sexta-feira, 16 de setembro de 2011



Avivamento,
fonte de poder

Atos 2: 1-13
“Aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica: na ira, lembra-te da misericórdia”, Habacuque 3: 2.


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- A oração do profeta Habacuque é um clamor pelo avivamento.

- Quando olhamos o estado de vida da maioria das pessoas que nos cercam, percebemos o enorme vazio entre seu querer, seus sonhos e o modo real como vivem. O contraste é chocante, principalmente no campo espiritual e social.

- Em meio a um mundo tão avançado na tecnologia, está o homem tão abatido, tão arrasado, tão deprimido.

- Na Igreja, nós também nem sempre estamos satisfeitos.

- Há muitos com uma fé abatida, diminuta. Para outros a religião se tornou um costume, uma rotina.

- E a Igreja uma espécie de clube, aonde é bom ir. Mas, nosso projeto é maior. Queremos mais. Mais de Cristo, mais de seu amor. Em tempos assim é que precisamos de avivamento, para sermos mais dinâmicos na fé.

I - AVIVAMENTO É VIDA ESPIRITUAL ABUNDANTE

- Para tempos de desânimo e de afastamento da fé genuína, temos positivamente uma promessa gloriosa que se encontra em seu apogeu de cumprimento: o avivamento espiritual.

- Segundo a palavra do apóstolo Pedro, é para nossos dias esta maravilhosa e necessária bênção: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar", Atos 2: 39.

- Que promessa era essa? Era a de que receberiam o dom do Espírito Santo, v. 38.

a) Que fazer?

- Duas condições prévias eram estabelecidas: os crentes deveriam arrepender-se e serem batizados. Iria cumprir-se João 7: 38-39, que diz: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.”

- Jesus estava falando sobre a vitalidade daqueles que crêem nele e se envolvem de modo dinâmico na obra do Senhor.

- O salmista descreve esse novo crente: “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará", Sl 1: 3.

b) O Espírito ajudador.

- O que o apóstolo Pedro diz em At 2: 39 é que, uma vez convertido e integrado na Igreja, o crente tem à sua disposição o Espírito Santo, com seus dons e poder. Ele vai ajudá-lo na intercessão, no entendimento da Palavra e na pregação. E vai fazer do crente uma pessoa ativa, mesmo em meio a um mundo cheio de dúvidas e de escuridão.

c) Trabalho na obra.

- Avivamento é disposição para o trabalho do Senhor. É ousadia e intrepidez. Mais do que em si, no seu conforto, em seus negócios, o crente avivado pensa no serviço que deve prestar ao reino de Deus. Ele se doa constantemente, com toda disposição.

II - AVIVAMENTO É FONTE DE PODER

- Pouco antes de sua ascensão, Jesus proferiu as célebres palavras: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo”, At 1: 8.

- Ele estava dando aos discípulos a garantia de que teriam os recursos necessários para dar continuidade à obra iniciada.

a) Milagres.

- Esse poder que enche de coragem, dinamismo e abundante graça evidenciou-se na vida dos crentes primitivos. Havia milagres esplêndidos, a ponto de até a sombra Pedro curar, At 5: 15. Levavam os aventais e lenços de Paulo e os colocavam sobre os doentes e perturbados e vidas eram libertadas, At 19: 12.

- O texto de Atos 3: 1 registra um milagre tão extraordinário que o povo ficou cheio de pasmo e assombro. Um coxo de nascença esperava receber de Pedro e João uma simples esmola, porém recebeu a cura física. Logo depois, foi visto entrando no templo, andando, saltando e louvando a Deus, contente, At 3: 9. Tal era o poder na vida dos apóstolos, que os milagres eram frequentes.

b) Prodígios nas Escrituras.

- Três fases da história bíblica foram plenas de grandes milagres: a de Moisés, a do profeta Elias e a do começo da Igreja.

- O Senhor tinha um propósito ao agir assim: autenticar a mensagem dos pregadores e levar pessoas à fé.

- Os crentes do primeiro século viram de perto grandes manifestações de poder. Curas e libertações eram comuns.

c) Poder para nossos dias.

- O poder do Espírito, porém, não ficou restrito aos tempos neotestamentários. Os registros a respeito do cristianismo mostram que esse poder é transmitido à Igreja de Cristo em todas as eras.

III - AVIVAMENTO É DESPERTAMENTO

- O avivamento raiou no dia de Pentecostes e os crentes, inflamados com esta bênção, partiram corajosamente para conquistar almas perdidas. Essa história maravilhosa está narrada no livro de Atos. No cap. 1: 8 está a grande promessa e, em At 2: 1-4, o cumprimento.

- De At 2: 5 em diante, nasce uma poderosa obra missionária. Logo começam os resultados, At 2: 41; At 4: 4. Os cristãos anunciavam com ousadia e intrepidez a Palavra de Deus.

- A Igreja que faz a oração de Habacuque tem prazer no louvor, no evangelismo, na pregação da Palavra, no envolvimento na obra missionária. Ela existe para servir. Por isso, está sempre consciente de que, fora das quatro paredes de seu templo está o grande desafio. Uma igreja assim jamais se acomoda.




Fonte: Revista de Estudos Bíblicos Aleluia





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Avivamento: consequência
do retorno à Palavra


Neemias 8

“... Vivifica-me segundo a tua palavra’", Sl 119: 25.

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- Todo movimento de renovação espiritual sempre esteve intimamente ligado tanto à oração como à leitura e estudo das Escrituras.

- Não é autêntico o movimento que se diga de renovação, porém não tenha nascido como resultado da autoridade e diretriz das Escrituras.

- A Palavra de Deus é restauradora: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”, Sl 19: 7. Ela age de forma poderosa no coração humano, Jr 23: 29.

Nesta lição você irá estudar três diferentes acontecimentos da história de Israel que mostram a relação que existe entre a Palavra de Deus e o avivamento espiritual.

I - REAVIVAMENTO AO TEMPO DO REI JOSAFÁ

- Josafá foi rei em Judá em c. de 870-845 a.C. Para conhecer mais detalhadamente como foi seu reinado, leia 2Cr 17: 1 a 21.

- Ele se preocupou com a segurança política do seu reino, fortalecendo-o por causa do perigo dos inimigos.

- Também promoveu uma reforma judiciária, nomeando juízes para todas as grandes cidades do reino, 2Cr 19:5. Com isso deixou a Justiça mais acessível ao povo. Foi um administrador muito hábil.

- Além dessa visão de administrador, o rei Josafá passou para a história também como um dos reis de Judá que promoveu reformas religiosas.

- Ele acabou com a adoração pagã. Sua estratégia para levar o povo a uma verdadeira reforma religiosa foi o ensino da Lei.

- Josafá escolheu pessoas competentes e determinou que fossem de cidade em cidade, ensinando ao povo, 2Cr 17: 7-9. Como resultado, houve consciência de pecado e abandono da infidelidade.

II - REAVIVAMENTO AO TEMPO DO REI JOSIAS

- O livro de II Crônicas 34 a 36 narra um dos maiores avivamentos jamais experimentados por Israel.

- Foi dirigido pelo jovem rei Josias (c. 639-609 a.C.), que assumiu o trono aos 8 anos de idade e morreu, em batalha, aos 39 anos.

- Aos 16 anos começou sua vida espiritual e aos 20 fez uma purificação geral em todo o reino de Judá.

- Josias herdou uma nação cheia de ídolos, templos pagãos e bosques dedicados às falsas divindades: Baal, Milcom, Moloque, Astarote, culto aos astros, etc.

- O povo de Judá estava totalmente na idolatria. Mas, diante de tais abominações, Josias lutou contra a situação degradante e superou os problemas.

a) O valor da oração.

- Importante papel no reavivamento ocorrido ao tempo de Josias foi a oração. Ainda jovem, ele começou a buscar ao Senhor, 2Cr 34: 3.

- Consciente da idolatria existente em seu país, lutou contra esse pecado e destruiu todos os altares, v. 7.

b) A redescoberta da Palavra.

- Além da oração, a descoberta do Livro da Lei foi fundamental para a implementação das reformas, 2Cr 34: 14-18.

- Ao ouvir a leitura da Palavra do Senhor, o rei humilhou-se diante de Deus, v. 19. Depois, reuniu todo o povo e leu diante da multidão a Lei do Senhor, v. 30. Isso trouxe um grande avivamento espiritual.

- O que isso nos ensina? Que sem Palavra não há avivamento. E também nos ensina que pretensos avivamentos que não se fundamentem nas Escrituras na verdade não procedem de Deus.

III - REAVIVAMENTO AO TEMPO DE NEEMIAS

- Em Neemias 8 está uma das mais belas narrativas bíblicas sobre a relação entre Palavra de Deus e reavivamento.

- Durante 7 dias, de manhã cedo até ao meio-dia, Esdras e seus auxiliares abriram o livro da Lei, à vista de todo o povo, e davam explicações para que pudessem entender o que se lia, 8: 18. Essa leitura promoveu grande onda de arrependimento, avivamento e uma decisão de obedecerem à Palavra de Deus.

1. Interesse comum, desejo de ouvir e entender a Palavra de Deus, reverência e temor, vv. 1, 3, 18.

2. Homens, mulheres, entendidos ou não, compunham a congregação, v. 2. Não havia acepção de pessoas. O alimento da Palavra é para todas as pessoas, pois todos precisamos da bênção de Deus.

3. O exemplo da liderança, v. 4. Esdras fazia a leitura juntamente com seus auxiliares, os levitas e Neemias, que era o governador. A liderança estava à frente do povo e a leitura era feita de um púlpito construído para esta finalidade.

4. Respeito e temor diante da Palavra, v. 5. O povo colocou-se em pé em atitude de reverência a Deus e respeito à Sua Palavra.

5. Houve louvor e adoração a Deus, v. 6, por parte do dirigente Esdras e do povo. A criatura só presta verdadeiro culto a Deus e cresce espiritualmente quando se prostra e adora a Deus.

6. O entendimento claro da Palavra, vv. 7, 8. Os auxiliares de Esdras, Neemias, e os levitas explicavam ao povo o sentido da lei. Traduziam o seu significado para a linguagem inteligível do povo.

7. Resultados da leitura da Palavra, vv. 9 a 12 - A leitura da Bíblia produziu vários resultados. Entre eles:

Confissão, arrependimento e renovação do pacto.

Alegria e contentamento, porque haviam ouvido e entendido a Palavra, ficando em paz com Deus e nutridos espiritualmente.




Fonte: Revista de Estudos Bíblicos Aleluia






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