sábado, 8 de janeiro de 2011


Herdeiros
de Adão



Objetivo do Estudo:

- Entender a profundidade da queda e seus efeitos aprisionadores no homem, com isso se sentir estimulado a glorificar a Deus por ter providenciado tão grande salvação.

O estudo numa frase:

- Todo ser humano nasce prisioneiro do pecado, e assim, é totalmente incapaz de agradar a Deus por si mesmo.

Panorama bíblico:

- Embora o texto de Romanos 5.12-20 não trata da questão da origem do pecado em si, ele fala da maneira como pecado entrou no mundo. O verso 12 é essencial para essa discussão, ele é chave para a defesa do “pecado original”.

- Por outro lado, aqueles que negam a existência do pecado original ou pelo menos não aceitam a idéia da “imputação de pecado” (pecado de Adão como nosso pecado), procuram dar uma explicação diferente para o texto, afirmando que o pecado de Adão nos tornou corruptos, mas somos condenados por nossos próprios pecados. Mas, segundo o texto, o pecado entrou no mundo por meio de “um só homem”. Não é, portanto, só uma questão de imitar Adão, mas de herdar dele o pecado.


INTRODUÇÃO

- O espírito de nossa época é de quebra de tabus. As pessoas dizem que a única coisa que deve ser proibida é proibir, que devem ter liberdade para fazer o que quiserem. Mas se essas pessoas forem liberadas para fazer o que quiserem serão totalmente livres?

- Afinal de contas, o que é essa liberação?

- Que liberdade tem um viciado em cocaína no fato de poder usar a droga onde, como e quando bem quiser?

- Por trás da tão falada liberdade não está o fenômeno da dependência?

- Será que há liberdade na escravidão?

I – PÉSSIMA ESCOLHA

- A queda no pecado nos deixou corruptos, pois “a depravação significa que o mal contaminou cada aspecto da humanidade – coração, mente, personalidade, emoções, consciência, razões e vontade (Jr 17.9; Jo 8.44)Ela nos deixou corruptos física, emocional, psicológica, mental, moral e espiritualmente.

- Quando quebramos nosso relacionamento com Deus, não perdemos apenas nossa religião ou devoção, mas nossa saúde, nossa felicidade, e todas as coisas pertencentes à vida social e cultural.

- Deus disse: “Maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17).

- Paulo diz que a natureza “geme e suporta angústias até agora” (Rm 8.22).

- Todas as tragédias do mundo, toda a violência e corrupção do homem e da natureza são conseqüências do pecado. “O Pecado é tanto causa quanto resultado da miséria humana.

II – PECADO ORIGINAL

- Estamos juntos com Adão e Eva, pois herdamos deles o veneno do pecado. Ele corre em nosso sangue. É isso o que os teólogos chamam de pecado original. Adão incluiu todos em sua decisão.

- Todos os homens herdam o pecado como se fosse uma espécie de doença hereditária.

- Davi entendeu que o pecado era uma realidade em sua vida desde o seu nascimento (Sl 51.3-5).

- A escolha de Adão atingiu a todos. Adão agiu como nosso representante e por essa razão, sua escolha nos atinge.

- Nenhum dos efeitos da queda, como pecado, dor, sofrimentos ou tragédias podem ser atribuídos a Deus.

- A escolha deliberada do homem trouxe o caos ao mundo, portanto, a humanidade é absolutamente responsável por tudo o que acontece de mau neste mundo. E continuamos a destruir a terra com o processo de exploração desenfreada.

- A ironia é que nós poluímos o mundo e colocamos a culpa em Deus quando ocorrem cataclismas da natureza.

- A conseqüência do pecado foi a morte. Assim, a morte passou a todos os descendentes de Adão (Rm 5.12). Paulo está falando em termos representativos.

- Muitas vezes Paulo usou essa imagem de representante, tanto para Adão como para Cristo (I Co 15.21-22). Nesse trecho está a idéia da representatividade.

- Todos os homens morrem ou vivem em seu representante: Adão ou Cristo.

- Se não é verdadeiro o princípio de que todos pecaram em Adão, seria impossível afirmar que todos podem ser feitos justos em Cristo.

- O pecado de Adão é o nosso pecado. Somos decaídos em Adão. Somos a semente adulterada do homem degenerado e pecaminoso.

III – TOTALMENTE DEPRAVADOS

- Não somos pecadores apenas por escolha, mas por natureza (Ef 2.3). Nós não apenas praticamos o mal; nós somos maus (Jo 8.44).

- Não conseguimos abandonar o pecado quando queremos. Podemos até controlar algumas atitudes pecaminosas, mas não podemos deixar de ser pecadores. Isso não significa que cada um de nós faz todo o mal imaginável, mas significa que temos capacidade para isso.

- Significa que estamos completamente perdidos, pois Deus requer de nós a perfeição com que nos capacitou quando nos criou, entretanto, não há área em nossa vida que não tenha sido afetada pelo pecado.

- Essa incapacidade de dar a Deus o que Ele deseja, os teólogos têm chamado de “Depravação Total”.

- Não significa que as pessoas não consigam fazer algo de bom nesse mundo, pois não é uma completa ausência de bem relativo.

- A questão é que, para que algo seja aceito por Deus como bom, precisa ter pelo menos três elementos: fé verdadeira de quem o fez, estar de acordo com a lei de Deus, ter sido feito para a glória de Deus. Nenhum herdeiro de Adão consegue fazer isso naturalmente. A rigor, o homem “é incapaz de fazer qualquer bem espiritual

- O ser humano não peca da pior forma possível, mas peca em tudo o que faz, pois o pecado está arraigado em sua natureza.

- Segundo a Bíblia, o homem não pode fazer o bem (Rm 8.7), não pode entender o bem (II Co 3.15-16; Jo 8.43; I Co 1.18; I Co 2.14; II Co 4.3-4), nem desejar o bem (Jo 5.40).

- As Escrituras vêem o homem como já afogado no fundo do oceano. Para salvá-lo é preciso uma obra sobrenatural de Deus, é necessário trazê-lo para a superfície e introduzir vida em seu coração.

- A depravação total explica os problemas do nosso mundo e nos diz que a sociedade não resolverá esses problemas básicos até que todos nasçam de novo. Porém, nem mesmo a conversão do mundo resolveria todos os problemas, pois os cristãos continuam pecando.

- A doutrina da depravação total, por outro lado, nos ensina sobre o imenso amor de Deus por nós. Foi somente o Seu amor que possibilitou a nossa salvação.

IV – LIBERDADE QUE APRISIONA

- A grande ironia da história reside no fato de que a pretendida declaração de independência, configurada na desobediência de Adão, foi fracasso total (Jo 8.34). A tão desejada liberdade nunca veio (Ef 2.2).

- O maior pecado do homem, segundo Paulo, é ignorar atrevidamente a existência de Deus, viver como se Ele não existisse e ainda substituí-lo por ídolos criados pelo próprio homem (Rm 1.19-23).

- Como conseqüência, “Deus entregou tais homens à imundícia” (Rm 1.24). Esse ato de entregar deve ser visto como uma ausência de restrição divina ao pecado do homem.

- Deus os abandonou para serem cada vez mais cativos de seus próprios pecados (Rm 1.28-31). Essa é a única liberdade que o ser humano possui: a liberdade para pecar cada vez mais.

- Tal vida aprisionada às paixões é uma maneira da morte se manifestar no ser humano cativo do pecado. O mais impressionante é que as pessoas sabem que estão caminhando para a morte, mas nem assim mudam de vida (Rm 1.32).

CONCLUSÃO

- Aprendemos algumas lições importantes com a doutrina bíblica do pecado.

- Primeiramente, que o homem depende inteiramente de Deus para a salvação. Temos perdido a visão realista do homem conforme a Bíblia a apresenta. Vivemos no tempo em que os crentes idolatram líderes religiosos e depois se surpreendem quando vêem esses homens caírem em pecado.

- Depois essa doutrina também nos ensina que não há pessoa boa do ponto de vista de Deus. O Senhor não olha para o que nós tentamos fazer, mas para o que nós somos. Precisamos abandonar nossas folhas de figueira (Gn 3.7) e deixar que Deus mesmo nos vista.

- Finalmente, essa doutrina glorifica a graça de Deus.

APLICAÇÃO

- Não existe ninguém bom senão Deus. Nascemos com a natureza pecaminosa. Sozinhos não podemos nos livrar dessa escravidão.

- Como tem sido nossas vidas diante dessas verdades? Somos gratos a Deus por tão grande salvação?


Autor: Leandro Lima

Fonte:
http://www.ibsweb.com.br/ipsw3/index.php?option=com_content&view=article&id=425:herdeiros-de-adao&catid=21:estudos-biblicos&Itemid=38


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Terra
Amaldiçoada

(Gn 3.16-18; Êx 20.1-6)




Objetivo do Estudo:

- Entender que a origem das maldições é o pecado do homem transmitido desde Adão; que elas foram quebradas em Cristo, para sempre, de forma que não existem maldições hereditárias a ser quebradas por fórmulas ou rituais.

O estudo numa frase:

Deus amaldiçoou a terra por causa do pecado de Adão, mas em Cristo toda - maldição é retirada, primeiramente da vida do crente e futuramente de toda a criação.

Panorama bíblico:

- Gênesis descreve a maldição de Deus sobre o homem e a mulher. Antes, Deus amaldiçoou a serpente (Gn 3.15).

- Dizemos que a maldição de Adão e Eva foi reduzida, pois, embora Deus tenha colocado dificuldades na vida humana e sua volta ao pó, ou seja, a morte, ainda assim concedeu instrumentos para a continuidade da vida. O texto do Êxodo é a descrição do primeiro e do segundo mandamento.

- Esses mandamentos atacam a idolatria. A maldição para o idólatra passa por até quatro gerações. Mas é importante notar que isso é em caso de “desobediência”, pois aos que guardam os mandamentos há uma promessa de bênção até “mil gerações”.

INTRODUÇÃO

- Após o pecado do ser humano, Deus disse: “Maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17).

- Qual é a extensão desta maldição? (Êx 20.5).

- Será que há uma ameaça de maldição que parece se estender até por quatro gerações?

- Será que, portanto, existem maldições hereditárias?

- Será que certas atitudes das pessoas podem atrair maldições para si e para seus descendentes?

- Será que um descendente que nada teve a ver com atitudes pecaminosas de seus antepassados pode ser afetado por alguma maldição decorrente daquelas atitudes?

- Para algumas pessoas a resposta é sim. Explicam que doenças, vícios e certos tipos de comportamento se devem a maldições familiares.

- Dizem que problemas com alcoolismo, depressão, nervosismo, pornografia, adultério, divórcio, diabete, câncer, pobreza, alergia, doenças do coração, problemas de visão, perturbações mentais e emocionais, abusos sexuais, obesidade e muitos outros problemas, vícios e dificuldades acontecem porque algum antepassado viveu aquela situação ou praticou aquele pecado.

- Dizem mais, dizem até que mesmo que uma pessoa se converta a Cristo ela pode continuar amaldiçoada. E, por isso, ela precisa passar por uma experiência de “quebra de maldições”.

- Alguns dizem, ainda que, para “quebrar maldições”, basta simplesmente fazer uma oração repreendendo todos os espíritos malignos que estão agindo naquele problema.

- Já outros dizem que é preciso identificar os pecados cometidos pelos antepassados e pedir perdão por eles.

Neste estudo vamos procurar entender de onde vem a maldição e como ela pode ser quebrada.

I – A ORIGEM DA MALDIÇÃO

- A maldição é um instrumento divino e, na verdade, faz parte de Sua atividade julgadora.

- Em Deuteronômio 11.26, Deus diz: “Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e maldição..., se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus”.

- A Bíblia não diz que a bênção é de Deus e a maldição é do diabo. Tanto uma quanto a outra são prerrogativas divinas.

- A maldição está ligada à desobediência e a bênção à obediência (Êx 20.5-6).

- É preciso reconhecer que a maldição pode ser uma realidade na vida dos homens. Aliás, a terra inteira está amaldiçoada, pois quando o homem pecou, Deus decretou: “Maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17).

- No caso de maldições, via de regra, cada pessoa é responsável por seus próprios atos. Embora no segundo mandamento que alerta contra a idolatria esteja incluída uma promessa de maldição até a quarta geração. É bom lembrar que esse caso é específico.

- A idolatria é, entre todos, o mais odioso dos pecados humanos diante de Deus. Mas é evidente que a maldição só tem prosseguimento se as próximas gerações também forem idólatras.

- Deus deixou claro que Sua maldição está posta sobre os que O desobedecem.

- Israel tinha um provérbio para dizer que os filhos pagavam pelos erros dos pais (Ez 18.2), mas Deus disse que as coisas não funcionavam assim (Ez 18.3-4 e 18.20). Os discípulos de Jesus acreditavam neste provérbio antigo (Jo 9.2).

- Parece que eles acreditavam em uma espécie de “maldição hereditária”. Mas Jesus os corrigiu (Jo 9.3).

- Em razão desse ensino de Jesus, podemos afirmar que, apesar de sabermos da existência real e concreta de maldições, não devemos tentar identificar todas as doenças ou males com maldições decorrentes de pecados particulares.

- Antes devemos entender que existe uma maldição generalizada posta sobre a terra por causa do primeiro pecado e maldições particulares atraídas por conduta imprópria. Precisamos entender, agora, como essas maldições podem ser quebradas.

II – MALDIÇÃO QUEBRADA

- Sabemos, agora, que todos nascem num mundo amaldiçoado, é óbvio, portanto, que serão alvo de muitas maldições, pois a maldição é uma conseqüência do pecado, e todos são pecadores, tendo herdado o pecado de Adão.

- E então, como se quebram maldições? Não é por meio de algum ritual, cerimônia ou passe de mágica, mas por meio de uma mudança de um estado de desobediência para um estado de obediência. E como é possível? Somente por causa da obra de Cristo.

- Uma das maneiras de interpretar a vinda de Jesus pode ser dito como sendo para retirar a maldição imposta sobre a terra e sobre a humanidade. Cristo não realizou uma obra pela metade, o que Ele fez foi completo.

- Quando a maldição cessa na vida do crente e ele começa a viver na bênção? Isso ocorre no instante que ele crê, pois vimos que a bênção é recebida pela fé (Jo 8.32).

- A libertação espiritual acontece na vida de uma pessoa quando ela conhece a verdade, quando ela se converte e nasce de novo (Jo 8.34-36).

- As pessoas que acham ainda que precisam quebrar maldições de crentes não entenderam a obra de Cristo.

- Aqueles que temem que satanás possa prender algum crente sobre maldição não entenderam o que Cristo fez com o diabo para benefício dos crentes quando morreu na cruz.

- Gênesis 3.15 diz que Cristo esmagaria a cabeça da serpente e isso aconteceu quando Ele morreu na cruz (Lc 10.17-18). Nesse texto a queda de satanás é associada à pregação do Evangelho (Jo 12.31-32 ver também Hb 2.14).

- Da mesma forma Colossenses 2.13-15 fala-nos da obra de Cristo que removeu nossa dívida quando morreu na cruz.

- A vitória de Cristo é uma vitória completa, portanto, somos verdadeiramente livres.

- Mas não apenas isso. Em Romanos 6 Paulo explica o que aconteceu conosco quando nos convertemos (Rm 6.5). Isso significa que o crente espiritualmente participa da morte de Cristo. Ele realmente morreu com Cristo na cruz (Rm 6.6).

- Todas as maldições cessam aí, crucificadas na cruz de Cristo. A ênfase de Paulo é que não ficamos mortos, e sim, como Cristo ressuscitou, nós também ressuscitamos (Rm 6. 4,5 e 8).

- Pode alguém que nasceu de novo, que morreu com Cristo e ressuscitou com Ele, ainda carregar maldições?

- Será que a obra de Cristo não foi completa?

- Se o crente pudesse ainda carregar maldições o texto de II Coríntios 5.17 não seria verdadeiro.

- Se ainda há maldições, então, não há nova criatura, nem novo nascimento, nem conversão.

- Se Cristo habita em nossos corações, não devemos menosprezar a Sua obra, não podemos diminuir a importância e a eficiência dela.

- Jesus também veio para retirar a maldição do mundo. Lá no início, a terra foi amaldiçoada por Deus.

- Por causa disso, a natureza perdeu sua perfeição original (Rm 8.22). Esse “gemido angustiado” só pode ser uma referência a todos os desequilíbrios que encontramos na natureza.

- O Apocalipse descreve o momento quando toda maldição será retirada da criação e a cidade santa for estabelecida por Deus (AP 22.3-4).

- Embora tenhamos recebido o espírito da liberdade, ainda estamos em um mundo decaído, e, portanto, submetidos a muitas limitação. Isso não significa que as maldições não foram quebradas em nossa vida, mas que ainda não somos tudo aquilo o que fomos projetados para ser.

III – DA TEORIA PARA A PRÁTICA

- Então por que tantos crentes vivem como se estivessem sob maldição, sem conseguir se livrar de vícios e de pecados?

- Talvez porque não façam uso dos recursos que Deus lhes tem dado para vencerem essas coisas. E também é preciso reconhecer que nem todo aquele que se diz crente o é de fato, são pessoas que não são verdadeiramente convertidas, às vezes desfrutam de altas posições eclesiásticas, mas podem ser motivadas por outros interesses que não o desejo sincero de glorificar a Deus.

- Não é difícil entender o porquê do ensino sobre quebra de maldições atrair tanto as pessoas. Ele se torna um atalho mágico e ilusório para substituir a doutrina da santificação, que é um processo indispensável a ser desenvolvido pelo Espírito Santo na vida do cristão, exigindo dele autodisciplina e perseverança na fé.

- Parece mais fácil ser libertado por um passe de mágica do que pelo uso da oração, do estudo bíblico e da santificação.

- É bom frisar que uma pessoa liberta deve viver como alguém que foi liberto.

- Paulo ao explicar como o andar no Espírito é o segredo da vitória contra a carne, Paulo conclui: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.25). Talvez esteja querendo nos dizer: “Viva aquilo que você agora é”.

- Vejamos uma ilustração:
Mantenha um passarinho dez anos preso em uma gaiola.

- Ele nunca soube o que é voar. Agora solte o passarinho.

- Ele vai sair voando? Não, ele não sabe voar.

- Seus olhos ainda vêem as grades o prendendo. Mas, ele ainda está preso? Não, você o libertou, mas ele não sabe o que fazer com essa liberdade.

- Da mesma forma, às vezes os crentes em Cristo vivem como se ainda estivessem debaixo da escravidão e da maldição. Foram resgatados da maldição pela obra de Cristo (Gl 3.13), mas nem sempre se dão conta disso. É preciso bater asas e voar. Ou seja, precisamos usufruir todas as bênçãos conquistadas para nós por Cristo (Ef 1.3).

- Essas bênçãos estão a nossa disposição, mas precisamos usá-las.

- Paulo encarava as coisas do passado conforme ele descreve em Filipenses 3.13-14. Diante dessa verdade, é uma bobagem ficar se apegando a supostas maldições do passado, se todas as maldições já foram quebradas na cruz de Cristo no momento da nossa conversão.

- Há mais uma pergunta: Depois da conversão, quando todas as maldições cessaram, o crente ainda pode ser amaldiçoado?

- A reação natural seria responder que não, porém, algumas coisas precisam ser consideradas.

- O crente tem todos os recursos necessários para não ser mais amaldiçoado, porém, suas atitudes podem sim atrair maldições sobre si (Dt 11.26-28).

- A vida de desobediência pode sim atrair novas maldições. É preciso lembrar, entretanto, a maldição sem causa não se cumpre (Pv 26.2). Vivendo na presença de Deus não temos o que temer.

- Quando Balaque contratou o profeta Balaão para amaldiçoar o povo de Israel, perdeu seu tempo e dinheiro (Nm 23.7-8).

- O povo de Deus não precisa temer maldições que são lançadas contra ele, pois “nenhum mal te sucederá” (Sl 91.10)

- Em seguida, porém, o próprio Israel atraiu a ira de Deus ao entrar na festa pagã de Baal-Peor (Nm 25.1-18).

CONCLUSÃO

- A terra foi amaldiçoada por causa do pecado, e essa maldição ainda permanece sobre este mundo. Somente na segunda vinda de Jesus, toda maldição será extinta.

- Mas os homens já podem viver vidas abençoadas e livres de maldições pessoais. Basta que eles se entreguem a Jesus, e toda maldição será retirada da vida deles.

- Isso não significa ter uma vida totalmente livre de problemas, doenças ou dificuldades, porque esta terra ainda é amaldiçoada e vivemos em corpos decaídos.

- Mas, por outro lado, maldições hereditárias que aprisionam as pessoas em pecados e vícios foram retiradas dos convertidos (Gn 12.2).

APLICAÇÃO

- Temos evidenciado a bênção de Deus em nossa vida?

- Temos buscado o propósito de Deus em cada situação de nossa vida ou atribuímos nossas dificuldades a alguma maldição?

- Temos tido cuidado em não dar lugar ao diabo?


Autor: Leandro Lima




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