segunda-feira, 13 de junho de 2011



“A Atitude do Pai
do Filho Pródigo”

Lc. 15.20-24

20- E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.

21- E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.

22- Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;

23- E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;

24- Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.




INTRODUÇÃO:


Os pais, somos sonhadores, temos projetos elevados, pensamentos nobres e desejos insondáveis para nossos filhos.

Desejamos vê-los emancipados, realizados e diplomados.

Quando isso acontece é uma retribuição ao que acalentamos durante anos. Noite e dia, dia e noite. É a vitória almejada.

A nossa atitude é de desprendimento, de largueza, de benevolência, de liberdade, de concessões.

O orgulho pelo filho, vitorioso e tangível é expresso em nossos olhos e faces.

Falamos calados.

Conheci um homem, que ofereceu um carro novo – zero km ao filho que foi aprovado na faculdade mais cara de São Paulo na área de Engenharia.

Um outro comprou uma casa para filha e outra para o filho quando se casaram.

Ao filho, para começar trabalhar, deu o carro maior e melhor porque serviria mais no seu trabalho.

Eram filhos que voltavam vitoriosos, dos estudos.

Temos essa tendência natural, retribuir o bem com o bem. O mal com o mal. Senão com o mal, com a indiferença e o descrédito.

Esta noite falaremos da atitude de um pai para com um filho que voltou

- sem diploma

- derrotado

- humilhado

- envergonhado

- desprezado

- arruinado e abandonado, que só sobrou para ele comer, a comida dos porcos.

Um filho perdulário

Havia, de forma irresponsável, destruído anos e anos de labor, de sacrifícios e esforços insanes, o que o pai havia amealhado.

Aquele filho teve um momento de reflexão e ponderação diante da situação em que se encontrava.

Diz o verso 17 que: “caindo em si...”

Por longo tempo havia estado entorpecido pelo pecado, pela vida dissoluta que passou a levar.

Agora ferido e abandonado pelos amigos, pelas falsas companhias, ele resolve voltar.

Toma uma atitude corajosa. “Levantar-me-ei”

Ele sabia que mesmo sendo tratado como um dos empregados do seu pai, que era um homem justo, ele estaria numa situação privilegiada.

Resoluto na sua decisão tomou o caminho de volta. Foi para seu pai.

Podemos imaginar os seus pensamentos no caminho.

- O que eu vou dizer sobre os bens que dissipei

- Vou levar uma raspança

- Vou ouvir um sermão que não tem tamanho

- com que cara eu vou enfrentar o meu pai.

Possivelmente ele guardasse no seu coração essas palavras do Senhor Deus. II Cron. 7.14

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”

Sim, o texto não diz, mas ele era filho de um pai judeu, que ensinava os filhos no caminho do Senhor como recomendava a Torá.

Seu pai era um homem sensato. Deu a herança mesmo sem estar na hora de reparti-la.

Aquele filho tinha o seu coração apreensivo no caminho de volta ao lar com a atitude do pai.

“A Atitude do Pai do Filho Pródigo”

I – O enxergou de longe

A. Sugere que o pai estava de prontidão, de atalaia, de sentinela.

- Não foi um turno de 24 horas

- Possivelmente alguns anos.

- Mas ele não desistia

- Estava firme ali na sua guarita. De prontidão, aguardando a volta do filho.

B. O filho não estava esperando ainda ver o pai, mas o pai sim.

C. Deus vê o regresso de todos os filhos, ainda que o homem não se dê conta.

Lam. 3.22-23

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.”

É assim que Deus nos recebe.

Na cruz, o Senhor Jesus Cristo, pagou todos os nossos pecados.

E quando nos arrependemos e voltamos para o Pai Celestial ele os lança para trás de suas costas.

Nada há mais a sua frente.

“A Atitude do Pai do Filho Pródigo”

II – Uma atitude enternecida

A. Movido pela compaixão. V 20

- Não foi movido pela ira.

- Não foi movido pelo rancor

- Não foi movido pelo ressentimento

- Não foi movido pela amargura

B. Com pressa

- O pai tinha pressa em receber o filho

- O pai estava profundamente ansioso em receber o filho de volta

- O pai tinha urgência em receber o filho

- Foi correndo ao encontro do filho

C. Com um profundo carinho

- Não foi áspero com seu filho

- Não tirou a cinta para castigá-lo

- Não quero mais você aqui

- Não disse fora daqui

- Você me abandonou

- Você me virou as costas

- Você gastou meu dinheiro

- Foi para o pecado

- Envergonhou-me

- Não, ele não disse isso

- Lançou-se ao pescoço e o beijou

- Beijo não da traição, mas o beijo da afeição da espera, do desejo de rever o filho perdido.

Ainda hoje o Senhor Jesus Cristo está aguardando todos aqueles que desejam voltar para o Pai Celestial.

O pecado separou o homem de Deus, mas Deus enviou seu filho Jesus para morrer pelos pecados do homem.

A Voz de Jesus é meiga e suave: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados, de carregar suas pesadas cargas... e vocês encontrarão descanso.”

É possível que o senhor e senhora esteja cansado (a) de carregar o peso da idade avançada.

Outros estão cansados das injustiças.

Foi injustiçado numa promoção no seu trabalho

Não reconhecem seu valor no trabalho, na família

Está cansado de ser humilhado

Um casamento fracassado

Uma vida amorosa, sentimento sem esperanças

Cansado das ingratidões dos filhos

As palavras de Jesus são oportunas. Vinde a mim...

Ele quer que você volte para Ele. Ele tem poder para aliviar o fardo que está sobre seus ombros.

É possível que nesta noite esteja entre nós alguém que já seguiu a Jesus. Agora está longe da casa do Pai.

Ele aguarda sua volta também.

Em 1943, o centro de informações de guerra inglês informou aos pais de um soldado que seu filho tinha desaparecido em ação que, provavelmente, havia morrido em conseqüência de ferimentos.

O rapaz na verdade não morrera, fora dado como morto, mas estava com vida.

No entanto, os ferimentos recendidos levaram aquele rapaz a perder sua memória.

Agora estava andando sem rumo, perambulando aqui e ali, conseguiu sarar dos ferimentos.

Entretanto a memória só voltou 5 anos depois.

Lembrou do seu nome, de onde era.

Foi levado para Inglaterra e ali, ligou para casa do pai que o mais rápido possível chegou ao local onde ele se encontrava.

Os 5 longos anos de luto e tristeza, terminaram com uma calorosa saudação e um abraço afetuoso.

Você e eu constantemente nos afastamos de Deus, nosso Pai, voluntariamente, como o filho pródigo, ou involuntariamente, como o jovem soldado.

Durante os anos que passamos separados do Pai, não somos nós mesmos, perdemos que como a memória.

Entretanto quando a recobramos, quando o momento de percepção chega e sentimos o quanto estamos perdendo e tomamos a decisão de voltar para casa do Pai, tudo será restabelecido.

O nosso lugar no coração e na casa do Pai está vago, está vazio.

Só nós podemos ocupar. Só você que está longe pode ocupar.

“A Atitude do Pai do Filho Pródigo”

III - Deu-lhe o melhor vestido. V 22

“Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;”

A. Tirou os trapos que o filho vestia

B. Quando Nabucodunozor após 7 anos entre os bichos e comendo com eles, recobrou seu juízo e arrependido glorificou e louvou a Deus, as suas vestes reais lhe foram devolvidas. E diz a bíblia que lhe foi acrescentado excelente grandeza.

Dt. 4.36

“Desde os céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do fogo.”

Foi o que o pai do filho pródigo fez.

Deu-lhe a melhor roupa.

Trazei depressa a melhor roupa.

Não eram roupas recicladas ou recuperadas

Não eram roupas remendadas, mas as melhores roupas.

Um autor afirmou:

“Deus despe de todo o pecado, e veste da sua Glória.”

Isaias 60.1-2

Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti; Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti.”

“A Atitude do Pai do Filho Pródigo”

IV – Deu-lhe um anel. V 22

“Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;”

A. Símbolo para selar, autorizar, legalizar. Dava autoridade a seu possuidor

B. Faraó deu um anel a José, e com ele autoridade sobre o Egito
(Gen. 41.42)

José estava em prisão

Talvez você esteja preso

Preso pelo orgulho, pela vaidade, preso pela ambição, preso pelos falsos valores do presente século.

Preso por amizades que impedem sua vida espiritual

Preso por filosofias vãs

Preso por preconceitos religiosos

Jesus Cristo, nesta noite quer te libertar

Jesus Cristo quer lhe dar um anel. O anel da salvação da sua alma

C. O anel era uma prova da recondução do jovem à casa do pai.

Jesus quer reconduzir você à presença do pai

“A Atitude do Pai do Filho Pródigo”

V – Deu-lhe calçado novo. V 22

“Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;”

A. Quem andava descalçado antigamente?

1. Os escravos

2. Os pobres

3. Os que estavam em duelos

4. Os que estavam em penitência

Naquele momento, ao reconciliar-se com o pai, aquele jovem recebeu um calçado novo como símbolo de sua dignidade restabelecida.

Não era mais escravo e nem desamparado.

B. O homem em Cristo deixa de ser escravo.

Gal. 5.1

“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.”

Torna-se membro da família de Deus:

Ef. 2.19

‘Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;”

“A Atitude do Pai do Filho Pródigo”

VI – Ordenou que se fizesse uma festa. V 23

E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;

A. Assim, também há alegria nos céus por um só pecador que se converte, se arrepende.

Lc. 15.7

“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

B. Qual foi a razão daquela alegria?

O filho que havia sido considerado morto, agora havia voltado à vida.

O filho que havia voltado perdido, agora havia sido achado. Que maravilha é o perdão de Deus! A misericórdia de Deus.

CONCLUSÃO:

. Voluntária ou involuntariamente às vezes nos afastamos do Pai Celestial.

. Ele, entretanto, não se afasta de nós.

. Ansioso, fica de prontidão aguardando nossa volta.

. Ele tem sempre uma roupa nova, um anel real, um sapato novo, uma vida nova para todos os que voltam.




AUTOR: Pr. João Roberto Raymundo
FONTE: http://www.pibcruzeironovo.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=88:a-atitude-do-pai-do-filho-prodigo&catid=12:sermoes&Itemid=38





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