sexta-feira, 5 de março de 2010


DE VOLTA A BETEL


Gn 35:1-7 - “Deus disse a Jacó: “Suba a Betel e estabeleça-se lá, e faça um altar ao Deus que lhe apareceu quando você fugia do seu irmão Esaú”. Disse, pois, Jacó aos de sua casa e a todos os que estavam com ele: “Livrem-se dos deuses estrangeiros que estão entre vocês, purifiquem-se e troquem de roupa. Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado”. Então entregaram a Jacó todos os deuses estrangeiros que possuíam e os brincos que usavam nas orelhas, e Jacó os enterrou ao pé da grande árvore, próximo a Siquém... Jacó e todos os que com ele estavam chegaram a Luz, que é Betel, na terra de Canaã. Nesse lugar construiu um altar e lhe deu o nome de El-Betel, porque ali Deus havia se revelado a ele, quando fugia do seu irmão”.



INTRODUÇÃO:

- Quando Jacó fugiu da casa de seu pai por ter enganado seu irmão Esaú com a benção da primogenitura, o primeiro lugar fora de suas terras em que passou foi Betel, e, ali ele teve uma experiência marcante com Deus e fez ali uma aliança com o Senhor (Gn 28:22 “E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo”).

- Agora vemos Deus falando com Jacó para que este volte ao lugar do seu chamado, ao lugar do seu encontro e da sua aliança com o Senhor. Deus o levou ao inicio de seu momento pessoal para avaliar a sua caminhada cristã, suas frustrações, seus fracassos, suas conquistas e seus propósitos.

- Deus faz isso conosco para mostrar aspectos de nossas vidas que estão sendo negligenciados..

- Deus estava requerendo de Jacó e de sua família, uma decisão de entrega e santidade total a Ele. E assim eles deveriam levantar um altar de total dedicação a Deus.

- Hoje Deus está nos convocado a tomarmos uma decisão de levantarmos acampamento e caminharmos para Betel, porém lembrando sempre de que o grande alvo ali é de levantarmos um altar de compromisso, dedicação, entrega e santidade total a Deus.

1 - Temos que identificar e remover os objetos que podem nos atrapalhar na caminhada para o sucesso.

A) Temos que identificar o que pode estar em desacordo com o propósito de Deus para nós.

- Jacó percebeu que havia deuses estrangeiros no meio da bagagem de sua família, os quais haviam sido furtados por sua esposa Raquel da casa de seu pai (Gn. 31:19-21 “Enquanto Labão tinha saído para tosquiar suas ovelhas, Raquel roubou de seu pai os ídolos do clã. Foi assim que Jacó enganou a Labão, o arameu, fugindo sem lhe dizer nada. Ele fugiu com tudo o que tinha e, atravessando o Eufrates , foi para os montes de Gileade”).

- Havia uma maldição de engano, roubo, desonestidade, inveja e mentira sobre a sua família. Por conta disso, Jacó se tornou um fugitivo. Deixava sempre pendências por onde passava. Saia dos lugares sem resolver ou encarar responsavelmente, as situações. Estava sempre fugindo com sua família de um lugar a outro.

- Toda pessoa que tem a síndrome de Jacó, nunca construirá nada. Terá sempre uma vida ou um ministério nômade.

B) Devemos renunciar os deuses estranhos porque Deus não reparte a Sua glória com ninguém.

- Se você vai chegar a Betel e se algum altar vai ser levantado ao Senhor dos exércitos, então os deuses estranhos terão que ficar enterrados no caminho.

- Muitos querem levantar um altar, ou, estar ministrando no altar sem se libertar dos deuses estranhos.

C) O carvalho de Siquém é o lugar onde você terá que enterrar os deuses estranhos.

- O carvalho é o ponto decisivo. Enterrar significa por um fim, sepultar completamente.

- Muitas pessoas trazem esses deuses em sua vida, família ou ministério e os carregam por muito tempo em sua caminhada cristã.

- Mas tem um, porém: O carvalho era a maior e mais frondosa árvore da floresta de Siquém, era fácil saber, ou identificar onde os objetos haviam sido enterrados, caso se esquecessem do local no meio da floresta. Era uma espécie de mapa para saber onde estava enterrado o “tesouro”.

- Muitas pessoas voltam a desenterrar os deuses do Egito, sempre que desviam a visão do propósito.

- Os deuses estranhos roubam a glória de Deus em nossa vida. Além disto, eles ocupam o lugar o espaço que deveria ser ocupado pelos desígnios do Altíssimo. E quando isto acontece, entramos em pecado de idolatria.

2 - Temos que passar pelo processo de purificação antes de levantarmos um altar ao Senhor.

A) Jacó teve que levar sua família a lavar-se no rio, porque estavam sujos devido à caminhada.

- Isto significa que temos que nos purificar das obras mortas e nos santificar para o Senhor. Não podemos vestir as vestes ministeriais e santas, sem primeiro nos purificarmos.

B) Precisamos mudar as nossas roupas.

- Jacó também levou sua família a trocar as vestes. Devido à longa caminhada, as vestes se sujaram, outras se rasgaram, outras ficaram pequenas para os corpos que cresceram.

- As vestes na Bíblia nos falam da conduta da vida diária. Se não trocarmos nossas vestes, não poderemos levantar um altar ao Senhor e nem ministrar diante dEle.

- Precisamos mudar a nossa postura; nossa forma antiga de nos comportar; nossa maneira de falar; nossa forma de tratar com os outros.

- Precisamos mudar as nossas vestes de lamúria por vestes de louvor (Is. 61:3 “e dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto, e vestes de louvor em vez de espírito deprimido. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da sua glória”).

- Temos que manter nossas vestes sempre limpas e o nosso corpo coberto no tempo das crises e das batalhas que travamos no mundo espiritual (Ap.16:15 “Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha”).

C) Temos que saber quando devemos começar as mudanças e por onde começar, antes de construir algo.

- Quando Jacó passou as novas diretrizes espirituais para a sua família e quando um por um deles abandonou o seu deus estranho lá no carvalho de Siquém, quando cada um deles mudou sua veste o poder de Deus entrou imediatamente em operação.

CONCLUSÃO:

1 - Sempre que renunciarmos os deuses e obras do passado, Deus nos encherá do Seu Espírito Santo.

2 - Este é um momento para avaliarmos se temos deuses e roupagens que tem impedido de sermos mais autênticos e comprometidos com Deus e quais serão nossos argumentos espirituais para levantarmos o nosso altar em Betel.

3 - Deus está nos conduzindo ao lugar de santidade.

- Quando voltarmos estejamos prontos para levantarmos o nosso altar ao nosso Deus, e então, Ele nos encherá com o seu poder e nos capacitará a construirmos algo permanente, de sucesso e para a glória d’Ele.


Graça e Paz!



AUTOR: Pr. Osmarino Correia de Araújo


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DERROTA E VITÓRIA
NOS HABITAM

Números 13:25 a 33



Introdução:

- Vivemos em um mundo onde as vitórias acontecem, mas as derrotas também acontecem.

- Se um time de futebol ganha o outro perde; se no tribunal, um ganha, o outro perde. E isso é recebido pelas pessoas nas mais variadas formas; enquanto um fica alegre, o outro fica triste; enquanto um acha que foi abençoado outro pensa que foi desamparado.

- Na teologia da prosperidade, experimentar uma derrota é estar em pecado, longe de Deus, pois ensinam que o crente não pode perder, pois com Cristo é vitorioso sempre.

- Derrotas existem e não devemos fugir, pois elas fazem parte de nosso viver. Não devemos, portanto, nos deixar derrotar pelas perdas em nossas vidas.

- As vitórias também são parte do nosso cotidiano, elas também agem em nossas vidas de modos diferentes. Mas uma pessoa não vive só de vitórias. Vitórias e derrotas nos habitam.

- Precisamos aprender a olhar para a derrota sem derrotismo e usufruir a vitória sem arrogância, pois tanto a derrota como a vitória nos habitam.

I - As realidades encontradas no texto.No texto lido encontramos duas realidades.

1 - Positiva: “Relataram a Moisés e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e verdadeiramente mana leite e mel; este é o fruto dela” V. 27.
A terra é muito boa! Excelente! Foi a noticia que trouxeram ao povo.

2 - Negativa: “O povo porém, que habita nesta terra é poderoso, e as cidades mui grandes e fortificadas; também vimos ali os filhos de Anaque. Os Amalequitas habitam na terra do Neguebe; os Heteus, os Jebuseus e os Amorreus nas montanhas; os Cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão” V, 28 e 29.

- O povo que nela habita é monstruoso! É formado de gigantes.
Existe uma sensação de vitória, pois a terra é boa; e logo a sensação de derrota, não vai dar certo, porque tem um povo poderoso lá.

II - Habitando com a derrota.

- A atitude dos 10 espias foi concentrada não no positivismo e na possível vitória, mas no negativismo, pois viram derrota como coisa concreta.

1 - Confessaram a derrota antes de serem derrotados.

“Porém os homens que com ele tinham subido disseram: NÃO PODEREMOS SUBIR contra aquele povo” v.31.

- É triste ver alguém confessando sua incapacidade antes de ir à luta.

Não posso; não vou conseguir; não vai dar certo; não alcanço….isso é confessar a derrota antes de enfrentar o inimigo.

2 - Ressaltaram os defeitos e os problemas ao invés das coisas boas.

“ E diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todos os homens que vimos nela são de grande estatura” V.32. Infamaram a terra.

3 - Aumentaram as dificuldades.

“também vimos ali gigantes…e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos” v.33.
Sequer haviam sido vistos pelos Anaquitas.

4 - Conseqüência.

- O povo se revoltou contra Moisés, foi tomado pelo pessimismo, desânimo e incredulidade. Foram terrivelmente castigados…

”Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite. Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara, tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto” Num. 14:1 e 2.

- Todos desanimaram por causa de 10 infelizes espias.

- Uma pessoa pessimista é derrotada e consegue levar uma multidão à derrota, a murmuração e ao desespero.

III - Habitando com a vitória.

- A atitude de Josué e Calebe foi otimista. E acreditavam nas promessas de Deus. E baseados nestas promessas viam as possibilidades de conquistar a terra de Canaã.

1 - Afirmação positiva.

“E falaram a toda congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa” Nm. 14:7

- Estes homens eram otimistas, e criam na vitória; e tentaram convencer a multidão de que a terra era boa.

2 - Criam nas promessas de Deus.

“Se o Senhor se agradar de nós, então nos fará entrar nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel” Nm. 14:8.

- O povo não entrou porque não creu; a fé dos dois não minimizou as dificuldades, mas colocou a questão da vitória sob a vontade de Deus. “Se o Senhor quiser” E o Senhor queria.

- Mas o negativismo levou o povo a peregrinar pelo deserto durante 40 anos; até que toda aquela geração incrédula morresse.

O que o texto nos ensina?

1 - A DERROTA pode ser fruto de uma atitude negativa e incrédula.

“Disse o Senhor a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio deles?” Nm. 14:11.

2 - A DERROTA é também fruto da desobediência.

“Nenhum dos homens que, tendo visto a minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, todavia, me puseram a prova já 10 vezes e não obedeceram a minha voz, nenhum destes virá a terra que, com juramento, prometi a seus pais, sim, nenhum daqueles que me desprezaram a verá”. Nm. 14:22 e 23.

3 - Tornamo-nos VITIMAS de nossas palavras e visão.

“Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim?Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Dize-lhes: Por minha vida diz o Senhor, que como falaste aos meus ouvidos, assim farei a voz outros….Neste deserto cairá o vosso cadáver…” Nm. 14:27 a 29.

Precisamos acreditar nas promessas de Deus e ir em frente na certeza de que tudo é vitória em nossas vidas.



AUTOR: Pr Cirino Refosco


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