quarta-feira, 7 de dezembro de 2011



É tempo de
Avivamento

“Eu, porém, faço a minha oração a ti, ó Senhor, em tempo oportuno: ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação” – Sl 69.13




- Escrito por Davi, o Salmo 69 é conhecido como um “salmo messiânico” por apresentar diversos textos que dizem respeito à vida e obra do Messias.


- Dois textos são muito claros: “o zelo da tua casa me devorou” (Sl 69.9; Jo 2.17); “deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre (Sl 69.21; Mt 27.48); outros são alusivos.

- Davi roga o socorro de seus inimigos, pedindo o livramento de Deus (Sl 69.1). Sentindo-se cansado (Sl 69.2-3) e sendo atrozmente perseguido (Sl 69.4).

- Davi apela a Deus (Sl 69.5), porque por sua postura de aguardar no Senhor, mesmo sendo afrontado, aqueles que temem a Deus estavam ficando confundidos com a aparente vitória dos inimigos de Davi (Sl 69.6). Toda esta situação era angustiante a Davi (Sl 69.10-12), que suportava as afrontas (Sl 69.7, 9), ficando tão desfigurado e oprimido que até seus familiares e imediatos percebiam (Sl 69.8). Contrariamente a atitude de dúvida de seus circunvizinhos sobre a obra de Deus (Sl 69.6) e a despeito dos que dele zombavam (Sl 69.12), Davi mergulhou em Deus, buscando nEle socorro e livramento.

- O período de vida de Davi, social e pessoalmente, era tempo de confusão (Sl 69.7).

- Similarmente, nos dias atuais, impera a confusão. A ditadura homossexual tenta se instaurar no Brasil e Ocidente.

- Megaoperações especializadas são realizadas para prender bandidos de alta periculosidade que aguardam pacientemente saírem brevemente pelas portas da frente das cadeias ao receberem o indulto de Natal.

- A viúva do milionário da megasena, após anos de liberdade, é convocada à audiência e, se presa, ainda poderá não ser presa.

- O serviço público foi à falência: Detran, Universidades, Hospitais, dentre tantas outras instituições públicas apresentam um atendimento sofrível como se você fosse um animal suplicando por um favor de seu dono. Tendo a lei a seu favor, amordaçam o cidadão-animal com a lei de que reclamar é crime. Tudo isto gera um estado de estafa no ser humano pela multiplicação de situações estressantes em um mesmo dia, semana, mês e ano. A confusão impera.

- Mais do que nunca, em um período tão confuso quando o contemporâneo, é tempo de avivamento.

- Segundo Martin Loyyd-Jones, “avivamento não é o descobrimento de novas verdades, mas o retorno a verdades antigas”.

- Quando observa-se a atitude de Davi (Sl 69.13) em um tempo tão confuso quanto o seu, podemos ver esta verdade concretizada em suas ações. Assim, para sair de um tempo confuso e concretizar o tempo de avivamento, é necessário agir inovadoramente (lembrando que não é a “invenção” ou “descoberta” de novas verdades, mas o retorno a verdades antigas, ou seja, coisas que já fizemos ou fazíamos e deixamos de fazer, mas precisamos retornar a fazer).

I. Aja inovadoramente dedicando-se mais intensamente à oração (“Eu, porém, faço a minha oração a Ti”).

- A oração dinamiza a vida espiritual.
- A oração nos torna mais íntimos de Deus.

- Um dos segredos da Reforma Protestante foi a vida de oração dos reformadores.
Questionado sobre as atividades do dia seguinte, Lutero respondeu: “Trabalho, trabalho e trabalho. Tenho tanto trabalho para realizar amanhã que preciso, ao menos, passar duas horas orando antes”.

- Hernandez Dias Lopes nos lembra que hoje “temos gigantes no púlpito, mas pigmeus na oração”.

- Russel Shedd ensina que “Assim como crianças gostam de brincar e jovens gostam de jogar bola, avivados gostam de orar”.

- Davi foi homem de oração. O rei, que tinha tantas atividades, era um homem que orava.

II. Aja inovadoramente dependendo da soberania de Deus (“Ó Deus, ouve-me, segundo a grandeza da tua misericórdia”).

- Deus é Senhor. O avivamento depende dEle. Precisamos deixar Deus tomar a dianteira. Evidentemente, isto pressupõe que, a nossa parte, devemos fazer. Porém precisamos ser menos dependentes de nós mesmos. Achamos que uma programação não dará certo sem nossa presença.

- Supomos que somos os melhores naquilo que fazemos. Erigimos barreiras em nome de Deus quando agimos prepotentemente realizando uma seqüência de atividades sem dEle depender.

- Depender dEle não é orar antes, meramente, pedindo, apenas, que Ele abençoe.
- Depender dEle é deixar com que minha mente seja embuída e repleta do entendimento de que, em todos os momentos devo refletir se o que faço é do Seu agrado, O glorificará e abençoará vidas.

- Agir diferentemente disto é supor que nossas ideias ou nossas forças poderão fazer algo. Deus resiste ao soberbo (Tg 4.6).

- Vale a pena lembrar sempre da dependência de Deus, lembrando do conselho de Gamaliel: “... para que não sejais achados lutando contra Deus” (At 5.39).

- Agir inovadoramente dependendo da soberania de Deus deve nos fazer abrirmo-nos para recebermos o novo de Deus.

- Isto é difícil, pois nossa natureza tende à adaptabilidade e consequente acomodação. O novo gera resistência. Sendo Jesus educado e trazendo o novo, muitas vezes é rejeitado por conservadorismos extremados. Por sua ação de libertação com os endemoninhados gadarenos gerar uma atitude diferente, os cidadãos gadarenos lhe pediram para ir embora de sua cidade (Mt 8.34). Jesus poderia trazer cura, libertação e salvação plena à cidade, que rejeitou-O por suas atitudes diferentes.

III. Aja inovadoramente distinguindo o que fazer e quando fazer (“em um tempo oportuno”).

- Evidentemente, pensando em termos de avivamento, há fatores que são pressupostos, por serem ordenados aos cristãos que vivam assim em todo o tempo: vida de santidade (“buscai a paz com todos e a santificação...”, Hb 12.14), conhecimento das Escrituras (“Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”, Jo 5.39) e comunhão (“não deixando a vossa congregação, como é costume de alguns...”, Hb 10.25).

- Com tudo isso, devemos buscar entender o nosso tempo para saber quando alcançar e como alcançar o homem deste tempo (Ec 8.5).

- Tudo Deus fez formoso ao seu tempo (Ec 3.11). O que não é no tempo é feio, não é formoso.

- Davi tinha que estar na guerra, ficou e deu no que deu (2Sm 11.1ss). O povo de Israel tinha homens da tribo de Isaacar para fazerem sabê-los como deveriam proceder em seu tempo (1Cr 12.32).

- O homem deste tempo é diferente (2Tm 3.1-7). É um tempo em que o tempo falta e falta tempo para refletir em como aproveitar o tempo. O tempo vai e nem vemos.

- Como o cristão deste tempo encontra tempo para buscar o Senhor do tempo? Pela fé ele deve entender e viver sabendo que quanto mais tempo dedicar a conhecer o Senhor do tempo, mas saberá administrar, aproveitar e viver seu tempo.

- As atividades que você faz, os cultos que você promove tem seu tempo bem aproveitado para busca? Nossos congressos de oração, realmente são de oração? Nossas reuniões de louvor, realmente são de louvor? Perdemos tempo.

- Precisamos ser equilibrados: estudar quando é para estudar. Orar quando é para orar. Assim, Deus nos colocará em posições chaves para trazer o avivamento em nós e através de nós para o nosso redor. Daniel estudou quando era para estudar (Dn 1.20) e orou quando era para orar (Dn 6.10-11).

- Este Daniel avivado, pôde servir no reinado de cinco reis. Precisamos de novos daniéis que ajudem a mudar o rumo do Brasil trazendo o avivamento com o equilíbrio de vida.

Conclusão:

- Neste período tão confuso, urge a necessidade de um avivamento. Para isso, você precisa agir inovadoramente como Davi.

- Agir inovadoramente não é seguir modismo, mas é retornar a antigas verdades bíblicas: viva uma vida de oração; dependa de Deus; distinga o que fazer e quando fazer agindo com equilíbrio.


AUTOR: Pr. Henrique Araujo





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