quinta-feira, 18 de agosto de 2011



A morte de
uma igreja




- As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras.

- Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer?

Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?

1. A morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade.

- Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética.

- Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia e a morte quando a verdade é abandonada.

- Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil.

- Algumas denominações histórias capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.

2. A morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo.

- A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo.

- A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado.

- Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.

3. A morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual.

- A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta.

- A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável.

- O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade.

- Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.

4. A morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida.

- A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa.

- Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras.

- Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas.

- Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.

5. A morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade.

- As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem.

- Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração.

- Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração.

- É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé!

É tempo de pensarmos:

- como será nossa igreja nas próximas gerações?
- Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos?
- Uma igreja viva ou igreja morta?






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Jesus,
o remédio para
uma igreja enferma





- Alguns estudiosos da Bíblia, dentre as fileiras do Dispensacionalismo, afirmam que as setes igrejas da Ásia Menor são um símbolo dos sete períodos da história da igreja, assim classificados:


- Éfeso simboliza a igreja apostólica;

- Esmirna, a igreja dos mártires;

- Pérgamo, a igreja oficial dos tempos de Constantino;

- Tiatira, a igreja apóstata da Idade Média;

- Sardes, a igreja da Reforma;

- Filadélfia, a igreja das missões modernas e Laodicéia, a igreja contemporânea.


Essa classificação, entretanto, não tem qualquer amparo histórico nem qualquer fundamentação bíblica.

- Jesus elogia duas dessas igrejas: Esmirna e Filadélfia, mesmo sendo a primeira pobre e a segunda fraca.

- Quatro delas recebem elogios e censuras: Éfeso, Pérgamo, Tiatira e Sardes. A última, Laodicéia, só recebe censuras e nenhum elogio.

Algumas lições podemos aprender com essas igrejas:

1. Jesus conhece profundamente a sua igreja.

- Jesus está no meio da igreja e anda no meio dela.

- Para cinco dessas igrejas (Éfeso, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia) Jesus disse: “Eu conheço as tuas obras”. Para a igreja de Esmirna Jesus disse: “Eu conheço a tua tribulação” e a para a igreja de Pérgamo, Jesus disse: “Eu conheço o lugar onde habitas, onde está o trono de Satanás”.

- Jesus conhece as obras da igreja, os sofrimentos da igreja e o lugar onde a igreja está estabelecida.

2. Jesus não se impressiona com aquilo que impressiona a igreja.

- O diagnóstico de Jesus difere da nossa avaliação.

- O que nos impressiona, não impressiona a Jesus.

- À pobre igreja de Esmirna Jesus disse: “Tu és rica”; mas à rica igreja de Laodicéia Jesus disse: “Tu és pobre”.

- A riqueza de uma igreja não está na beleza do seu santuário nem na pujança de seu orçamento, mas na vida espiritual de seus membros.

- À igreja de Sardes que dá nota máxima para sua espiritualidade, julgando-se uma igreja viva, Jesus diz: “Tu estás morta”.

- À igreja de Filadélfia que tinha pouca força, Jesus diz: “Eu coloquei uma porta aberta diante de ti”.

3. Jesus não se contenta com doutrina sem amor nem com amor sem doutrina.

- Jesus elogia a igreja de Éfeso por sua fidelidade doutrinária, mas a reprova pelo abandono do seu primeiro amor.

- A igreja de Éfeso era ortodoxa, mas faltava-lhe piedade. Tinha teologia boa, mas não devoção fervorosa.

- Por outro lado, Jesus elogia a igreja de Tiatira pelo seu amor, mas a reprova pela sua falta de zelo na doutrina.

- A igreja tinha obras abundantes, mas estava tolerando o ensino de uma falsa profetisa.

- Não podemos separar a ortodoxia da piedade nem a doutrina da prática do amor.

4. Jesus sempre se apresenta como solução para os males da igreja.

- A restauração da igreja não está na busca das novidades do mercado da fé, mas em sua volta para Jesus.

- Ele é o remédio para uma igreja enferma, o tônico para uma igreja fraca e o caminho para uma igreja transviada.

- À igreja de Sardes, onde havia morte espiritual, Jesus se apresenta como aquele que tem os sete Espíritos de Deus, para reavivá-la.

- À igreja de Esmirna que enfrenta a perseguição e o martírio, Jesus se apresenta como aquele que venceu a morte.

- Jesus é plenamente suficiente para suprir as necessidades da sua igreja, plenamente poderoso para restaurar a sua igreja e plenamente gracioso para galardoar a sua igreja.

5. Jesus se apresenta à sua igreja para fazer alertas e também promessas.

- Para todas as igrejas Jesus faz solenes alertas e também generosas promessas.

- Andar pelos atalhos da desobediência é receber o chicote da disciplina e permanecer no pecado é receber o mais solene juízo. Mas permanecer na verdade é ser vencedor.

- Arrepender-se e voltar-se para Deus é receber do Filho de Deus as mais gloriosas promessas de bênçãos no tempo e na eternidade, na terra e no céu!


AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes
FONTE: http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/08/jesus-o-remedio-para-uma-igreja-enferma/






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