Saber de onde a crítica provém

- O conhecimento e a experiência da pessoa que o critica a qualificam para julgá-lo? A perspectiva dela é abrangente e exata ou restrita e distorcida?

2. Refletir sobre a exatidão da crítica

- Às vezes a crítica não tem fundamento, é exagerada, não corresponde à verdade.

3. Ponderar sobre a crítica e determinar qual a resposta adequada

- Não reagir instantaneamente à crítica; pense a respeito dela; determine a melhor resposta.

- Em cada balde de crítica que é jogado em nós existe um pouco de ouro.

- Se você peneirar as críticas que recebe, por mais cruéis e arrasadoras que sejam, encontrará também pepitas de ouro capazes de mudar e melhorar sua vida para sempre.

IV. A maneira certa de criticar

1. Não use a critica com frequência, apenas quando necessário

2. Jamais faça críticas quando estiver nervoso

3. Pergunte-se se o seu objetivo é o de trazer mudanças positivas

4. Determine o que quer dizer e a melhor maneira de fazê-lo – Pv 15.23; 25.11

5. Use o “método sanduíche”

- Faça a crítica entre palavras de elogio e incentivo. Comece com um elogio ou incentivo; demonstre respeito com seu tom de voz e palavras gentis; passe o recheio da crítica; ofereça sugestões; peça opinião da pessoa; acrescente a última fatia positiva, que pode ser um incentivo, um comentário específico ou um abraço.

6. Nunca critique uma pessoa insensata – Pv 9.7,8 a; 15.12; 23.9

- É preferível deixá-la sofrer os castigos que a vida traz



AUTOR: Pr. Ronaldo Guedes, com o Livro: “Salomão, o homem mais rico que já existiu” de Steven K. Scott.





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