quinta-feira, 6 de outubro de 2011



A pessoa do
Espírito Santo


Atos 16: 1-8


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- A doutrina do Espírito Santo ocupa lugar central no movimento de renovação espiritual. Nossa preocupação neste estudo será o de estudar o Espírito Santo como pessoa.

- Vários atributos definem uma pessoa, mas podemos destacar o intelecto, a sensibilidade e a vontade.


- Deus subsiste em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, Ef 4: 6. Portanto, o Pai é pessoa, o Filho é pessoa e o Espírito é pessoa.

- Muito se tem ensinado sobre o Deus Pai e o Deus Filho, mas pouco se ensina sobre o Espírito Santo. Alguns grupos heréticos afirmam que o Espírito é meramente uma força ou influência impessoal, o que não é verdade.

- Para nos aprofundarmos nesta doutrina bíblica, estamos iniciando esta nova revista que trará estudos somente sobre o Espírito Santo. Vamos caminhar pelas páginas da Bíblia e aprender que não há nada que possa negar sua realidade.

Neste estudo, veremos que o Espírito Santo é uma pessoa e o estudaremos a partir dos traços característicos que assim o identificam.

I - SEU INTELECTO


- A palavra intelecto está associada à inteligência. Uma pessoa inteligente é aquela que possui a capacidade de compreender ou habilidade para resolver situações problemáticas novas, mediante a reestruturação dos dados perceptivos; é a pessoa que raciocina bem.


- Encontramos na Bíblia diversas referências que deixam bem claro que o Espírito Santo possui inteligência.

a) Ele ensina e faz lembrar, Jo 14: 26 - Já no Antigo Testamento o Espírito cumpria a missão de ensinar, Ne 9: 20. Ninguém discorda de que Ele é mestre por excelência e nos faz lembrar de tudo o que Jesus ensinou.

b) Ele tem sabedoria e inteligência, Is 11: 2 - O profeta está falando do Messias que haveria de vir e seria poderosamente ungido pelo Espírito Santo, a fim de cumprir a vontade do Pai, Jo 1: 33, 34. Ele descreve a plenitude do Espírito na vida de Jesus. É o Espírito Santo quem anuncia a Cristo e nos guia a toda a verdade, Jo 16: 13-14.

c) Ele tem conhecimento e conselho, Is 11: 2 - Entre os 9 dons citados em 1Coríntios 12, está o do conhecimento (ciência) que é dado pelo Espírito Santo. Ele nos faz ver os mistérios de Deus, Rm 11: 33.

d) Ele revela, Ef 1: 17 - Ele é onisciente. Em 1Co 12: 8, Paulo fala sobre os dons de revelação: sabedoria, conhecimento e discernimento dos espíritos. O Espírito perscruta as profundezas de Deus, 1Co 2: 10.

II - SUA SENSIBILIDADE


- É a habilidade de sentir as coisas ou a propriedade do organismo vivo de perceber as modificações do meio externo ou interno e de reagir a elas de maneira adequada. Sensibilidade refere-se aos sentimentos, às emoções, etc.


O Espírito Santo sente e reage, assim como nós, quando nos emocionamos. Vejamos:

a) Amor, Rm 15: 30 - É o sentimento que predispõe alguém a desejar o bem-estar de outrem.

b) Alegria, At 2: 13 - Houve uma verdadeira alegria entre os crentes que receberam o Espírito Santo. Por que? Porque Ele estava presente trazendo alegria. É inconcebível que uma pessoa cheia do Espírito viva em tristeza.

c) Tristeza, Ef 4: 30 - O Espírito Santo pode sentir intensa mágoa, assim como nós. O cristão pode entristecer o Espírito Santo quando não dá importância à sua presença, voz e orientação, Gl 5: 16-25.

d) Gemidos, Rm 8: 26 - Quando a Palavra diz que o Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis, está mostrando que Ele intercede juntamente com o crente; Ele sente a nossa dor, geme e sofre conosco.

e) E ainda: Ele pode ser apagado, tentado e afrontado, At 5: 9; 1Ts 5: 19 e Hb 10: 29.

III - SUA VONTADE


- Vontade é a capacidade de fazer escolhas e tomar decisões. O Espírito Santo tem vontade própria.


- Isto está evidenciado em suas atitudes, tanto no Antigo como no Novo Testamento:

a) No repartir os dons liberalmente, 1Co 12: 11 - “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas cousas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.”

b) No permitir ou impedir, At 16: 7 - O Espírito tem a direção da vida do crente. Todo aquele que é guiado por Ele deve estar pronto para fazer a sua vontade. Ele pode permitir, assim como impedir, aquilo que desejamos fazer.

c) No convidar, Ap 22: 17 - Quando alguém realiza uma festa, convida a quem quer para participar. O Espírito convida o homem para aceitar Jesus, que disse: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”, Mt 11: 28.

d) No orientar, At 13: 2 - Quando há oração e consagração em busca da vontade de Deus, o Espírito Santo orienta.

- Portanto, as evidências decorrentes dos ensinos bíblicos mostram que o Espírito Santo não é uma força impessoal. Ele é Deus, a terceira pessoa da trindade. Não há vida cristã abundante sem o auxílio do Espírito Santo. Ele torna a fé dinâmica e nos dá compreensão exata da vontade de Deus.

- Nomes atribuídos ao Espírito Santo na Bíblia


Espírito, Ef 5: 18 e Mc 1: 10;

Espírito Santo, At 2: 4;

Espírito de vida, Rm 8: 2;

Espírito de graça, Hb 10: 29;

Espírito de adoção, Rm 8: 15;

Espírito da glória de Deus, 1Pe 4: 14;

Espírito de inteligência, Is 11: 2;

Espírito de santidade, Rm 1: 4;

Espírito Santo da promessa, Ef 1: 13;

Espírito de Jesus, At 16: 7;

Espírito de Deus. Gn 1: 2;

Espírito do nosso Deus, 1Co 6: 11

Espírito Eterno, Hb 9: 14;

Espírito de vosso Pai, Mt 10: 20;

Consolador, Jo 14: 16 e 15: 26;

Espírito de Verdade, Jo 16; 13;

Espírito de Jesus Cristo, Fp 1: 19;

Espírito do Senhor, Jz 14: 6 e Lc 4: 18;

Espírito de Sabedoria, Is 11: 2;

Bom Espírito, Sl 143: 10.




Fonte: Revista de Estudos Bíblicos Aleluia









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O objetivo da
vinda de Jesus

Mateus 11: 25-30


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- Este estudo enfoca o objetivo da encarnação de Jesus,
ou seja, por que veio e para quem veio.

- Este é um assunto que empolga a todos nós que um dia,
pela fé, o aceitamos como Senhor e Salvador pessoal, Rm. 10: 17.

- A experiência de salvação, Sl. 119: 11, permanece escondida dentro de nós de forma a fazermos novas descobertas e nos revestirmos cada vez mais de conhecimento sobre aquele que deu sua vida em nosso favor.

I - A META DA SALVAÇÃO
Antes de entender Jesus na sua difícil missão pela terra, precisamos entender primeiro o desígnio do Pai ao enviá-lo.

a) O propósito eterno.

- Nos planos de Deus estavam traçadas todas as características que esta meta deveria ter.

- Era restaurar o estado de vida eterna perdida no Éden, Gn. 3: 22; redimir a raça humana do estado de pecaminosidade vivido desde a queda, Rm. 8: 23; conduzir o homem já redimido ao estado de santificação gerado pelo Espírito Santo, Rm. 8: 14-17 e, enfim, capacitar-nos para perseverar até que tudo se cumpra, 2Tm 2: 4.

b) O alvo de Deus.

- O “mundo” de que o evangelista fala e que foi objeto do amor de Deus compreende os povos, ou seja, todos os homens da terra.

- A razão que inspirou Deus a mover sua destra salvadora em nosso benefício foi seu grande amor, Jo. 3: 16.

- Observe que, no contexto, para cada obra feita, a afirmativa era: “E viu Deus que isto era bom”, sendo que, após ter feito o homem, passando as ordens de seu domínio e usufruto, declara: “Viu Deus tudo quanto fizera e eis que era muito bom”.

- A palavra tudo dá ideia de complemento, significando que a obra criadora de Deus só se tornou completa quando o homem foi feito, o que pode ser visto na ênfase e no contentamento de Deus expressivamente narrado (“muito bom”).

- Infelizmente, foi nesse mesmo ambiente que o homem pecou, afastou-se dos propósitos de Deus e se encaminhou para a morte. Foi, portanto, necessário o plano da salvação, através de Jesus.

II - BUSCAR E SALVAR

- A missão de Jesus está basicamente registrada em Lc. 19: 10. Dois verbos apontam o objetivo de Jesus e sua estratégia de resgate do pecador. Para salvar, é preciso primeiramente buscar, e para buscar tem que haver o interesse de salvar.

- Para salvar o homem, Jesus identificou-se no contexto profissional da época; fez a alegria de uma festa de casamento, evitando o vexame de não se ter o vinho, mantendo o clima em estado de alegria, Jo. 2: 9-10; demonstrou, na purificação do templo, a preservação do objetivo, para o qual fora edificada a casa do Pai, Jo. 2: 13-16; curou diversos enfermos físicos que lhe eram trazidos, Mc. 6: 55-56; acalmou a tempestade que afligia os seus discípulos, Mt. 8: 23-27.

- Estas citações exemplificam o interesse de Jesus em nossa procura. Ele tentou dizer que estava em nossa busca, no nosso encalço para nos salvar.

- Vive na casa de Zaqueu não um simples e ocasional encontro para diálogo, mas afirma a chegada da salvação por meio dEle, Lc. 19: 9.

III - JESUS VIVENDO A MISSÃO SALVADORA
Na plenitude dos tempos, ou seja, quando o mundo estava preparado para recebê-lo, Deus enviou seu Filho para cumprir a missão salvadora.

a) O ponto basilar da missão de Jesus foi resgatar o homem.

- Jesus cumpriu integralmente sua missão salvadora. Vejamos o que João registrou na oração sacerdotal, cap. 17.

- Nesse preciosíssimo texto está a proclamação da vitória da missão vivida por Jesus, dita por Ele mesmo. Veja o verso 4: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer”.

- Na oração sacerdotal, uma oração que só Ele poderia fazer, cuidou de pedir ao Pai a guarda e proteção aos seus Jo. 17-11, mostrando entender a necessidade que tínhamos e que continuamos tendo dEle conosco, Jo. 17: 15.

b) O ponto culminante da missão salvadora de Jesus foi a cruz, Hb. 12: 2.

- Nela ficou registrada toda a redenção pretendida pelo Pai. Isaías, o profeta messiânico, declara que, no episódio da crucificação, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, as nossas dores, a nossa má reputação, o nosso desprezo e a nossa rejeição, Is. 53: 2-5. E, graças a Deus, foi até o fim sem hesitar.

CONCLUSÃO

- Lucas, no cap. 3: 23, afirma que Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou seu ministério, e isto abre entendimento para crermos em uma vida curta enquanto na terra.

- Jesus mostrou que a vida humana depois do pecado não deve ser vista como a mais importante uma vez que a vida eterna é dádiva divina, Rm. 6: 23.

- Mostrou também que um homem pode viver pouco fisicamente, e fazer muito espiritualmente, construindo e edificando onde nem a traça e nem a ferrugem podem estar, Mt. 6: 20, e nem ladrões podem minar.

- Mostrou competência mesmo na tenra idade, vivendo entre os “anciãos” da lei apesar de rejeitado por eles, Lc. 9: 22, e ao mesmo tempo revelando que a idade pode não ser tão importante assim, se formos honestos e leais em nossa forma de vida.

Fonte: Revista de Estudos Bíblicos Aleluia





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