domingo, 7 de agosto de 2011



Quatro passos para
uma grande conquista

Juízes 7.1-7.




- Gideão recebeu um desafio: enfrentar e derrotar os midianitas. Um desafio enorme. Mas quando Deus chama alguém ele não chama para fazer um piquenique ou um passeio, mas Ele sempre diz: eu tenho algo que você precisa fazer.

- Essa foi a história de Abraão, pois Deus o tirou de sua terra e parentela e lhe fez um desafio: abandonar tudo e ir para outro lugar.

- Deus é especialista em fazer desafio.


- Mas o que é desafio? É uma proposta de guerra. E o desafio de Gideão foi grande. E eu sei que ministério é desafio. Não é coisa simples, fácil ou tranqüilo logo no início. Deus sempre nos dá desafios.

- Diga comigo: Deus é um Deus de desafios Só que havia um problema: ele se achava incapaz.

- Desafio não é para covardes ou para fracos.
- Desafio é para valentes.

- Quando Deus propôs a Gideão ele disse: quem sou eu? Sou o menor na casa de meu pai, eu não tenho capacidade nenhuma e os midianitas estão muito bem armados.
- Ele colocou uma série de impedimentos.
- Ele precisava ser curado. O que impede de sermos valentes são as nossas feridas. Quando somos feridos enterramos nossa identidade. Feridos não avançam. Retrocedem, são temerosos e não prosperam.

- A ferida de Gideão era a sua identidade naquele momento. Gideão só via a sua identidade. E Deus disse: eu vou com você, homem valente! Acho que Gideão não acreditou. Mas Deus estava vendo a semente que Ele havia plantado em Gideão. E não adiante inventarmos argumentos porque Deus não vai desistir. E Deus não desistiu de Gideão, pois queria ensiná-lo alguns passos para conquistar.

- O valente nasce quando a alma é curada. Quando a alma é transformada por Deus surge um exercito vigoroso para conquistar.
Quantos aqui desejam conquistar os sonhos de Deus? Vejamos os quatro passos para uma grande conquista.

Primeiro: acampar-se junto à fonte

- V. 1 – Gideão trouxe os homens que com ele estava e acampou-se na fonte de Harode. O que é acampar? É estabelecer-se num território. Gideão permaneceu nesse lugar.

- E eu me lembro de Jesus com os seus discípulos Pedro, Tiago e João subindo ao monte; ao monte da transfiguração e aconteceu algo muito especial. Eles ficaram encantados com o sobrenatural que aconteceu ali.

- E Pedro então disse: vamos fazer três tendas e ficar aqui. Acampar-se significa investir tempo no relacionamento com Deus, buscar a interação com o Senhor. Gideão acampou-se junto à fonte de Harode.

- Quem é a nossa fonte? É Jesus.

- Há duas coisas para os que acampam junto à fonte:


(i) é um tempo de consagração, de entrega, para desfrutar da presença do Senhor. Antes de lutar precisa se acampar. Muitos vão com a cara e a coragem. Não se consagram e não buscam ao Senhor, e por isso quando vão guerrear são derrotados.

(ii) é um tempo de preparação, para serem habilitados para um tempo de grandes batalhas e de conquistas.

- A Bíblia diz que Gideão antes de acampar fez várias provas com Deus. É um tempo em que Deus mostra que está conosco, e nos prepara e nos habilita; é junto à fonte!

- Quantos se sentem incapazes e tão pequenos, e isso parece normal. Mas quando vamos ao Senhor somos capacitados; aquele medo e aquela preocupação vão embora. Muitos são covardes e sempre vão ter medo.

- Quando chamados dizem não. São tantos os argumentos! Por que isso? Por que aquilo? Tudo porque não têm tempo com o Senhor.

- O primeiro passo é acampar-se junto à fonte: um tempo de consagração e de preparação.

Segundo: formar valentes

- Como formar valentes? Selecionando. Nesse mesmo tempo vimos que Gideão queria levantar um grande exército. Parece que ele mandou emissários a todas as tribos, chamando-os para a batalha, e conseguiu reunir 32 mil homens. E os acampou e os preparou para irem à batalha. Mas um povo não é um exército! Uma multidão não é só de valentes!

- Na multidão sempre há os covardes, os medrosos, os que se escondem atrás dos outros. Por isso as igrejas começam com poucos e não com uma multidão, pois tudo começa pequeno, com um grupo pequeno, para que desse grupo se manifestem os valentes.

- Como fazer para preparar aquelas pessoas? Como selecionar os valentes no meio de 32 mil homens? Quais os critérios a usar?

- O primeiro critério foi o da (i) timidez.

- Ele disse: quem é tímido pode ir embora.

- A timidez é uma retração que impede o romper. Quantos vivem na presença do Senhor mas são tímidos, não rompem e não avançam. Deus disse para ele mandá-los voltar. Timidez é covardia.

- E o que deve haver no lugar da timidez? Intrepidez e ousadia.

- Paulo disse que Deus não nos deu espírito de covardia, mas de fortaleza e ousadia. E Gideão selecionou. Então voltaram 22 mil homens. Agora já não era um grande exército.

- E qual o segundo critério? O do (ii) medo.

- O medo é uma paralisação diante do perigo. E Gideão disse para os medrosos irem embora.

- Em Dt 5.8 Deus disse o mesmo a Moises. Cuidado: o medo é contagioso.

- Deus não quer medrosos no seu exército. Foi o que Ele disse a Gideão.

- O que fazer então? Tomar posse da coragem, assim você fica pronto para ser do exército.

- Terceiro critério o da (iii) falta de vigilância.

- Ele os testou na água e só ficaram 300. E Deus disse: com esses 300 você vencerá! Deus quer pessoas vigilantes.

- As vezes queremos fazer tudo de qualquer jeito. Parece que Deus estava preocupado com a etiqueta. Não. Deus queria nesses homens com uma característica do caráter dele: a vigilância.

Terceiro: sonhar e acreditar no sonho

- Qual o rhema deste ano na visão g12? O poder de um sonho. Veja vv. 8-15.

- Deus lhe diz que se ainda estivesse temeroso fosse ao acampamento dos midianitas. E Deus lhe fez ouvir um sonho e a sua interpretação. Então Gideão adorou a Deus. Gideão não estava tomado daquele sonho.

- Muitas vezes estamos na visão mas não nascemos para a visão. O sonho passa a ser nosso, passa a ser entranhado dentro de nós.

- Gideão precisava de empolgação para estar naquele exército. O Senhor lhe mostrou o poder de um sonho.

- Quais os resultados que um sonho traz?

- O sonho (i) fortalece as mãos do líder para o trabalho. Os fracos não sonham, perderam o desejo de avançar, não têm ânimo nem disposição; sempre têm um argumento que os impede de avançar e de agir.
- Muitos líderes conhecem a fórmula correta mas não têm dentro de si fundamentado o sonho de Deus.

- O sonho fortalece pois não lhe falta ânimo e está sempre pronto para o trabalho. Qual outro resultado?

- O sonho (ii) o faz tornar ao arraial. Ele gritou: o senhor entregou os midianitas nas mãos de vocês! No inicio ele se achava o menor e insignificante. Ele dizia: Senhor eis me aqui, envia aquele ali (rsrs). Mas ele fez algo fantástico: voltou ao arraial.

- Quantos foram embora do arraial de Deus porque perderam os sonhos. Mas ele voltou e disse: agora eu vou fazer o que Deus me mandou.

- Se você teve alguém que saiu do arraial ore ao Senhor. O sonho faz tornar ao arraial. Se ele ficasse parado o sonho se transformaria em pesadelo.

- Outro resultado: o sonho (iii) restaura o altar de Deus.

- E o que é o altar de Deus? A palavra diz (v.15) que Gideão tornou ao arraial e adorou.

- Quando sonhamos fica mais fácil adorar a Deus e construir altares para Deus.

- Nós aprendemos que em cada reunião de célula precisa haver três altares: a palavra, a oferta e o louvor. E Gideão adora ao Senhor e começa a executar o sonho que Deus havia plantado nele.

- Qual o outro resultado? Temos a nossa (iv) fé ativada. Ele antes perguntava: como fazer? Agora ele sabe.

- Outro resultado: o sonho (v) motiva o seu companheiro. Alguns dizem: é, vamos lá porque o pastor pediu. Não, Gideão motivou seus companheiros. Ele disse: todos de pé! pois Deus nos entregou os inimigos em nossas mãos (v.15). Ele agora tinha um sonho, ele viveu a revelação do sonho de Deus, tomou a revelação e ousou segui-la.

- Diga assim: neste ano de 2011 eu viverei o poder de um sonho! E o que um sonho faz? Fortalece as mãos do líder para o trabalho, faz voltar ao arraial, restaura o altar de Deus e a fé é ativada.

Quarto: apropriar-se das armas de Deus

- V. 16-20 – O texto fala de uma corneta, um vaso de barro e uma tocha acesa dentro do vaso. E disse para fazerem igual ao que ele iria fazer. E no final deveriam gritar: pelo Senhor e por Gideão! Na troca da guarda, quase à meia noite, tocaram as cornetas e quebraram os vasos de barro e depois gritaram: Espada pelo Senhor e por Gideão!

- Nesse texto você não vê os instrumentos tradicionais de guerra de um exército. Mas uns materiais diferentes. Deus quer que usemos armas diferentes.

- Qual a primeira arma nesse texto: a buzina, ou shofar, ou a corneta.

- O que representa? A capacidade de pregar a palavra. Essa é uma arma para vencer e para conquistar. O que fazer? Abra a boca e pregue o evangelho, a tempo e fora de tempo. Sempre é hora de usar a palavra. Ministre a palavra, faça correr a palavra de Deus sobre outras pessoas. O som da buzina é ouvido mais adiante. Deus quer que alcancemos a muitos. Utilize o shofar que Deus te deu.

- A segunda arma ou aparato para a batalha: o vaso de barro.

- O que representa? O quebrantamento. É necessário humilhar-se de tal forma que você pareça estar quebrado.

- A palavra quebrantamento significa estar quebrado diante de Deus.

- Em Jr 18 há o processo para se formar o vaso. Representa a necessidade de ter um coração quebrantado.

- Davi disse: um coração quebrantado não o desprezarás, ó Deus. Estar disposto, como um menino, diante de Deus. E é o que o Senhor quer, que sejamos moldáveis por Deus. Não pode ser valente sem ser trabalhado por Deus. Você talvez pense que está pronto, mas isso não existe, sempre é necessário ter treinamento. Tem que haver seminário, preparação; não dá para fazer parte do exército sem ser moldado.

- Outro aparato de guerra: A tocha.

- Serviria para iluminar e representa a presença do Espírito Santo. Em Lev 23.13 o Senhor disse a Moisés: o fogo arderá continuamente sobre o altar e não se apagará. O valente precisa desse fogo na escuridão. Por fim a unidade. A unidade é uma arma poderosa. Se Gideão tivesse todas as armas mas não a unidade ele não venceria a batalha. O que fez a diferença foi agir todos ao mesmo tempo. Unidade é todos fazerem a mesma coisa, juntos. Era necessário atuar junto. Deus não atua nem dá vitória para um exército que não é inteiro; precisa haver inteireza e unidade.

- A palavra diz que um povo dividido não prospera. Por que o inimigo gosta de impedir a unidade? Porque assim ele impede a prosperidade e a conquista, e a bênção do Senhor.

- Hoje temos o privilégio do Senhor de ter quatro armas de guerra: a buzina, o cântaro, a unção do Espírito Santo e a unidade.

Conclusão

- Como ser um conquistador? O v. 21 conta o resultado. Gideão tornou-se valente, gerou valentes, apropriou-se das armas e o resultado diz: feito isso pararam e ficaram nos seus lugares observando.

- Quando fazemos o que Deus nos manda precisamos só ficar observando. No caso deles os inimigos fugiram gritando, e uns aos outros se feriram e houve grande mortandade de ponta a outra do acampamento. E ficou a terra de Israel em paz durante quarenta anos nos dias de Gideão (8.28).

Autor: Pra Késia Santos, uma das doze dos prs Roberval e Raimunda Alves. Missão Global da Fé. Manaus-AM.





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