segunda-feira, 3 de outubro de 2011



A corrida cristã




I - O QUE NOS IMPEDE DE CORRER?


Introdução:

- Como um atleta que se prepara adequadamente para obter um bom desempenho numa corrida, devemos nos livrar de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, para podermos correr com perseverança a corrida que Deus determinou para nós (Hb 12.1).

1. A falta de um treinamento rigoroso.

- Para obter uma coroa de flores, os atletas antigos enfrentavam um treinamento rigoroso. Mas a nossa coroa é eterna, o que justifica termos alvos espirituais e não viver a vida cristã sem metas como quem fica esmurrando o ar (1 Co 9.24-27).

- Nenhum gênio descartou a persistência. Thomas Edison apareceu com a lâmpada incandescente depois de mil e duzentas experiências.

- Não experimentaremos santidade sem suor. Devemos nos exercitar na piedade. Nosso exercício deve ser na piedade, porque o exercício físico tem pouco proveito, mas o exercício espiritual é válido para tudo nesta vida e produzirá vantagens para nós na eternidade (1 Tm 4.7-8).

- A palavra “exercício” vem de gumnos, que significa “despido”. Desse termo vem a palavra ginásio.

- Os atletas competiam sem roupa para não terem embaraços. Se queremos correr bem a corrida cristã, precisamos suar e nos despir de todo impedimento e nos exercitarmos rigorosamente nas disciplinas cristãs.

2. A distração com as coisas desta vida.

- Muitos começam bem a vida cristã, mas com o tempo são impedidos de avançar porque deixam de obedecer à verdade da Palavra de Deus (Gl 5.7). “Quem se entrega aos prazeres passará necessidade”.

- Muitos são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida (Pv 21.17; Lc 8.14).

- O grande deus de nossa sociedade é o “entretenimento”. As pessoas vivem em função dos prazeres deste mundo. Mas, se alguém amar este mundo, não pode amar a Deus, e se torna inimigo de Deus (1 Jo 2.15; Tg 4.4).

- Ao lado da pista de nossa corrida estão duas distrações que muitas vezes nos atrapalham de desenvolvermos melhor a nossa corrida, a televisão e a internet. Se não nos disciplinarmos devidamente, desanimamos na vida cristã.

3. A cumplicidade com o que é mal.

- Devemos odiar o mal e amar o bem (Am 5.15). Mas será que é isso que tem acontecido com aqueles que dizem amar a Jesus? Certamente que não.

- Estamos usufruindo daquilo que é mal e por isso não conseguimos correr devidamente a boa corrida cristã.

- Devemos nos afastar de toda forma de mal (1 Ts 5.22). Mas ao invés disso, estamos argumentando em favor de coisas contrárias à Palavra de Deus em nome da pós-modernidade. Deus não muda, o seu fundamento permanece seladamente inabalável com a inscrição de que, todo aquele que confessa ser de Jesus, deve afastar-se do mal (2 Tm 2.19).

- Sejamos determinados em não nos deixarmos corromper por este mundo, pois Deus nos deu suas grandiosas e preciosas promessas, para que por meio delas sejamos unidos com ele e fujamos da corrupção que há no mundo (Tg 1.27; 1 Pe 1.4). Rompamos com tudo o que é mal, se queremos correr bem para Deus.

4. O mau uso do tempo.

- Tempo é vida, pois vivemos no tempo. Ele é precioso, e se for perdido, jamais poderá ser recuperado.

- Vamos ter cuidado com a maneira como vivemos; sejamos sábios e não insensatos, aproveitando ao máximo cada oportunidade para compreender a vontade do Senhor, porque os dias que vivemos são maus (Ef 5.15-17).

- Costumamos contar e comemorar os nossos anos, mas precisamos orar para que Deus nos ensine a contar os nossos dias, para que assim, alcancemos sabedoria (Sl 90.12).

- Ninguém concordaria em perder uma hora de sua vida por dia, pois depois de algum tempo, já teria perdido muitos dias e morreriam bem mais cedo. Mas é o que fazemos constantemente, estamos perdendo o tempo com a ociosidade e futilidades e não conseguimos correr para bem.

5. A falta de prazer em Deus.

- É lamentável que estejamos nos deliciando com os prazeres transitórios desta vida, quando deveríamos estar nos deleitando em Deus e gozando de sua boa vontade em satisfazer desejos e propósitos santos em sua presença (Sl 37.4).

- Devemos pedir e buscar viver na presença de Deus todos os dias de nossa vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação (Sl 27.4).

- Qual de nós pode dizer de fato que prefere um dia na casa de Deus do que mil em outro lugar qualquer? (Sl 84.10).

- Se não amarmos a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento e de todas as nossas forças (Mc 12.30), não poderemos jamais fazer uma corrida pra valer. Vamos nos voltar para Deus e ele certamente se voltará para nós (Tg 4.8).

- Portanto, livremo-nos de toda impureza moral e da maldade que prevalece, e aceitemos humildemente esta Palavra de Deus, pois ela é poderosa para nos salvar.

- Comecemos a nos exercitar nas disciplinas cristãs, rompendo com os prazeres deste mundo, rejeitando tudo o que é mal, aproveitando melhor o nosso tempo e vivendo acima de tudo para a glória de Deus (Tg 1.21; 1 Co 10.31).

II – A LUTA PELA CORRIDA

- Nossa natureza pecaminosa faz de tudo para nos impedir de fazer a corrida de Deus. Ela impõe pesos de dificuldades várias para que desanimemos e desistamos de continuar na pista cristã. Urge que sejamos determinados em lutar contra tudo que queira nos impedir de avançarmos.

1. Lute ao extremo para fazer uma boa corrida.

- Devemos sempre lembrar que a nossa luta não é contra as pessoas, mas contra o pecado, o nosso pecado. Ele é o grande inimigo que precisamos vencer. Cabe lutar ao extremo para conseguir fazer uma boa corrida.

- Muitos têm derramado o próprio sangue para não abrirem mão do propósito de agradar ao Senhor (Hb 12.4).

- Precisamos nos amputar de fazer qualquer coisa que nos atrapalhe, deixar de ir a qualquer local que nos distraia, e deixar de olhar para aquilo que nos distrai de manter os olhos fixos no Autor e consumador de nossa fé – Jesus (Mc 9.43-48; Hb 12.2).

2. Purifique-se para ser um vaso de honra.

- Numa grande casa existem vasos de valor como ouro e prata, mas também existem os vasos mais simples como os de madeira e barro. Alguns desses vasos têm fins honrosos, e outros são usados para fins desonrosos.

- Se alguém se purificar do pecado, como palavras inúteis, heresias, desejos carnais e brigas, por exemplo, será usado por Deus como um vaso de honra, santificado e útil para o Senhor e estará preparado para toda boa obra (2 Tm 2.14-26).

- Se os vasos pensassem e pudessem fazer escolhas, certamente que nenhum gostaria de ser vaso de lixo, mas vasos de honra, bem lustrados e destacados na sala de visitas de uma grande mansão.

- Vamos nos empenhar por uma vida pura, pois assim procedendo, seremos instrumentos poderosos nas mãos de Deus.

3. Lute contra o egoísmo.

- Vivemos dias terríveis causados pelo próprio homem. Muitos males marcam nosso tempo, e um deles é o egoísmo.

- Preferimos bem mais a nossa vontade que vontade de Deus (2 Tm 3.1, 2, 4). Se alguém quer seguir a Jesus e correr bem a corrida cristã, deve negar-se a si mesmo, carregar cada dia a sua cruz e segui-lo (Lc 9.23).

- Quantos podem dizer de fato: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2.20).

- Jesus morreu e ressuscitou para que não vivamos mais para nós mesmos, mas para ele (2 Co 5.15). Nosso grande inimigo na corrida somos nós mesmos. Vamos lutar contra o egoísmo e fazer a vontade de Deus.

4. Aprenda a odiar o mal.

- No ponto anterior comentei que a cumplicidade com o mal nos impede na corrida cristã. Aqui, quero dar mais ênfase a isso dizendo que não apenas devemos evitar a complacência diante do mal, mas devemos odiar tudo o que é mal.

- Quanto mais tememos a Deus, mais odiamos o mal, que se manifesta no orgulho, na arrogância, no mau comportamento e no falar perverso (Pv 8.13), além de uma infinidade de outros modos.

- Hoje em dia o relativismo tem dominado todos os setores de nossa sociedade. Raramente alguém toma posição contra o erro, pois o erro agora depende da cosmovisão de cada um. Não podemos aderir a isso.

- Devemos chamar de mal o que Deus chama de mal e chamar de bem o que Deus chama bem. Há um preço por isso, mas essa é a nossa corrida.

5. Filtre tudo para Deus.

- Uma demonstração de maturidade cristã é saber discernir o que agrada a Deus. Ao invés de participar das obras infrutíferas das trevas, devemos é expor sua sujeira (Ef 5.10-11).

- Somente quem tem o Espírito de Deus é que sabe o que agrada a Deus, pois elas são discernidas espiritualmente. Mesmo que ninguém nos entenda ou concorde com nossas posições, devemos escolher a vontade do Senhor. Isso nos é possível com certeza, pois temos a mente de Cristo (1 Co 2.14-16).


Fonte: http://mensagensbiblicas.blogs.sapo.pt/





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