terça-feira, 18 de outubro de 2011



O encontro de Jesus
e Nicodemus


Texto Base: João 3:1-16, João 3:1-16




- A vida é feita de desafios.

- Já na concepção há o desafio do espermatozóide atingir o óvulo e fecundá-lo. Daí por diante, os desafios se multiplicam: o desenvolvimento fetal, o parto, a educação, o crescimento, trabalho, casamento, etc…

- Muitos desses desafios somente serão coroados de êxito, se forem percebidos como desafios que transcendem a realidade física, material e terreal.

- Exemplo disso pode ser visto na conquista da terra prometida: Quando 12 espias subiram para olhar a terra e seus moradores.

- No retorno não havia alegria, não havia perspectiva festiva de consolidação da caminhada: “Nós nos víamos como gafanhotos…”

- A conquista da terra que desde o início foi um projeto de fé, perdeu sua significância quando decidiram caminhar pelo que seus olhos terreais contemplavam,… O mesmo aconteceu em um outro momento, quando o exército sírio organizou-se com a finalidade de prender Elizeu (2 Reis 6).

- A cidade estava cercada, sitiada por forte aparato militar contrário. O jovem que servia ao profeta volta assustado e dizendo: “Como escaparemos ? O que faremos ?

- O profeta no entanto, pede a Deus que lhe abra os olhos para ver que há desafios que são vencidos com os olhos da fé: “Mais são os que estão conosco do que os que estão com ele…”

- Há coisas que somente os olhos espirituais conseguem perceber. Há vitórias que só mesmo os olhos da fé podem nos trazer!

- Nicodemos era um varão judeu, religioso, apresentado como um dos maiorais dos judeus. Este personagem aparece 3 vezes no Evangelho de João.

- Em João 3, 7 e 19. Em cada uma dessas suas aparições, fica notório um avanço em seu compromisso com Cristo.

- No primeiro texto ele confronta a Jesus sobre o novo nascimento.
- No segundo texto ele defende Jesus diante do Sinédrio e no terceiro texto ele participa com José de Arimatéia do levantamento de especiarias para o túmulo de Jesus.

- Todavia, o texto que nos interessa é o o capítulo 3. Jesus há pouco iniciara seus ministério realizando sinais.

- O primeiro sinal do Evangelho de João é narrado no capítulo 2 quando ele transforma água em vinho. Isso se deu na Galiléia. Logo após, Jesus desce com seus discípulos para Jerusalém por conta da proximidade das festividades da Páscoa (João 2.13). Em Jerusalém ele realiza outras curas e sinais que são descritos de maneira generalizada (João 2.23). Certamente isso gerou diversos comentários sobre a origem de tal poder e autoridade. Neste ínterim, Nicodemus vai á casa onde Jesus estava, por ocasião da noite, para uma entrevista com o mestre.

Há algumas lições interessantes no texto:

1. O HOMEM NATURAL NÃO COMPREENDE A VERDADE ESPIRITUAL

- O apóstolo Paulo ao escrever aos Coríntios dizia isso: “Ora, um homem natural não aceita as cousas do espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14).

- O homem natural é aquele que não nasceu de novo, não experimentou a regeneração da parte de Deus em sua vida. É a pessoa que ainda que tenha boa intenção para com as coisas da fé, não é salva e não consegue absorver, entender e discernir as coisas do Espírito. Ao homem sem a salvação, Paulo dá o nome de homem natural.

- Nicodemus vem a Jesus nesta condição. Não importa a graduação social que alguém tenha, sem nascer de novo, é um homem natural que desconhece os mistérios do Espírito de Deus.

- O homem natural se apercebe apenas das coisas externas. Foi assim que Nicodemus portou-se diante de Jesus: “Ninguém pode fazer estes sinais, se Deus não estiver com ele” (v.2).

- O que chamava a atenção de Nicodemus eram os sinais exteriores. As coisas externas que apenas os olhos materiais e terreais contemplam. Samuel fora advertido por Deus sobre esta preocupação quando da unção de um novo rei na casa de Jessé, pai de Davi. Ao contemplar o mais velho dos filhos achou que estava diante do ungido de Deus. “O Senhor não vê como vê o homem… o homem vê a aparência”.

- Rev. Ronaldo Lidório em seu livro: Liderança e Integridade diz que somos seres construtores de máscaras. Como seres construtores de máscaras, as elaboramos para aparentar o que não somos e esconder o que de fato realizamos.

Nesta tarefa, 3 tipos de máscaras são construídas:

- máscaras para enganar os de longe
- máscaras para enganar os de perto
- máscaras para enganar a si mesmo…

- Nicodemus era um intelectual de seus dias, mas incapaz de compreender as verdades espirituais pois um homem natural é incapaz desta realidade. Tentar convencer racionalmente um descrente sobre as verdades da fé, é algo ineficaz. Ainda que ele se dê por vencido, todavia para nada isso lhe adiantará. É preciso nascer de novo.

2. O HOMEM RELIGIOSO NÃO ENTENDE A DINÂMICA DO REINO DEUS

- O texto de João 3 afirma que Nicodemus era um homem religioso.

- Em João 7 ele lida com os maiorais de sua fé. Certamente, ele era um sujeito conhecedor das principais diretrizes da religião judaica, apreciador das normais que davam sustentação àquela fé. Mas ser religioso não tem nada com o Reino de Deus. O reino de Deus não é uma extensão nova da religião.

- Jesus disse que “não se põe vinho novo em odres velhos”. Há uma quantidade enorme de pessoas hoje em dia, tão religiosas quanto Nicodemus e ao mesmo tempo tão distantes do Reino de Deus.

- Era algo absurdo para Nicodemus o nascer de novo! Como seria isso ? Seria necessário voltar para o ventre materno ? Como um homem velho nasce de novo ?

- Jesus declara em João 3.10 – “Como sendo tu mestre em Israel e não compreendes estas cousas ?”
Ser religioso não significa que haja compreensão das verdades do Reino de Deus.

3. O HOMEM TERREAL NÃO PODE IMAGINAR A REALIDADE CELESTIAL

- As palavras de Jesus a Nicodemus, ao final desta explanação são confrontadoras: “Se, tratando das cousas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais ?” (v.12).

- Como um homem preocupado com as questões terrenas pode absorver e vivenciar as realidades celestiais ?

- Como alguém cujo coração se volta para o que comer, o que vestir, o que beber entenderá os mistérios do reino ? Quanto a isso foi que Jesus declarou: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e as demais coisas lhes serão acrescentadas”.

- Paulo declarou aos Coríntios: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2.9).

- Já ao Romanos Paulo declara: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempopresente não podem ser comparardos com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8.18).

- Curiosamente, a musica de John Lenon – IMAGINE se comparada com os textos de Apocalipse 21 e 22 é quase que um plágio das Escrituras. Lenon dizia que era preciso imaginar! Imaginar um mundo sem céu (Imagine there’s no heaven)… pois o céu é a própria realidade em que se vive; imaginar um tempo sem uma expectativa futura (Imagine all the people Living for today)… não há mais o que se esperar, pois o que se esperava aconteceu.

- Imaginar um mundo sem fronteiras (Imagine there’s no countries)… pois haverá apenas um reino o de Deus; imaginar um mundo sem religião (And no religion too), pois Deus estará com todos os seus e será tudo neles…

- O que Lenon imaginava, era o que a Palavra diz sobre a realidade futura que espera o povo do Senhor…. mas isso o homem natural, religioso e terreal não consegue apreender!!!! Para ele tudo era pura imaginação. Para os que nascem de novo, é a realidade descrita como salvação!

- Quantos como Nicodemus, Lenon e outros mais, sonham com uma realidade que é possível a partir do novo nascimento ?

- E Jesus encerra informando que o novo nascimento está associada a compreensão do amor de Deus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna

AUTOR: Por Carlos Orlandi Junior










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Como havemos
de viver juntos





“O que fazer para o casamento valer a pena (e não para durar a vida inteira)”


- Vivemos tempos de triunfo público e fracasso íntimo.

- A grande pergunta que todos os que já são casados deveriam fazer é essa “Como havemos de viver juntos?”.

* O verbo haver no lugar do verbo dever foi proposital, pois saber viver é uma questão de bom senso e não de dever.

- Nem sempre um casamento que dura tem valido a pena, mas com certeza aquele que vale a pena dura. Boa parte dos casais cristãos estão juntos por conveniência, medo, mas não por virtude (amor).

- Casar dentro da vontade de Deus não é garantia de sucesso. Se você pensa ao contrário, pergunte para Adão e para Oséias quando chegar ao céu (se é que você vai para lá).

- Se submeter à vontade de Deus para casar é apenas metade do processo, é preciso se submeter a ela para continuar casado.

Então, o que se deve saber, fazer e querer para que o casamento valha a pena?

I. abandonem todas as regras se quiserem que a relação de vocês dê certo – o casamento não é um problema, é pior que isso, é um mistério.


- Regras não tem o poder de transformar uma relação. Não somos behavoristas.


- Joguem fora os manuais, não somos máquinas que precisam de ajustes, mas seres humanos que precisam de graça!


- Vivam por valores e princípios e não simplesmente por regras!!!

II. desapeguem-se um do outro se quiserem viver sempre juntos – duas metades não formam um inteiro.

- É preciso três para se tornar um. Que não seja a necessidade, mas a liberdade que os mantenham juntos.

- Pratiquem a filosofia do “Eu te amo, mas sou feliz sem você”. Vocês precisam estar satisfeitos em Deus para poderem satisfazer um ao outro.

- A porta do amor está sempre aberta para ir e para voltar. É aqui que o sentimento de ciúme ganha um novo sentido e passa a ser parecido com o ciúme que Deus sente de nós.

- Você sentirá ciúmes do outro, não por medo de perdê-lo, mas por receio que ele se perca. O outro não determina sua segurança, é você que cuida para dar base a ele. Não seja a falta o motor da sua existência, mas a plenitude de Deus.

- Viver em função do outro não é amor, é idolatria! Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo.

III. ame seu parceiro apesar das qualidades dele – preste atenção que eu não errei não.

- Eu não disse para você amar seu cônjuge apesar dos defeitos que ele tem, mas apesar das qualidades.

- Afinal, sempre amamos algo e não alguém. Amamos o corpo (eros), mas daí vem uma doença, a velhice etc, e nosso amor perece junto.

- Outras vezes amamos seu discernimento, sua coragem, seu bom humor, sua sinceridade, seu romantismo (phileo), mas e se ele perder tudo isso? O que sobra? O amor de Deus (agapao) ama alguém e não algo, ele vai além do corpo e da alma, ele toca o espírito, onde está o ‘EU’ oculto.

- Há um amigo meu que casou há algum tempo com uma mulher mais velha, e hoje essa diferença de idade está pesando, e para piorar ela está doente e ele me disse que deixou de ser um marido para se tornar um enfermeiro. Mas na verdade ele nunca foi um marido, pois é nessa hora que ele deveria revelar-se como tal.

- Se amarmos somente a aparência ou as qualidades, estamos nos colocando em vulnerabilidade, pois sempre haverá quem seja mais belo ou mais virtuoso. Não é uma questão de compaixão, é uma questão de amor. Não ame seu parceiro porque ele é bom ou belo, mas para torná-lo bom e belo.

- O verdadeiro amor diz “preciso de ti, porque te amo”, o amor fraco diz “eu te amo, porque preciso de ti”.

- Não ames pela beleza, pois um dia ela acabará. Não ames por admiração, pois um dia desiludir-te-ás. Ama apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.

IV. aprendam a morrer se quiserem saber viver – a lição de como viver não está nas escolas ou nas academias.

- E por mais irônico que seja, somente quem aprendeu a morrer, ou seja, orienta sua vida sob essa perspectiva do fim, pode começar a viver. Vivam cada dia, não como se fosse a primeira vez, mas como se fosse a última.

- Nosso maior medo não é mais o de morrer, mas o de morrer sem nunca ter vivido. Mas só viveremos intensamente quando tomarmos consciência da brevidade e transitoriedade da nossa existência.

V. é preciso mais do que tirar a roupa para fazer sexo no casamento, é preciso tirar as máscaras – entregar o corpo sem entregar a alma no casamento é prostituição legalizada.

- Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil. Mais do que dividir a cama, é preciso dividir o coração.

- Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal. Ser verdadeiro não é o mesmo que ser sincero.

- Muitos maridos se masturbam em cima de suas esposas, mas não fazem sexo com ela. Dividem a mesma cama, mas não o coração.

- O prazer do sexo é um efeito colateral, não alvo na relação. Quando o sexo é feito sem reverência e sem honra, ele se torna lascívia.

VI. pratiquem a aceitação inconformada – não é o perfeito que precisa de amor, mas o imperfeito.

- Amar é aceitar o outro como é, mas não deixá-lo como está. O amor é por natureza transformador.

VII. casamentos acabam não pelo mal que fazemos um ao outro, mas também pelo excesso de bem – cuidado com a necessidade de se sentirem necessários.

- Não trate seu parceiro como um animal de estimação. A finalidade do doar no casamento, não é tornar o outro dependente de nós, pelo contrário, sua finalidade é tornar-nos supérfluos.

- Precisamos doar com a finalidade de alcançar a recompensa de que o outro não precise mais de nós.

Conclusão

Lembre-se que Deus pediu para você amar sua esposa, não para compreendê-la.




AUTOR: Por Anderson Zem









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