quinta-feira, 1 de julho de 2010


Que farei de Jesus
chamado o Cristo?
Referência: João 18.28-38 – 19.1-16


INTRODUÇÃO

1. A vida é feita de decisões.

- Você é escravo da sua liberdade. Você é obrigado nesta noite a tomar uma decisão. Neutro você não pode ser. Quem não é por Cristo é contra Cristo.

2. A indecisão é uma decisão.

- A indecisão é a decisão de não decidir. Os indecisos decidem-se contra Cristo.

- Exemplo: o homem que desce num rio dentro de um barco à beira de um abismo. Ele tem que tomar uma decisão.

3. Pilatos passou para a história como um homem covarde, que tentou se esquivar de tomar a mais importante decisão de sua vida.

- Ele foi convencido da verdade, mas não teve de coragem de assumir a verdade.

- Ele foi confrontado por Cristo, mas a despeito de ter conhecido a verdade, negou a Cristo e o entregou para ser crucificado.

I. PILATOS É CONFRONTADO PELA VERDADE ACERCA DE JESUS

1. Pilatos é confrontado pela realeza de Cristo – Mt 27:11; Mc 15:2; Lc 23:3

- Pilatos está diante do Rei dos reis.

- Pilatos está diante daquele que é o Senhor absoluto do céu e da terra. Ele está diante de alguém que é maior do que César, maior do que Roma. Pilatos está diante de alguém a quem todo joelho deve se dobrar no céu e na terra.

- Nesta noite você está também diante do Rei da glória. Jesus está aqui. Ele se faz presente. Você pode rejeitá-lo, mas não negá-lo que ele é o Rei dos judeus, o Rei dos reis, o Senhor absoluto do universo.

2. Pilatos é confrontado pela divindade de Cristo – Jo 19:7-9

- Disseram a Pilatos que Jesus devia morrer porque a si mesmo se fizera Filho de Deus. Pilatos vai checar a informação com Jesus e ele nada responde. Pilatos fica com medo.

Ele não está diante de um homem comum.

Ele está diante daquele que é o Filho de Deus, o próprio Deus.

- Você também nesta noite está diante do Filho de Deus. Ele é o criador do universo. O logos. O Senhor. O Salvador do mundo. O único mediador entre Deus e os homens. O único que pode perdoar os seus pecados. O único que pode lhe dar a vida eterna. Diante dele você não pode ficar neutro.

3. Pilatos é confrontado pelo Reino espiritual de Cristo – Jo 18:36

- Jesus diz para Pilatos: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (Jo 18:36).

- O Reino de Cristo é o único reino que jamais será destruído. Ele é reino eterno. Todos os reinos do mundo vão passar. Os grandes impérios caíram. As grandes potências mundiais entraram em colapso. Mas o Reino de Cristo subsiste para sempre. Ninguém pode tomar o Reino de Cristo por assalto.

- Ninguém pode destruí-lo por conspiração. Ele não pode ser derrotado por armas, com bombas ou terrorismo. Quem não fizer parte desse reino, vai perecer eternamente. Se você não nascer de novo você jamais poderá entrar no Reino de Deus.

II. PILATOS É CONFRONTADO POR MENTIRAS A RESPEITO DE JESUS

1. Pilatos compreende que as acusações contra Jesus são faltas

a) O método usado contra Jesus foi a conspiração – Mc 15:1

“Logo de manhã, entraram em conselho os principais sacerdotes com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando a Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos”.

b) A motivação da acusação contra Jesus foi a inveja – Mt 27:18

As autoridades judaicas estavam em trevas não por falta de luz, mas por falta de olhos. Eles por inveja não queriam reconhecer que Jesus era o Messias. A religião judaica estava cega à verdade. A luz veio ao mundo, mas eles a rejeitaram porque amaram mais as trevas do que a luz.

c) O conteúdo da acusação contra Jesus foi uma declarada mentira – Lc 23:1-2

1) Acusação moral – Acusaram Jesus de perverter a nação (Lc 23:2), de alvoroçar o povo com os seus ensinos (Lc 23:5), de ser um agitador do povo (Lc 23:14).

2) Acusação política – Acusaram Jesus de proibir pagar tributo a César.

3) Acusação religiosa – Acusaram de Jesus de se auto-proclamar o Cristo, o Rei.

- Pilatos só se importou com a última acusação. Ele perguntou a Jesus: “És tu o rei dos judeus?”.

- Talvez você tem escutado muitos absurdos a respeito de Jesus. Os céticos tentam destilar o seu veneno para desacreditar a Pessoa de Jesus.

- A quem você vai ouvir: Aquele que é o Caminho, a verdade e a vida ou a voz daqueles que cegamente conspiram contra a verdade? Qual é a sua escolha? Que caminho você vai seguir?

III. PILATOS É CONFRONTADO PELA CLARA INOCÊNCIA DE JESUS

1. Pilatos confessa várias vezes a inocência de Jesus – Lc 23:4,14,15,22; Jo 18:38

Pilatos disse para os principais sacerdotes e à multidão: “Não vejo neste homem crime algum” (Lc 23:4). Disse ainda: “Apresentastes-me este homem como agitador do povo; mas, tendo-o interrogado na vossa presença, nada verifiquei contra ele dos crimes de que o acusais. Nem tampouco Herodes” (Lc 23:14,15).
Pela terceira vez lhes perguntou: “Que mal fez este? De fato, nada achei contra ele para condená-lo à morte” (Lc 23:22).

2. Pilatos tenta defender a Jesus – Mc 15:14

Pilatos encurralado pela sua consciência, tenta defender Jesus perguntando para a multidão: “Que mal fez ele? E eles gritavam cada vez mais: Crucifica-o!” (Mc 15:14).

Pilatos defende Jesus, mas não se rende a ele. Ele defende a verdade, mas não se submete a ela.

3. Pilatos expõe o drama da sua consciência diante da multidão – Mt 27:22

Pilatos no auge da sua agonia, confrontado pela verdade, convencido da inocência de Jesus, pergunta à multidão: “Que farei, então, de Jesus, chamado o Cristo?” (Mt 27:22).

Você não pode transferir essa decisão. Nem seu pai, nem sua mãe, nem seu filho pode tomar essa decisão por você. O que você fará de Jesus? Vai recebê-lo ou rejeitá-lo?

4. Pilatos é alertado por sua mulher – Mt 27:19

“E, estando Pilatos no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não se te envolvas com esse justo: porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito”.
- Pilatos é ainda mais pressionado. Deus está lhe dando mais uma oportunidade. Ele está tendo mais uma chance de se render à verdade. É mais uma trombeta a soar em seus ouvidos.

5. Pilatos é confrontado pelo próprio Jesus – Jo 19:9-11

- Jesus já dissera para ele que o seu Reino não era desse mundo. Jesus já dissera para ele que ele nasceu para ser Rei. Jesus já reafirmara que ele era o próprio Filho de Deus. Jesus já o alertara que a autoridade de Pilatos vinha do cima, do céu. Jesus já dissera para ele que quem o entregara em suas mãos tinha ainda maior pecado que o pecado de Pilatos em julgá-lo.

Jesus já alertou você muitas vezes. O que você vai fazer: continuar fechando o seu coração?

IV. PILATOS TENTA SE ESQUIVAR DE SUA RESPONSABILIDADE DE TOMAR UMA DECISÃO A RESPEITO DE JESUS

1. Pilatos tentou deixar o caso de Jesus nas mãos de outros – Jo 18:31; 19:6-7

- Por duas vezes Pilatos tentou deixar o caso de Jesus nas mãos dos judeus: Na primeira vez, logo que trouxeram Jesus a Pilatos ele lhes disse: “Tomai-o vós outros e julgai-o segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: A nós não nos é lícito matar ninguém” (Jo 18:31).

Na segunda vez, Pilatos ainda mais desesperado disse: “tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum” (Jo 19:6).

Pilatos quer deixar a sua decisão nas mãos dos outros. Mas essa decisão era sua. Essa decisão também é sua.

2. Pilatos tentou transferir a sua responsabilidade enviando Jesus a Herodes – Lc 23:7

Pilatos tenta mais uma vez se esquivar e ao saber que Jesus era da Galiléia, da jurisdição de Herodes, o remete a Herodes. Ele quer ficar livre de Jesus. Jesus é levado a Herodes, mas não abre a sua boca e novamente Jesus é trazido à presença de Pilatos.

Ninguém pode substituir você em sua decisão por Cristo. Nesta noite você está encurralado pelo Filho de Deus. Você não pode ficar neutro diante dele.

3. Pilatos tentou fazer a coisa certa, mas pelas mãos dos outros – Jo 18:39-40; Lc 23:17-19; Mc 15:6-9; Mt 27:16-17

Pilatos mais uma vez quis se esquivar da sua responsabilidade. Ele era um homem afeito a decisões. Ele era o governador. Mas quando se tratava do destino da sua alma, ele mostrou-se tímido, medroso, vacilante. Ele queria soltar Jesus. Então, lembrou-se de uma prática costumeira: A soltura de um prisioneiro na época da páscoa. Lembrou-se do pior homem que tinha preso. Um roubador e assassino, Barrabás. Mas a multidão preferiu Barrabás.

A situação de Pilatos ficava ainda mais grave. Era um homem prisioneiro da sua consciência. Quem você vai escolher: Jesus ou Barrabás?

4. Pilatos tentou se esquivar com uma pergunta filosófica: O que é a verdade? Jo 18:37-38

Jesus havia dito para Pilatos: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade?” (Jo 18:37-38).

Talvez você também tem tentado esquivar-se de sua rendição a Cristo, deixando o foco principal para distrair-se com perguntas filosóficas.

5. Pilatos tenta descartar Jesus com meias medidas – Lc 23:16

“Portanto após castigá-lo, soltá-lo-ei”. Se Jesus era inocente, por que castigá-lo. Pilatos revela-se ao mesmo tempo cruel, açoitando o inocente e também covarde, querendo agradar a multidão punindo o inocente.

Pilatos repetidamente afirmou a inocência de Jesus (Jo 18:38; 19:4; Lc 23:14,22: Mt 27:24). Seu problema era falta de coragem para sustentar aquilo que acreditava. Ele queria agradar o povo, com medo de um motim. Pilatos não perguntou: Isso é certo? Em vez disso, perguntou: Isso é seguro? Isso é popular?

6. Pilatos tenta isentar-se, procurando soltar Jesus – Jo 19:12

Pilatos tentou soltar Jesus quatro vezes. Ele sabe que Jesus é inocente. Sabe que Jesus é Rei. Sabe que Jesus é o Filho de Deus. Sabe que as acusações contra ele são falsas e motivadas pela inveja. Mas abafa a voz da consciência.

a) Quis soltar Jesus quando propôs Barrabás, pensando que a multidão não iria querer um roubador e assassino preso (Mt 27:15-18).

b) Quis soltar a Jesus quando perguntou de novo: Qual dos dois quereis que eu vos solte? (Mt 27:21).

c) Quis soltar Jesus pela terceira vez quando perguntou ao povo: “Que farei, então, de Jesus, chamado o Cristo? (Mt 27:22).

d) Quis soltar Jesus pela quarta vez quando ainda perguntou: “Mas que mal fez ele?” O evangelista João relata que Pilatos quando tomou consciência que Jesus era o Filho de Deus procurou soltá-lo (Jo 19:12).

7. Pilatos, finalmente, esquiva-se da sua decisão por Cristo, levando as mãos – Mt 27:24

Pilatos tenta jogar sobre os judeus a responsabilidade de sua covardia. Ele manda trazer uma bacia com água e lava as mãos.

Nem toda a água do oceano pode lavar as suas mãos. Elas estão sujas de sangue. A tradição diz que Pilatos passou a vida toda com paranóia de lavar as mãos.

V. PILATOS COVARDEMENTE CONDENA A JESUS E O ENTREGA PARA SER CRUCIFICADO

1. Porque a conveniência falou mais alto do que a consciência – Jo 19:12

Os judeus disseram para Pilatos: “Se soltas a este, não és amigo de César; todo aquele que se faz rei é contra César”. A posição política falou mais alto que a voz da consciência. As vantagens do mundo prevaleceram às venturas do céu. Ele condenou Cristo para não perder os favores de Roma.

Muitos também trocam Cristo pelas vantagens, pela riqueza, pelo prestígio, pelas amizades do mundo.

2. Porque preferiu agradar a multidão do que ser coerente com sua convicção a respeito de Jesus – v. Lc 23:23-25; Mc 15:15

O clamor do povo prevaleceu. Pilatos decidiu atender-lhes o pedido. Pilatos entregou Jesus à vontade deles. Pilatos querendo contentar a multidão, soltou a Barrabás e mandou açoitar a Jesus, entregando-o para ser crucificado.

A quem você vai atender nessa noite: à sua consciência ou à voz da multidão?

Pilatos mandou açoitar a Jesus e crucificar Jesus. Pilatos suicidou-se. Ele perdeu a grande oportunidade da sua vida. Ele fechou todas as portas da graça de Deus.



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COMO SER

UM GANHADOR

DE VIDAS

Texto-Chave: Mat. 20:29-34 (ler todo o texto) -

- Cumprir bem o papel de ganhar vidas para o reino de Deus é dever de todo aquele que deseja galgar com sucesso a "escada do êxito" (ganhar, consolidar, discipular e enviar).

- Jesus é o nosso melhor modelo de ganhador de almas. O texto que lemos nos mostra o que ocorre nesse processo de ganhar vidas para Jesus, senão vejamos.

Vs. 29 e 30: "Uma grande multidão o acompanhava ... e eis dois cegos, assentados à beira do caminho"

- Assim como Jesus não se deixava distrair pela honra, respeito e veneração de uma multidão que o seguia, mas se atentava aos perdidos, marginalizados, destruídos e carentes de salvação, assim devemos estar apercebidos na nossa caminhada dia a dia.

- Há sempre uma voz ao nosso lado clamando: "tem misericórdia de mim" e anuncia-me a verdade; mostra-me a luz! I Tm 2:3-4 / II Co 4:4

Vs. 31: "A multidão os repreendeu e mandou que calassem a boca...”

- O mundo faz de tudo para manter as pessoas presas no engano, sob o domínio das trevas, não permitindo que elas vejam a luz - Mat .13:22

Vs. 32: "Então Jesus parou"

Temos o dever de crer que Jesus para e socorre o necessitado, por isso, nossa prioridade deve ser pregar a palavra e ganhar os perdidos.

- Precisamos nos empenhar no sentido de não deixarmos a evangelização em segundo plano – Lucas 5:31-32

Vs. 33: "... queremos poder enxergar..."

- Todos aqueles que estão nas trevas buscam encontrar a luz - Atos 26:16-18

Vs. 34a: "Jesus teve pena dos cegos e tocou nos olhos deles"

- Precisamos ter o mesmo sentimento de Jesus em relação aos perdidos.

- Devemos estar motivados por um sentimento profundo a fim de que possamos ser usados por Deus na salvação de muitas vidas.

- Não podemos ficar inertes, termos que "tocar-lhes os olhos" – Mat 9:36

Vs 34b: "No mesmo instante eles puderam ver"

- É preciso que ocorra a experiência do novo nascimento. No entanto, para que haja mudança de entendimento, muitas vezes será necessário tempo, o que exigirá de nós um maior empenho na " consolidação" dessas pessoas - João 3:3

Vs 34c: "... e então seguiram Jesus"

- Após apresentar Jesus e proporcionar mudança de entendimento ao novo convertido, precisamos torná-lo "discípulo", que é aquele que segue alguém.

- Jesus opera o milagre do novo nascimento e é Ele quem deve ser seguido. No entanto, essas pessoas precisam ser acompanhadas, cuidadas e formadas por alguém. Essa tarefa nos foi confiada pelo próprio Jesus - Mateus 28:19-20

Gancho evangelístico:

Se houver visitante descrente, faça o seguinte apelo: Nós vimos que Jesus dá prioridade àqueles que ainda não O conheceram.

- Você que está aqui hoje e não teve uma experiência de salvação é a pessoa mais importante para Deus.

- Jesus quer lhe curar e proporcionar vida eterna. Para isso é necessário que Ele ouça a sua manifestação de vontade.

- Faça uma oração de arrependimento e entrega com todos e identifique os que a fizeram pela primeira vez.
Fonte:
http://www.igrejavencedores.com.br/acervo_detalhes.asp?Id=71




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Moriá é
Consequência
(Gen.22:1e2)


Introdução:

- Quando lemos essa história, ficamos até mesmo assustados com Deus. Até parece coisa de um “deus Moloque da vida”.

- Os falsos deuses que eram assim. Exigiam coisas quase impossíveis de seus seguidores, inclusive sacrifícios humanos. Mas temos que ver o contexto daquele momento.

- Entendemos, vendo a fundo esse momento, que Moriá não veio a Abraão por um mero acaso. Além de Deus provar sua fé, a ida à Moriá foi conseqüência de alguns erros cometidos pelo “amigo de Deus”. É só olharmos o capítulo anterior, aliás, o versículo um já fala disso: “E sucedeu depois dessas coisas...”, quais “coisas”? Alguns erros cometidos no capítulo vinte e um, que fez Deus “convocar” Abraão à Moriá.

- É bom que se diga que ninguém vai a Moriá por acaso. Deus só nos chama a esse monte quando cometemos alguns erros como o velho patriarca.

Vejamos:

1) Depois do nascimento de Isaque, o relacionamento de Abraão com Deus esfriou (Gen.21:8).

· Os comentaristas afirmam que Isaque tinha já vinte e cinco anos quando seu pai foi a Moriá.
- Se essa cronologia estiver certa, significa que Abraão passou esse tempo todo sem levantar um único altar ao Senhor. Logo ele, que sempre foi um homem de altar. Ao contrário, tornou-se “festeiro”. Deu um banquete quando Isaque foi desmamado aos três anos, mas não levantou um altar.
- O resultado foi que ai começou a contenda entre Isaque e Ismael. Nada disso aconteceria se ao invés de um banquete, Abraão tivesse levantado um altar.

· Aplicação:

- Estamos muito festeiros hoje em dia. Aceitamos muitos convites para festa e não nos dedicamos as convocações de reuniões de oração, consagração, etc.

- Deus prefere altares a banquetes e eventos festivos. Aliás, são dessas festas que vem nossas disputas. Existem congressos e encontros para desfilarmos nossas melhores roupas, melhores cantores, melhores pregadores, etc. São festivais de massageamento de egos e endeusamento de homens.

- Que Deus tenha misericórdia de nós. Se continuarmos assim, qualquer hora o Senhor nos “convocará” ao Moriá para reaprendermos a arte de fazer altares.

2) Firmou aliança, num relacionamento errado com o filisteu Abimeleque, dando a ele ovelhas, bois e cordeiros dos sacrifícios como parte de acordo (Gen.21:27).

· Fez um acordo sem consultar a Deus, com Abimeleque, rei dos filisteus, e o pior, o presenteou com animais que deveriam ser usados em sacrifícios, nos altares erguidos ao Senhor.
- Infelizmente, o patriarca esqueceu-se disso, e estava tão desacostumado com essa prática que se desfez dos animais consagrados para uso em sacrifícios à Deus.

· Aplicação:

- Estamos usando o que é do Senhor em coisas do mundo. Já vi excelentes cantores louvarem à Deus em muitos púlpitos, mas quando chegam na imprensa, cantam músicas profanas que nada tem a ver com o louvor genuíno ao Senhor, e ainda tem a audácia de dizer, que são profissionais, e não evangélicos.

- Deus não aceita essa mistura pecaminosa que está permeando a Igreja. Estamos fazendo acordos espúrios com o inimigo, dando ao mundo nossos talentos e dons. Ele irá nos convocar à Moriá.

- Consagração ao Senhor tem que ser total e absoluta, e os sacrifícios para Ele é só Dele. O Senhor nunca aceitará dividir sua glória com o inimigo.

3) Plantou um bosque para invocar a Deus, esquecendo-se da prática de fazer altar
(Gen.21:33).

· Abraão comete um erro crasso: Imitando os idólatras cananeus, plantou um bosque e ofereceu ao Senhor, esquecendo-se que o que Deus sempre pediu foi altar com sacrifícios, e um coração inteiramente voltado para Ele.
- Isto fala de uma vida sem compromisso, pois arvores crescem progressivamente, ao relento, sem precisar de muitos cuidados. Altar tem que ser feito pelo ofertante com dedicação e esmero, tijolo sobre tijolo.

· Aplicação: Isso fala de um relacionamento construído por nós ao longo da vida. Dedicação e empenho no serviço a Ele e não uma vida levado pelo acaso, sem compromisso firme com o Altíssimo.

4) Depois desses erros, Deus o chama a Moriá, para o velho patriarca reaprender uma lição esquecida depois de receber uma benção: A vida de altar tem que continuar.

- Vinte e cinco anos depois, quando Abraão já tinha perdido o primeiro amor, perdido o viver profético e se empolgado com a benção, Deus o chama para subir a montanha e voltar a oferecer sacrifícios.

- E o pior, Deus exige a “benção” que ele tinha recebido: Seu filho Isaque, que infelizmente havia tomado o lugar da comunhão com Jeová.

A ida a Moriá então, é necessária por pelo menos três motivos:

a) Quando não somos mais os mesmos e precisamos voltar ao primeiro amor.

- Quando esquecemos de levantar altares a Deus, quando preferimos oferecer nossos bois e ovelhas dos sacrifícios aos filisteus ao invés de ao Senhor.

b) Quando perdemos o viver profético.

- Quando levamos a vida empurrando com a barriga, sem visão espiritual, sem vida com Deus, sem levantar altares.

- No caminho para Moriá, ele recupera esse modo de vida: Quando Isaque lhe pergunta onde estava o cordeiro para o sacrifício ele lembra-se de que era profeta: “Deus proverá” (Gen.22:7e8).

- No início da subida do monte, ele diz aos moços para ficarem aguardando, pois ele e Isaque iriam subir, adorar e voltar. Tinha confiança que Deus ressuscitaria seu filho dentre os mortos: “...havendo adorado, tornaremos para vós...”. Reaprendeu a ser profeta do Altíssimo.

c) Quando nos empolgamos com a benção e nos esquecemos do abençoador.

- A benção nunca será maior do que o Abençoador. Não se esqueça que por maior que seja ela nunca será a última. Temos que continuar tendo vida com Deus, erigindo altares, ou corremos o risco de parar em Moriá.

Que Deus nos guarde

Extraído do livro "Inspiração, Sermões e Pensamentos", de autoria do Pr. Josias Almeida
FONTE: Pr. Josias Almeida




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